* Se acaso alguém um dia reparar que esta expressão "ou talvez não" é amiúde e sobejamente repetida neste blog e não perceber muito bem porquê... Farei então notar que se repare também com a mesma perspicácia no título deste dito bloguezinho.
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quarta-feira, 3 de junho de 2020
• Uma pedra mais para o meu castelo - X
Assim fica fácil o trabalho do arquitecto ou do decorador de interiores. Ou talvez não*…
E digo talvez não porque encontrar essa pedra mais - e pelo visto, a mais importante… - para o meu castelo pode ser tarefa árdua. Ou então por outro lado, muito dependente das célebres conspirações do universo correrem mesmo certo e p'ra valer.
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Nota: reparo com alguma relativa surpresa que já vai fazendo largos anos - desde o longínquo mês de Julho de 2014 - que o autor deste blog não tinha adicionado aqui qualquer novo post com este rótulo (ou label, em inglês)...
* Se acaso alguém um dia reparar que esta expressão "ou talvez não" é amiúde e sobejamente repetida neste blog e não perceber muito bem porquê... Farei então notar que se repare também com a mesma perspicácia no título deste dito bloguezinho.
* Se acaso alguém um dia reparar que esta expressão "ou talvez não" é amiúde e sobejamente repetida neste blog e não perceber muito bem porquê... Farei então notar que se repare também com a mesma perspicácia no título deste dito bloguezinho.
sábado, 14 de junho de 2014
• Uma pedra mais para o meu castelo - IX
Calor. Muito calor fez ele hoje na Lusitânia… Demasiado. E eu a ter a súbita revelação do barraco ideal para me refugiar desta canícula… Este que desvelo aqui hoje neste blog.
Uma obra de arte de arquitectura denominada Xálima Island House. Por enquanto sendo apenas uma maqueta em 3D concebida por Daniel Martín Ferrero, um arquitecto madrileño.
Que me fez equacionar tudo o que já descrevi atrás sobre o que será um dia o meu castelo. Porque se calhar, às tantas… Era mesmo isto, sem tirar nem pôr, que deveria afinal povoar os meus sonhos de um exclusivo lar, doce lar.
Admirai só este pormenor dum plano de água bem refrescante, mostrado aqui ao lado...
Creio que encontrei mesmo uma brilhante sucessora da mítica Fallingwater, a belíssima casa desenhada pelo meu grande ídolo Frank Lloyd Wright! ;-)
Quem achar que partilha desses meus sonhos, poderá dar um “Like” na página do facebook deste projecto, clicando aqui.
Admirai só este pormenor dum plano de água bem refrescante, mostrado aqui ao lado...
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sábado, 27 de julho de 2013
• Uma pedra mais para o meu castelo - VIII
Áreas de lazer. O meu rico castelo não poderá nunca prescindir destas, ao seu redor. Jamé! Jamé!*…
E eu tenho particular queda para desportos individuais. Em primeiro lugar, os racket sports, com que cresci, privilegiando-os. Depois, o tiro com arco, que recentemente comecei a praticar.
O primeiro desporto de raquete a que ganhei afinco foi o badminton, aos meus 10 anos. Passava tardes de domingo só a bater no volante com um parceiro. Sem rede nem campo com piso bem delimitado. Apenas para suar com esse exercício não competitivo.
Hoje eu desejaria ter um court de badminton mesmo a sério. Um pouco como um que houve em tempos nas termas de Monte Real, Leiria, ao ar livre, com uma cortina de ciprestes a servir de quebra-vento. E com um piso como o da foto ao lado.
Por volta dos meus 15 anos deu-me a louca de querer construir a minha própria mesa de ping-pong. E gastei uma razoável maquia de dinheiro, materiais e tempo a executá-la. Para o resultado final ser muito amador. Nunca fui muito dado a trabalhos manuais. Mas fui persistente. Teimoso, até. E ainda cheguei a gozar umas boas horas de prática de ténis de mesa nessa minha pequena obra-prima da carpintaria de limpos.
Hoje eu seria mais de comprar tudo feito. E ter um cantinho exterior para armar-me em craque chinês como o da foto ao lado. Com algumas ligeiras modificações. Nada daquela bárbara rede rígida metálica! Antes uma rede têxtil normal, com impecáveis esticadores. E uma placa com cantos ortodoxos, ou seja, em ângulo recto e não arredondados. No mais, a estrutura de suporte está lindíssima.
