domingo, 11 de março de 2012

• BTL 2012 - Penedono, ancestral terra

A Câmara Municipal de Penedono resolveu, em boa hora, colocar em exposição na BTL 2012 uma muito curiosa colecção de armas de guerra dos tempos medievais, que recriou com interessante rigor histórico e mantém na sua posse.

Segundo a informação no folheto desta câmara distribuído na dita Feira, esta colecção encontrar-se-á normalmente disponível para ser admirada nos arrabaldes do castelo da vila.

castelo de Penedono
Pretende-se de futuro tentar cativar potenciais visitantes a este concelho - e a toda a região circundante - com mais do que a vista desta colecção. A autarquia quer organizar com alguma regularidade actividades lúdicas e pedagógicas com animações de rua, com a contribuição da população local como actores de rua, recriando ambientes de feiras, torneios e lutas na idade média.

Está pelo menos já previsto para o primeiro fim de semana de Julho um evento destes, para o público em geral, presumo. 

Julgo que haverá abertura da autarquia para receber visitas de estudo de escolas ou outro tipo de grupos com estas actividades.

Sugiro consultarem o site da Câmara Municipal de Penedono, clicando aqui, de onde se transcreveu este seguinte excerto sobre a vila e a famosa colecção de armas de guerra medievais:

"A vila de Penedono, outrora Pena Dono, é sede de concelho 
e fica a nordeste do distrito de Viseu. É umas das mais belas vilas 
do país de onde sobressaem, entre o múltiplo e rico património 
arquitectónico, o castelo e o centro histórico que mantêm 
o original traço medieval.

É neste contexto histórico/arquitectónico que reside a riqueza 
destas terras e será este tipo de atractividade que, acreditam 
os autarcas locais, convocará os futuros turistas a demandar 
estes sítios e reviver a história de Portugal 
no local autêntico e ao vivo.

As peças que a edilidade leva à BTL são únicas em Portugal 
e, eventualmente, mesmo ao nível peninsular, esta colecção 
pode ser considerada uma raridade."

A Catapulta, uma das várias armas
desta colecção da Câmara Municipal
Na modesta opinião do autor deste blog, é mister apoiarmos todos as iniciativas deste carácter, por parte de quem tem a responsabilidade da gestão do nosso território, em edilidades por vezes tão esquecidas. Não concordarão comigo, caros leitores?…

Ainda por cima, é de louvar o trabalho árduo que foi feito de investigação histórica para a fiel recriação das armas, muito bem conseguida, segundo a crença minha. A vós de jurgardes também. E de partilhar essa opinião aqui neste blog. Façam-me o favor.

sexta-feira, 9 de março de 2012

• BTL 2012 - Restaurante Guarda Rios

Com este post, vou encetar hoje uma colectânea com alguns destaques da recente BTL 2012 - Feira Internacional de Turismo, certame organizado nesta nossa Lisboa. e que eu visito com a regularidade de um fanático por feiras de carácter profissional e devidamente encartado. Portanto, só vou com isto cumprir um dever de gratidão para com a sempre impecável organização da BTL, que há já largos anos me dão livre acesso a esta.

Os destaques que publicarei neste blog serão - como é natural ao autor deste, prenhe apenas de ideias bem peregrinas... - aquilo que atraiu mais o meu olhar e não necessariamente as iniciativas na área do turismo nacional (e também em países estrangeiros) de maior nomeada e já largamente conhecidas do público em geral.

O restaurante, visto da outra margem do rio
E vamos já começar com o Restaurante Guarda Rios.

Que é uma pequena maravilha, encaixada mesmo à beira de um bucólico riacho - não tenho a certeza mas será, porventura, a ribeira de Vide - perto da localidade da Barriosa e de um acidente geográfico, o Poço da Broca, na freguesia de Vide, concelho de Seia. Bem no centro de Portugal, longe de grandes centros urbanos. E perto da aldeia do Piodão. Numa palavra, perfeito.

