sábado, 22 de dezembro de 2012

• Uma wish list meio metida a martelo

No outro dia, a minha filhota confidenciou-me que já não tem desejo de grande coisa neste Natal. Ou por outras palavras, que já não sabia o que desejar. E nós até nem somos abastados, bem longe disso...

Mas a verdade é que, de facto, não parecemos estar a precisar de quase nada. Ou então isso é um efeito secundário dessa reles crise económica que p'rái inventaram, em má hora. Andam tanto a encher-nos os ouvidos e a paciência com a lenga-lenga de que andávamos todos a gastar demais que agora…

Agora relativizamos tudo. E concluimos que afinal não precisamos de 3 ou 4 écrans LCD pela casa toda. Nem de um número de telefone móvel de cada um dos operadores maiores. Nem de tanto produto alimentar que depois deitamos fora sem consumir até ao fim. Nem de ir tanta vez jantar fora em restaurantes que servem cada vez mais mixurucamente iguarias que já não sabem como antigamente. Nem de viajar para locais turísticos para onde toda a gente vai ao mesmo tempo que nós e enche aquilo tudo de multidões que já não se aguenta. E etc… 

Enfim…  Este clima económico em baixo ciclo está a matar o sonho que comanda a vida. Vamos dispensar o Pai Natal desta vez. Este ano não há encomendas, obrigadinha!…

Maaasss…  Contra a corrente do jogo, vou divulgar aqui uma lista de desejos, já em forma de short list, só com dois artigos. Ambos raros e magníficos exemplares de veículos automóveis.

Apesar de já me ter habituado a não depender muito de ter um pópó, ainda gostaria de ter uma garage para arrecadar estes dois que vou dizer a seguir. Ou tão-só apenas um deles. Que são, então: um belíssimo e exclusivo Pagani Zonda tricolore ou…  um jeitoso e minimalista Citroën Méhari AzurTal como os que são mostrados nas fotos deste fajuto post natalício.

Gostos bem antagónicos e ambos nada práticos para uma utilização diária e citadina. Mas eu também nunca disse a ninguém que era uma pessoa lógica. E prontes, isto é só mesmo umas pequenitas dumas futilidades minhas! Passo bem sem ter estes carritos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

• A Unicef

Este ano vou ter um Natal bem diferente dos meus anteriores.

Graças à tão apregoada crise económica e social, a uma situação pessoal no plano profissional periclitante (para dizer o mínimo), a uma descrença enorme no amanhã, a uma falta de sólidos objectivos pelos quais valha a pena lutar hoje em dia, e a uma razoável quantidade de tempo livre, entretanto disponibilizado por todos estes factores anteriormente mencionados…

…decidi abraçar uma causa das mais válidas e nobres. A da Unicef. A do futuro das crianças que ainda não têm o seu futuro inteiramente assegurado. A do futuro a que todas deveriam ter direito, como as restantes crianças deste mundo de todos nós.


A Unicef, para quem anda muito distraído, é o Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês, United Nations Children's Fund).

Costuma-se dizer que há males que vêm por bem, não é mesmo?...

Em boa hora surgiu-me a oportunidade de participar com o meu tempo na campanha de Natal do Comité Português para a Unicef. E aí estou eu, no terreno, em contacto com o público nos stands que a Unicef Portugal tem instalados em algumas superfícies comerciais de maior dimensão nas grandes Lisboa e Porto, graças á boa vontade das entidades detentoras desses espaços. 

A quem desejar receber de viva voz os votos de um Feliz Natal do autor deste blog e o seu abraço, poderão encontrar-me no IKEA de Alfragide, entre as 14h e as 23h, da próxima sexta-feira, dia 16 de Novembro em diante até dia 24 de Dezembro. Com alguns dias de intervalo em que descansarei, tal como o Criador também o fez ao sétimo dia.

Fica feito o convite.

Se alguém houver que não possa, em outros locais, para além do meu estaminé no IKEA, poderá encontrar também a presença de outros como eu, que de uma forma algo voluntariosa estarão ao dispor de todos os que de nós se aproximarem para recordar o que é a Unicef e de como a sua missão neste mundo continua a ser necessária. Ou então vejam um pequeno video, clicando aqui.

E ainda a quem for interessante fazer do seu um Natal diferente este ano, tal como eu, e para além de querer quando for dar um presente aos seus filhos e netos fazer também com que outras crianças tenham esse futuro que é a missão da Unicef, mas não haja um dos nossos stands perto de si… é só clicar aqui, para aceder à loja online.

Aqui fica feita assim a modesta contribuição deste blog para que o mundo seja melhor amanhã, para quem ainda menos que nós, portugueses, pode ter hoje esperança nele. Digo nele, o que pode ser interpretado como ele, mundo ou como ele, o amanhã. É ao vosso critério e boa vontade, queridos leitores.

"Do not ignore me", o tema deste cartaz da Unicef na China.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

• Uma pedra mais para o meu castelo - IV

Uma pedra mais para o meu castelo… Pois é! Hoje a ideia que aqui vai ser deixada expressa será assaz monolítica. 

O meu château pode até vir a ser uma modesta casa rústica, afinal. Terá é à viva força de ser feito(a) de… pedra.

