terça-feira, 22 de agosto de 2017

• 8º aniversário

8 anos. E muito cansado. Cansado de tudo. Ou quase tudo. Menos de esperar. Continuo a esperar. Sempre esperarei. Já nem sei bem o que esperar. Mas espero.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

• Não entendo

Há cada vez mais forasteiros a visitar este meu país. E os malandros aparecem nos mais recônditos lugares, que por vezes nem dos tuguinhas locais julgo serem tão conhecidos.

Portugal já não é só o Algarve, o sol e a praia. Até o outrora sombrio Porto e Norte de Portugal está a ser tão ou mais visitado do que a talvez mais cosmopolita e minha região de Lisboa e arrabaldes.

Estamos a ser descobertos por todos os outros povos deste nosso planeta comum. E o que aqui vislumbram parece encantá-los.

E eu que aqui vivo e que conheço outras realidades lá fora não entendo esta febril invasão de turistas a este pequeno rectângulo.

Deve haver algo que nos diferencia e que atrai os enxames que cada vez mais pululam por tudo quanto é canto dentro das fronteiras mais antigas deste mundo. Mas o que será?… E qual foi o clic a partir do qual houve este aumento exponencial das torres de Babel pelas ruas das nossas urbes?…

É bom que se investigue isto. Se queremos que se perpetue por muito mais tempo esta onda neste corrente ciclo tão positivo.

É bom que não nos deixemos cegar por esta súbita euforia. Porque, apesar de tudo, ainda temos muito por onde melhorar. Tornámo-nos uns predilectos de repente mas estamos longe de sermos perfeitos.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

• Obrigado!...

Este corrente mês de Junho tem sido uma correria danada!… Mas como soe dizer-se por aí, quem corre por gosto não cansa.

Tenho sido bem feliz no meio de tanta azáfama. E quero pensar que há alguém lá longe que anda a pedir aos anjos dela por mim e pelo meu bem-estar.

Quero crer também que saberei quem é esse alguém. E daqui deste blog vou agradecer a essa alma que me é muito querida.

Aitäh, kallis.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

• Livin' la vida loca

Back in business, one more time. Driving some of these fine luxury limos, shown below. All around, all day, full speed ahead. Looking sharp on my monkey suits. Eating as a special guest in the finest local restaurants. And on top of it all, making quite a nice deal of pocket money on the side.  ;-)
Just a few months ago, I said about myself that I'm a bum. At that time I was at the bottom of the gutter, without a dime for my usual daily expresso coffee, even. As we often say here in my homeland, “a vida dá muitas voltas”.

quinta-feira, 23 de março de 2017

• BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa

Desde há cerca de um ano que tenho estado mais activo na área do turismo. E desde há muitos mais anos que sou um aficionado pelas feiras de sectores profissionais, regra geral organizadas pela FIL - Feira Internacional de Lisboa.

Por estas razões, fui visitar, como é meu hábito enraizado, a última BTL 2017 - Bolsa de Turismo de Lisboa, que terminou no domingo passado.

Com a minha mania - ou pancada - de arrebanhar papeladas sempre que posso, lá estive a tentar encher uma mala-trolley com brochuras, folhetos e demais produções gráficas que os diversos expositores deixam à disposição dos visitantes da feira.

O meu entusiasmo (aliado a uma antiga deformação profissional de designer gráfico), no entanto, esmorece de ano para ano. Ou então é a minha mentalidade que vai amadurecendo. O resultado final foi que desta vez trouxe comigo muitos menos kilogramas de papel.

É verdade que os expositores na BTL são cada vez menos e com menor exuberância nos seus stands. E já não renovam tanto de ano para ano as peças gráficas com que pretendem nos cativar. É quase sempre mais do mesmo. De algo que já arrebanhei em anos anteriores. Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

Resumindo… Nada vi de tão deslumbrante este ano na BTL 2017. Mas os meus gostos também serão outros agora, porventura…

De acordo com um interessante site, o GetYourGuide.com, parece haver no momento actual dois destinos turísticos emergentes a nível global. Que não estiveram representados nesta feira: os Emiratos Árabes Unidos e a Islândia

O que é pena mas ao mesmo tempo perfeitamente aceitável. Não são ainda destinos que interesse assim tanto promover junto de nós, tugas, que só queremos as promoções baratinhas de Cancun, Cuba, República Dominicana, Cabo Verde e outras que tais.