Um guarda-rios, com a sua característica
plumagem predominantemente azul
O seu nome, de um pássaro cuja beleza cromática da plumagem sempre admirei, já per si é-me atractivo. Mas depois a localização num sítio tão fixe… o encaixe na paisagem… a inspiradora promessa de sossego campestre... a arquitectura rústica e típica da região… o bom gosto revelado nos interiores, na ementa e nas actividades que os seus proprietários promovem (vide o site do restaurante, clicando aqui)…  

Gadus Moruha à la Alcedo Atthis
Caros leitores, não demorem a ir reconhecer este pequeno segredo bem guardado. Que eu espero não o fazer tampoco!… Se as imagens aqui mostradas não vos tentarem de forma persistente, andais a passar ao lado das coisas belas desta vida, senhores!... Ao lado, um dos pratos de excelência do restaurante, imagino eu: o bacalhau à Guarda Rios. What else?... Mas também há a bela da truta do rio, que terá sido pescada, muito provavelmente, logo ali na esplanada desta manjedoura, ok?...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

• As receitas "à la Giusepito": Sagu com gelado

Com este post, inicio aqui algumas ideias peregrinas numa temática específica. Agora estamos também na cozinha neste meretíssimo blog, com muito gosto.

Descobri há cerca de dois anos a esta parte uma iguariazita que assaz me desperta o pecado capital da gula.

Falo de umas bolinhas, brancas antes de cozinhadas e que ficam translúcidas depois, feitas à base de fécula de mandioca. Diz-se que são mesmo um subproduto da moagem deste tubérculo para a confecção da sua farinha. Portanto algo cujo aproveitamento culinário passa a ser até ecológico.

Julgava que esta delícia, o Sagu, seria originária do nordeste do Brasil, onde o consumo de aipim ou macaxeira deve ser mais alargado. Mas parece que é na zona austral, no Rio Grande do Sul, terra bendita, que tem fama de doce de sobremesa típico. E isto, concerteza, devido a uma razão essencial: é confeccionado normalmente com vinho. 

Visualmente, esta doçura lembra as ovas de caviar. E para o ilustrar, vejamos aqui ao lado uma foto desse manjar, com as variantes cromáticas vermelho e negro, servido em forma de… hamburger duplo, veja-se só o sacrilégio!…

Pessoalmente, o seu gosto e a sua textura assimiladas pela nossa língua, digo as bolinhas e a sua calda em conjunto, recordam-me gelatina. E julgo que a substitui com larga vantagem no prazer do paladar.

Quando um dia tiver o meu rico restaurante - devo isso aos meus pares humanos deste mundo dos deuses, caramba!… não?... cuideis que era melhor estar mazé quietinho? - há-de aí ser incluída no cardápio uma sobremesa que será no aspecto físico basicamente algo similar ao que esta imagem ao lado mostra. 

Com uma grande diferença: o Sagu de vinho - ou com aroma de frutos vermelhos adicionado, como por exemplo framboesa - será o recheio e a esfera em que este está contido constituída por um gelado de baunilha ou nata, bem alvo, como convém.

Para a forma do gelado, espero um dia conceber o adequado molde metálico, em aço inoxidável, recorrendo á ajuda de uma equipa de engenharia altamente qualificada.

Nome para esta receita?… Talvez "Olho de Boi". Estou aberto a sugestões ou convites para a confeccionar para cobaias que se cheguem à frente como voluntárias. Anyone out there?..

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

• Nação peregrina

Este nosso país está a tornar-se cada vez mais nos últimos tempos uma ideia peregrina…

Terá sentido existir enquanto nação independente? Se não tem novos filhos que a consigam governar, apenas gerir, e não totalmente sob o seu controlo mas antes muito à deriva… E os velhos já abdicaram ou não se sentem com forças.