Aceitam-se propostas e sugestões de quem conheça algum monte de pedras graníticas, preferencialmente. Nem que estejam em ruínas. Desde que se possam transformar no ninho mais acolhedor para um doido como eu virar eremita bastará. Então depois continuarei dentro de suas paredes grossas a escrever neste blog minhas muito vãs impressões sobre este mundo, do qual me sentirei resguardado.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

• Vale do Rio Hotel Rural

Hoje venho chamar a atenção dos escassos leitores deste blog para algo que descobri por acaso, efectuando algumas pesquisas sobre empresas nos concelhos de Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra ou Arouca. É que… ando a cultivar a ideia peregrina de me radicar por aquelas paragens.

Falo do magnífico Vale do Rio Hotel Rural, em Palmaz, prazeirosa localidade do município de Oliveira de Azeméis, nas margens bucólicas do rio Caima.

Fiquei cativado por esta iniciativa empresarial local no sector do turismo. Por razões pessoais, sobretudo. Para além de um belo arranjo paisagístico e arquitectónico que presidiu á construção desta singular unidade hoteleira.

Citando o que vem referido no site do hotel, na informação institucional sobre a história deste empreendimento:

Aspecto do canal que conduz
a água dum açude do rio Caima
até à mini-hídrica.
"A razão principal da construção do Vale do Rio Hotel Rural foi a existência de uma mini-hídrica, já neste local desde finais de 1800. Depois de devidamente restaurada e em funcionamento, foi reflectida a hipótese de partilhar a magnífica paisagem deste local, conhecido como “Princesa do Caima”, com as mais modernas infra-estruturas e com todos os serviços de excelência. Trata-se assim de um projecto inovador, um eco-hotel que pretende aproveitar e explorar várias energias renováveis: energia hídrica, solar, foto-voltaica, biomassa e biodiesel."

Ora acontece que eu estive ligado á remodelação daquela mini-hídrica, inserida nos espaços verdes do hotel, entre os anos de 1992 a 1994, ao serviço duma firma de projectos de engenharia e para o cliente desta, a Fábrica de Papel do Caima, a proprietária anterior dos terrenos, entretanto desactivada. Nomeadamente, o projecto de remodelação da linha eléctrica de média tensão entre a mini-hídrica e a o posto de transformação da fábrica foi por mim apresentado à DGE, Direcção Geral de Energia.

Aspecto da varanda do HC Restaurante
O restaurante do Vale do Rio Hotel Rural foi justamente baptizado de "Hídrica do Caima". Ou "HC Restaurante", tout court. E facto merecedor de nota, atraiu para o seu serviço um chef internacional que se propõe harmonizar o convívio da gastronomia regional com a nouvelle cuisine. Isto dito, espicaça-nos uma natural curiosidade de ver no que dá este casamento...

Aspecto da piscina com cobertura
amovível do Four Elements Spa
O hotel conta ainda com um denominado Four Elements Spa, com uma vasta oferta de tratamentos digna de qualquer outro estabelecimento similar conceituado, que se encontrasse bem localizado num meio urbano com habitantes do afamado segmento classe média/alta. Tipo como toda a Avenida da Boavista, Nevogilde ou a Foz, na invicta cidade do Porto; ou o Estoril e Cascais, na zona da grande Lisboa.

Ambicioso, este projecto empresarial. É por isso, certamente, que ao Vale do Rio Hotel Rural foi atribuido o prémio de Melhor Ecoturismo 2012, por essa publicação que vem a ser o nosso Guia Michelin, o Guia Boa Cama Boa Mesa, do jornal Expresso.

O núcleo principal do Vale do Rio
Hotel Rural
by night.
Em suma: nesta fase da minha existência não me chateava mesmo nada de poder ser mais um colaborador deste pequeno paraíso. Por exemplo, como técnico de manutenção. Ou até simplesmente, como soe bem dizer-se hoje em dia, night auditor. Que não é mais do que uma moderna designação para recepcionista do turno da noite. E talvez vir a ser um dia responsável pelo F&B, food and beverage. Isto enquanto eu não vier a abrir o meu próprio restaurante. O meu spa gastronómico. Se este sonho me for ainda permitido… O céu é o limite. Ou talvez não.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

• Nouveau échec

Torre Oriente do C. C. Colombo, seis e meia da madrugada de um dia dito útil qualquer, das últimas três semanas nesta triste Lisboa do meu quotidiano viver.

Chego cedo ao meu novo local de trabalho. Numa corporação que é um gigante da informática japonesa. Que tem como um dos seus clientes outro grupo empresarial, que é uma das maiores gasolineiras francesas. Se não mesmo a maior de todas. Grupo qual eu devo servir, em nome de quem me paga, a tal entidade "big in Japan". E no mundo inteiro para onde se expandiu. Como a minha cidade natal.

Olho em contra-picado a fachada iluminada da imponente Torre, dando esta já claros sinais de actividade laboral intensa em alguns - não exactamente todos - dos seus pisos. Enquanto mais alguns ainda dormentes transeuntes se vão aproximando do seu vasto hall de entrada de um perfeito chão de mármore, para iniciarem as suas duras jornadas de trabalho.

Digo para mim que muitas horas de tantas existências individuais são imoladas ali naquele edifício pelo fogo de uma imaginária fogueira a que comunmente designamos de produtividade. Valor esse que quem está por dentro, como eu, sabe ser em bastas situações tão vão.

