quinta-feira, 10 de setembro de 2020

• Stayaway Covid

Perguntou alguém no Twitter isto: “Dá para fazer o teste do Covid sem publicar nas redes sociais?".

Questão pertinente… O Twitter feicebuquizou-se. Antes era mais de uma élite esclarecida, que postava questões mais relevantes e interessantes para a comunidade. Hoje um tipo dá um peido durante uma reunião de trabalho online no Zoom e resolve que isso é bué giro e cool para postar. 

Informação a mais, mas enfim… É esta a humanidade que temos.

Mas voltando ao mote deste post… Cuidei que podia perder o meu tempo e contribuir com a minha posta de pescada*. Seja, responder a esta questão evidenciando alguma lógica. E disse então:

“Não, no caso do teste ser positivo e se se considerar como mais uma rede social a app Stayaway Covid.

Já houve mais de 500.000 downloads desta app e até agora parece que só 7 (sete) "covidados" introduziram o seu código, correspondente a terem tido um teste positivo. 

Assim isto fica mais difícil do que achar pokémons pelas ruas!…  Ou pior, a coisa torna-se numa autêntica caça aos gambuzinos…”. 

Seria importante saber como é que em outros países que se adiantaram ao nosso como foi que a experiência do uso de apps similares à Stayaway Covid decorreu…

Não queria concluir que esta app foi só mais uma ideia peregrina. E desta vez não tenho a culpa.
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* É irresistível, tanta vez, intervir ou tão-só chatear outros twiteiros

sábado, 22 de agosto de 2020

• 11 anos

Onze anos a escrevinhar em três blogs, tendo sido este o primeiro. Deveria ter bem mais vontade de celebrar este marco temporal… Que apesar de tudo, tem que ser considerado um feito. Mesmo que seja apenas quixotesco...

Mas estamos em 2020. Julgo que não é preciso dizer mais nada.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

• Obras de génios - I

Neste mês de Agosto, que já entrou com toda a sua pujança faz quase uma dúzia de dias, venho acumulando vários temas e assuntos para escrever sobre estes.

Mas não tenho tido vagar. Preciso de tratar de sobreviver, em primeiro lugar. O blogging ainda não me dá qualquer guito. Para o génio da escrita que eu tenho a mania e a vaidade que sou, e como diria Calimero, “it’s an injustice, it is…”.

Mas eu quero falar de outros génios. Daqueles génios que eu admiro* quando conseguem bolar excelentes exemplos de capas de publicações, livros ou revistas.

Ultimamente já dei realce a este tipo de criatividade em alguns posts neste blog, como este e est’outro, também.

Como ganhei consciência que já tenho em carteira muitos exemplos destes a partilhar, hoje vou encetar mais uma rubrica neste blog, intitulada “Obras de génios”.

E sem poder de modo algum deixar passar deste dia em que vi a esta pequena maravilha, aqui vai a capa do jornal L'Équipe, edição de terça-feira, 11 de Agosto de 2020.

Quero crer que o designer gráfico responsável por esta belíssima e genial capa já deve ter feito um tour de Lisboa comigo…
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* Porque fui e ainda sou designer gráfico, agora freelancer. Tendo feito nos últimos anos pouca obra e sempre pro bono.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

• Places to go before I die - IX

A Entidade Oficial coordenadora do Turismo no Uzbequistão paga três mil dólares (USD 3,000) a quem viajar para aquele país e ficar infectado com o Covid-19. Isto, claro, para garantir ao resto do mundo que é seguro ir até lá.

Desde os tempos em que eu era um teenager bem verdinho sempre tive um certo fascínio pelos vários países da região da Ásia central que fizeram parte - durante várias décadas do século XX - da ex-URSS (a vetusta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e cujos nomes terminam todos, todos em ~istão

Curiosamente ou talvez não, é mesmo assim e não sei porquê. Quem souber que me elucide, fáxavôr.