As organizações que promovem o Turismo do Dubai estarão sobretudo mais focadas em continuar a receber turistas de país emissores com poder de compra maior do que o nosso. O que é apenas natural. 

E na Islândia também pensarão assim, com certeza. Mas não desdenham tanto assim também atrair todo o cão e gato e bicho careta deste mundo dos deuses para conhecerem o seu pequeno e ainda misterioso país.

Ao menos no ciberespaço estes descendentes dos vikings estão deveras agressivos. Sendo muito omnipresentes com publicidade em banners em vários websites aqui e acolá.

E eu que ando a levar turistas por todo o nosso Portugalito em veículos de gama alta, fico encantado com a solução que os conterrâneos da Bjõrk arranjaram para mostrar o seu belíssimo mas inóspito território aos forasteiros que o demandam.

Pois é… As Mercedes Viano na Islândia são… helicópteros. E há montes de tour operators a propor voos de meia-hora a três horas sobre a capital Reikjavik, lagos, montanhas, glaciares, formações vulcânicas ou a costa oceânica.

As magníficas imagens que neste post se mostram, com notas técnica e artística 10, são do site da Iceland Luxury, uma marketing operation, segundo os próprios.

Para ver um dos seus excelentes vídeos promocionais, clicar aqui.

Outros sites de interesse sobre esta curiosa temática dos singulares tours turísticos na Islândia são:
Mal posso esperar para assistir um dia lá e me deslumbrar com esse fenómeno tão espectacular que são as Aurora Borealis, ou como dizem os nórdicos, the Northern Lights.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

• Places to go before I die - VI

Frio. Faz frio no hemisfério norte. E era logo agora, que este novo ano começou, que eu podia partir. Mas faz frio. E não é o quentinho do hemisfério sul que me cativa.

Não rumei à Europa setentrional neste Janeiro que findou porque poderia ter de ir parar à beira do Mediterrâneo. Mas a coisa gorou-se.

Ainda tenho asas para voar. Ainda poderei partir. Mas já não tenho certezas para onde quero ir, afinal. E por isso, enquanto  me deixo ficar voluntariamente encalhado, ocupo o meu tempo a divagar. A pesquisar destinos de sonho.

Quero presentear os meus olhos com o inusitado. Este mundo global está a ficar igual por um todo. E eu quero descobrir novas utopias.


Há um Wedding Palace em Ashgabat. E eu desato logo a querer cumprir lá esse desiderato: casar.


Falta só encontrar a dama que o queira fazer comigo neste glamoroso palácio, que não é mais do que um Registo Civil vulgar de Lineu. Ou talvez não. Quiçá tão vulgar assim, digo eu...

Ashgabat é a capital do Turquemenistão. Uma das novas nações da Ásia central que acaba com o sufixo -istão.

E o Wedding Palace não é a única obra outrora utopia na mente do seu criador que foi tornada realidade lá.

Notáveis são também um Culture and Recreation Center, que é basicamente um centro comercial, com áreas dedicadas ao entretenimento e a museus...

...e a tradicional Television Tower das antigas Repúblicas Socialistas Soviéticas, reinventada e enquadrada na simbologia turcomena.



Mais outra utopia que se persegue naquelas longínquas paragens é a edificação da assim intitulada Dubai do Mar Cáspio. Em Awaza.

Mas aí, aparentemente, as coisas estão a andar a ritmo mais lento do que terá sido sonhado bem no arranque desse projecto megalómano. Sementes já foram lançadas ao terreno e cresceram, no entanto. Já é possível fazer umas fériazitas sol e praia lá, à beira daquele estranho mar.

E depois, a mais de uns 300 km a norte da capital deste país meio anónimo, no meio do deserto de Karakum, que cobre cerca de 70% da superfície do país, há uma curiosa atracção turística, que nasceu dum erro do homem: a cratera de Darvaza, mundialmente conhecida como “the Gate of Hell”.


More than anything else, I must go to this place before I die. To check in advance what’s waiting for me.

Ou um pouco mais a sério, é mister que eu troque as vestes da minha alma. Mais cedo ou mais tarde. Mais perdido do que já estou aqui e agora, parado sem navegar, será difícil que fique. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

• ZEUS - o filme

2016 acabou. E eu consegui chegar quase até ao fim ileso.

Mesmo quase, quase a terminar a minha superior missão no penúltimo dia do ano, já a noite caía… O motor da minha bela montada deu a alma ao criador.

