Pelo que se pode observar na foto mais acima, parece que se conseguiu mesmo também ser possível fornecer energia através da tomada USB dum computador, de modo a que o típico filamento da válvula fique incandescente, acrescentando realismo à coisa.
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
• Um gadget peregrino
Recentemente quis pensar em adquirir um artigo para uso no meu automóvel, o meu “capotinha vermelha”*.
Falo duma simples pen drive para rechear com ficheiros mp3.
Só que não me permito várias vezes pensar em algo apenas simples. Alto lá, que eu quero algo que dê muito nas vistas. E vai de pesquisar no Google por pen drives, mas das mais coolest ones.
Apaixonei-me por esta pen ilustrada na foto acima. Então não é que uma pequena empresa da Letónia - logo dum dos três países bálticos, que me dizem tanto - teve a ideia peregrina de aproveitar velhas válvulas tubos de raios catódicos produzidas nos idos tempos da esfumada União Soviética, tombadas no mais decrépito desuso e deu-lhes uma nova vida?…
Essas velhinhas válvulas ou tubos, pioneiras dos primeiros aparelhos electrónicos que os transistores vieram destronar, são hoje transformadas em pen drives, depois de um ligeiro restyling ao estilo steampunk, bem conseguido.
Pelo que se pode observar na foto mais acima, parece que se conseguiu mesmo também ser possível fornecer energia através da tomada USB dum computador, de modo a que o típico filamento da válvula fique incandescente, acrescentando realismo à coisa.
Pelo que se pode observar na foto mais acima, parece que se conseguiu mesmo também ser possível fornecer energia através da tomada USB dum computador, de modo a que o típico filamento da válvula fique incandescente, acrescentando realismo à coisa.
Chama-se esta pequena empresa SlavaTech e esta pen pode ser comprada através da Amazon, clicando aqui, ou ainda noutro website, clicando aqui.
Mas por favor, meus caros e raros leitores, não corram desde já a encomendar alguma porque eu ainda não o fiz e não sei quando o vou fazer. E depois o stock acaba e eu fico f… por não ter a minha, que será bem merecida aliás.
____________________________________________________
* Alcunha que a minha progenitora lhe atribuiu, com muito carinho por serviços prestados.
domingo, 24 de março de 2013
• Hello sushi Kitty!
Hoje vamos ter um post cheio de fotos a ilustrá-lo… Esteticamente rico e com este delicioso título "Hello sushi Kitty!".
Foi um choque e um espanto para mim isto que o génio nipónico foi capaz de inventar, quando o descobri por acaso, vagueando na net á toa… Mas depois de um embate inicial, não muito agradável até, afinal qual é assim a grande surpresa que esta brincadeira com um símbolo sagrado, este crime de lesa-gourmet constitui?
Isto é que é um laboratório de ideias a trabalhar à séria! Qual PS, quais pastéis de nata!! Isto é que são sinergias a funcionar ao mais alto nível! Então não temos, e muito bem, uma bela conjugação de dois dos ícones japoneses de maior sucesso e popularidade a nível global, hoje em dia?… A Hello Kitty do universo da banda desenhada e do cinema de animação e o sushi, ex-libris da culinária requintada?
Está bem que esta heresiazita parece uma palhaçada!… Está bem que eu não vou ser tentado a provar arroz cozido e peixe cru com um sabor que talvez nos sugestione mentalmente o caixote da areia de uma gata meiguinha! Mas…
Os olhos também comem. E os meus regozijaram-se nada mal ao mirar esta magnífica e bizarra criação que roça um conceito que se aproxima de pura arte.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
• Uma pedra mais para o meu castelo - II
Nunca me quis abalançar a ter a minha própria casinha; o meu lar, doce lar.
