quinta-feira, 23 de maio de 2019

• Manmadhudu 2 - o filme

Manmadhudu 2”, um filme indiano que não vale a pena correr para ir pesquisar em que salas de cinema estará em exibição… Porque ainda se encontra em fase de rodagem. Entre outros lugares, também aqui nesta sunny Lisbon.

Voltei a fazer sessões de figuração com este filme hindu, que é uma sequela de um outro, o primeiro do mesmo nome, “Manmadhudu”, do já longínquo ano de 2002. Com as filmagens do último a decorrer na arquibancada do estádio Alvalade XXI, o do meu clube, o Pótingue

Nada de extraordinário.

Uns dias depois, era para entrar também noutro filme, este agora português, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, baseado no livro homónimo de José Saramago

Mas desta feita fiz uma desfeita com quem me convidou para este participação, mesmo à hora de entrada para o cenário, qual noivo chegando na igreja e voltando para trás arrependido.

É que aquilo era para ser uma molhada de figurantes, na praça de touros do Campo Pequeno. Até poderia vir a ser divertido estar ali naquele espaço, ver os bastidores da arena, conviver com gajos vestidos de oficiais nazis e soldados dos exércitos de Mussolini, mas…

…Eu quis dar um fora aos crowds que se ocupavam daquele batalhão de figurantes. Porque nos tratam como gado; porque eu vinha com um fatinho novo a estear, totalmente Fernando Pessoa, e não ia brilhar - como eu tinha a ilusão de poder fazer, já agora… - no meio daquela maralha toda; e porque toda aquela conjuntura me desmotivou assaz e é preciso ter amor próprio, caramba!…

Curiosamente, ontem ao fim do dia, na minha mais habitual função de motorista de turismo, fui levar a passear num belo dum Mercedes por esta Lisboa à noite um “casal” de actores, dois monstros sagrados da tupiniquim Rede Globo: Miguel Falabella e Marisa Orth.

É que eles estão por estes dias a passar uma curta estadia em Portugal, por causa desse habitual frete a que artistas têm de se sujeitar: o lançamento do seu filme “Sai de Baixo”, por esta Europa toda. Até no pobre do reino da Dinamarca, às tantas...

Estranha forma de vida, a minha… E não sou fadista, nem nunca provavelmente o serei. Mas anteontem ao lusco-fusco, perdendo alguns dos meus passos por Alfama, esse imundo bairro que cheira a Lisboa, até poderia bem parecer um desses mamíferos. Isto devido ao outfit que estava a usar.

Ultimamente, às vezes olho-me ao espelho e num sacana dum narcisismo recém-despertado e mal disfarçado até chego a me auto-avaliar como um g'anda canhão... Ah, se as minhas ex-wives me pudessem ver agora, que estou nos trinques!...
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Nota: Miguel Falabella e Marisa Orth - sobretudo esta última grande Senhora, com S maiúsculo - fizeram-me a grande honra de agradecer no final o serviço que lhes prestei. Se eles alguma vez lerem estas linhas, eu quero que saibam que senti que este dito serviço foi como que o pagamento duma dívida que eu tinha para com eles. Devo-lhes muita risada. Mas também muita reflexão profunda que me induziram com o serviço que eles sempre prestam à nossa pobre humanidade.

terça-feira, 23 de abril de 2019

• Duško Popov

Duško Popov. Reconhece este nome?… É provável que não. E no entanto estamos a falar de alguém que foi o mais famoso espião da Segunda Guerra Mundial. Personagem real que deu origem a outro igualmente mui famoso espião mundial, mas agora na ficção: James Bond, o agente 007.

Duško Popov era sérvio, nascida em Titel, na antiga Jugoslávia, no seio duma família aristocrática e abastada. O que lhe terá permitido uma educação nas melhores universidades europeias, onde cursou Leis e Direito. Bem como ser um grande aficionado de automóveis desportivos de grande cilindrada e luxo.

Este senhor passou por cá, pelo nosso Portugalito, entre os finais de 1940 e meados de 1941. Esteve inicialmente alojado no hotel Aviz, em Lisboa - um hotel majestoso que já não existe - onde na altura um dos homens mais ricos do mundo, Calouste Gulbenkian, mister five per cent, era também um notável hóspede*.