Vá lá que ainda pude, contudo, proclamar "Prova Superada!". Como no "Jogo do Ganso", outrora famoso na caixa que mudou o mundo, a pantalha lá das nossas casas.

Mas isso são contas de outro rosário. O que importa agora é que 2017 vai começar logo com a estreia do “meu” filme, Zeus. Num cinema perto de si a 5 de Janeiro próximo. O cartaz deste big blockbuster movie, que se mostra aqui de ladecos, já anda bem espalhado por aí, por toda a cidade grande.

Sempre quero ver se e como fiquei no boneco. Sempre quero ver...
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Para ver o trailer deste filme, que ainda não tem o seu site oficial, tanto quanto sei, clicar aqui. Info disponível até ao momento sobre este filme pode ser consultada clicando aqui.

E as coisas não ficam por aqui!... Estou a assistir no televisor da sala, na RTP1, agora mesmo ao making of da série "Ministério do Tempo", onde também em Agosto passado fiz uma perninha.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

• Amo o que faço

Eram umas sete e pouco da matina dum domingo que se anunciava bem radioso.

Estou vestido todo pinoca e vou a conduzir um Mercedes E-Class preto. Rumando desde a minha casa até Óbidos, à vontadinha ao longo duma A8 vazia de outros carros. Ouvindo Bob Marley no sistema audio da viatura. Que era o meu circunstancial brinquedo.

Assim de repente, dou por um espectáculo da nossa querida mãe-natureza, a decorrer ali bem ao meu lado direito.

O sol tentava nascer atrás da Serra de Montejunto, que brilhava como se fora uma pepita de ouro gigante.

Dei por mim a falar comigo mesmo, exclamando entre dentes “Eu tenho mesmo o melhor emprego do mundo!…”.

Isto foi há uns dez dias atrás. Quero passar esta memórias para este blog mais cedo do que apenas hoje. Mas o ritmo intenso de outras mais boas experiências que venho vivendo não me deixou tempo de qualidade para escrever.

Dirigia-me naquele dia até à Pousada do Castelo de Óbidos, a buscar duas ilustres viajantes do país do sol nascente ali alojadas. Afim de as trazer até á capital ao fim dessa jornada. A simpatia que mutuamente eu e estas dedicámos um às outras leva-nos a cumprimentarmo-nos com um singelo “Namasté”.

Talvez por estas senhoras serem do país do sol nascente apreciaram sobejamente uma fotografia do nascer do sol perto do seu hotel que tirei enquanto as aguardava. E pediram-me que partilhasse essa mesma foto por email com elas.

Na véspera tinhamos vindo de Coimbra até esta unidade hoteleira tão peculiar. O que me obrigou a vencer a distância desde a entrada nas muralhas de Óbidos até á recepção da Pousada, rompendo através da multidão que acorreu naquela tarde de sábado ao evento de animação ali presente, chamada de “Vila Natal”.

Chateei montes de famílias com carrinhos de bebés que pululavam pelas artérias estreitas e íngremes daquela bela Oppidum, que se viram forçadas a desviar-se do seu aprazível passeio para permitirem a marcha lenta do meu bólide através daquela mole de gente muito mas muito pachorrenta...

Os impropérios que então ia ouvindo - a somar aos que não ouvia mas adivinhava - protestando contra esta minha démarche até me deram mais alento no cumprimento da minha missão. E fizeram-me sentir um gajo assaz importante, por estar a importunar tanta gente.  ;-)

Amo mesmo o que faço, tal como já o proclamei num post noutro dos meus blogs.

E vejo o meu empenho reconhecido, na maior parte das vezes. De várias e variadas formas. Como nestes cartões que as “minhas” alegres viajantes nipónicas me presentearam no fim do dia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

• Places to go before I die - V

Pärnu. A capital de verão da Estónia. A cidade onde ela nasceu e onde viveu a sua infância, imagino eu que dum modo feliz.

Desta feita não há aqui apenas a usual declaração de intenção desta rubrica “Places to go before I die”. Não. No começo do próximo ano de 2017 quero mesmo lá estar. 

Quero lá saber se estará frio p’ra caramba!… Nem vou a contar com que eu e ela nos encontraremos lá. Que teremos a ventura de nos olharmos demoradamente olhos nos olhos, uma vez mais nesta vida. E sobretudo apaixonadamente, como não pode deixar de ser. Com aquela devoção a roçar o sagrado. Falo por mim.