Nasci aqui em Portugal. Mais concretamente na sua capital. Onde esse sonho de uma vida inteira, para muitos cidadãos acaba por ser, fatidicamente - não que o desejem assim, mas… - qualquer coisa como uma trampa de um apartamentozeco em Massamá. E olha lá, que podia ainda ser pior!…
Nasci aqui em Portugal. Mais concretamente na sua capital. Onde esse sonho de uma vida inteira, para muitos cidadãos acaba por ser, fatidicamente - não que o desejem assim, mas… - qualquer coisa como uma trampa de um apartamentozeco em Massamá. E olha lá, que podia ainda ser pior!…
As casas são caras neste país. E além de caras, são, regra geral, feias ou em ambientes que, uma vez urbanizados, se descaracterizam, a ponto de tornarem a vida neles deprimente, para aqueles como eu, que têm sonhos de um mundo uma beka melhor.
Isto é duro de admitir e de dizer aos meus conterrâneos que possam isto ler. Mas alguém tem de o dizer. Para que outras almas despertem de um torpor em que se encontram soterrados, como num lodaçal que nos impede de ver.
Creio que só se tiver um golpe da fortuna, como herdar uma fortuna, é que quererei construir a minha casinha de sonho aqui neste "jardim à beira-mar plantado".
Se tal desidério me acontecer, irei reler as dicas que neste blog vou deixando. Para mim ou para quem quiser colher as ideias peregrinas deste louco que não sabe o que desejar. Estado de alma meu que confessei recentemente noutro blog, aqui.
A idiotice que hoje vai ficar aqui gravada, foi-me induzida pela consulta da revista "Arizona Foothills", num número desta saído em maio do ano de 2010. Cuja capa está acima. E a ideia em si ilustrada em baixo. É simples: uma miniatura da vossa mansão como casinha do vosso animal de estimação.
Ao ver este canito sortudo na foto, assaltam-me saudades dum tempo em que uma tal casota dava muito jeito para alojar um par de pets que tive a sorte de me alegrarem os dias. Uma cadela husky siberiana e uma ovelha bem anafada, que eram as melhores amigas uma do outra que se pudesse conceber. Por incrível que a mãe-natureza por vezes pareça.
Gostava de voltar a ter um dia essas "pedras vivas" no meu castelo, que foram para mim estes dois extraordinários animais. E ainda uma avestruz ou um golfinho… A sério. Palavra de doido varrido.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
• La crêperie bretonne
A próxima moda gastronómica a nível da nossa querida aldeia global, na minha opinião e desejo profundo, deveria ser o típico food & beverage da Bretanha francesa, ou Breizh.
Foi no dia 31 de Outubro de 1998 a última vez que jantei a iguaria acima mostrada na foto. Num restaurant-crêperie de Brest, a cidade-porto por excelência da moderna marinha de guerra gaulesa e capital do départment de Finistère.
Um crêpe au blé noir, recheado de queijo Emmental ralado, lascas de presunto de bacorinhos bretões e com um ovo a encimar esse divino recheio. Teté esse que fica cozinhado como que tipo estrelado dentro do crêpe, que é fechado à laia de envelope dos correios. A famosa galette bretonne, de sarrasin - o blé noir é entre nós justamente denominado de farinha de trigo sarraceno ou mouro - ou complète.
Um crêpe au blé noir, recheado de queijo Emmental ralado, lascas de presunto de bacorinhos bretões e com um ovo a encimar esse divino recheio. Teté esse que fica cozinhado como que tipo estrelado dentro do crêpe, que é fechado à laia de envelope dos correios. A famosa galette bretonne, de sarrasin - o blé noir é entre nós justamente denominado de farinha de trigo sarraceno ou mouro - ou complète.
Algo tão simples, mas com um sabor por demais. E para regar a goela, nada melhor p'ra mim do que a boa da cidre doux de Bretagne. E antes do repasto, como aperitivo um Kir breton.
Além dos afamados crêpes, o acervo gastronómico e cultural de Breizh ainda conta com uma curiosidade interessante p'ra nós, tugas. É que... o prato nacional bretão, o kig ha farz, é muito semelhante ao... cozido á portuguesa, do qual sou nada fã, por acaso.
No jardim à beira-mar plantado, se quisermos degustar estas belas especialidades, temos - ou tinhamos, não sei ao certo... - uma crêperie bretonne em Armação de Pêra, essa Massamá algarvia.