Aos meus 17 anos, acordei para a era Bjorn Borg. Com a compra de uma revista brasileira de tennis, com uma reportagem sobre o torneio de Wimbledon desse ano. Aqueles courts lindíssimos de relva natural, bem aparadinha, que sonho!…
Pensei então em fazer o upgrade dos meus skills de controlo da bolinha de celulose branca numa mesa para agora dominar a bola de látex forrada a feltro amarelo num campo de bem maiores dimensões. E fui logo para a Escola de Ténis João Lagos, no CIF, alto do Restelo, na minha Lisboa natal.
On my wildest dreams, e se o meu castelo vier a ser também uma pequena unidade hoteleira de turismo de habitação, ambicionaria ter 3 courts de tennis, de diferentes superfícies: relva natural, pó de tijolo e piso sintético bicolor. Isso seria um must! E não conheço ainda nenhum caso no mundo inteiro de tal conjunto de 3 courts, lado a lado, num só empreendimento. Mas é provável que esta minha aspiração não seja original e alguém já a tenha concretizado algures.
Mas se for um só court, pode bem ser como este da foto ao lado. Com áreas laterais mais generosas em largura. O piso que acho que privilegiaria seria um sintético, tipo tartan. Se algum instalador o fizer. E com as tradicionais vedações de rede metálica ocultas com alguma solução vegetal. Tipo sebes. Ou mais uma vez, ciprestes, como os das minhas memórias de modestas mas prazeirosas férias na bela zona de Vieira de Leiria, cercana a Monte Real.
Agora, em anos mais recentes, no início da minha finda década de quarentão, eu já julgava que nunca mais na vida iria ser um atleta olímpico! Mas depois pensei que existe o tiro com arco. Onde a idade não é assim tão determinante como em outros desportos que pedem mais do físico. E vai daí, adquiri um arco e flechas de iniciação e um alvo. E também tive algumas aulas, ministradas por um português que foi um representante nosso nos Jogos de Atlanta, em 1996.
No meu castelo haverá uma pequena carreira de tiro, bem vedada com árvores altas e uma fina rede de segurança. Para que os arqueiros meus convidados e eu possamos usufruir dessa área numa animada e saudável competição entre nós. Talvez floresçam lá uma mão cheia de novos Robin Hood…
Poderei ainda fazer uma ligeira concessão a um desporto colectivo: o basketball. Isto porque também construí um belo dia, com materiais reciclados, uma bem tosca tabela de basket. Num telheiro sobranceiro ao poço, datado de 1740, da quinta da minha adolescência. Ao lado da qual ainda habito hoje, num apartamento vulgar de Lineu.
Nesta concessão estou a falar apenas de uma tabela. Nada de um campo de basket oficial, inteiro! Só uma pequena área com as marcações de um "garrafão". Como é da gíria deste desporto chamar a essa parte do campo debaixo do cesto. Só para praticar aí uns dribles e encestamentos avulsos. Sem grandes stresses. Just for fun.
E é isto por hoje. Em outras ocasiões futuramente vamos abordar também ideias para actividades desportivas aquáticas e indoor. Que isto do lazer lá nos meus domínios senhoriais não se pode nem se vai esgotar por aqui!...
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* Expressão emblemática de um ministro das obras públicas de um governo português dum passado recente. De sua graça Mário Lino. Um bacano.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
• Uma pedra mais para o meu castelo - VII
À beira de água corrente. Não muita. Somente com um curso um tudo nada suficiente para não secar no estio. Com margens verdes todo o ano. Com uma natureza disciplinada por um açude. Para aproveitar a força motriz da água. Com uma praia fluvial para um tranquilo fruir dos tempos livres, tanto no tempo quente como no frio.
Uma morada assim, se do sonho virasse realidade, tornar-me-ia um sedentário militante. Até é melhor talvez nunca ter.
Nota: A foto no topo deste post é o Le Moulin de l’Abbaye Hotel em Brantôme, Périgord, França.
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domingo, 14 de abril de 2013
• Uma pedra mais para o meu castelo - VI
Um puff. Modular. Constituído por várias peças em forma de bolas de tennis. Recheadas com a clássica solução de pequenas bolinhas de esferovite. Confortável. Gosto. Quero! ;-)
Sempre quis ter no centro da minha sala de estar um puff daqueles enormes, género bosta de vaca com mais de 2,5 m de diãmetro. Tal como um tio meu tinha no seu apartamento no centro de København*, nos anos oitenta do século passado.