Às vezes deambulando por aí, à toa, mirando tanta obra feita, e bem executada mas talvez sofrivelmente gerida, penso comigo: "como fomos capazes de edificar isto tudo?…". Temos que ter sido bons no passado recente. Então, para onde foi essa nossa valia, enquanto povo? Como a perdemos?

Por exemplo, veja-se o cenário urbano na foto acima. Há 15 anos nada existia ali, no Parque das Nações, em Lisboa, senão depósitos de sucatas... e vêm-nos zumbir aos ouvidos que há por aí uma crise... que, ou é impressão minha, ou também existirão outros que pensam, tal como eu, que nasceu de um dia para o outro?…

E já agora, outro feeling que não deve concerteza ser só meu: não é assustadoramente desolador ver tantas lojas de comércio dos mais variados bens, agora permanentemente em saldos ou liquidações totais? Agora até de artigos de luxo e de marcas topo de gama… 

Porque não conseguimos vislumbrar senão um futuro negro? Será que ainda valemos a pena? Ou é mesmo melhor zarparmos todos, como nos apontam, ainda timidamente, os que não têm toda a arte e o engenho de nos governar que esta nação carece?

Soa a pessimismo, isto que resmungo aqui, entre dentes? Não, é bem pior. É capitulação. Estou a tornar-me naquilo que não queria nunca ser: um velho do Restelo.

Ó meus deuses, dai-me ânimo, urgentemente, por favor, que esta realidade está a ferir-me tanto!…
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Para ouvir a banda sonora original (OST) deste post, clicar aqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

• The book of sushi

Mão amiga invisível fez com que chegasse à minha posse em boa hora este livrinho, cuja capa está ilustrada na imagem ao lado, durante a última época festiva, do ano que findou.

E eu, naturalmente, fiquei embevecido um pouco mais com o que o peculiar génio culinário nipónico consegue fazer com ingredientes tão simples, como peixe cru e um arroz numa espécie de amálgama. E a priori até nem me seria apelativa uma tal massa rizícola.

Chega a parecer um enormíssimo crime de lesa-majestade comer, quiçá devorar, com indisfarçável prazer algo que roça a pura arte. Como o prato, de uma estética irrepreensível, que poderiam pôr-nos à nossa frente, em forma de uma miniatura duma ponte de jardim japonês.

Um verdadeiro altar, mostrado numa das páginas duplas deste livro, aqui do lado esquerdo.

Ultimamente, tenho feito online umas descobertas um pouco surpreendentes mas bem aprazíveis.

Pesquisando sobre esta iguaria e outra área de interesse gastronómico em que tenho a minha curiosidade a ser desenvolvida, o vinho, vejo com agrado que a enologia do sol nascente resolveu criar um vinho branco que fosse particularmente adequado à degustação de sushi e de sashimi.

Inda não tive oportunidade para provar esta "pomada", denominada justamente sushi wine, da marca Oroya. Mas como sou um nipófilo inveterado e levo uma fé inquebrantável em tudo o que é criatividade daquele arquipélago, creio que deve ser um néctar que concerteza não decepcionará.

Mas se alguns acharem a minha crença talvez duvidosa, por nunca terem sequer ouvido que no Japão também se produz vinho, aqui fica esta info: a renomada casa vinícola catalã Freixenet colocou este singular vinho no seu catálogo de representações, atribuindo assim um selo de confiança a este.

Voltando ao sushi alone em si, parece que temos na zona da grande Lisboa um excelente lugar para nos empaturrarmos: o Gaijin Sushi Bar, na bela localidade da avenida marginal que é Paço d'Arcos. Vide o seu magnífico site ou a sua página no feicebuque, com um acervo fotográfico da ementa que é de esbugalhar os nossos olhos.

Já agora, este nome Gaijin é também delicioso. Para quem não souber, é o substantivo com que os japoneses designam os outros, os estrangeiros, sobretudo os caucasianos. Por vezes, quase sempre, de modo depreciativo e altivo.

