quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

• Ténis4You

Desde que abri o pulso da minha mão direita*, há um ano atrás no início de Dezembro, que não pegava numa racket de tennis e batia umas bolas amarelinhas…

Este domingo passado, atendendo a um desafio da minha filhota, lá fui eu ver como o pulso responderia ao esforço a que seria submetido numa hora de treino com ela.

Decidimos por experimentar uns courts que ainda eram novidade para nós na Quinta dos Alcoutins, perto do Paço do Lumiar, em Lisboa. Em boa hora, digo eu.

Era por volta da uma da tarde e havia um court que estava disponível, dos dois ali existentes. No court que estava ocupado decorria uma aula de tennis dada por Pedro Ferreira. E este verdadeiro gentleman, o Pedro, recebeu-nos a mim e à minha filha com uma extrema quanto inesperada atenção.

Enquanto ministrava uma aula a um seu pupilo, observava-nos no court ao lado e num nível de terreno mais baixo. E por via disso, sugeriu-nos experimentar jogarmos com algumas bolas que nos emprestou, por julgar que as bolas que trouxemos teriam pouca pressão e não nos estariam a permitir que nos divertíssemos tanto como podíamos.

No final do nosso treino, ofereceu-nos aos dois um voucher para testarmos uma aula de tennis gratuita. Mas não ficou apenas por aí. Sabendo muito bem que por vezes as pessoas são ingratas e esquecem-se de aproveitar estas ofertas inesperadas, resolveu mesmo contactar-me por telefone para tratar de agendar a minha aula de teste para a manhã da passada quarta-feira.

Nesse dia, quem me esperava para me fazer dar o meu melhor sem dó nem piedade era José Galante. E lá tive que suar as estopinhas todas que tinha. Mas foi bom. Muito bom.

Verdade seja dita que dei uma data de madeiradas, que ainda me senti um pouco preso das pernas, que sei que não estava a executar os gestos técnicos ao bater bolas numa perfeição como já terei tido em tempos. Mas fiquei bem contente comigo mesmo por ter sido submetido a este teste.

E sobretudo por ter recebido a atenção de dois grandes senhores e excelentes profissionais deste desporto que é o meu preferido, tanto como praticante como espectador.

É assim como eles fizeram que se pode despertar ou incentivar pessoas como eu, preguiçosas por natureza, para uma prática regular dum exercício físico que se descobre poder ser tão prazeiroso.

A todos aqueles que vão lendo este blog - não sois muitos, mas enfim, um dia quem sabe, a popularidade destes simplórios textos pode vir a crescer um pouco mais… - a todos vós, comuns mortais que buscam ser felizes com vossas sábias escolhas, recomendo vivamente esta notável escola de ténis, a Ténis4You

Que ainda por cima está tão bem situada num local aprazível por demais e onde se respira uma paz intocável, a Quinta dos Alcoutins, urbanização onde coexiste também um interessante campo de golf. Dentro desta Lisboa, ao lado dessa querida "aldeia citadina" que é o Paço do Lumiar.

Em resultado duma pesquisa que fiz sobre esta escola no Google, cheguei à leitura dum texto de apresentação delicioso, que não resisto a “roubar”, para o citar aqui em baixo:

“Estamos na Quinta dos Alcoutins, onde encontramos o sossego da Natureza mesmo ao lado do centro de Lisboa. Há 10 anos, no dia 30 de Outubro de 2008, juntaram-se dois apaixonados pelo Ténis, José Galante e Pedro Ferreira, com o objectivo de levar este desporto a todos os que o queiram aprender. Juntou-se entretanto o professor Daniel Bonito, que partilha esta dedicação e missão. Há quem lhes chame loucos, porque passam o dia a rir. Mas todos sabem que entre piadas e gargalhadas, esta equipa leva o Ténis muito a sério. E assim se constroem jogadores. E assim se constrói uma Escola de Ténis, que hoje é referência neste mundo dos desportos de raquete, a Ténis4You.”