Grão a grão o meu castelo está-se a compor. Nem que seja só na minha imaginação. Qualquer dia vou convidar para a inauguração todos os meus amigos… imaginários.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
• Uma pedra mais para o meu castelo - V
terça-feira, 23 de outubro de 2012
• Uma pedra mais para o meu castelo - IV
Uma pedra mais para o meu castelo… Pois é! Hoje a ideia que aqui vai ser deixada expressa será assaz monolítica.
O meu château pode até vir a ser uma modesta casa rústica, afinal. Terá é à viva força de ser feito(a) de… pedra.
Aceitam-se propostas e sugestões de quem conheça algum monte de pedras graníticas, preferencialmente. Nem que estejam em ruínas. Desde que se possam transformar no ninho mais acolhedor para um doido como eu virar eremita bastará. Então depois continuarei dentro de suas paredes grossas a escrever neste blog minhas muito vãs impressões sobre este mundo, do qual me sentirei resguardado.
Aceitam-se propostas e sugestões de quem conheça algum monte de pedras graníticas, preferencialmente. Nem que estejam em ruínas. Desde que se possam transformar no ninho mais acolhedor para um doido como eu virar eremita bastará. Então depois continuarei dentro de suas paredes grossas a escrever neste blog minhas muito vãs impressões sobre este mundo, do qual me sentirei resguardado.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
• Uma pedra mais para o meu castelo - III
Da última vez que escrevi um post com esta etiqueta "Uma pedra mais para o meu castelo", preocupei-me mais em sonhar em como esse mein schloss seria ideal para o bom do animal de estimação da casa. Na altura pensei num canídeo sortudo.
Hoje reflicto um pouco sobre o albergue ideal para domicílio de uns bichos que saibam nadar.
Embora não goste de gaiolas ou aquários, porque julgo que os animais nestes contidos também não gostarão de lá ser depositados uma vida inteira, não posso contudo deixar de admirar a visão deste tanque cheio de água no meio da sala de estar desse meu palacete em projecto ainda.
Já que há que sonhar, ao menos sonhe-se em grande. E não condenemos os pobres peixinhos nossos prisioneiros a viver em míseros fishbowls. Onde eles frequentemente se suicidam, saltando para fora desses balões de vidro enquanto dormimos de noite.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
• Uma pedra mais para o meu castelo - II
Nunca me quis abalançar a ter a minha própria casinha; o meu lar, doce lar.
Nasci aqui em Portugal. Mais concretamente na sua capital. Onde esse sonho de uma vida inteira, para muitos cidadãos acaba por ser, fatidicamente - não que o desejem assim, mas… - qualquer coisa como uma trampa de um apartamentozeco em Massamá. E olha lá, que podia ainda ser pior!…
Nasci aqui em Portugal. Mais concretamente na sua capital. Onde esse sonho de uma vida inteira, para muitos cidadãos acaba por ser, fatidicamente - não que o desejem assim, mas… - qualquer coisa como uma trampa de um apartamentozeco em Massamá. E olha lá, que podia ainda ser pior!…
As casas são caras neste país. E além de caras, são, regra geral, feias ou em ambientes que, uma vez urbanizados, se descaracterizam, a ponto de tornarem a vida neles deprimente, para aqueles como eu, que têm sonhos de um mundo uma beka melhor.
Isto é duro de admitir e de dizer aos meus conterrâneos que possam isto ler. Mas alguém tem de o dizer. Para que outras almas despertem de um torpor em que se encontram soterrados, como num lodaçal que nos impede de ver.
Creio que só se tiver um golpe da fortuna, como herdar uma fortuna, é que quererei construir a minha casinha de sonho aqui neste "jardim à beira-mar plantado".
Se tal desidério me acontecer, irei reler as dicas que neste blog vou deixando. Para mim ou para quem quiser colher as ideias peregrinas deste louco que não sabe o que desejar. Estado de alma meu que confessei recentemente noutro blog, aqui.
A idiotice que hoje vai ficar aqui gravada, foi-me induzida pela consulta da revista "Arizona Foothills", num número desta saído em maio do ano de 2010. Cuja capa está acima. E a ideia em si ilustrada em baixo. É simples: uma miniatura da vossa mansão como casinha do vosso animal de estimação.