Falhei, mais uma vez este ano, em coadunar-me com as exigências dessa dita produtividade. Que raia o irracional, por vezes, a meu ver. Mas quem sou eu? Apenas mais um zé-ninguém que deve ter nascido na época errada da história da nossa humanidade. Talvez tal como o nosso bom Paul Lafargue...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

• M-357a

Quando eu era puto, sem o saber, andava a brincar com um sofisticado material militar. Mas nunca me aleijei com este!…

Falo dum papagaio que foi utilizado desde a segunda guerra mundial incluído num kit de sobrevivência que os pilotos aviadores das forças aliadas americanas tinham. Para utilizarem quando se ejectavam dos seus aviões em pleno mar.

Esse dito papagaio serviria para ajudar a localizar os pilotos, aumentando as probabilidades de serem avistados, graças ao papagaio em si, mas também porque o fio deste funcionava como antena de rádio. Ligado a um rádio-emissor que funcionava á manivela, para ter energia. Para mais detalhes, clicar aqui.

Muitas tardes me deleitei, junto com outros miúdos, a lançar este papagaio num cabeço alto defronte da humilde casinha dos meus pais… Não imaginando eu que, num cenário bélico, homens houve que o faziam em desespero pela sua salvação.

Hoje este meu velho box kite, com a designação, referência militar ou serial number M-357a, está todo rasgado e roído pelas traças… 

Mas deu-me na teimosia de o querer usar outra vez, para o gozo agora da minha filhota. E vá lá, também meu!… Tive-o porque um tio meu, já falecido, trabalhou nas OGMA, Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, em Alverca. E lá "confiscou" um para ele, que depois mo deu. Para obter um novo, só comprando no eBay, provavelmente. Ou construindo-o, como indicado neste site, aqui.

Pergunto-me sempre porque nenhum fabricante de cerfs-volants, que os há*, nunca fez um modelo igual, para uso civil e de lazer. Que eu saiba, ao menos… É que é uma pena! Seria um brinquedo sensacional. Como o foi para o menino cheio de sonhos que eu fui.

Alguém que esteja a ler estas linhas saberá como ajudar-me a ter um M-357a novinho em folha?..
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* Sendo até em algumas regiões deste mundo o lançamento de papagaios uma actividade de lazer com muitos adeptos regulares, como nas praias magníficas da Bretanha francesa, terra encantada e encantadora.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

• Urbanização "Jardim da Amoreira" - parte II

Como sou teimoso, volto hoje, ao fim de 3 anos, a apresentar a minha primeira ideia peregrina, que envolvia a bonitinha Praça da República da urbanização "Jardim da Amoreira". Que é um algo interessante empreendimento, arquitectonicamente falando, que já existia nestes meus arrabaldes por essa altura desde há um a dois anos antes. Ao menos cor é o que não falta ali...

Pormenor da galeria comercial
de dois pisos da Praça da Republica
no Jardim da Amoreira
A paisagem urbana da dita praça continua hoje em dia praticamente inalterada. As áreas verdes desenvolveram-se, como seria de esperar naturalmente. Mas a maioria das lojas de uma arrojada galeria comercial com dois pisos continuam ainda inocupadas. Totalmente inaproveitadas. Um ror de dinheiro investido ali, que foi deste modo completamente jogado aos quatro ventos, ás traças ou o mais que nos aprouver maldizer.

Das que se encontram abertas - algumas de forma intermitente, por causa deste clima económico negativo para os pequenos investidores - existem as banais cafetarias com oferta de produtos de consumo paupérrima, um cabeleireiro, uma loja de serviços de gestão de condomínios, um gabinete de solicitadores, outro de contabilidade, e uns fatídicos jardim de infância e centro de explicações. Ah, e uma capela, à laia de delegação do deveras dinâmico centro paroquial da Ramada, o meu burgo. 

Ou seja, só ideias de negócios trivialíssimas, nadinha inovadoras. Diria que típicas da mentalidade de uma certa classe média-baixa que floresceu em número nos arredores das maiores urbes lusitanas nos últimos 30 anos.

Pormenor das arcadas com varanda
do piso superior da galeria comercial
As acima mencionadas lojas estão quase todas, claro, no piso térreo. Que a galeria de lojas no piso superior ao da rua, situadas numas arcadas com varanda, não parecerá, a priori, conseguir atrair clientes a entrar dentro de portas tão facilmente. Seria bem requerido aqui um bom golpe de asa de marketing.

Okay! Concordo com o facto de que a minha ideia de investimento para esta galeria de lojas, um tal conceito denominado de Centro Comercial Embaixada das Regiões de Portugal, era bem peregrina. De retorno de investimento bem incerto. Mas o que dizer de quem teve a ideia em primeiro lugar de fazer construir aquela área comercial segundo o concluído projecto arquitectónico?…

Se assim vão bancos e investidores imobiliários desperdiçando tanto guito com obras destas, porque raio não poderia haver alguém, meus deuses, para desbaratar uma pequenita fortuna com as minhas locubrações, que neste blog vou desfiando?..

A bem do progresso da humanidade e da solução para a economia portuguesa - como soe dizer-se hoje, lol… - tem de se dar um jeito divino de aqui o rapaz ganhar o EuroMilhões.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

• 3º aniversário

E eis que, sem se dar por isso, este blog alcança hoje a bonita idade de 3 aninhos!…

Continua a ser uma ideia peregrina. Não me fez ainda sair do chão, como eu tinha esperanças que o pudesse fazer. Não me tem servido de grande coisa. A não ser para purgar as ideias que me vão surgindo na minha mente cansada. 