Mas como se a revelação deste livro, deste vinho e deste sushi bar já não fosse esmagador para o apetite de um gajo como eu, eis que descubro algo ainda mais para além disto tudo: uma coisa chamada Luciano Show, um auto-rotulado restaurante italiano & bar, em Tokyo, a gigante capital do Japão. 

Que verão que não é apenas um italiano vulgar de Lineu, mas antes um restaurante de cozinha de fusão asiática e europeia, isto para ser muito simplista e não ir mais longe. Quem quiser ser mais rigoroso, que analise as imagens álbum "Food" na página do facebook desta instituição, que não sei se será já afamada na sua cidade ou mesmo globalmente na élite dos gourmets internacionais. Aqui fica também o site do Luciano Show, algo confuso.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

• Uma pedra mais para o meu castelo - II

Nunca me quis abalançar a ter a minha própria casinha; o meu lar, doce lar.

Nasci aqui em Portugal. Mais concretamente na sua capital. Onde esse sonho de uma vida inteira, para muitos cidadãos acaba por ser, fatidicamente - não que o desejem assim, mas… - qualquer coisa como uma trampa de um apartamentozeco em Massamá. E olha lá, que podia ainda ser pior!…

As casas são caras neste país. E além de caras, são, regra geral, feias ou em ambientes que, uma vez urbanizados, se descaracterizam, a ponto de tornarem a vida neles deprimente, para aqueles como eu, que têm sonhos de um mundo uma beka melhor.

Isto é duro de admitir e de dizer aos meus conterrâneos que possam isto ler. Mas alguém tem de o dizer. Para que outras almas despertem de um torpor em que se encontram soterrados, como num lodaçal que nos impede de ver.

Creio que só se tiver um golpe da fortuna, como herdar uma fortuna, é que quererei construir a minha casinha de sonho aqui neste "jardim à beira-mar plantado".

Se tal desidério me acontecer, irei reler as dicas que neste blog vou deixando. Para mim ou para quem quiser colher as ideias peregrinas deste louco que não sabe o que desejar. Estado de alma meu que confessei recentemente noutro blog, aqui.

A idiotice que hoje vai ficar aqui gravada, foi-me induzida pela consulta da revista "Arizona Foothills", num número desta saído em maio do ano de 2010. Cuja capa está acima. E a ideia em si ilustrada em baixo. É simples: uma miniatura da vossa mansão como casinha do vosso animal de estimação.

Ao ver este canito sortudo na foto, assaltam-me saudades dum tempo em que uma tal casota dava muito jeito para alojar um par de pets que tive a sorte de me alegrarem os dias. Uma cadela husky siberiana e uma ovelha bem anafada, que eram as melhores amigas uma do outra que se pudesse conceber. Por incrível que a mãe-natureza por vezes pareça.

Gostava de voltar a ter um dia essas "pedras vivas" no meu castelo, que foram para mim estes dois extraordinários animais. E ainda uma avestruz ou um golfinho… A sério. Palavra de doido varrido.

sábado, 31 de dezembro de 2011

• Feliz Ano Novo!!!…

A modos que é isto… "Prontes"!... Fiquem bem e não façam muitas asneiras. Porque esta pode bem ser a última passagem de ano da nossa querida humanidade*, tal como a conhecemos hoje em dia.

Farewell, mad world!...
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* Parece que é uma profecia que os Mayas nos terão deixado… p'ra mais info sobre o calendário das festas do fim do mundo, clicar aqui.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

• The show must go on

Steve Jobs já nos deixou. Mas lançou a sua semente que ensinou, com certeza, as gentes na Apple a continuar on how to think differently.

A revista Mac Life do mês de fevereiro próximo - cuja capa está aqui mostrada ao lado - fez uns exercícios de futurologia e mostra-nos o que vem por aí da empresa da maçã. Talvez já em 2012, ou só em 2015... Mas sempre criações surpreendentes e totalmente inovadoras, como só este mito que é a Apple pode fazer.