Ou então rumamos a Vigo, a terras dos celtas da Galiza, bem perto da fronteira norte, e frequentamos um restaurante de uma cadeia que roça um conceito yankee de fast food franchise, denominada - p'ra não variar... - Crêperie Bretonne Annaíck.
Ou então rumamos a Vigo, a terras dos celtas da Galiza, bem perto da fronteira norte, e frequentamos um restaurante de uma cadeia que roça um conceito yankee de fast food franchise, denominada - p'ra não variar... - Crêperie Bretonne Annaíck.
Um bocadinho adulterado o ambiente, com a história de meterem um autocarro antigo e carrocerias de Fiat 600 dentro do restaurante, mas enfim... experimentai, se vos aprouver.
domingo, 10 de abril de 2011
• In vino veritas
Desde há cerca de um mês, mais ou menos depois do Dia Internacional da Mulher, que por uma questão sentimental tenho desenvolvido um interesse crescente pelo vinho.
Dito isto desta forma, poderá pensar-se que devido a um desgosto de amor tenho vindo a procurar afogar mágoas bebendo até "encher a cara".
Não é o caso. É antes um acontecimento feliz que me ocorreu, o encontro virtual com uma outra alma semelhante à minha, que de sopetão se tornou avassaladoramente importantíssima para mim. E não ando a beber vinho agora a torto e a direito, também não. É só mesmo interesse "científico".
Esta mão amiga de que falo aqui reside na mais importante região vinícola do seu país natal. O que me fez logo despertar a curiosidade para essa realidade socio-económica. E depois também me fez reparar neste artigo do site terra.com.br, com o título "As 10 melhores rotas do vinho pelo mundo".
Neste artigo não foram incluídas quaisquer rotas de vinhos de Portugal ou do Brasil. "Ferpeito", digo eu!...
Ignorar o país vinícola com a região demarcada mais antiga do mundo, o Douro, não está mal... Se fizessem uma lista das melhores marcas de automóveis do mundo, talvez também não incluissem nela a Rolls Royce... porque há automóveis e automóveis... e depois há os Rolls Royce.
Já uma vez notei também num número hors-série da revista GEO francesa sobre o tema dos vinhos do mundo o esquecimento do nosso país. Devem querer que permaneceramos um segredo bem guardado, só de alguns privilegiados...
Não querendo parecer que só estou a defender a minha "dama", faço notar que também não se menciona neste atigo do Terra a Hungria e o seu magnífico Tokaji, o vinho dos Reis e o Rei dos vinhos. E que deveriam dar algum foco aos vinhos da sua própria nação, que não devem nada aos dos outros países sul-americanos, pelo menos, se não mesmo a qualquer país, ponto final.
Hoje vou aqui mostrar querer mostrar justamente 4 casas vinícolas do Brasil e seus respectivos vinhos. Que me foram sugeridos por aquela que foi a responsável pelo meu súbito e acrescido interesse pelo vinho. Noutra altura mais tarde irei devolver-lhe aqui outras sugestões, dessa feita "caseiras".
Enceto logo por falar dum vinho luso-brasileiro, o Rio Sol, que foi uma descoberta minha do acaso, induzida pela curiosidade sobre pomadas tupiniquins.
Este vinho é produzido na região do vale de São Francisco, interior do estado de Pernambuco, pela sociedade portuguesa Dão Sul. Tem a particularidade de ser o vinho de difusão mundial produzido mais perto da linha do equador, no paralelo 8. No rótulo da garrafa, o logotipo Rio Sol quer fazer vincar bem essa característica, se se reparar com olhos de ver. A variedade aqui ao lado mostrada é a Rio Sol Winemakers Selection Alicante Bouschet.
Sempre me perguntei porque seria que, tendo os portugueses descoberto a Pindorama, nunca tivessem tido desde o início a vontade de aí plantar vinhedos. Parece que deixaram esse pioneirismo para os emigrantes transalpinos que demandaram em grandes vagas terras de Vera Cruz, primeiro sobretudo no estado de São Paulo, em finais do século XIX.