O hotel Aviz seria nesse tempo a colmeia dos espiões do Eixo, sobretudo alemães. Popov mudou-se entretanto para o icónico hotel Palácio, no cosmopolita Estoril, que era tradicionalmente frequentado pelos espiões pró-Aliados, britânicos na maior parte, entre os quais se encontrava um tal de... Ian Fleming.

Ainda hoje o hotel Palácio é chamado pelas boas gentes do Estoril de hotel dos espiões. E não é por menos. Neste hotel foi em parte filmado um filme da saga 007: “Casino Royale”, com o mesmo título do primeiro romance de Ian Fleming, com o seu quase imortal personagem James Bond.

Não foi apenas este filme que foi aí rodado. Outros se seguiram. E em todos estes não houve lugar á contratação de actores e figurantes para fazerem de empregados do hotel. As pessoas reais pertencentes ao staff do hotel fizeram o papel de si mesmos nestes filmes. Nomeadamente, o concièrge, o sr. José Afonso, sempre presente à entrada do hotel com a sua cartola, com mais de 60 anos ao seu serviço, é por vezes reconhecido pelos novos hóspedes recém-chegados por causa das suas memórias de filmes do agente 007.

Mas voltando ao “nosso” mito real Duško Popov, sendo este muito popular entre as damas da alta sociedade do Estoril naquele tempo, segundo consta, Ian Fleming viu nele a inspiração para criar James Bond, um incorrigível womanizing fine fellow.

Uma vez que Popov era agente duplo, colaborando com a Abwehr, serviços secretos nazis, e com o MI5 inglês, ele e Fleming tiveram fatalmente de entrar em contacto. Diz-se mesmo que uma famosa cena de apostas na roleta no filme “Casino Royale” é a reprodução de um combined job onde Popov e Fleming tiveram de agir juntos e para o mesmo fim, favorável à facção dos Aliados.

Diz-se ainda acerca de Duško Popov que foi inclusivamente um agente triplo, ao serviço também do FBI americano. Ao qual teria prevenido o seu director, Edgar Hoover, do interesse do Japão sobre Pearl Harbour, antes do ataque que provocou a entrada dos Estados Unidos na guerra. Hoover não terá dado grande crédito às histórias do sérvio. O que se passou a seguir já todos sabemos.

Muito se pode consultar sobre a fantástica vida de Duško Popov e da sua relação com o nosso país. E não só na Wikipedia. Sugiro que se leia estes artigos em inglês, clicando aqui e aqui, e em português, aqui e aqui.

Afinal de contas, temos aqui no nosso minúsculo cantinho à beira-mar plantado histórias de vidas tão ricas e fascinantes como esta de Duško Popov e outras. E poucos de nós estão cientes delas…
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* Calouste Gulbenkian, aliás, durante todo o tempo que viveu em Lisboa jamais adquiriu uma casa própria e sempre habitou uma suite do hotel Aviz.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

• Hoje o mar tá flat?…

No problemo! Já não é necessário haver ondas. Até num lago de águas calmas e cristalinas como uma piscina podemos praticar surf. Ou algo parecido com surf

Uma prancha de surf com motorização não é uma coisa que se possa dizer de uma inovação absoluta. Houve já quem tivesse a ideia peregrina de instalar um vulgar motor fora de borda - daqueles a hélice, de menor potência, que se podem instalar em botes de borracha, por exemplo - numa longboard. Isto nos anos cinquenta ou sessenta do século passado. Portanto, há bastante tempo já.

A Onean, uma empresa de Bilbao, País Basco espanhol, também não é a única no mundo hoje em dia a produzir este tipo de pranchas com motor de jetski e propulsão eléctrica. Mas foi com a Onean que eu descobri esta forma de lazer e diversão. Na última edição da NautiCampo, na FIL, Feira Internacional de Lisboa.

É favor visionar estes dois vídeos promocionais, clicando aqui e aqui, para ficar com a mesma vontade de experimentar este novo desporto com que eu fiquei.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

• Apple iCar

Como confessei num recente post doutro dos meus blogs, a minha inspiração para a escrita está a demorar a recomeçar neste novo ano de 2019. Então, há que desencantar assuntos avulsos. Escolhi carros. E o que será o futuro destes.