Rematando este post, o meu reconhecidíssimo “Muito Obrigado” a vós, José Galante e Pedro Ferreira.
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* Como já relatei num post dum outro blog meu, que pode ser consultado clicando aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

• World Travel Awards

Isto vale o que vale. Os World Travel Awards são  por alguns considerados para a área do turismo o equivalente ao que os Oscares são para o cinema. Talvez seja verdade…

Acontece que no ano passado Portugal ganhou o prémio de Melhor Destino Turístico Mundial. E foi a primeira vez que a Europa ganhou essa distinção, Isto como um país no seu todo. Antes a cidade de Londres também já tinha ganho. Mas não Inglaterra ou o Reino Unido, enquanto país ou nação.

Este ano, em cerimónia realizada em Lisboa no passado dia 2 de Dezembro, o nosso Portugalito lá ganhou outra vez o Oscar do turismo. Fixe, digo eu.

O povo português desde o séc. XV tem imitado os vikings no que concerne a viagens à descoberta de novas terras. E porque começámos numa época em que o conhecimento dos mares era mais avançado, fomos mais longe que os nórdicos. Fomos a todas as partes deste mundo.

Nos últimos 20 anos está a acontecer o contrário. É  o mundo inteiro que nos está a descobrir. E a vir até nós, a este camoniano jardim à beira-mar plantado.

Os portugueses foram os primeiros europeus a estabelecer contacto e relações com o povo nipónico. E com o Império do Meio sempre tivémos esse elo de ligação que é Macau, desde que chegámos ao Extremo Oriente.

Agora são japoneses, chineses, coreanos e outros povos da Ásia mais longínqua que aterram nestas nossas paragens como aves de arribação. E isto é delicioso.

De resto, não são só os asiáticos que nós descobrimos e que nos descobrem agora. Os tupiniquins também andam a fazer o mesmo. O que talvez tenha induzido os gringos da América do norte a segui-los. E até alguns vizinhos nossos do velho continente a quem não vinhamos a merecer muita da sua atenção, como italianos e franceses, passaram a pulular por aqui.

Tudo isto deve significar mais afazeres para mim, enquanto guia turístico e motorista de turismo. Logo agora, que eu até aspiro a abalar daqui p’ra fora…

Como já disse uma vez, sinto-me desenraizado.

Mas enfim… Oxalá que ao menos as vagas de visitantes que virão por aí queiram que eu lhes mostre não só os habituais lugares comuns, como Sintra ou Fátima, mas sobretudo outras belezas escondidas ou menos conhecidas.

Tais como a brutalidade da natureza dos algares de Benagil, na bela costa algarvia...

Ou o misterioso testemunho duma antiguidade de mais de 6 milénios do Cromeleque dos Almendres, perto de Évora...

Ou a assim chamada Charola do Convento de Cristo, em Tomar, cidade dos Templários. Um dos mais inusitados altares deste mundo…

Ou a rudeza do viver quotidiano no Piodão, nos mais recônditos e isolados recantos do coração da velha Lusitânia…

Ou as águas termais das Pedras Salgadas, que se vão recolher a creca de mil metros de profundidade, para aparecerem à superfície naturalmente gasosas.

E outros segredos mais que eu ainda guardo.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

• Ideias mesmo nada peregrinas

Ler. Sinto que tenho de voltar a ler mais. Digo livros e não só websites. Tenho de recuperar hábitos antigos de leitura, que já foram em tempos idos tão meus.

E já depois dum muito recente remake de mais um Magical Mystery Tour - menos ambicioso do que o primeiro porque todo contido dentro de território português, mas com maior sucesso no resultado final, e que será assunto dum próximo post -, creio também que já é tempo de voltar a estar motorizado.

A tão deliciosa liberdade de me locomover como e quando bem queira, não ficando totalmente dependente de transportes públicos de curta ou longa distância*, é algo que desejo alcançar. E agora julgo que posso fazê-lo de uma forma sustentável. Pondo o meu veículo pessoal ao serviço da actividade profissional a que ultimamente mais tempo me dedico: o turismo.

Afinal, melhor do que fazer tours de curta duração e quilometragem** em veículos de alta gama - como Mercedes classe E ou Viano - é fazê-los em veículos que proporcionem um maior fruir da paisagem. Digo, veículos descapotáveis.