Que tal um iPod Air? Reduzido à dimensão menor possível que se possa pensar para este equipamento. Praticamente quase só os headphones em si e os controlos de reprodução sonora. Quase sem capacidade de armazenamento de ficheiros mp3, pois que podemos descarregá-los em permanência da "nuvem", ou no caso, do iCloud. E com a capacidade de partilhar o que estamos a ouvir no momento com um amigo parceiro ao nosso lado, através de ligação Bluertooth.

Ou então uma coisa chamada iDesk… Uma secretária cujo tampo é todo ele um écran táctil. Onde já não precisamos do saudoso mouse, pois que temos um imenso magic trackpad, como os que vêm já nos MacBook. E onde o teclado também pode ser virtual, logo adeus! E onde em aplicações, como o Photoshop, podemos ter todas as palettes de ferramentas nessa superfície táctil do tampo da secretária, deixando para o monitor apenas a imagem a ser editada, sem qualquer "ruído" sobrepondo-se a esta.

Isto é que são ideias peregrinas à maneira!...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

• Couch Surfing

I joined the Couch Surfing site community maybe a year ago, more or less.

We are now on the occasion of Christmas, almost in every corner of the world. Since more than 2011 years ago, there was a couple who gave birth to a child that became famous. Enough to make millions of people today remember his birthdate.

He was born when his parents were doing something that may resemble, in the light of our time, as... couch surfing.

In fact, Joseph and Mary were traveling and had to appeal to some people for their hospitality. They were allowed to stay in a stable, like shown in the painting above. Where Mary took a break from the hardships of travel and gave birth to Jesus.

In the Church of the Nativity in Bethlehem, Israel, there is a visited spot - shown in the photo below - which should be sacred, not only to Christians but to globetrotter travelers as well. At this place, two of the most renowned couch surfing pioneers, as a couple, taught us all that giving our hospitality to those who need it can turn this world a better place for many years after.


When one of us will host at his house a good man and his woman who volunteered for the night, no one can tell if we are not in this way helping this couple to offer a second Christ to our humanity.

Merry Christmas
to all of you, my dear readers.

domingo, 11 de dezembro de 2011

• Uma pedra mais para o meu castelo - I

Contaram-me certa vez esta história…

Estava um importante homem de negócios americano em Israel, afim de se aconselhar com um rabino de grande renome internacional. 

Quando o yankee businessman chegou à morada do rabino, surpreendeu-se. Esperaria ver uma casa com alguma opulência, que fosse, quiçá, proporcional à afamada grandeza da figura do rabino, e em vez disso, viu um apartamento modesto, com divisões quase vazias de móveis. 

Apenas alguns tapetes, uma costumeira pequena mesa de centro de sala, constituida por um banco de madeira encimada por um prato de latão ornamentado, típico do artesanato do Norte de África e Médio Oriente, um ou dois puffs, à laia de bancos para sentar. E pilhas de livros, pelos cantos das divisões da casa.

O americano questionou o rabino: "Onde estão os seus haveres?"
E o rabino retorquiu: "E onde estão os seus?…"
"Os meus? Mas eu estou aqui de passagem!" - exclamou o yankee.
"Eu também! Esta vida é uma passagem." - rematou o rabino.

Este episódio conforta-me o espírito. Porque eu nunca fui muito de querer construir um lar acolhedor ou de recheá-lo de mobiliário para o conforto de estar nele. Livros, sim, juntei-os às centenas!… São os meus principais e mais valiosos haveres.

E isto acontece por variados motivos. Primeiro, porque sou preguiçoso. Segundo, porque se fizer um lar confortável, vou ter tendência de não sair à rua, de não querer tanto viajar mundo fora. E quanto aos buques, sou um bibliófilo incurável. Ou quase…

Com a actual crise inventada, estou indeciso entre ser sedentário ou nómada. Não sei qual é o melhor caminho, até dum ponto de vista financeiro. Ficar é permanecer neste marasmo. Mas para partir, também é preciso guito, que não abunda…

Mas apesar de tudo ser cinzento, ainda se pode sonhar!… E no caso de um dia poder ter esse lar que seja a minha cara, aqui vou deixar umas pequenas dicas, para me relembrar mais tarde ou presentear com estas quem as possa seguir hoje.