Já existe a “Apple dos carros”, a Tesla. Não era tão necessário a própria da Apple querer fazer a revolução - mais uma!… - no fervoroso mercado automóvel mundial. E no entanto, ei-los que vêm aí, a querer também meter o seu bedelho.

As imagens que já temos disponíveis de protótipos que podem dar nascença ao iCar mostram um aspecto demasiado “clean”. Totalmente “Applelike”. Incondicionalmente "think different", o famoso slogan da marca da maçã. A ver no que se vão tornar quando se confrontarem com o mundo real…
 

E é isto, que a verve não abunda por estes dias frios e cinzentos…

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

• Ténis4You

Desde que abri o pulso da minha mão direita*, há um ano atrás no início de Dezembro, que não pegava numa racket de tennis e batia umas bolas amarelinhas…

Este domingo passado, atendendo a um desafio da minha filhota, lá fui eu ver como o pulso responderia ao esforço a que seria submetido numa hora de treino com ela.

Decidimos por experimentar uns courts que ainda eram novidade para nós na Quinta dos Alcoutins, perto do Paço do Lumiar, em Lisboa. Em boa hora, digo eu.

Era por volta da uma da tarde e havia um court que estava disponível, dos dois ali existentes. No court que estava ocupado decorria uma aula de tennis dada por Pedro Ferreira. E este verdadeiro gentleman, o Pedro, recebeu-nos a mim e à minha filha com uma extrema quanto inesperada atenção.

Enquanto ministrava uma aula a um seu pupilo, observava-nos no court ao lado e num nível de terreno mais baixo. E por via disso, sugeriu-nos experimentar jogarmos com algumas bolas que nos emprestou, por julgar que as bolas que trouxemos teriam pouca pressão e não nos estariam a permitir que nos divertíssemos tanto como podíamos.

No final do nosso treino, ofereceu-nos aos dois um voucher para testarmos uma aula de tennis gratuita. Mas não ficou apenas por aí. Sabendo muito bem que por vezes as pessoas são ingratas e esquecem-se de aproveitar estas ofertas inesperadas, resolveu mesmo contactar-me por telefone para tratar de agendar a minha aula de teste para a manhã da passada quarta-feira.

Nesse dia, quem me esperava para me fazer dar o meu melhor sem dó nem piedade era José Galante. E lá tive que suar as estopinhas todas que tinha. Mas foi bom. Muito bom.

Verdade seja dita que dei uma data de madeiradas, que ainda me senti um pouco preso das pernas, que sei que não estava a executar os gestos técnicos ao bater bolas numa perfeição como já terei tido em tempos. Mas fiquei bem contente comigo mesmo por ter sido submetido a este teste.

E sobretudo por ter recebido a atenção de dois grandes senhores e excelentes profissionais deste desporto que é o meu preferido, tanto como praticante como espectador.

É assim como eles fizeram que se pode despertar ou incentivar pessoas como eu, preguiçosas por natureza, para uma prática regular dum exercício físico que se descobre poder ser tão prazeiroso.

A todos aqueles que vão lendo este blog - não sois muitos, mas enfim, um dia quem sabe, a popularidade destes simplórios textos pode vir a crescer um pouco mais… - a todos vós, comuns mortais que buscam ser felizes com vossas sábias escolhas, recomendo vivamente esta notável escola de ténis, a Ténis4You

Que ainda por cima está tão bem situada num local aprazível por demais e onde se respira uma paz intocável, a Quinta dos Alcoutins, urbanização onde coexiste também um interessante campo de golf. Dentro desta Lisboa, ao lado dessa querida "aldeia citadina" que é o Paço do Lumiar.

Em resultado duma pesquisa que fiz sobre esta escola no Google, cheguei à leitura dum texto de apresentação delicioso, que não resisto a “roubar”, para o citar aqui em baixo:

“Estamos na Quinta dos Alcoutins, onde encontramos o sossego da Natureza mesmo ao lado do centro de Lisboa. Há 10 anos, no dia 30 de Outubro de 2008, juntaram-se dois apaixonados pelo Ténis, José Galante e Pedro Ferreira, com o objectivo de levar este desporto a todos os que o queiram aprender. Juntou-se entretanto o professor Daniel Bonito, que partilha esta dedicação e missão. Há quem lhes chame loucos, porque passam o dia a rir. Mas todos sabem que entre piadas e gargalhadas, esta equipa leva o Ténis muito a sério. E assim se constroem jogadores. E assim se constrói uma Escola de Ténis, que hoje é referência neste mundo dos desportos de raquete, a Ténis4You.”