E eu creio que uma das mais giras e interessantes propostas do género removable rooftop que se podem encontrar no nosso mercado europeu de veículos novos é o pequeno e todo bonitinho Fiat 500C

Sim, porque de veículos usados e até alguns clássicos - velhas Renault 4L podem parecer very typical mas não terão os níveis de conforto e sobretudo segurança a que estamos todos habituados nos dias de hoje - já iremos ficar em breve todos cansados de ver e de utilizar.
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* Ainda me recordo na minha última incursão à Feira Nacional do Cavalo, na Golegã… Um dia, caros leitores, se vos aprouver, claro, experimentem ir até lá a partir da estação de comboios de Riachos, a mais próxima dessa vila. E de noite cerrada!…

** Como são exemplos os muito usuais e tão requisitados tours de Sintra/Cascais e da Arrábida, isto para falar apenas da região de turismo de Lisboa.

domingo, 21 de outubro de 2018

• Um "faguisto” bué giro

Este post de hoje é sobre um pequeno fait divers, à falta de melhor assunto. A inspiração também tem épocas baixas e altas... E agora não estou na alta.

Venho então hoje discorrer uma beka sobre um objecto tão banal do nosso quotidiano. Sobre um faguisto* com um design bem diferenciador, duma marca que me surpreendeu: a Gorenje.

E digo surpreendente porque a Gorenje é originária dum país europeu tido como pequeno, a Eslovénia. O que não a impede de ter uma boa classificação no ranking dos fabricantes europeus de electrodomésticos: um bem razoável oitavo lugar.

Habituei-me a reparar no nome desta marca quando observava amiúde na tv competições de desportos de inverno onde participavam atletas eslovenos. Sobretudo de saltos de ski, mas também de outras modalidades.

Agora esta marca Gorenje surpreende-me mais por causa dum design fantástico e tão tipo "ovo de Colombo".

Digam lá, ó leitores deste blog, se não é tão brilhante e assaz extraordinária, esta feliz ideia de reviver e adaptar a reconhecível linha retro das famosas primeiras vans Volkswagen "pão-de-forma" num frigorífico?…  ;-)

Extraordinárias também estas fotos da implantação deste frigorífico numa cozinha bem funcional e agradável à vista. Não se esquecendo as marcas no chão, à laia de espaço para estacionamento de viatura na via pública. Só falta o maldito do parquímetro…

Parece que os designers da Gorenje não se limitam a esta parceria com a Volkswagen. Há outras, como uma com a Head, para uma linha de blenders, que pretende cativar clientes mais orientados para uma alimentação cuidada, como a dos desportistas tem de ser.


Vou ficar de olho doravante nas inovações desta marca.
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* “Faguisto” é um neologismo inventado pela minha filhota, numa sua idade muito tenra. Ou melhor, uma palavra pertencente a um vasto dialecto criado por ela assim que começou a desenvolver um vocabulário todo próprio só dela. E que eu adoptei e ao qual recorro ainda hoje em dia com frequência.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

• Driving Mister Samir

Eu julgava que já sabia tudo sobre o que é viver “à grande e à francesa” mas estava equivocado…

Agora já sei.

Este mês, entre os dias 4 a 15, vivi a minha personal experience tipo “Driving Miss Daisy”. Num serviço de motorista/guia que prestei a um distinto cidadão libanês, à sua total disposição. Com o qual aprendi bastante sobre o meu próprio país. E sobre os seus locais de eleição, na área da hotelaria e restauração.

Mas sobretudo recebi grandes lições sobre o que é “savoir vivre”.

Foi uma missão dura de levar a bom porto. Consumiu muitas das minhas horas de tempo. O exercício da escrita nos meus blogs teve de ficar relegado para segundo ou terceiro plano. Mas nos finalmentes fui largamente recompensado. Porque cresci.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

• O que é isso de ter sucesso

É isto. Sem tirar nem pôr. Simples assim.

Já em tempos tinha postado algo sobre o sucesso neste blog. Não invalidando o que no passado foi aqui escrito, onde se considerava o sucesso como um efeito colateral, creio que agora também se pode almejar o sucesso como um objectivo.

É só uma questão de cada um de nós conferir a sua personal checklist para o obter.

Quanto a mim, há uma certa margem de progressão no “where”. 