Com os parcos recursos que detenho, ainda vou podendo "viajar" e ter acesso online a alguns brindes. Como o de ler revistas como a "The World of Interiors", edição do Reino Unido, deste corrente mês de dezembro 2011. 

A capa desta revista mostrada em cima tem uma ideia peregrina espectacular: um hall de entrada com duas cabeças de unicórnios em paredes opostas, com suas hastes cruzadas junto ao tecto, como se de esgrimistas se tratassem.

Descansem, que nenhum animal foi morto para compor este cenário! Como sabeis, os unicórnios são seres imaginários, não olvidem.
Pena não serem azuis... mas a sala tem esse tom dominante e num clarinho celeste, vá lá!... Fica a cargo da imaginação fazer o resto.

Outra ideia sublime: o de acabar com as casas de banho de áreas somíticas, com pouquíssima luz natural dada por janelas timidamente minuscúlas. Quem se pode dar ao luxo de não ter medo de paparazzi, por estar protegido por uma boa cortina verde, só deveria desejar tomar banho num espaço amplo e equipado com um sofá em pele para o antes e após imersão na banheira ou estadia no duche, como o desta sala aqui ao lado.

Mais uma dica gira: uma sala de estar exterior, repleta com tapetes e almofadas no chão, a toda a volta das paredes existentes neste gaveto de uma casa rústica, própria de uma zona geográfica com um clima quente.

O que eu também ambicionava era ter uma sala de estar interior, tal como esta decorada a tapetes e almofadas de chão, num soco rebaixado no centro da divisão, com 3 níveis de degraus pouco altos. À falta de uma foto a ilustrar bem o que quero, aqui fica esta.

Por último, uma lição dada por uns camones desta revista britânica sobre decoração de paredes interiores com azulejos a nós, os naturais dum país que se orgulha de ser um baluarte dessa arte milenar.

Digam-me lá se não é nada menos do que sublime este trompe-l'oeil, com estes tons de cenário natural verde com flores por cima dum cercado de madeira, tudo desenhado, bem entendido. Assemelha-se a azulejo mas não é, okay?...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

• "Melancholia" - o filme

Por muito que outros cineastas venham um dia tentar, não poderá alguma vez haver film finale mais perfeito do que este que Lars von Trier criou… 

Aqui se verá uma antevisão do fim do mundo. A extinção da Terra numa colisão com outro planeta, sendo este errante e de maior massa, e baptizado pelos humanos de Melancholia.

Antes desse fim anunciado, sem nada do habitual alarido dos filmes-catástrofe, assistimos ao interessante espectáculo das relações interpessoais entre vãs existências humanas. A trama é quase toda centrada numa boda em que o casamento não chega a ser consumado e não resiste sequer ao começo da noite de núpcias.
Mas como o realizador é nórdico, e não vem mal nenhum ao mundo por isso, bem pelo contrário, tudo decorre num mar de tranquilidade, nos antípodas dos filmes italianos...

A namoradinha do Homem-Aranha está aqui neste filme europeu algo irreconhecível… mas espantosamente muito acima do que a sua performance seria numa película yankee.

A história permite-nos também descobrir a encantadora natureza envolta em nevoeiro da região de Gõtaland, sul da Suécia, numa fotografia magnífica. E como se já não fosse bastante esmagador toda essa beleza, ainda é acompanhada sonoramente por excertos de "Tristan und Isolde", de Wagner…

Aviso à navegação: a ressaca pós-sessão de cinema pode ser prolongada e bater forte na alma. Para ficarmos a matutar no que andamos todos cá a fazer. E repensarmos as nossas prioridades do dia-a-dia, poluído com as "crises" eternamente inventadas. 