Os portugueses da Dão Sul parecem estar hoje a fazer uma história que deveria ter sido escrita há mais de 400 anos.
Os portugueses da Dão Sul parecem estar hoje a fazer uma história que deveria ter sido escrita há mais de 400 anos.
Prossigo agora para a presumívelmente mais antiga região vinicola do Brasil, a Serra Gaúcha, no estado do Rio Grande do Sul, e para a zona mais conceituada desta, entre as cidades de Bento Gonçalves e Garibaldi. Para apresentar a excelentíssima Casa Valduga, da "famiglia" do mesmo nome. No site deles, recomendo visitarem a Villa Valduga, complexo muito bem orientado para o enoturismo, com o site e as fotos desse complexo duma extrema qualidade e bom gosto.
Nada a dever aos yankees de Napa Valley. Muito temos todos a aprender com estes "paisanos". A variedade de vinho aqui mostrada é a curiosa Casa Valduga Mundus Portugal 2008.
E esta? Feliz acaso, revelada aqui mais uma inusitada ligação à Lusitânia. Obrigado, caríssima Edite Menegat, por mais isto.
A seguir vamos à casa Château Lacave, da simpática e nobre cidade de Caxias do Sul, proclamada a capital da uva e do vinho no Brasil. E também da região da Serra Gaúcha.
Mais um bom site duma casa vinícola, onde destacaria as fotos do excelente Salão das Bandeiras, espaço belíssimo dedicado a eventos de larga escala, para cerca de 250 comensais. A variedade de vinho aqui mostrada é a Anticuário Antigas Reservas Safra 2007, com a garrafa, por sinal, a fazer lembrar o nosso mundialmente conhecido Mateus Rosé.
Mais um bom site duma casa vinícola, onde destacaria as fotos do excelente Salão das Bandeiras, espaço belíssimo dedicado a eventos de larga escala, para cerca de 250 comensais. A variedade de vinho aqui mostrada é a Anticuário Antigas Reservas Safra 2007, com a garrafa, por sinal, a fazer lembrar o nosso mundialmente conhecido Mateus Rosé.
Por fim, a autenticidade, a genuina ruralidade da casa Boscato, vinhos finos, de Nova Pádua. A mais ligada à terra. A menos sofisticada. Mas não menos apelativa. No site destaco as fotos da adega, dos vinhedos e das paisagens locais ao nascer e pôr do sol. Desse Sol de que a uva depende tanto para a sua qualidade. A variedade de vinho aqui ilustrada é a Boscato Reserva Merlot 2005.
Julgo estar aqui feito um panorama razoável do que o Brasil tem a dar ao mundo do vinho. E que é pena que nós em Portugal não possamos disfrutar ainda de nada da produção destas casas, à excepção dos vimhos da Dão Sul.
E a ideia peregrina do dia é: e que tal haver quem se chegue à frente e comece a importar estes vinhos do Brasil? É capaz de haver aqui um nicho de mercado por explorar, não?
Para finalizar, como contraponto com o que do velho mundo nós, portugueses, podemos representar, ao lado deste novo mundo do Brasil aqui explanado, e também para exemplificar que ambos estes mundos têm a sua beleza própria e complementam-se, aqui fica o link para aceder á galeria de fotos da Quinta da Bacalhôa, em Vila Nogueira de Azeitão, península de Setúbal, Portugal.
E relembro o que a mim me ensinaram: a vida é demasiado curta para beber mau vinho.
sábado, 31 de julho de 2010
• Royal Falcon Fleet RFF135
O sarcasmo inglès deleita-se a lembrar-nos que há dois felizes na vida de um homem: o dia em que compra o seu barco e o dia em que depois o vende.
Posso bem compreender este conceito. À uma, por causa do clima nas costas das ilhas britânicas pouco convidativo ao desfrute de passeios no mar. Por outra, devido ao paupérrimo design dos barcos da actualidade. Habituado que estou a perscutar à laia de simples curioso as novidades em salões náuticos abertos ao zé-povinho - vulgo coisas como a Nauticampo na FIL, que aliás este ano perdeu essa designação - regra geral fico sempre desapontado com uma certa falta de originalidade de quase todos ou mesmo todos os modelos de barcos apresentados por diferentes fabricantes nacionais ou estrangeiros.