E embora não me podendo queixar do “with who”, onde tenho sido feliz, podia sempre melhorar ainda mais.

E no “with who” também há a dizer que este factor poderá condicionar o “what”. Se se descobrir um “labour of love”, no sentido que esta expressão pode ter de “work done for the benefit of someone you love”.

Não haverá nada melhor do que esta feliz conjuntura: encontrar alguém a quem amamos e que nos ama de volta, juntar as forças e os intelectos de ambos e lutar abnegadamente pelo sucesso ambicionado por esse alguém.

Eu hoje consigo ver esta incontornável verdade. Clarissimamente.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

• 9º aniversário

Nove anos. Nove anos que levo escrevendo palavras que quase ninguém lê. Que a quase ninguém entusiasmam mais.

Por vezes parece inglória esta disciplina que me imponho, de escrever pelo menos um post em cada mês que passa, em cada um um dos meus três blogs… Uma perda de tempo e de energias, que poderia reservar para outros fins. Sim, mas quais?…

Há alturas em que me interrogo se não seria mais razoável parar. 

Mas invariavelmente concluo que não. Porque parar pode ser algo definitivo. E mesmo que ninguém beba das minhas palavras, eu beberei. Um dia, quando quiser recordar como se faz uma travessia do deserto, faço uma regressão às palavras que fui deixando pelo caminho, como pedrinhas.

É de resto um exercício que venho executando amiúde. Para tanta vez não me reconhecer no que a minha mente produziu no passado. E constatar que evolui. O que me deixa tranquilo. Sereno.

Portanto, não vou parar de escrever. Jamais. E até espero que no céu continue a haver lá um Mac para mim.
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Nota: a partir deste 9º aniversário blogueiro, creio que vou passar a experimentar adoptar um outro alinhamento de texto nos parágrafos. Em vez de alinhado à direita, vamos ter um alinhamento justificado. Talvez nem sempre daqui em diante seja assim. Mas por hoje fica. Tenho dito. Ponto.

terça-feira, 3 de julho de 2018

• Places to go before I die - VIII


Hoje, numa linha distinta de outros posts com este rótulo, “Places to go before I die”, venho divulgar um hotel e não um lugar. Porque me parece este hotel ter alguns detalhes mais incomuns.

Primeiro, pertence a um grupo hoteleiro tailandês, Dusit International, mas localizado numa zona montanhosa nos arredores de Guangzhou, conhecida como a "Cidade das Flores”. No delta do Rio das Pérolas, perto de Macau e Hong Kong. 

Segundo, é o primeiro resort de luxo lifestyle e águas termais nesta cidade de Guangzhou. E além disso, facto que já será em si notável, julgo eu, também recebeu recentemente o prêmio “The Luxury Hot Spring Resort” na categoria continente - portanto, relativo à Ásia, presumo eu e não dum modo global, mas que já não é mau de todo - na cerimônia “World Luxury Hotel Awards” de 2017, realizada em Dezembro passado na Suíça.

Terceiro, a sua arquitectura, dita de estilo Lanna, tradicional do antigo Sião, especialmente da região de Chiang Mai. E todo o design paisagístico do ambiente ecológico natural privado e belíssimo deste resort na parte das villas e águas termais.

Sobretudo aquelas pequenas piscinas privativas rodeadas por muros circulares de colmo, como se mostra aqui na foto acima. Área encantadora, que eu acho absolutamente um must!....

Eu quero estar ali um dia. Definitivamente. Quiçá naquela lua de mel que reside ainda in my wildest dreams

Continuar a sonhar é preciso, neste alterado mundo dos dias de hoje e apesar da minha maré de azares.   ;-)

terça-feira, 19 de junho de 2018

• Pia do Urso

Bipolar como julgo que sou, eu tanto tenho tendência a apreciar viver eventos mundanos como a gostar de me escapar para lugares bem recatados e desconhecidos do turismo de massas.

Depois de ter tido a experiência de estar por dentro do espectáculo televisivo mais visto no mundo, o Eurovision Song Contest, e de agora estar a vibrar like a couch potato com o 2018 FIFA World Cup Russia, eis que recentemente me deixo encantar com o que será uma vidinha pacata numa pequena mas muito charmosa aldeia perto desse altar do mundo que é Fátima.