Rematando este post, o meu reconhecidíssimo “Muito Obrigado” a vós, José Galante e Pedro Ferreira.
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* Como já relatei num post dum outro blog meu, que pode ser consultado clicando aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

• World Travel Awards

Isto vale o que vale. Os World Travel Awards são  por alguns considerados para a área do turismo o equivalente ao que os Oscares são para o cinema. Talvez seja verdade…

Acontece que no ano passado Portugal ganhou o prémio de Melhor Destino Turístico Mundial. E foi a primeira vez que a Europa ganhou essa distinção, Isto como um país no seu todo. Antes a cidade de Londres também já tinha ganho. Mas não Inglaterra ou o Reino Unido, enquanto país ou nação.

Este ano, em cerimónia realizada em Lisboa no passado dia 2 de Dezembro, o nosso Portugalito lá ganhou outra vez o Oscar do turismo. Fixe, digo eu.

O povo português desde o séc. XV tem imitado os vikings no que concerne a viagens à descoberta de novas terras. E porque começámos numa época em que o conhecimento dos mares era mais avançado, fomos mais longe que os nórdicos. Fomos a todas as partes deste mundo.

Nos últimos 20 anos está a acontecer o contrário. É  o mundo inteiro que nos está a descobrir. E a vir até nós, a este camoniano jardim à beira-mar plantado.

Os portugueses foram os primeiros europeus a estabelecer contacto e relações com o povo nipónico. E com o Império do Meio sempre tivémos esse elo de ligação que é Macau, desde que chegámos ao Extremo Oriente.

Agora são japoneses, chineses, coreanos e outros povos da Ásia mais longínqua que aterram nestas nossas paragens como aves de arribação. E isto é delicioso.

De resto, não são só os asiáticos que nós descobrimos e que nos descobrem agora. Os tupiniquins também andam a fazer o mesmo. O que talvez tenha induzido os gringos da América do norte a segui-los. E até alguns vizinhos nossos do velho continente a quem não vinhamos a merecer muita da sua atenção, como italianos e franceses, passaram a pulular por aqui.

Tudo isto deve significar mais afazeres para mim, enquanto guia turístico e motorista de turismo. Logo agora, que eu até aspiro a abalar daqui p’ra fora…

Como já disse uma vez, sinto-me desenraizado.

Mas enfim… Oxalá que ao menos as vagas de visitantes que virão por aí queiram que eu lhes mostre não só os habituais lugares comuns, como Sintra ou Fátima, mas sobretudo outras belezas escondidas ou menos conhecidas.

Tais como a brutalidade da natureza dos algares de Benagil, na bela costa algarvia...

Ou o misterioso testemunho duma antiguidade de mais de 6 milénios do Cromeleque dos Almendres, perto de Évora...

Ou a assim chamada Charola do Convento de Cristo, em Tomar, cidade dos Templários. Um dos mais inusitados altares deste mundo…

Ou a rudeza do viver quotidiano no Piodão, nos mais recônditos e isolados recantos do coração da velha Lusitânia…

Ou as águas termais das Pedras Salgadas, que se vão recolher a creca de mil metros de profundidade, para aparecerem à superfície naturalmente gasosas.

E outros segredos mais que eu ainda guardo.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

• Ideias mesmo nada peregrinas

Ler. Sinto que tenho de voltar a ler mais. Digo livros e não só websites. Tenho de recuperar hábitos antigos de leitura, que já foram em tempos idos tão meus.

E já depois dum muito recente remake de mais um Magical Mystery Tour - menos ambicioso do que o primeiro porque todo contido dentro de território português, mas com maior sucesso no resultado final, e que será assunto dum próximo post -, creio também que já é tempo de voltar a estar motorizado.