Desde que os barcos de recreio são feitos predominantemente em fibra de vidro que lhes deixei de achar piada. E passei a abominar certos detalhes de construção algo "queques", diria até "maricôncios", dos actuais barquitos.
Para mim, barco de um homem que se preze são as saudosas lanchas ligeiras de madeira de mogno envernizada, com aquele iconográfico design retro da Riva, cujo habitat natural são os grandes lagos na fronteira da Suiça com a Itália. Mai'nada!... E para aqueles que não sabem do que falo, clicai aqui.
Barcos de maior porte, em fibra, cabinados e com a posição do homem do leme demasiado confortável, ao abrigo tanto de valentes intempéries como de suaves brisas, cá p'ró rapaz ça ne va pas....
Mas eis que num outro recente dia este meu dogma sofreu um duro revés. Estava eu a folhear a revista "Christophoro", edição do representante da Porsche aqui ao lado em Espanha, quando os deuses me ofereceram esta visão desta maravilha que é o iate Royal Falcon Fleet RFF135, concebido pela Porsche Design. Ora mirai em baixo:
Assim que vi este portento de criatividade, diisse para mim mesmo: até qu'enfim, um barco grande que não envergonha o seu afortunado dono. Até qu'enfim luxo e conforto sem prejuizo da nossa testosterona.
Para quando um proprietário luso de um exemplar desta absoluta maravilha? Para quando vê-lo a navegar nas águas mansas do Algarve? Ou quiçá no Alqueva... Se o maior lago artificial da Europa não constituir uma "gaiola" demasiado restrita para esta grande "ave"...
Ah, se eu tivesse o montante de "guito" adequado à aquisição de um destes iates, poria em prática a ideia peregrina de o transformar em sala de reuniões móvel, à disposição de empresas promotoras de eventos. Olhai só para este belíssimo hall de entrada para o espaço a disfrutar:
domingo, 21 de fevereiro de 2010
• O iPad

Sou um daqueles tipos que chorou quando no filme "Forest Gump" aparece aquela alusão subliminar àquela "companhia de fruta" que o tenente veterano do Vietnam diz ter fundado, numa carta endereçada ao semi-insano personagem central daquela curiosa história. Tive aí nesse relance a ideia precisa da dimensão do mito que a Apple representa para os americanos.
Isto não me impede contudo de poder reconhecer que a Apple também pode produzir flops, como foi o caso, já longínquo no tempo, do Newton, essa coisa que iria fazer toda a gente querer ter um PDA.
Este foreplay induzirá a quem o lê a julgar que eu vou a seguir desancar neste gadget agora anunciado pela Apple. Não é o caso. Por duas razões, a saber: não vou aqui neste blog fazer publicidade gratuita a más ideias; não é esse o intuito deste nem quero perder o meu tempo com coisas menos conseguidas. Há ainda tantas boas ideias disponíveis para falar delas... Ah, e a segunda razão é porque creio firmemente que o iPad vai ser um produto de sucesso.
Os pobres espíritos detractores da marca da maçã já levantaram as suas vozes de asnos para recordar que este iPad não faz uma série de coisas. Pois é, não faz porque não tinha de fazer mesmo tudo. Não é para ser mais um laptop. Mas faz outras coisas que vou realçar adiante para quem tem olho.
O iPad permite ler informação contida em qualquer site ou no Google Maps. De uma forma finalmente confortável, em relação áquela em que consultávamos essa informação nos nossos telemóveis. É que, sejamos francos: nem que fossemos os felizes donos de um iPhone, ver um site no telemóvel é uma seca. E isto mesmo apesar dos esforços de alguns webmasters mais esforçados de se produzir conteúdos especialmente para pequenos formatos de écran. Como por exemplo, o site do jornal Record para a PSP da Sony.