Falo da Pia do Urso. Um aglomerado de casinhas de pedra calcária branquinha muito mimosas, localizado já no vizinho concelho da Batalha.

Onde apetece ir e quiçá ficar a habitar lá. Esta aldeia ainda é um segredo bem guardado.

Restaurantes só tem um, o já afamado Piadussa, aqui mostrado acima. O resto é um ou dois bares de tapas e petiscos.

Quanto a unidades hoteleiras, já lá nasceu o Hostel Pia do Urso. Que não é mais do que a antiga escolinha primária, adaptada agora a este fim. Do qual já recebi um generoso convite do dono ou gerente da coisa para experimentar ficar lá uma noite. Duma próxima vez que tenha de pernoitar em Fátima, por via de algum roteiro que esteja a efectuar com turistas, hei-de ir conferir o conforto das camaratas e o ambiente da casa.

Para enfrentar aqueles dias danados de canícula infernal do verão lusitano, faltaria ali no meio do casario a frescura que uma bela duma piscina poderia proporcionar…

Mas existe sempre a salvação das hostes a cerca de 10 Km dali, no curioso* Cooking and Nature | Emotional Hotel. Que vive um pouco à custa desta proximidade com a Pia do Urso, uma vez que a divulga nos passeios possíveis a fazer nos arredores do hotel.

Outras mais infra-estruturas para oferecer a prática de actividades aos visitantes da Pia do Urso são:
E tu, leitor que neste blog desaguaste e que aqui perdeste o teu tempo a ler estas toscas linhas, não percas mais o teu tempo sem partir em viagem para conhecer este pequeno paraíso. E se achares por bem, não o divulgues aos demais, como eu o fiz aqui. Imprudentemente.  ;-)

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* Curioso, porque é um hotel onde os clientes são convidados a pôr em prática os seus dotes culinários ou a ter lições de cozinha. A literalmente pôr a mão na massa, se é que é italian pasta o que querem comer.

sábado, 19 de maio de 2018

• Pam pam pa hoo, prram pam pa hoo...

Desde o passado soalheiro dia de domingo, o amanhã após quando tudo aquilo acabou, que tenho andado para ver se escrevo as minhas impressões sobre o grande evento para o qual contribui com a minha pequena parte

Quase uma semana decorreu com esta página em branco sobre a minha cabeça, qual espada de Dâmocles, sem eu ter boa consciência do que me apetecia dizer. Eis senão quando, deparo com este post num outro curioso e algo nacionalista blog.

Portanto, é mister ir mesmo ler este dito post para se perceber o que vou discorrer a seguir, gentchi

Resolvi comentar lá. E também tomar como base esse comentário para, de uma vez por todas, despachar o tal post devido a mim próprio e a um qualquer dos meus três blogs, tirado á sorte.

Começo por dizer que concordo inteiramente com tudo o que a Joana disse. E portanto esta não será o único ser (humano) à face da Terra a ter a sua particular opinião sobre os dois singulares vates em questão.

Eu estava dentro do Altice Arena quando este raro dueto actuou na final. E alternei várias vezes a minha presença com os bastidores também. No backstage a que chamaram Delegation Bubble. Com todos os cantores dos 43 países que se juntaram este ano na nossa Lisboa a se passearem ao meu lado. E tenho pena de não ter assistido aos diversos ensaios que o Salvador e Caetano tiveram de fazer antes. Deveriam ter sido quiçá mais entusiasmantes...

After the party is over fica sempre um gostinho de... boca a saber a papel de música, como ouvi um dia a um amigo meu e achei piada.

Fiquei decepcionado que a porra dos fireworks voltassem a ganhar a coisa. Mas era altamente expectável este desfecho...

Agradeço ao Salvador ter-me proporcionado viver esta festa este ano na minha cidade. 

Agradeço ter ido àquela Blue Carpet à beira do Tejo. Ter circulado por toda a Lisboa nos assentos da frente de autocarros acompanhados por escolta policial em duas motos a abrir as ruas e estradas entupidas de carros com condutores estupefactos com tal aparato. Ter visto Sintra e sobretudo o Guincho por intermédio de pares de olhos que raramente ou nunca viram o oceano. Ter estado ao lado daquele diamante bruto que passámos todos a chamar de Beyoncé. Ter conhecido e privado um pouco com Mikki Kunttu, uma suposta celebridade no mundo do Eurovision Song Contest e produtor e realizador do primeiro videoclip que passei a admirar quando vivi no seu país natal, a Finlândia. Ter sentido e visto tanta gente feliz... Mas...