Mas tem conquistado alguma curiosidade do ciberespaço, ultimamente. Tenho de descobrir o que atrairá essa curiosidade… Para dar àqueles que me lêem mais motivos para voltarem. E depois estes a mim passarão energias para prosseguir este rumo ainda incerto. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

• H2OTEL, Hotel Termal de Unhais da Serra

Nas últimas semanas este blog tem sido consultado por um número de internautas acima da média de períodos anteriores. E ainda bem.

Atribuo isto a uma certa sazonabilidade. Que leva as pessoas no calor do estio a pesquisarem sobre praias. E as do tipo fluvial parece que estão na moda… Sob o tema da BTL 2012 - Feira de Turismo de Lisboa, escrevi há alguns meses um post sobre o concelho da Pampilhosa da Serra. Parece que uma certa foto da praia fluvial do Pessegueiro fez sucesso!…

Hoje retomo a divulgação de alguns empreendimentos e lugares turísticos em Portugal menos conhecidos. Para falar do H2OTEL, Hotel Termal de Unhais da Serra.

Brazão da vila de
Unhais da Serra
Já fui muito feliz em Unhais da Serra. Quiçá tenha sido nestas paragens bravias que começou a germinar aquele fruto que hoje é a minha filhota. Por isso o local não me é de todo indiferente. E ademais, a natureza ali é de uma beleza selvagem e rara, daquelas que cativam facilmente num piscar de olhos o viajante.

Nessa época em que por ali andei, há quase 20 anos, as termas de Unhais da Serra eram umas ruínas decrépitas, que não demorou muito a serem fechadas, pouco depois de as ver pela primeira vez.

Em 2010, a Fénix renasceu das cinzas, sob a forma deste complexo hoteleiro, o H2OTEL, a fazer lembrar um chalet de montanha na Suíça, como se pode comprovar na foto no topo. E com um conjunto de piscinas termais interiores e exteriores cujas vistas gerais me recordam o famoso Caldea Spa complex, em Andorra la Vella. A uma dimensão mais reduzida, é certo…

Vista da piscina interior do H2OTEL
Queria muito um dia experimentar o lazer que este H2OTEL pode proporcionar! Neste cantinho da Serra da Estrela que eu bem conheço… Usufruir das águas das piscinas do hotel e das da praia fluvial, que lhe fica próxima. Praticar BTT pelos caminhos que vão da vila até lá quase ao cimo da serra, perto do Centro de Limpeza da Neve. E depois até à Torre.

Aspecto das piscinas exteriores do H2OTEL
E também degustar a bela gastronomia da região em que, na minha opinião, se come melhor em Portugal: a Cova da Beira!… Agora com o valor acrescentado que este hotel deve representar também neste particular, tão relevante para moi. Estou a ficar um daqueles tipos que os sacanas dos yankees chamam de foodies... Falem-me de restaurantes e têm conversa para toda a soirée!...

Mas bem, actualmente, tenho é de me preocupar muito mais com o meu emprego - circunstancialmente inexistente no momento - do que com o meu lazer. Digo isto porque me encantaria bastante trabalhar nesta unidade hoteleira, fosse lá no que fosse.

Os meus caros leitores - que estão a multiplicar-se por estes tempos estivais - se desejarem que eu continue aqui a contribuir com boas dicas, façam figas, por favor, para que eu alcance esse desiderato de encontrar um novo emprego. Se possível, no H2OTEL.

Senão, queiram contribuir com subsídios para a sobrevivência deste blogger, se me acharem engenho e arte de valia quanto baste para que tal se justifique.

terça-feira, 31 de julho de 2012

• J'ai échoué sur moi

Et je l'aurais du voir mon échec possible à venir dès le début. Mais j'ai quand même choisi de mordre la pomme... Maintenant, je vais goûter ce que c'est de perdre le paradis.

sábado, 30 de junho de 2012

• "Salmon Fishing in the Yemen" - o filme

Uma Ideia Peregrina em filme! Que giro... E ao mesmo tempo, uma comédia romântica que é simplesmente deliciosa. Pena que este filmezito não tenha tido o destaque merecido na nossa praça lusitana.

É quase sempre assim aqui, com os melhores…

Esta é uma história que nos pode mostrar que, pondo fé na coisa, quase nada do que a priori possa parecer impossível tem mesmo no fim de ser assim. Nunca deixar de sonhar com o que quer que queiramos realizar nesta nossa vida pode fazer o sonho tornar-se realidade.

Vou começar a sonhar que a humanidade pode mesmo caminhar no sentido de as nossas vidas atingirem a perfeição do Éden. E não no sentido contrário. Como soe acontecer tantas vezes com todos nós...

Para ver o trailer, os meus caros leitores podem clicar nestes links em baixo indicados:

Yahoo Movies (formato HD 1080p)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

• A wish...

An apple a day keeps the doctor away.

Will I be an active part on this Forest Gump's fruit company one day? A pilgrim idea this is!… Which I have ever since back from the year 1984. Wish me luck, you who is reading these lines.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

• Ideias peregrinas a 10.000 pés de altitude

Ontem relatei as minhas aventuras na procura de um novo emprego, num post de um outro blog meu, que se poderá ler clicando aqui.