A tão deliciosa liberdade de me locomover como e quando bem queira, não ficando totalmente dependente de transportes públicos de curta ou longa distância*, é algo que desejo alcançar. E agora julgo que posso fazê-lo de uma forma sustentável. Pondo o meu veículo pessoal ao serviço da actividade profissional a que ultimamente mais tempo me dedico: o turismo.

Afinal, melhor do que fazer tours de curta duração e quilometragem** em veículos de alta gama - como Mercedes classe E ou Viano - é fazê-los em veículos que proporcionem um maior fruir da paisagem. Digo, veículos descapotáveis.

E eu creio que uma das mais giras e interessantes propostas do género removable rooftop que se podem encontrar no nosso mercado europeu de veículos novos é o pequeno e todo bonitinho Fiat 500C

Sim, porque de veículos usados e até alguns clássicos - velhas Renault 4L podem parecer very typical mas não terão os níveis de conforto e sobretudo segurança a que estamos todos habituados nos dias de hoje - já iremos ficar em breve todos cansados de ver e de utilizar.
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* Ainda me recordo na minha última incursão à Feira Nacional do Cavalo, na Golegã… Um dia, caros leitores, se vos aprouver, claro, experimentem ir até lá a partir da estação de comboios de Riachos, a mais próxima dessa vila. E de noite cerrada!…

** Como são exemplos os muito usuais e tão requisitados tours de Sintra/Cascais e da Arrábida, isto para falar apenas da região de turismo de Lisboa.

domingo, 21 de outubro de 2018

• Um "faguisto” bué giro

Este post de hoje é sobre um pequeno fait divers, à falta de melhor assunto. A inspiração também tem épocas baixas e altas... E agora não estou na alta.

Venho então hoje discorrer uma beka sobre um objecto tão banal do nosso quotidiano. Sobre um faguisto* com um design bem diferenciador, duma marca que me surpreendeu: a Gorenje.

E digo surpreendente porque a Gorenje é originária dum país europeu tido como pequeno, a Eslovénia. O que não a impede de ter uma boa classificação no ranking dos fabricantes europeus de electrodomésticos: um bem razoável oitavo lugar.

Habituei-me a reparar no nome desta marca quando observava amiúde na tv competições de desportos de inverno onde participavam atletas eslovenos. Sobretudo de saltos de ski, mas também de outras modalidades.

Agora esta marca Gorenje surpreende-me mais por causa dum design fantástico e tão tipo "ovo de Colombo".

Digam lá, ó leitores deste blog, se não é tão brilhante e assaz extraordinária, esta feliz ideia de reviver e adaptar a reconhecível linha retro das famosas primeiras vans Volkswagen "pão-de-forma" num frigorífico?…  ;-)

Extraordinárias também estas fotos da implantação deste frigorífico numa cozinha bem funcional e agradável à vista. Não se esquecendo as marcas no chão, à laia de espaço para estacionamento de viatura na via pública. Só falta o maldito do parquímetro…

Parece que os designers da Gorenje não se limitam a esta parceria com a Volkswagen. Há outras, como uma com a Head, para uma linha de blenders, que pretende cativar clientes mais orientados para uma alimentação cuidada, como a dos desportistas tem de ser.


Vou ficar de olho doravante nas inovações desta marca.
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* “Faguisto” é um neologismo inventado pela minha filhota, numa sua idade muito tenra. Ou melhor, uma palavra pertencente a um vasto dialecto criado por ela assim que começou a desenvolver um vocabulário todo próprio só dela. E que eu adoptei e ao qual recorro ainda hoje em dia com frequência.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

• Driving Mister Samir

Eu julgava que já sabia tudo sobre o que é viver “à grande e à francesa” mas estava equivocado…

Agora já sei.

Este mês, entre os dias 4 a 15, vivi a minha personal experience tipo “Driving Miss Daisy”. Num serviço de motorista/guia que prestei a um distinto cidadão libanês, à sua total disposição. Com o qual aprendi bastante sobre o meu próprio país. E sobre os seus locais de eleição, na área da hotelaria e restauração.

Mas sobretudo recebi grandes lições sobre o que é “savoir vivre”.