...não foi deveras nada elegante que o Salvador tenha deixado sair cá p'ra fora, sem os tais filtros que talvez nunca tenha tido - e ainda bem, alguém tinha de assumir esse papel essencial entre todos nós -, que a canção da Netta Barzilai era... hummm... horrível. Assim, sem mais nem grandes rodeios!...  ;-)

Eu até concordo em absoluto com tal consideração estética. E euzinho aqui até posso dizê-lo, com os dentes todos. A minha pequenez permite-me essa liberdade de expressão. Mas lá está, não fui eu que ganhei a Eurovisão o ano passado. Se tivesse sido eu teria procurado educar a minha boca rota. E não ter sido desagradável para com as visitas in da house.

Mas vá lá, vá lá, conseguimos todos concluir com alguma dignidade e satisfação este evento maior do panorama televisivo mundial.

E para rematar, aqui deixo abaixo as minhas escolhas pessoais, sem qualquer particular ordem de preferência. Estes que passarei a mencionar foram todos brilhantes e a reter na memória musical de muita gente.

terça-feira, 24 de abril de 2018

• Mudam-se os tempos...

…mudam-se as vontades.
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades. 
(excerto dum soneto de Luís Vaz de Camões)

No já longínquo Natal de 2012 manifestei alguns desejos. Desejos esses que não são nem nunca foram sonhos incontornáveis. Eram simples desejos inconsequentes, sem merecerem grande foco neles.

Não é que eu tenha mudado muito as minhas vontades. Não. Mas os tempos, esses mudam. Avançam. E trazem cada vez mais e mais novidades, sem parança. Sempre.

Aqueles antigos desejos em forma de quatro rodinhas, um Pagani Zonda tricolore ou um Citroën Méhari Azur, não é que tenham ficado obsoletos. Não. São desejos meus intemporais. Para mim, nunca passarão de moda.

No entanto, hoje podemos sonhar com outros objectos de desejo, que entretanto irão surgir em cena. Como é o caso deste Lamborghini eléctrico, denominado Terzo Millennio, ainda e apenas em fase de protótipo. Um protótipo que é simplesmente… Lindo! 

E tão-só por isso o estou a mostrar aqui neste blog. Porque quero. Porque é mister elogiar o gênio humano que faz nascer estas formas que enchem o olho.

Inovação tecnológica em barda vem ou virá um dia com este Terzo Millennio. Mas eu nem me vou perder nesses pressupostos. Isto porque todo o design associado a este veículo - todo!... - é para mim assaz deslumbrante. E eu já me deixei de emocionar com qualquer coisita. Só que este Lambo passa das marcas!!!…

E é uma bela duma ideia peregrina!… Venha um dia a ser realmente produzido - em série limitada, como é usual na Lamborghini e noutros pequenos construtores de supercarros - ou não.  

Deslumbrante não será já uma característica inerente a um veículo utilitário. No entanto, o novo Peugeot Rifter, que vai mesmo aparecer no mercado lá para o final deste ano mexe comigo, também.

As fotos de apresentação deste novo modelo da marca de Sochaux ficaram deveras bem conseguidas!... 

Eu, que de vez em quando lá tenho de conduzir um utilitário - nem sempre me entregam nas mãos uma van Mercedes Viano, caixa automática, último modelo, plena de pequenos luxos - Dacia Lodgy, que inicialmente até entusiasmava uma beka, creio que não me chateava nada de trocar por esta Rifter.

É uma fézada. Para mais, algumas Rifter vão sair das linhas de montagem de Mangualde. Vão ter mãozinha lusitana. Fixe!…

quarta-feira, 4 de abril de 2018

• De volta

De volta à vida como uma farsa. Com a Plural, que é aquela agência que teve a ombridade de me lembrar que tenho ainda algum dinheiro de cachets, atrasados de quase dois anos a esta parte. Atitude apenas honesta e justa, mas que não vejo outras agências a tomar. 