Fui a um evento denominado Open Day, promovido pela companhia aérea dos Emiratos Árabes Unidos, a Emirates, que não era outra coisa senão uma sessão de recrutamento de RH. Para a contratação de novos membros para as tripulações de bordo - em inglês, Cabin Crew - de cerca de 200 novos aviões, em fase de encomenda. É verdade, duzentos!

Entre esses 200 aviões, uma parte destes serão do novo modelo Airbus A380. Numa versão especial, provavelmente, para esta transportadora aérea. Porque segundo me constou, a Emirates vai anunciar que estas suas aeronaves vão ter a bordo uma área lounge na sua retaguarda com um… Spa. 

Cada companhia aérea terá as suas particularidades… A Emirates pretende proporcionar aos viajantes do séc. XXI a melhor experiência de voo possível. E um Spa a bordo parece-me assaz bem, para atingir esse nobre objectivo.

Outras companhias apostam mais noutras vertentes. No catering, por exemplo. Em cima, temos o exemplo do serviço a bordo duma Cabin Crew da Turkish Airlines. Que deve ter a merecida fama dos melhores kebabs do mundo... 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

• Plágio infame!…

A Knorr acaba de lançar no nosso mercado mais uma original linha de sopas desidratadas, a que designou "momentos gourmet". Bom, até aqui ainda está tudo bem...

O anúncio televisivo que promove este novel produto - vejam lá só a curiosa coincidência - mostra como exemplo supremo uma sopa que é a sua pièce de resistance, concerteza. Trata-se de um… Creme de Bróculos e Couve-Flor. Isso mesmo. Tal como no post anterior deste blog...

As outras sopas Knorr que farão parte desta alegada colectânea de arte culinária serão: Creme de Cogumelos Selvagens e Creme de Tomate Amadurecido. A quem interessar possa.

Por estranho que pareça, esta informação ainda não consta do site oficial da Knorr Portugal. Devem julgar, e com razão, que o suposto público-alvo, os verdadeiros gourmets, não o consultarão... Melhor fariam, de facto, se lessem antes este blog, um vosso criado. Bom, mas a info que a Knorr envergonhadamente não faculta pode ser confirmado noutro site, clicando aqui.

sábado, 14 de abril de 2012

• As receitas "à la Giusepito": Creme B/C-F

Talvez seja impressão errada minha… mas julgo que se eu quiser fazer dieta, a primeira opção que tomarei não será passar a frequentar restaurantes vegetarianos ou macrobióticos.

Não sou completamente refractário a esta variante gastronómica. Sempre fiz refeições assim e vou continuar a fazê-las. Até porque adoro beterraba, mais do que seria razoável. Mas pratos cheios de lentilhas, feijões e outras leguminosas, a lembrar o formato do monte Fuji… Naaah!…

Para fazer dieta à séria, é imperioso escolher "nouvelle cuisine". Até porque… a única comida que não engorda é a que fica no prato.

Uma vez estava eu em Nancy, capital da região francesa da Lorraine, a ser presenteado com um jantar fantástico, constituido por uma lista fixa de oito a nove pratos. Cada um com uma dose homeopática de uma qualquer especialidade originalíssima. Mas de que não recordo nada. Tal aquilo foi bom…

Bem, quase nada. Em boa verdade, lá por volta do quarto ou quinto prato, os meus anfitriões franceses advertiram-me que aquele que viria agora a seguir ia ser muito do meu agrado. Isto atendendo ao facto de eu ser um portuga.

Era então a famosa confecção que eu tinha que amar um lombinho de bacalhau fresco - mais pequeno do que um mini-croquete de boda de casamento de filhos de papás ricos da linha de Cascais - isto regado com… sangue de pombo ainda quentinho, acabado de extrair da pobre ave sacrificada para o efeito.

Este palavreado todo é só para dizer que esta receita não pretende obter o rótulo de "nouvelle cuisine", jamais (pronunciar "jamé"). Nem esta, nem provavelmente qualquer outra receita que eu publique aqui.

Não aprecio nomes dados a pratos como "Maigret de Pato no forno a 98º, com redução de Madeira Sercial sobre crocante de amêndoa confitada". Estas denominações sempre me cheiraram mais a umas locubrações onanistas de chefs cuisiniers para o êxtase do ego destes, muito mais do que para cativar o apetite dos comensais que os provarão.

Este labrego que eu sou só gosta de especialidades gastronómicas com nomes compridos numa única excepção: se estes estiverem na ementa do Restaurante Típico O Cortiço, em Viseu. Vamos a alguns exemplos deliciosos: "Bacalhau podre apodrecido na Adega", ou "Feijocas com todos à maneira da criada do Sr. Abade", ou "Rojões com morcela como fazem nas aldeias". Ou o meu preferido, o "Coelho bêbado três dias em vida".

Mas vamos lá mazé á minha receita, que esta prosa toda já enjoa!… Creme B/C-F stands for Creme de Bróculos e Couve-Flor. Uma sopita muito simples, como verão. E com um nome curtinho. Mas que para obtermos o melhor sabor possível, há que respeitar alguns preceitos à matador.

Partes iguais da matéria-prima verde, os bróculos; e da branca, a couve-flor, com os talos mais grossos removidos. Aí um 1/2 kg de cada. Uma batata média, uma cebola, três dentes de alho, uma folha de louro pequena, azeite, sal, pimenta preta e noz moscada por moer, qb. Nada de caldos tipo instantãneos, por favor, que só iriam tirar o paladar natural das estrelas do elenco, o verde e o branco.