Já escrevi antes algo aqui nesta mesma rubrica deste blog sobre a dita "Cidade das Estrelas" no Casaquistão

E também sobre essa muito injustamente ignorada nação, o Turquemenistão.

Hoje calha a vez, finalmente, a esse destino turístico que tem subido em flecha no mundo do turismo* altamente globalizado dos nossos dias, o Uzbequistão. Mas há ainda mais países com o sufixo  ~istão.
.
Por acaso, até já fiz uma alusão a este país neste post, aqui. Com uma foto do Museu do Vinho de Samarkand, uma das suas cidades mais emblemáticas da antiga Rota da Seda

Há pelo menos três cidades uzbeques de interesse turístico, para além desta belíssima Samarkand. Desde logo Tashkent, a capital, mas também Bukhara.

Quem puder que consulte a interessante Visit Uzbekistan Magazine, da qual vemos um exemplo de uma das suas capas aqui ao lado.

A oportunidade com que o governo deste país nos tenta a todos para lá nos deslocarmos parece a não perder… Excepto na parte de termos de apanhar o “bicho”, se quisermos ter a viagem a ficar quiçá de borla.

Digo quiçá porque, como soe dizer-se, não há almoços grátis!...

Há condições a cumprir, para além de contrair o novo Coronavírus!… Entre as quais está a obrigatoriedade dos turistas terem que viajar com um guia turístico local certificado, caso pretendam reclamar a tal compensação de três mil dólares.

E além disso, os visitantes da União Europeia, mais aqueles "bifes" do país do Brexit, serão obrigados a cumprir um período de 14 dias de auto-isolamento à chegada. Vulgo a maldita “quarentena”… Toma!…

Mas bem, espero que tenham passado a partilhar do meu fascínio por este destino exótico, caros leitores. Mas não caiam na parvoíce de alguns que querem mesmo ficar infectados par pôr as mãos no guito e garantirem imunidade ao mesmo tempo.

Pode não ser um bom negócio… 
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* É só o quarto mercado turístico com o crescimento mais rápido do mundo, segundo dizem…

quarta-feira, 8 de julho de 2020

• Garage sale

Estou a vender a prata (fosca) da casa. Comecei com o meu primeiro portátil, que já tem 30 (trinta!) anos. Já mais não serve do que para peça de museu. E agora vou-me desfazer também das minhas duas bicicletas. Vide detalhes, clicando aqui.

Pena eu não ser um blogger famoso… Ainda. Talvez estes objectos tivessem valores astronómicos, só porque foram - ainda são - meus.

Estou a aprender a praticar o desapego. A seguir pode ser que os meus livros e revistas, que possuo aos montões, se vão também.

Como escreveu Fernando Pessoa, esse grande tratante dos múltiplos heterônimos, “E o mais que isto é Jesus Cristo, que não entendia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca.”.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

• As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial - I

Hoje, na senda da nova rubrica* deste blog inaugurada com este post, vamos ver aqui algumas páginas de revistas de bebidas alcoólicas. Sobretudo páginas de anúncios com layouts plenamente conseguidos e atraentes. Mas não só.

A começar com o anúncio de página dupla ilustrado acima, da revista Food & Wine, de Setembro de 2015, cuja capa está aqui ao nosso lado esquerdo.

Numa revista sobretudo dedicada a divulgação de vinhos, vemos uma publicidade a uma marca de… cerveja. Vejam só!…

Em baixo alguns bons exemplos de vistosas páginas simples, mas não necessariamente de anúncios de bebidas apenas, e sim, antes de produtos alimentares, também.




Mais abaixo ainda, um anúncio de página dupla, desta feita finalmente a uma marca de vinhos.



E agora uma outra revista, esta de cerveja.

Trata-se da revista Beer Magazine, de Abril/Maio de 2010.

E aqui mais um facto inusitado: alguém inventou uma cerveja para os nossos melhores amigos de quatro patas.

É verdade... Os nossos cantos agora já nos podem acompanhar na degustação duma jola.



Mais uma vez acima temos a capa desta peculiar revista e algumas páginas interiores.