Simplesmente não dá. Os operadores de redes móveis ainda se interrogam de os seus clientes não aderirem mais à internet no telemóvel... nem é por vezes por um questão de custos. É que não dá mesmo. E com o lançamento do iPhone até já se deu um salto qualitativo enorme para os utentes deste serviço. Mas nós, naturalmente, queriamos mais.
Quando falamos de internet, também podiamos referir a TV no telemóvel ou mobile TV, como se queira. Finalmente com o iPad vai valer a pena subscrever estes serviços. Finalmente vou poder assistir ao Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1 onde quer que eu esteja. Bem, desde que tenha rede da Optimus, claro...
E como o iPad não é um computador portátil - nem tinha de ser, afinal - é mais rápido de ligar, ou seja, de aceder a essa informação na net, necessária num dado momento, quando chegamos a uma cidade qualquer. E é mais fácil de transportar. Vale bem mais a pena gastar o meu dinheiro neste iPad do que num Mac Book Air, digo eu.
E finalmente vou poder ler a minha longa colecção de e-books, brochuras e revistas em formato PDF que descarrego da net na rua. No jardim da Fundação Gulbenkian, quiçá. E de uma forma mesmo mais confortável do que num portátil.
Só não me vou render é a usar o teclado no visor do iPad, creio. Vou preferir actualizar este blog com o iPad assente sobre uma dock, como se vê na imagem em cima no início deste post, e com aquele teclado fininho. Teclado este a que não acho grande piada a ser usado com um iMac, mas com o iPad parece feito sob medida.
Enfim, uma vez por outra, num post mais curto, admito usar o teclado no visor do iPad... isto se eu fôr, claro, o feliz contemplado com a oferta de um destes brinquedos. Porque no horizonte temporal que decorre desde hoje até á sua saída no mercado português, não vejo que eu possa despender o que este custa, assim, sem mais nem menos. Este blog ainda não dá para eu viver do que aqui escrevinho... Hei-de publicar uma "wish list" para os meus fãs - onde quer que estes se encontrem - me poderem mimar. Ou pelo menos para que estes permitam que este blog subsista, se vier a ter valia para esse merecimento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009
• E que tal conduzir um Bugatti Veyron?

Em Paris, cidade capital do hexágono, não muito distante do nosso rectângulo, canteiro à beira-mar plantado, podemos dirigirmo-nos à Auto Sport Solutions, empresa de aluguer de viaturas desportivas e de prestígio com opção de compra. Se formos munidos da quantidade de dobrôes adequada, existe a forte probabilidade de regressarmos depois a voar á nossa Lusitânia querida. E não digo através da TAP, que até poderá nesse dia resolver não bater asas, devido a alguma previsível greve estival, mas aos comandos de uma máquina que voa baixinho. Depois é vermos a cara de espanto dos emigrantes que regressam daquela aldeiazita perto de Figueira de Castelo Rodrigo, rolando indolentemente - pudera, eles estão agora a regressar aos seus HLM da banlieu, coitados - na faixa contrária de uma das várias "autoroutes des vacances".
Só mais duas coisinhas: é pena não estar disponível de momento no site o meu bólide de sonho, um Pagani Zonda... e não haver chafarica filial desta firma de aluguer de viaturas localmente. Já nem peço em Lisboa. Até porque creio que, se um dia esta abrir portas cá, será mais provável que o faça no Porto... ou em Portimão, no novo autódromo que já há algum tempo lá temos.
• iPod touch auto
Nos meados dos anos 80 ou 90 do século passado s Sony tinha uma publicidade institucional em França - e concerteza noutros países também mas isso eu não conheço - com um slogan memorável: "J'en ai révê, Sony l'a fait".
Apreciei este slogan sempre, como um amor á primeira vista. Porque este exprimia exactamente a impressão que eu tinha na altura desta marca. Estávamos na altura em que o Walkman já tinha atingido a maturidade e começavam a aparecer os primeiros Discmans. O que a Sony criava então era mesmo aquilo que eu estava à espera que aparecesse no mercado, para corresponder às minhas expectativas de consumidor quase compulsivo de gadgets tecnológicos novos, que depois quase todos nós passamos a não querer dispensar com facilidade.