Não vai logo tudo junto para dentro de uma panela com água a ferver, não senhor! Primeiro, pomos a batata cortada ás rodelas - importante - a cebola cortada em meias-luas e os alhos esmagados com as suas cascas a esturgir no azeite. 

Quando a batata estiver bem selada, como se de um naco de carne se tratasse, junta-se água morna até cobrir o preparado na panela. Um minuto depois, aí sim, pode ir tudo o resto pró tacho. Os bróculos, a couve-flor, o louro e os temperos. Ah, retirar as cascas dos alhos antes, ok? Repõr de água mas sem cobrir completamente com esta os nossos legumes. 

Quando a batata estiver cozida, os bons dos bróculos e da couve-flor ainda estarão um pouco rijos. É isso mesmo o pretendido. Tirar do lume e reduzir tudo a creme com uma varinha mágica velha. Que triture mal o verde e o branco, de modo a mantermos uns pedacitos deliciosos e não apenas puré. Já está.

Depois de servida no prato, sugiro, para quem apreciar, regar o nosso suculento creme com um fio de nata líquida.

A foto acima ilustra o resultado final. Se quiserem, acompanhem com um bom vinho tinto. Acima vemos um Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2008, da mui conceituada casa vinícola chilena Concha y Toro. Provavelmente, o vinho com o melhor marketing do mundo. Obrigado, caríssima Edite, minha enorme amiga, pela revelação.

Bon appétit, caros leitores.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

• Uma pedra mais para o meu castelo - III

Da última vez que escrevi um post com esta etiqueta "Uma pedra mais para o meu castelo", preocupei-me mais em sonhar em como esse mein schloss seria ideal para o bom do animal de estimação da casa. Na altura pensei num canídeo sortudo.

Hoje reflicto um pouco sobre o albergue ideal para domicílio de uns bichos que saibam nadar.

Embora não goste de gaiolas ou aquários, porque julgo que os animais nestes contidos também não gostarão de lá ser depositados uma vida inteira, não posso contudo deixar de admirar a visão deste tanque cheio de água no meio da sala de estar desse meu palacete em projecto ainda.

Já que há que sonhar, ao menos sonhe-se em grande. E não condenemos os pobres peixinhos nossos prisioneiros a viver em míseros fishbowls. Onde eles frequentemente se suicidam, saltando para fora desses balões de vidro enquanto dormimos de noite.

sábado, 7 de abril de 2012

• BTL 2012 - Um curioso museu em Zagreb

Zagreb. Kapital mlad i ponosan narod, Hrvatska. Zagreb, grad koji je usvojila srce kao simbol.*

Regresso a escrever um post sobre a BTL 2012 e desta vez, a algo exterior a Portugal… Na bela cidade de Zagreb - capital da Croácia, como é bem sabido - foi criado um museu, por iniciativa de carácter privado, com um curioso nome e acervo. Falo do… Museum of Broken Relationships.

É isto mesmo! O Museu das relações amorosas que chegaram fatalmente a um términus doloroso…

Logo na cidade que adoptou um coração como o seu símbolo!… Coração esse que detenho em minha casa um par deles. E já dei alguns a duas pessoas especiais. Todos os dias deste ano e do anterior em que fui à BTL fiz questão de pedir no stand da Croácia este souvenir tão giro!...

E logo foi abrir - também - no mês em que a minha última relação terminou. Naquele Outubro em que completei meio século de vida. E onde fiquei só no dia seguinte ao meu aniversário. Após nove anos bem recheados de dias felizes.

Este museu foi uma ideia que surgiu a um casal de artistas habitantes de Zagreb, Olinka Vistica e Drazen Grubisic. Que encontraram nesta uma forma de expressar conjuntamente a sua mútua dor pela sua separação. E como? Expondo objectos que durante a finda relação adquiriram valor sentimental para cada um ou para ambos os parceiros amorosos.

Tudo começou como uma instalação artística feita dentro dum velho contentor, num espaço exterior do salão principal da exposição anual do sindicato dos artistas croatas, em 2006. Com objectos do extinto casal Olinka e Drazen e de alguns ex-casais amigos que também contribuiram com algo, a pedido dos últimos.

Essa a princípio discreta instalação atraiu um tal interesse do público, ávido em todo o lugarejo de conhecer os males de amores alheios, que se passou a criar então o tal museu. Cujo acervo veio a ser depois ainda mais enriquecido com ofertas vindas de toda a parte desta Terra onde o eco desta curiosidade foi ouvido.

E agora inclusivé, esse rico acervo permite que haja uma colecção itinerante que pode ser exibida por quem o solicite, em qualquer cidade maior do circuito globalizado de exibições de arte. E é isto…

Bem, há só mais uma picolla coisinha…

Caramba! Mais um raio duma coincidência… Uma das fotos mais utilizada pela imprensa mundial para ilustrar a notícia da existência deste incomum museu em Zagreb é… um ursinho José**!...
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* "Zagreb. Capital of a young and proud nation, Croatia. Zagreb, a city which has adopted a heart as its symbol.", in croatian.

** Private note. Not joke, but note.

quarta-feira, 28 de março de 2012

• Voluntariado

Tenho feito um interregno nos posts do âmbito da BTL 2012 - Feira Internacional de Turismo. Irei retomar esporadicamente essa temática, mas por agora é urgente reflectir sobre um sentido a dar à minha existência, um pouco errante.