Ao ver este canito sortudo na foto, assaltam-me saudades dum tempo em que uma tal casota dava muito jeito para alojar um par de pets que tive a sorte de me alegrarem os dias. Uma cadela husky siberiana e uma ovelha bem anafada, que eram as melhores amigas uma do outra que se pudesse conceber. Por incrível que a mãe-natureza por vezes pareça.
Gostava de voltar a ter um dia essas "pedras vivas" no meu castelo, que foram para mim estes dois extraordinários animais. E ainda uma avestruz ou um golfinho… A sério. Palavra de doido varrido.
domingo, 11 de dezembro de 2011
• Uma pedra mais para o meu castelo - I
Contaram-me certa vez esta história…
Estava um importante homem de negócios americano em Israel, afim de se aconselhar com um rabino de grande renome internacional.
Quando o yankee businessman chegou à morada do rabino, surpreendeu-se. Esperaria ver uma casa com alguma opulência, que fosse, quiçá, proporcional à afamada grandeza da figura do rabino, e em vez disso, viu um apartamento modesto, com divisões quase vazias de móveis.
Quando o yankee businessman chegou à morada do rabino, surpreendeu-se. Esperaria ver uma casa com alguma opulência, que fosse, quiçá, proporcional à afamada grandeza da figura do rabino, e em vez disso, viu um apartamento modesto, com divisões quase vazias de móveis.
Apenas alguns tapetes, uma costumeira pequena mesa de centro de sala, constituida por um banco de madeira encimada por um prato de latão ornamentado, típico do artesanato do Norte de África e Médio Oriente, um ou dois puffs, à laia de bancos para sentar. E pilhas de livros, pelos cantos das divisões da casa.
O americano questionou o rabino: "Onde estão os seus haveres?"
E o rabino retorquiu: "E onde estão os seus?…"
"Os meus? Mas eu estou aqui de passagem!" - exclamou o yankee.
"Eu também! Esta vida é uma passagem." - rematou o rabino.
Este episódio conforta-me o espírito. Porque eu nunca fui muito de querer construir um lar acolhedor ou de recheá-lo de mobiliário para o conforto de estar nele. Livros, sim, juntei-os às centenas!… São os meus principais e mais valiosos haveres.
E isto acontece por variados motivos. Primeiro, porque sou preguiçoso. Segundo, porque se fizer um lar confortável, vou ter tendência de não sair à rua, de não querer tanto viajar mundo fora. E quanto aos buques, sou um bibliófilo incurável. Ou quase…
Com a actual crise inventada, estou indeciso entre ser sedentário ou nómada. Não sei qual é o melhor caminho, até dum ponto de vista financeiro. Ficar é permanecer neste marasmo. Mas para partir, também é preciso guito, que não abunda…
Mas apesar de tudo ser cinzento, ainda se pode sonhar!… E no caso de um dia poder ter esse lar que seja a minha cara, aqui vou deixar umas pequenas dicas, para me relembrar mais tarde ou presentear com estas quem as possa seguir hoje.
Com os parcos recursos que detenho, ainda vou podendo "viajar" e ter acesso online a alguns brindes. Como o de ler revistas como a "The World of Interiors", edição do Reino Unido, deste corrente mês de dezembro 2011.
A capa desta revista mostrada em cima tem uma ideia peregrina espectacular: um hall de entrada com duas cabeças de unicórnios em paredes opostas, com suas hastes cruzadas junto ao tecto, como se de esgrimistas se tratassem.
Descansem, que nenhum animal foi morto para compor este cenário! Como sabeis, os unicórnios são seres imaginários, não olvidem.
Pena não serem azuis... mas a sala tem esse tom dominante e num clarinho celeste, vá lá!... Fica a cargo da imaginação fazer o resto.
Descansem, que nenhum animal foi morto para compor este cenário! Como sabeis, os unicórnios são seres imaginários, não olvidem.
Pena não serem azuis... mas a sala tem esse tom dominante e num clarinho celeste, vá lá!... Fica a cargo da imaginação fazer o resto.
Outra ideia sublime: o de acabar com as casas de banho de áreas somíticas, com pouquíssima luz natural dada por janelas timidamente minuscúlas. Quem se pode dar ao luxo de não ter medo de paparazzi, por estar protegido por uma boa cortina verde, só deveria desejar tomar banho num espaço amplo e equipado com um sofá em pele para o antes e após imersão na banheira ou estadia no duche, como o desta sala aqui ao lado.