E em baixo uma página dupla.



Para finalizar, só mais uma página interessante, um anúncio dum vinho, numa revista que é mais sobre gourmet food, desse lindo país que é a Nova Zelândia, tal como a origem desta "pomada".


Aqui acima a capa da revista Taste New Zealand, de Julho/Agosto de 2016 e o tal anúncio, simplesmente belíssimo!...
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* É de esperar uma grande profusão de novos posts subordinados a esta rubrica, pois material para publicar é que não nos falta…

quarta-feira, 10 de junho de 2020

• O novo normal

Andam p’rái a falar até à exaustão do “novo normal”… Que temos todos que adoptar novos hábitos, comportamentos, atitudes, estratégias, formas de viver, de trabalhar…

Quanto ao mundo do trabalho… Montes de empresas foram dum dia para o outro empurradas ou forçadas a pôr muito do seu staff em teletrabalho durante esta crise pandémica, que ainda vigora. E sem grandes chances de protestar. Foi terem de se adaptar ou terem de parar. Não houve grande hipótese de escolha.

Esta espécie de experiência - metida a martelo - de engenharia social creio que, apesar de tudo, de toda a improvisação que implicou, provou que o teletrabalho é uma opção válida e com largas vantagens para muitos cargos e funções dentro de empresas. E no entanto…

Receio que quando tudo isto acabar o novo normal nas empresas não venha a ser nada novo. No mundo corporativo os CEO’s são muito resistentes às mudanças. Só cambiam de opinião quando isso lhes é imposto pelas conjunturas.

E é uma pena. Porque esta experiência correu bem. E devia deixar lições a tirar e a implementar.

Vai-se perder - estupidamente - uma oportunidade histórica e talvez irrepetível de dar um importante salto civilizacional.

A economia, o ambiente, o bem estar social e a felicidade nacional bruta* iriam ter tanto a ganhar...
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* Nos anos sessenta e setenta do século passado, era de grandes utopias, li um dia um slogan que rezava assim: não ao produto nacional bruto, sim ao felicidade nacional bruta. E que aqui quis reviver.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

• As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial - intro

Hoje vamos inaugurar neste blog uma nova rubrica, intitulada “As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial”. Título este que me foi influenciado por uma rubrica similar que em tempos a revista PHOTO francesa tinha regularmente.

Na internet todos nós temos acesso a ler revistas online, réplicas exactas das mesmas edições em papel, e bastas vezes antes desta aparecerem nas bancas. E por esse facto, vou partilhar aqui com os meus caros leitores - que espero bem que venham a aumentar em números que se vejam, depois deste improvement... - exemplos de capas e páginas de revistas para as quais quero chamar a atenção dos demais mortais por causa dum raro valor estético que eu lhes atribuo.

Vamos passar a visualizar e a disfrutar nesta rubrica páginas cujo layout ou design gráfico será a meu ver digno de realce. E porque neste blog ficarão a ser recordadas para sempre, assim um pouco menos efémeras serão estas manifestações de criatividade.

Se isto não é serviço público de interesse para a comunidade, não sei o que será... E se com esta iniciativa as vendas de algumas revistas aqui divulgadas aumentar, tanto melhor. Não precisam de me agradecer. Agora, se me quiserem subsidiar... Não direi não.

Poderão ser vistas nesta rubrica capas, páginas interiores de artigos e páginas de anúncios de imprensa, simples ou duplas. e o mais que se me aprouver.

(E para aqueles/as que não o saibam ainda - shame on you!... -, se clicarem nas imagens vão poder vizualizá-las em tamanho MAIOR. Claro. Dah!...)

Debutamos com uma revista irónica, a Vogue. Mas não na sua edição norte-americana, ingles ou francesa. Não. Vamos ver páginas de beleza mais inusitada. Oriundas da Vogue India. Com fortos lindíssimas, que só poderiam ser vistas aqui, numa publicação hindu.