Estou a encarar o Voluntariado como a via mais provável para encontrar esse sentido, um pouco perdido hoje em dia. 

Julgo que para o mercado de trabalho e para esta nossa sociedade imbuída da caquética civilização ocidental já dei o que tinha a dar. Quero ir para um qualquer lugar remoto onde esta ainda não tenha feito grande mossa. E tornar-me útil lá com o que sei fazer melhor. E reaprender a viver.

Para além de ter aderido à iniciativa My Social Project, sendo esta a nível nacional, como já referi no post anterior, inscrevi-me entretanto no The United Nations Volunteers (UNV) programme. Onde me foi atribuido esta referência. UNV Roster Number: 542772.

Agora é mister mexer-me um pouco mais. Já contactei de forma autónoma os governos de Timor Leste e de São Tomé e Príncipe, através dos contactos exibidos nos respectivos websites.

Também o fiz com algumas ONG's. A lusitana EpDAH - Engenharia para o Desenvolvimento e Assistência Humanitária, cá da terra. E a tupiniquim de além-mar Engenheiros Sem Fronteiras Brasil

E ainda, vede só… a Câmara Municipal do Corvo. Aquela minúscula ilha dos Açores. Aquela pequena comunidade de cerca de 400 almas, praticamente toda concentrada numa vila no canto sul da ilha, com o seu aeroporto de brinquedo. O lugar habitado do território nacional mais apartado desta desgraçada capital Lisboa.

É por estas paragens longínquas que eu espero reconhecer a minha tribo. E adicionar como amigos entidades menos virtuais que no feicebuque. E ser abraçado por eles, como um filho pródigo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

• I need a challenge in my life!

Eu preciso desesperadamente de ter um objectivo nos anos desta vida que me restarão ainda. Tenho 51 anos e estou recentemente desempregado. Num país sem futuro. 

E para cúmulo, também fatidicamente só, após o fim de uma relação que durou cerca de nove anos, até ao dia seguinte em que completei o meu meio século de idade.

Numa conjuntura como esta, costuma-se adoptar nos filmes aquela famosa medida radical. Que é alistarmo-nos na Legião Estrangeira, reputada parte integrante do exército francês. Mas eu não. Não é a minha cara. Não quero ir para uma caserna. Já tive a minha conta desse tempo perdido. E já agora, também não vou entrar para um convento, tampoco.

Despertei para uma iniciativa há poucos dias atrás que se denomina My Social Project. Que visa fazer a promoção do voluntariado. Ao qual aderi. E aconselho quem me leia a seguir-me.

Entranhou-se-me esta esperança louca: seria uma enorme caridade que alguém ou alguma instituição me faria se me convidassem para um lugar onde eu me pudesse sentir útil a uma comunidade. Como Timor, São Tomé e Príncipe, Costa Rica, UzbequistãoFilipinas, Equador, ArméniaSeychellesTibet, Antárctica, eu sei lá!...

A quem interessar possa, enviarei o meu curriculum vitae para se poder ajuizar das minhas valias a aportar a qualquer eventual projecto de voluntariado para o qual possa ser por milagre convidado.

Haverá por aí quem queira por bem aproveitar as minhas modestas competências e energias?... Eu estou aqui para dar uma resposta a todas as solicitações e desafios que me lancem.

quinta-feira, 15 de março de 2012

• BTL 2012 - Museu Natural da Electricidade

Mais um post sobre a BTL 2012 e de algo na região centro de Portugal. Desta vez algo singular: o Museu Natural da Electricidade. Curiosa, a designação "Natural", que não percebo bem o seu sentido, mas enfim…

Tenho formação superior em engenharia electrotécnica, no ramo da energia e sistemas de potência. Tive a desdita de terminar o meu curso universitário e livrar-me da sina de andar apenas a vender lâmpadas ou interruptores. O meu destino em boa hora levou-me a conhecer a maior parte do interior do nosso país, graças a deslocações a muitos e variados locais remotos. Onde havia uma qualquer pequena central hidroeléctrica à beira de um curso de água, mais escondido do mundo que sei lá o quê!...

Uma turbina Pelton neste museu, com uma
nova envoltura em vidro da roda motriz
Frequentei também um curso de curta duração sobre arqueologia industrial. O que me tornou mais sensível a esta temática. Tenho paixão por visitar antigos edifícios e instalações que nos recordem os primórdios da vetusta revolução industrial. 

Particularmente aquelas centrais que nasceram à beira dos nossos riachozitos e que fizeram com a "luz" que produziam mover máquinas tecedeiras. Porque foi a indústria têxtil aquela que mais impulsionou a utilização desse recurso natural que é a energia potencial duma boa queda de água.

O turismo ligado à arqueologia industrial é algo que nunca será um fenómeno de massas. Mas que é importante fomentar. Uma vez reparei num folheto do organismo estatal do turismo polaco que fazia referência a existir no país de Chopin a central hidroeléctrica mais antiga do mundo, em actividade ainda.

E fiquei com inveja de não termos nada disso em Portugal, que fosse divulgado com aquele destaque e do meu conhecimento. Só me recordo da central de Santa Rita de Golães, que a câmara de Fafe renovou, para a esta serem organizadas visitas de estudo escolares pelos petizada do concelho com que ninguém fanfe.