Mais uma dica gira: uma sala de estar exterior, repleta com tapetes e almofadas no chão, a toda a volta das paredes existentes neste gaveto de uma casa rústica, própria de uma zona geográfica com um clima quente.
O que eu também ambicionava era ter uma sala de estar interior, tal como esta decorada a tapetes e almofadas de chão, num soco rebaixado no centro da divisão, com 3 níveis de degraus pouco altos. À falta de uma foto a ilustrar bem o que quero, aqui fica esta.
O que eu também ambicionava era ter uma sala de estar interior, tal como esta decorada a tapetes e almofadas de chão, num soco rebaixado no centro da divisão, com 3 níveis de degraus pouco altos. À falta de uma foto a ilustrar bem o que quero, aqui fica esta.
Por último, uma lição dada por uns camones desta revista britânica sobre decoração de paredes interiores com azulejos a nós, os naturais dum país que se orgulha de ser um baluarte dessa arte milenar.
Digam-me lá se não é nada menos do que sublime este trompe-l'oeil, com estes tons de cenário natural verde com flores por cima dum cercado de madeira, tudo desenhado, bem entendido. Assemelha-se a azulejo mas não é, okay?...
Digam-me lá se não é nada menos do que sublime este trompe-l'oeil, com estes tons de cenário natural verde com flores por cima dum cercado de madeira, tudo desenhado, bem entendido. Assemelha-se a azulejo mas não é, okay?...
domingo, 20 de novembro de 2011
• Uma pedra mais para o meu castelo - intro
A minha existência está num estado de alargada indefinição. Não sei que rumo vou levar. Mas posso ao menos sonhar, como se nada me impedisse um dia de os sonhos serem concretizados.
Steve Jobs foi convidado pelas divindades a inventar o iHeaven. Mas deixou-nos a sua filosofia. Mostrou-nos a todos como devemos ser inovadores.
Tal como ele tratou de repensar esse objecto que passou a ser tão largamente usado por todos, o telefone móvel, e fez nascer o iPhone, também nos seus poucos tempos livres gostava de se ocupar de redesenhar a sua própria cozinha. De modo a que esta fosse o mais funcional possível.
Tal como ele tratou de repensar esse objecto que passou a ser tão largamente usado por todos, o telefone móvel, e fez nascer o iPhone, também nos seus poucos tempos livres gostava de se ocupar de redesenhar a sua própria cozinha. De modo a que esta fosse o mais funcional possível.
É com esse espírito que eu vou ver aqui se consigo imaginar o que seria para o Steve uma iHome.
Vai ser inaugurado então neste blog uma série de posts com o rótulo "Uma pedra mais para o meu castelo". Em que serão apontadas ideias à laia de subsídios avulsos para a casa ideal.
A ideia primeira a ser assente é tão-só esta: uma casa é quase sempre concebida para nela ser vivida uma vida de casal. Que pode crescer e mutiplicar-se. Dar frutos. Passar a ser uma família com uma prole que pode ser numerosa.
Por isso numa casa há que prever salas que são quartos de dormir em quantidade mais generosas que outras divisões, geralmente em número singular, como a sala de estar ou de jantar.
Por isso numa casa há que prever salas que são quartos de dormir em quantidade mais generosas que outras divisões, geralmente em número singular, como a sala de estar ou de jantar.
Como eu não sei prever se vou continuar o resto dos meus dias em vida de casal ou não, e como não quero duma forma ou de outra viver esse dias que me restarão só numa casa grande, vou pensar o meu lar segundo um modo de vida que os novos tempos vêm trazendo.
Estou a falar de uma casa que estará sempre recheada de hóspedes, para sentir o pulsar de gente plural dentro. Se não for com uma esposa e com filhos, o meu cantinho abrigará estudantes ou artistas, que alugarão os quartos disponíveis. Gente com intelecto, ao menos, para o convívio diário de todos ser prazeiroso.
E a sala de estar será concebida a pensar no couch surfing, esse fenómeno social a que aderi. De modo a que quando for das férias escolares a casa não se esvazie de gentes e continue repleta de pessoas como que na reserva.
Eis o primeiro princípio da iHome. Uma casa tem de ter sempre a respiração de várias pessoas dentro para ser bom viver lá e não apenas de uma pessoa singular.
Se este princípio eu não conseguir concretizar, mais vale então pensar em ser nómada - e aí mais uma vez o couch surfing terá uma resposta para mim - e abandonar esta vida sedentária que tenho levado quase em exclusivo até aqui.
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