Desta vez, há dois dias atrás na passada segunda-feira, filmei para a telenovela “A Herdeira”, da TVI, claro. Onde fiz de carniceiro, perdão, de cirurgião e também, julgo, de médico de clínica geral num suposto Hospital Gallego, lá longe do outro lado deste vasto Oceano Atlântico, no México.

Passar um dia inteiro com aquela bata azul de cirurgião é bem fixe. Porque a bata é justamente feita para facilitar-nos os movimentos e ser confortável em cima da nossa pele. É como um kimono de TaeKwonDo ou ainda melhor. Acho que gostaria de as usar de trazer por casa.

Até estou também a pensar comprar esse calçado que sempre achei tão feio, os vulgares Crocs... Porque, mais uma vez, usá-los durante várias horas nos converte ao seu conforto e ao bem estar que dão aos nossos ricos pézinhos.

E agora depois deste regresso a estar atrás das câmeras, vamos a ver o que se segue. Isto é aprazível pelo lado em que vestimos a pele de alguém que nunca na nossa existência fomos ou viremos a ser, isto dito na nossa realidade quotidiana. 

Compensador em termos monetários isto ainda não é, de todo. Encaro esta actividade praticamente como um simples hobby. Não dá para garantir uma subsistência apenas disto. 

Mas talvez esteja na hora de almejar a mais altos voos nesta “vida de artista” e de DL (diletante militante), sigla que passo a inaugurar e a apôr à minha própria pessoa como rótulo.

quinta-feira, 22 de março de 2018

• Uma ideia peregrina no feminino

Kristina Roth é uma cidadã alemã. Que terá vivido grande parte da sua carreira profissional em New York. E que tem um namorado finlandês, bom rapazinho.

Em New York fez-se uma business woman de sucesso. Criou uma plataforma ou networking group a que chamou SuperShe. E graças ao seu namorado descobriu uma ilha do país dele no Mar Báltico que estava à venda e pela qual se apaixonou. O que não é coisa  que me admira de todo… Ou mesmo nada.

Há quem adiante o nome dessa ilha… Themyscira. O mesmo nome do lugar mítico das aventuras da versão feminina do Superman, a Wonder Woman. Não vale a pena procurar a sua localização no Google Maps porque não será encontrada. Por enquanto…

Nesta ilha a comunidade SuperShe está a criar um resort de luxo que será um Clube do Bolinha ao contrário. Ou seja, onde só menina entra. Mas para se hospedar lá não basta ser menina. É preciso ser supermulher. E ser escolhida pela Kristina.

Eu se tivesse nascido fêmea era bem capaz de querer concretizar a mesmíssima ideia peregrina que a sra. Roth teve.

Gentlemen clubs já existem por aí a pontapé, por todo esse mundo. Porque não haveria agora também de nascer este gineceu?…

Força, minha irmã!…

sexta-feira, 9 de março de 2018

• Selfies?...

Selfies?… As tuas fotos nas redes sociais são sempre selfies?… Não achas isso um pouco triste?… Não tiveste ainda um só amigo teu que tirasse fotos tuas com um pouco mais de arte e qualidade?…

Todos nós devíamos ter aquele amigo que faz umas fotos giras e que sabe bem captar o nosso melhor aspecto. E eu poderia e queria ser esse tal amigo para muitas almas.


Abomino esta nova expressão de narcisismo que são as selfies. A beleza está nos olhos de quem a contempla, dizem. E se assim é, se forem sempre apenas os nossos próprios olhos a admirarem a sua própria imagem refletida num écran dum telefone móvel, a coisa deixa de ser bela. Passa a ser tão só patética.

Certo, devemos amarmo-nos a nós próprios em primeiro lugar. Antes de falarmos tanto em selfies já haviam auto-retratos. Vários grandes fotógrafos fizeram-nos amiúde a eles próprios, desde Daguerre até aos nossos dias.

Mas não devemos cair na tolice de ficarmos sós a amarmo-nos a nós próprios. Devemos deixar outros amarem-nos com a sua visão. Com a sua lente. Com a adequada dose de engenho e arte, haverá sempre algo de belo em nós que só outros olhos que não os nossos poderão revelar ao mundo.