Logotipo do novíssimo
Museu Natural da Electrcidade 
Agora temos desde Abril de 2011 - há menos de um ano - este espaço que é o Museu Natural da Electricidade, com um bom aproveitamento do edifício e maquinaria da central da Senhora do Desterro I, em Seia, construída em 1909. Em boa hora. Ao lado desta existe desde há umas dezenas de anos uma nova central, que aproveita a mesma queda de água da central antiga, servida por uma conduta forçada, cujo comprimento e fixação na encosta desta serrania sempre me impressionou.

A capela da Senhora do Desterro, uma das
cinco existentes em São Romão, Seia
O local, na freguesia de São Romão, ainda por cima é lindíssimo. Nele existem cinco pequeninas capelas, próximas umas das outras, numa área muito curta, e nas duas margens do rio Alva, ligadas por uma ponte de pedra secular. Muito fresco e verdejante é também este recanto, graças aos carvalhos centenários aí plantados, que constituem a bucólica e encantadora Mata do Desterro. Já foi num dia de canícula estival o meu providencial oásis, mesmo a calhar!...

No anterior post sobre a BTL 2012, do turismo na Pampilhosa da Serra, faltou-me dizer que a câmara local também faz referência a ser possível visitar a central hidroeléctrica do Esteiro, no rio Unhais. 

Como passei boa parte do meu percurso profissional de engenharia nesta zona da Serra da Estrela e arrabaldes, não podia deixar de ficar encantado com tudo isto e falar aqui no meu blog. Feito! Ah, e já agora, em todas estas três pequenas centrais aqui referidas, o autor deste blog esteve lá, em tempos idos. Antes de nascer a minha filhota, em Julho de 1993.

terça-feira, 13 de março de 2012

• BTL 2012 - Pampilhosa da Serra

Talvez esteja com os meus recentes posts sobre a BTL 2012 a centrar-me demasiado - justamente - na região centro de Portugal… Mas que culpa tenho eu de ter sido esta região que me cativou mais?…

Posso gabar-me de conhecer tudo ou quase tudo, razoavelmente, do nosso Portugalito. Continente e ilhas incluídas. Das cidades só me lembro de ainda não ter pisado em… Pinhel. E se calhar nunca o farei. A não ser que a edilidade local, lendo este desabafo, me convide para lá pernoitar.

E depois deste preâmbulo, focando-nos no assunto deste post, a vila da Pampilhosa da Serra, tenho a dizer que… pensei um dia, há vinte anos atrás, que já lá tinha posto os penantes duas vezes: a primeira e a última, numa única data de calendário.

Muro da barragem
de Santa Luzia
A barragem de Santa Luzia, no rio Unhais, vale a pena o desvio. Sobretudo subir o rio até à parte jusante do muro da barragem. Aquilo fica numa garganta bem estreitinha e quando miramos o topo do muro, a coisa esmaga-nos. Parece alto p'ra caramba! E a imaginação foge-nos logo para pensar se o muro um dia rebenta, connosco lá em baixo, em frente deste. Uiii!!!…

Mas a vila… há duas dezenas de anos era uma pasmaceira dos demónios. Ou assim me pareceu. É que lembro que me assaltou um súbito pensamento, nessa altura. Este: "Do que é que as pessoas vivem aqui neste marasmo tão grande?".

Tive uma primeira impressão errada, concerteza. Ou então as coisas mudaram bué. Porque agora até sonho em ir habitar neste concelho!

Praia fluvial do Pessegueiro
Cada vez prefiro mais as praias fluviais às de mar aberto, a norte do rio Tejo. E nesta região temos algumas que não me parecem nada más! Dornelas do Zêzere, Janeiro de Baixo, Pessegueiro, Malhada do Rei, para além da da própria vila-sede de concelho.

Depois há as actividades de lazer ao ar livre, promovidas por duas empresas, a Grau 5 e a Go-outdoor. Escalada, voo em balão de ar quente, descida de rápidos no Zêzere,  BTT, tiro com arco, tennis, paintball, cursos de fotografia da natureza, etc…

Cartaz do evento de canoagem nocturna
Mas queria destacar sobretudo isto: canoagem nocturna, durante a lua cheia, no lago artificial da albufeira barragem de Santa Luzia! Remar no meio dum grupo de canoas e kayaks, enquanto nessa comunhão nos deslumbramos com um céu cheio de estrelas por cima das nossas cabeças!...

A malta não se deve aborrecer hoje em dia lá na Pampilhosa da Serra, pelos vistos! E depois de curtir a noite nos clubes e bares da vila, retornar a uma casinha de pedra numa aldeia de xisto para descansar bucolicamente… Se tudo o que a promoção turística desta vila vem prometendo se chegar a cumprir, aquilo deve ser um pequeno paraíso perdido, ainda muito no segredo dos deuses.

E por último, ainda há mais um pormenor, digno de nota: afim de atrair novos residentes à terra, nem que seja sazonalmente, aos fins de semana, a brochura que a Câmara distribuiu na BTL sugere-nos que esta poderá dar-nos uma mãozinha no projecto e na escolha dos materiais de construção de... novas moradias de veraneio, para quem quiser investir lá. Mas mantendo a traça das casas típicas de xisto destas serranias longínquas.

Assim combate-se de uma forma sagaz o proliferar dos autênticos atentados ao bom gosto arquitectónico que constituem tantas casas novas por este país espalhadas.

Do caraças!… Gostava muito de conhecer as individualidades que estão por trás disto tudo, lá na reinventada Pampilhosa da Serra.