Vou porque quero ir. Vou porque sinto que deve haver algo naquela cidade ou naquele pequeno país, a Estónia, que me espera desde que eu nasci. Desde que vim desta última vez a este mundo.

Se os meus melhores sonhos se cumprirem, quero ficar no Rannahotell. Este hotelzinho, com ares de ter sido construído nos tempos da cortina de ferro, tem qualquer coisa que me atrai nele… Até não me chateava nada de um dia lá trabalhar como Guest Relations, por exemplo.

Deve também haver algo da minha alma que deixei em Tallinn, onde gozei algumas horas felizes no dia do meu 55º aniversário. E aonde quero voltar sem tempo limitado. Oxalá o mercadinho de Natal ainda persista na principal praça do casco viejo de la ciudad quando eu lá chegar…

Deve haver algo em Saaremaa, essa mítica ilha aonde desde há tantos anos* comecei a sonhar lá desembarcar um dia. Ainda lá vou tropeçar em algum achado arqueológico dos povos vikings que aqui também existiram. E diz-se que estes de Saaremaa eram dos mais temidos e valorosos guerreiros vikings, à sua época!…

E não sei ainda porquê, mas pressinto que Kuressaare, a capital da ilha, deve ser um mimo!...

Deve haver algo também em Setomaa, esse pequeno reino de conto de fadas, hoje com o seu território dividido entre a Estónia e a Rússia. Onde uma curiosa antiga etnia, o povo Seto, quer muito preservar o seu modo de vida ancestral, apesar do corrupio do mundo moderno actual. E depois, o meu interesse neste reino de Setomaa foi despertado também quando soube que lá existem mulheres com o nome dela.

E hei-de ainda voltar à Finlândia!… Para azucrinar os finlandeses, mantendo contacto visual com estes e sorrindo na cara deles. Para poder dizer “Kiitos” nos transportes públicos e fazer sentido dizê-lo. Para voltar a repisar os lugares na capital Helsinki que ela me fez descobrir. Como the wooden church. Ou o mercado junto ao porto. Para tornar a ver Lahti e o saudoso lago Vesijãrvi. Para poder escutar de novo suomi pop nas rádios locais. E se calhar, me apetecer e me convidarem, para fazer outra vez sauna, mesmo à séria.

Mais!… Desta vez quero também poder viajar no Allegro, comboio rápido que nos leva de Helsinki até Peteri, que é como lá apelidam a cidade de São Petersburgo, na vizinha Russia. Talvez parando em Imatra, perto da fronteira, ainda do lado finlandês. 

E não devo ficar por aqui!… Mas quando lá estiver, verei.
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* Quando com os meus dezoito anos li um artigo sobre esta ilha na antiga revista “Vida Soviética”, na sua edição em língua portuguesa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

• No need to pimp my ride...

Já está de bom tamanho assim como é.

A minha vidinha corre sobre rodas. Literalmente. Isto no campo profissional. Chegarei algum dia destes a estar "ready for her"?...

Ah, se ela pudesse me ver no meu dia-a-dia... Mais feliz só se fosse a voltar todas as noites para esse ninho onde poderíamos os dois viver um dia. Cá ou lá.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

• Ainda mais devaneios...

Por vezes pergunto-me o que ainda ando a fazer neste planeta e, sobretudo, neste pequeno país-jardim-à-beira-mar-plantado…

Não tenho sido solicitado p’ra nada ou quase nada. Não me sinto a ajudar em nada ou quase nada a toda-poderosa economia nacional no seu mais que almejado crescimento, que se quer bem pujante. E o que eu mais desejaria até era viver na “clandestinidade”, na chamada economia paralela…

Neste passado mês de Agosto querido, apenas fiz um serviço de transfer, que me ocupou umas escassas três a quatro horas. Mas, numa première para moi, executado envolvendo a condução duma viatura toda catita: uma Mercedes-Benz Viano, de cor preta - muito preta, mesmo preta, preta, e com vidros fumados e tudo - com caixa automática. Isto num único dia, o 22.

Era mesmo isto o que eu queria fazer todos os santos dias!… É que me sinto mesmo bem na pele daquele que conduz outros ao seu destino, com todo o conforto e apoio humano. E com estilo!…  ;-)

O que eu adoraria mesmo era fazer de todas as estradas do velho continente europeu o meu escritório. Portugal e Espanha são já territórios algo repisados por mim. Os private tours que eu gostaria de conceber e realizar têm de ter limites mais vastos.