Aqui vai então algo extraído da revista saída em Março de 2020…


 

E também algumas páginas da mesma Vogue India, só que de Abril de 2013. Bem mais antiga, mas com várias e variadas surpresas que não seriam possíveis de ver noutras Vogue de outros países.






E para a primeira vez desta rúbrica, é tudo...

quarta-feira, 3 de junho de 2020

• Uma pedra mais para o meu castelo - X

Assim fica fácil o trabalho do arquitecto ou do decorador de interiores. Ou talvez não*…

E digo talvez não porque encontrar essa pedra mais - e pelo visto, a mais importante… - para o meu castelo pode ser tarefa árdua. Ou então por outro lado, muito dependente das célebres conspirações do universo correrem mesmo certo e p'ra valer.
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Nota: reparo com alguma relativa surpresa que já vai fazendo largos anos - desde o longínquo mês de Julho de 2014 - que o autor deste blog não tinha adicionado aqui qualquer novo post com este rótulo (ou label, em inglês)...

* Se acaso alguém um dia reparar que esta expressão "ou talvez não" é amiúde e sobejamente repetida neste blog e não perceber muito bem porquê... Farei então notar que se repare também com a mesma perspicácia no título deste dito bloguezinho.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

• Apple Mac Portable

Eu sempre tive computadores da marca da maçã

Hoje em dia escrevo posts nos meus blogs usando um laptop que já não é da última geração mas que ainda dá pró gasto. Um magnífico MacBook Pro com quase 9 anos. Por isso ainda não é daqueles que já possui um écran Retina.

Relembrando, não sou o dono dum portátil Apple da última geração. Mas tive (ainda tenho) the very first computador portátil que a gente da Apple concebeu. O Mac Portable.

Consensualmente, este moderno ábaco foi um fiasco. Um tijolo pesadíssimo, uns valentes 5 Kg. E a Apple não demorou a lançar um sucessor bem mais levezinho, o primeiro dos PowerBook, passados poucos meses.

Eu poderia ter ficado decepcionado e até ludibriado por ter adquirido um Mac Portable que era à altura quase como um protótipo. Mas não. Curti bastante usar esse que foi o meu primeiro Macintosh durante vários anos. 5 anos, talvez, não lembro bem agora…

Este Mac Portable, hoje considerado um vintage computer, apesar do relativo menor sucesso que teve fica nas lendas da história encetada por Charles Babbage como:
  • O computador donde foi enviada a primeira mensagem de email duma estação espacial em órbita para a Terra.
  • O portátil que ainda hoje detém o record da maior autonomia, 12 horas, porque…
  • A sua bateria tinha uma tal capacidade que se diz que poderia servir para alimentar o motor de arranque dum automóvel de baixa gama tipo Fiat Uno, com um motor de 1.000 c.c..
  • Por baixo da motherboard ficaram gravadas no plástico que é como que a carroceria deste computador as assinaturas de todos os técnicos envolvidos no projecto de desenvolvimento deste máquina, incluíndo a de Steve Wozniak e de Steve Jobs. Não foi a primeira vez que tal aconteceu mas talvez tenha sido a última. Depois foi só Jobs a assinar.

Infelizmente, por desleixo meu, o meu Mac Portable já não está operacional faz mais de 25 anos. Nevertheless, como disse antes, é um vintage computer. Terá um valor intrínseco devido a ser um marco histórico.

Eu quero ver se vendo o meu Mac Portable. A quem possa valorizá-lo mais do que eu. A quem queira criar um museu Apple. E porque esta crise pandémica do maldito Covid-19 - que apesar de tudo vai deixar algumas lições e não poucas a quem lhe sobreviver - está a dar cabo da minha saúde financeira.

Só que há uma chatice… A porra do eBay é duma complexidade que eu não domino, confesso.

Pode ser que eu tenha a sorte incrível que haja alguma alma que leia estas linhas e que se interesse por esta relíquia na minha posse. E já agora, tenho mais items para venda. 

Que raio de ideia peregrina que eu tive quando comprei este brinquedo!… Como tantas outras que eu nem aqui conto…