Enquanto os distribuidores nacionais, incompreensivelmente, não nos acham dignos de "Another Earth", filme que já antes em Abril foi neste mesmo blog mencionado, vamos tendo o deleite desta outra obra-prima, com uma temática algo similar.

Para ver os diferentes Trailers disponíveis, é clicar nestes vários links, em baixo:
Yahoo Movies (formato HD 1080p)

domingo, 20 de novembro de 2011

• Uma pedra mais para o meu castelo - intro

A minha existência está num estado de alargada indefinição. Não sei que rumo vou levar. Mas posso ao menos sonhar, como se nada me impedisse um dia de os sonhos serem concretizados.

Steve Jobs foi convidado pelas divindades a inventar o iHeaven. Mas deixou-nos a sua filosofia. Mostrou-nos a todos como devemos ser inovadores.

Tal como ele tratou de repensar esse objecto que passou a ser tão largamente usado por todos, o telefone móvel, e fez nascer o iPhone, também nos seus poucos tempos livres gostava de se ocupar de redesenhar a sua própria cozinha. De modo a que esta fosse o mais funcional possível.

É com esse espírito que eu vou ver aqui se consigo imaginar o que seria para o Steve uma iHome.

Vai ser inaugurado então neste blog uma série de posts com o rótulo "Uma pedra mais para o meu castelo". Em que serão apontadas ideias à laia de subsídios avulsos para a casa ideal. 

A ideia primeira a ser assente é tão-só esta: uma casa é quase sempre concebida para nela ser vivida uma vida de casal. Que pode crescer e mutiplicar-se. Dar frutos. Passar a ser uma família com uma prole que pode ser numerosa.
Por isso numa casa há que prever salas que são quartos de dormir em quantidade mais generosas que outras divisões, geralmente em número singular, como a sala de estar ou de jantar.

Como eu não sei prever se vou continuar o resto dos meus dias em vida de casal ou não, e como não quero duma forma ou de outra viver esse dias que me restarão só numa casa grande, vou pensar o meu lar segundo um modo de vida que os novos tempos vêm trazendo.

Estou a falar de uma casa que estará sempre recheada de hóspedes, para sentir o pulsar de gente plural dentro. Se não for com uma esposa e com filhos, o meu cantinho abrigará estudantes ou artistas, que alugarão os quartos disponíveis. Gente com intelecto, ao menos, para o convívio diário de todos ser prazeiroso.

E a sala de estar será concebida a pensar no couch surfing, esse fenómeno social a que aderi. De modo a que quando for das férias escolares a casa não se esvazie de gentes e continue repleta de pessoas como que na reserva.

Eis o primeiro princípio da iHome. Uma casa tem de ter sempre a respiração de várias pessoas dentro para ser bom viver lá e não apenas de uma pessoa singular.

Se este princípio eu não conseguir concretizar, mais vale então pensar em ser nómada - e aí mais uma vez o couch surfing terá uma resposta para mim - e abandonar esta vida sedentária que tenho levado quase em exclusivo até aqui.

sábado, 22 de outubro de 2011

• Thanks, Steve!

O site da Apple teve durante 15 dias após a partida de Steve Jobs sempre a mesma página de entrada que no anterior post deste blog se ilustra.

E na imprensa mundial sucederam-se as edições, reportagens ou artigos especiais sobre este homem que vai agora inventar o iHeaven. Ou seja, tornar o Paraíso ainda melhor do que a obra dos deuses já deve ser, desde sempre.

A revista canadiana Maclean's, editada na cidade de Ontario - que não é uma revista para fanáticos da maçã, como se poderia pensar, pois existe desde o início do séc. XX -, apelidou-o neste exemplar cuja capa está acima, de "mad genius". E diz ainda que os diferentes governos das nações desta terra necessitam de criar ou inventar novos Jobses.