Por isso, ó gentes, parem de tirar só selfies atrás de selfies!… 

Garantam alguém em quem confiem que domine a arte de captar a vossa alma. Que será sempre com muito melhores resultados do que as inúmeras tentativas que vocês fazem a sós. Acreditem!…

Tu que me lês, permite-me que eu te mostre o teu interior.

Quero ser o teu fotógrafo oficial. A minha destreza vai levar-te a observar o que nunca viste ao espelho.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

• O Ano do Cão

E aí está o Ano do Cão!… Que se diz poderá vir a ser um período de tranquilidade. O que não inviabiliza que ocorram também algumas mudanças. Mas que serão positivas. O que me parece de todo em todo bué da fixe.

Sem ter grande certeza, creio que começou na passada sexta-feira dia 16 de Fevereiro. Nesse dia estive a admirar a beleza da força do mar na Ericeira. Se houve algum cortejo ou festividades na nossa little Chinatown lisboeta, tal facto escapou-me...

Este Ano do Cão vai terminar a 5 de Fevereiro de 2019.

Vou pensar em fazer ainda mais festinhas à minha cadela Nina entre estas duas datas. Talvez ela tenha a chave do destino a dar ao tempo que me restará na minha presente existência terrena.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

• Places to go before I die - VII

Neuschwanstein. Eis o nome do provavelmente mais bonito castelo deste planeta Terra.

Hoje venho falar de um daqueles lugares demandados por hordas imensas de turistas, que eu procuraria normalmente a todo o custo evitar. E que por isso mesmo também não seria por norma objecto de um post neste blog. Mas a beleza e a sumptuosidade da coisa é incontornável. E a sua visita é mandatória, como uma ida a Meca.

E depois há todas as histórias e lendas associadas ao homem que decidiu a sua construção, o rei Ludwig II da Baviera*.

Que decidiu erguer este castelo para ser a sua residência, após se retirar da vida dedicada à causa pública. Começou a viver lá antes disso, em Maio de 1884 e por cerca de dois anos, no decurso dos quais foi declarado insano e incapaz de exercer o seu cargo real. Abdicou, foi preso e internado noutro castelo, Berg de seu nome, e mais tarde assassinado - diz-se - junto com o seu médico psicanalista. Os corpos de ambos foram encontrados presumivelmente afogados nas águas do lago Starnberg.

E Neuschwanstein nunca foi terminado no seu planeado esplendor. E apenas sete semanas após a morte de Ludwig II foi aberto ao público.

Bem antes deste castelo, máximo exemplar da época áurea do Romantismo europeu, em 1840 outro ilustre bávaro, Ferdinand de Saxe-Coburg e Gotha**, príncipe consorte da rainha D. Maria II de Portugal, mandou construir em Sintra o Palácio da Pena.

Obra que alguns dizem ser precursora dos vários castelos e palácios reais do velho continente que se lhe seguiram e justamente a comparam a Neuschwanstein.

Quando se visita este castelo da Bela Adormecida, na Baviera encostada á fronteira com a Áustria, não se pode perder a ocasião de ir também a outra fortaleza vizinha, que dista menos de um kilómetro. o castelo de Hohenschwangau.

Onde Ludwig II habitou durante a sua infância e adolescência. E onde a família real bávara mantinha a sua residência oficial de verão.

É caso para nos questionarmos porque Ludwig II quis construir mais um castelo tão perto deste último. É que este Hohenschwangau schloss já não estava nada mal… Como bem a propósito se soe dizer na Pindorama, já estava de bom tamanho.

Eu já faço do Palácio da Pena a minha casa. A minha sala de visitas, onde recebo e guio os viajantes que escolhem a minha Lisboa para os seus city breaks. Agora quero trocar de papéis e confirmar que Neuschwanstein também vale a pena.

E tanto pior se tiver que suportar com aquele ambiente sempre tão inóspito dum turismo massificado
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* Que foi, entre outras coisas, um devoto patrono do compositor Richard Wagner.

** Que curiosamente partilha comigo o mesmo dia de aniversário, o dia 29 de Outubro. No caso dele, o ano de nascimento foi 1816.