Contudo, numa outra área e nos últimos dois dias do mês, lá me caiu do céu também fazer dois dias de trabalho de figuração. E foi uma coisinha deveras divertida!…

Porque foi algo diferente. Não para uma telenovela da SIC ou TVI, mas antes para uma série da RTP1. E de época, como é costume catalogar as séries históricas. Remontando ao ano de 1547. Num cenário inusitado, o Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, ilustrado na foto no topo deste post. O que é sempre muito fixe!...

Incarnei na pele e na peculiar indumentária dum assim denominado “funcionário da Marinha” - como se pode admirar na foto aqui ao lado -, ao que parece frequentador duma espelunca intitulada “Taberna do Galego”, na série “Ministério do Tempo”. Onde o grande vate Luís Vaz de Camões, com quem contracenei, seria também assíduo...

Diz-se que disse - porque há aqui um certo secretismo que nem sequer me deveria permitir falar sobre estas filmagens aqui online neste blog - que será uma adaptação da excelente série espanhola “El Ministerio del Tiempo”, da RTVE…

A RTP não faz nem quer fazer ainda qualquer divulgação prévia desta sua nova série, não bem como o faz com todas as outras a estrear. A ver vamos porquê…

Já me deu em dias umas venetas de recusar todo e qualquer trabalho de figuração. Estou cansado de fazer as costumeiras molhadas ou simples passagens em fundo de cenário. Cansado de ser apenas um adereço móvel. Um bibelot ambulante. Quero mais.

E creio bem que até mereço mais. Tenho feito figuração quase como se de um hobby se tratasse. Mas acho que levava jeito para ser mesmo actor, nem que fosse apenas secundário.

Talvez se eu tiver a fortuna de encontrar um agente ou, ao menos, um belo dum mecenas… Até o fazia a título gratuito ou voluntário. Mesmo se persistisse tão-só como figurante. Porque já me dá um gozo incrível entrar em lugares a que dificilmente teria livre acesso, doutra forma, como este forte ou o Palácio do Correio-Mor, em Loures.

Foi o caso neste último lugar, em que ademais tive de me ataviar com uma fatiota toda janota, que me fazia assemelhar a um vampiro. Episódio já relatado noutro blog meu, neste post que pode ser lido clicando aqui. Vide a bela da foto acima…

Calhou-me também uma vez neste métier bizarro vestir a bata dum cirurgião, algo que nunca por vocação ou gosto o faria vez nenhuma!… Mexer em vísceras e figadeiras não é nada mesmo a minha praia!...

Um facto curioso deu-se nesta ocasião: uma das figurantes que contracenava comigo como médica no bloco operatório era na vida real finalista dum curso de Medicina. O que a tornou instantaneamente a melhor consultora da equipa de produção para os pequenos detalhes a que estes deveriam atender, de modo a dar à coisa o máximo de autenticidade.

Isto foi para a telenovela “A Impostora”, da TVI. Uma vez mais, vide foto ao lado, uma selfie num qualquer wc do complexo dos estúdios da Plural na Quinta dos Mellos, em Bucelas.

Outra selfie tirei também - mostrada aqui ao lado - noutra ocasião nos mesmos estúdios, quando uma vez mais incarnei um personagem supostamente da alta burguesia local de Santa Bárbara, na telenovela da TVI com o mesmo nome… Isto no beberete da inauguração do luxuoso hotel daquela ilustre urbe.

Ironicamente na vida real sou um teso, um zé-ninguém sin plata, um homem vazio que só tem a si mesmo e ao seu tempo como oferta a dar aos outros. E na ficção vivo de forma abastada, ao menos na aparência. 

Vidas!… Um dia, oxalá, a ficção passa a ser realidade. O mote que me vai fazendo viver é: "Nada é impossível". O pior é que o contrário também pode acontecer.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

• 7º aniversário

Sete. Sete longos anos a converter pensamentos para a forma escrita, com uma persistência regular.

Sete anos a conservar palavras ditas no ciberespaço. Sem saber se se está a fazer a coisa certa. Mas continuando sempre a navegar em solitário. Sempre sem avistar sequer ao longe a terra prometida.

Compreendo hoje a angústia de Cristovão Colombo no alto mar…