Nada mais acertado. Ele era um louco, de facto. Como só um génio do quilate dele podia ser. Um dia iremos recordá-lo como um novo da Vinci. E todos nós precisamos de alguém neste mundo que volte a inventar a vida para nós. Que como ele dizia, não sabemos o que queremos até que alguém nos mostre.

E como ele sabia mostrar-nos… Com a eloquência que está representada na foto ao lado, retirada da revista citada acima, numa pose de um dos seus discursos numa das várias conferências anuais Macworld em San Francisco. E conquistava a nossa admiração. Só quem ainda não o conhecia é que se pode surpreender.

A melhor homenagem ao Steve que posso prestar já está feita. Mais uma vez, adquiri um produto que ele inventou. Que tornou a minha vida tão mais fácil. E que, além disso, é um produto sexy. Como ele queria que tudo o que saísse do seu cérebro fosse.

Desde sempre fiquei fascinado pelo que a Apple criou, desde o primeiro Macintosh. Não vou deixar de usar até ao fim o que esta mítica marca lança, espero bem. Que o seu génio há-de germinar nos que com ele trabalharam. E por falar neles…

One more thing…

I think you guys should hire me. Seriously! Please carefully check out one of the first things I posted on this blog.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

• Steve Jobs, 1955-2011

Tinhas tão-só pouco mais de meio século, caramba... E concerteza tanto ainda para nos dares...

Eu gostava das tuas ideias peregrinas.

A Apple, esse mito que tu criaste, diz no seu website hoje:
"Apple has lost a visionary and creative genius,
and the world has lost an amazing human being."

Nada mais cristalino poderá alguma vez ser dito sobre a tua pessoa.

De toda a humanidade, foste um dos muito raros seres que me fazias querer te escutar quando tu resolvias falar. Para nos contares o que tinhas andado a magicar até aí.

Este blog existe muito graças a ti. Que me deste as ferramentas para o criar e manter. E agora seguirá, alimentado pela inspiração que a todos no mundo nos deixaste.

Obrigado, Steve... 

Descansa em paz.
Giuseppe Pietrini
Blogger

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

• L'été indien

Duas semanas de férias que se me esfumaram. Na melhor época do ano:  the good old indian summer.

Sempre preferi este período do estio para descansar. É tudo muito mais calmo. Mas infelizmente... embora o clima continue a lembrar-nos que ainda há calorzinho, e do bom, parece que as gentes e as instituições se demitem de gozar em pleno estes dias sublimes. 

Quero chegar a este ponto: porque é que as piscinas, municipais e privadas fecham todas - ou talvez quase todas, enfim... não encontrei nenhuma aberta por aqui nos arrabaldes da linha do Estoril - no fim da primeira quinzena de Setembro?... Não há ninguém que tenha a ideia peregrina de manter a bela da swimming pool aberta até ao São Martinho? Só no Allgarve, decerto... ou, se calhar, nem aí.

À falta destas, vamos usufruindo apenas destas praias magníficas, que só nós temos. Carago! Não aproveitem, não. Mas depois não passem também o inverno a chorar com a falta do solzinho a saber bem na pele da gente. Viver não custa...

domingo, 18 de setembro de 2011

• Ich bin im Urlaub!...

Quase julguei que nunca mais seria chegado o momento de dar este grito...

O último dia de férias que gozei antes destes que neste Setembro se avizinham foi há mais de 12 meses. Nem por isso estou lá muito feliz... Mas finalmente sinto um perfume de liberdade no ar. 


A ver vamos se sei ou posso frui-la com tempo de repouso ou de acção. Pouco importa, desde que seja de qualidade.

Este blog e os outros que vou mantendo não se vão ressentir deste período de descanso meu. Porque blogging é p'ra mim um
hobby. E nas férias é quando temos justamente mais disponibilidade para as nossas actividades de tempos livres. 

E já agora, também para sonhar, soltos que estamos de um quotidiano que nos embrutece. E é esse mesmo o principal  mote da minha escrita. Os sonhos que vou podendo ter.

Indian summer, here I come! World, get ready for this little me...