Foi uma missão dura de levar a bom porto. Consumiu muitas das minhas horas de tempo. O exercício da escrita nos meus blogs teve de ficar relegado para segundo ou terceiro plano. Mas nos finalmentes fui largamente recompensado. Porque cresci.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

• O que é isso de ter sucesso

É isto. Sem tirar nem pôr. Simples assim.

Já em tempos tinha postado algo sobre o sucesso neste blog. Não invalidando o que no passado foi aqui escrito, onde se considerava o sucesso como um efeito colateral, creio que agora também se pode almejar o sucesso como um objectivo.

É só uma questão de cada um de nós conferir a sua personal checklist para o obter.

Quanto a mim, há uma certa margem de progressão no “where”. 

E embora não me podendo queixar do “with who”, onde tenho sido feliz, podia sempre melhorar ainda mais.

E no “with who” também há a dizer que este factor poderá condicionar o “what”. Se se descobrir um “labour of love”, no sentido que esta expressão pode ter de “work done for the benefit of someone you love”.

Não haverá nada melhor do que esta feliz conjuntura: encontrar alguém a quem amamos e que nos ama de volta, juntar as forças e os intelectos de ambos e lutar abnegadamente pelo sucesso ambicionado por esse alguém.

Eu hoje consigo ver esta incontornável verdade. Clarissimamente.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

• 9º aniversário

Nove anos. Nove anos que levo escrevendo palavras que quase ninguém lê. Que a quase ninguém entusiasmam mais.

Por vezes parece inglória esta disciplina que me imponho, de escrever pelo menos um post em cada mês que passa, em cada um um dos meus três blogs… Uma perda de tempo e de energias, que poderia reservar para outros fins. Sim, mas quais?…

Há alturas em que me interrogo se não seria mais razoável parar. 

Mas invariavelmente concluo que não. Porque parar pode ser algo definitivo. E mesmo que ninguém beba das minhas palavras, eu beberei. Um dia, quando quiser recordar como se faz uma travessia do deserto, faço uma regressão às palavras que fui deixando pelo caminho, como pedrinhas.

É de resto um exercício que venho executando amiúde. Para tanta vez não me reconhecer no que a minha mente produziu no passado. E constatar que evolui. O que me deixa tranquilo. Sereno.

Portanto, não vou parar de escrever. Jamais. E até espero que no céu continue a haver lá um Mac para mim.
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Nota: a partir deste 9º aniversário blogueiro, creio que vou passar a experimentar adoptar um outro alinhamento de texto nos parágrafos. Em vez de alinhado à direita, vamos ter um alinhamento justificado. Talvez nem sempre daqui em diante seja assim. Mas por hoje fica. Tenho dito. Ponto.

terça-feira, 3 de julho de 2018

• Places to go before I die - VIII


Hoje, numa linha distinta de outros posts com este rótulo, “Places to go before I die”, venho divulgar um hotel e não um lugar. Porque me parece este hotel ter alguns detalhes mais incomuns.

Primeiro, pertence a um grupo hoteleiro tailandês, Dusit International, mas localizado numa zona montanhosa nos arredores de Guangzhou, conhecida como a "Cidade das Flores”. No delta do Rio das Pérolas, perto de Macau e Hong Kong. 

Segundo, é o primeiro resort de luxo lifestyle e águas termais nesta cidade de Guangzhou. E além disso, facto que já será em si notável, julgo eu, também recebeu recentemente o prêmio “The Luxury Hot Spring Resort” na categoria continente - portanto, relativo à Ásia, presumo eu e não dum modo global, mas que já não é mau de todo - na cerimônia “World Luxury Hotel Awards” de 2017, realizada em Dezembro passado na Suíça.

Terceiro, a sua arquitectura, dita de estilo Lanna, tradicional do antigo Sião, especialmente da região de Chiang Mai. E todo o design paisagístico do ambiente ecológico natural privado e belíssimo deste resort na parte das villas e águas termais.

Sobretudo aquelas pequenas piscinas privativas rodeadas por muros circulares de colmo, como se mostra aqui na foto acima. Área encantadora, que eu acho absolutamente um must!....

Eu quero estar ali um dia. Definitivamente. Quiçá naquela lua de mel que reside ainda in my wildest dreams

Continuar a sonhar é preciso, neste alterado mundo dos dias de hoje e apesar da minha maré de azares.   ;-)