Hoje é a Apple que toma o lugar da Sony no topo da satisfação das minhas actuais expectativas. Desde que criou o iPhone. Os telefones móveis estavam a ficar cada vez mais complicaditos, com funcionalidades às vezes pouco necessárias e com períodos de familiarização aos novos equipamentos por parte dos utilizadores cada vez mais longos. E então veio a Apple, fez um trabalho de casa excelente e soube sintetizar o que verdadeiramente é importante ter num telefone móvel. E ainda deu um design e funcionalidade ao iPhone dificeis de ultrapassar pelos demais. E se formos falar na simplicidade de uso e facilidade de adaptação e aprendizagem dos utilizadores, aí damos cheque-mate na alegada concorrência a este produto único.
Bom, mas é sempre possível melhorar o que já parece suficientemente perfeito.
Quando a Apple, marca iconográfica na minha vida, como na vida de muitos americanos, lançou o iPod, esta coisa não me despertou muito entusiasmo. O que não foi a regra geral em relação aos diferentes produtos da marca da maçãzinha. Mas desde que, inspirada no iPhone, a Apple criou o iPod touch, eu não páro de colocar este objecto no topo das minhas listas de desejos realizáveis sem grande esforço e a curto prazo. Hei-de ter um, carago!...
Mas enquanto não o tenho, ponho-me a imaginar como o iPod touch poderia ainda ser mais de encontro ao modo como eu quero usá-lo. No automóvel, por exemplo.
A Apple já pensou no assunto, como era de esperar. Mas, hélas, o meu carro não é de nenhuma das marcas indicadas neste site aqui... E nem sequer é muito recente. Isto é, é duma geração em que os carros não vinham quase todos, como hoje, com auto-rádio integrado, desenvolvido especificamente para cada modelo de carro novo.
O que era catita para mim era que houvesse um auto-rádio em que o painel frontal destacável fosse o próprio iPod.
É que, afinal, equipamentos car audio deste tipo - com painel frontal destacável - continuam a fabricar-se. E ainda bem, digo eu. É que prefiro ser eu a escolher o equipamento audio do meu carro do que deixar o construtor do automóvel a escolhê-lo por mim. Mas as tendências actuais são contrárias ao que eu desejaria. O que mais se aproxima do que eu quero e sonho é isto, mostrado na foto em abaixo, adoptado pela Audi para os seus modelos:
Parece que é apenas e só um carregador do iPod, afinal... Damn!...
Oxalá um dia a Bang & Olufsen faça o meu auto-rádio. Se eles quisessem entrar nos meus sonhos, como a Sony o fez em tempos.
Apreciei este slogan sempre, como um amor á primeira vista. Porque este exprimia exactamente a impressão que eu tinha na altura desta marca. Estávamos na altura em que o Walkman já tinha atingido a maturidade e começavam a aparecer os primeiros Discmans. O que a Sony criava então era mesmo aquilo que eu estava à espera que aparecesse no mercado, para corresponder às minhas expectativas de consumidor quase compulsivo de gadgets tecnológicos novos, que depois quase todos nós passamos a não querer dispensar com facilidade.
Hoje é a Apple que toma o lugar da Sony no topo da satisfação das minhas actuais expectativas. Desde que criou o iPhone. Os telefones móveis estavam a ficar cada vez mais complicaditos, com funcionalidades às vezes pouco necessárias e com períodos de familiarização aos novos equipamentos por parte dos utilizadores cada vez mais longos. E então veio a Apple, fez um trabalho de casa excelente e soube sintetizar o que verdadeiramente é importante ter num telefone móvel. E ainda deu um design e funcionalidade ao iPhone dificeis de ultrapassar pelos demais. E se formos falar na simplicidade de uso e facilidade de adaptação e aprendizagem dos utilizadores, aí damos cheque-mate na alegada concorrência a este produto único.
Bom, mas é sempre possível melhorar o que já parece suficientemente perfeito.
Quando a Apple, marca iconográfica na minha vida, como na vida de muitos americanos, lançou o iPod, esta coisa não me despertou muito entusiasmo. O que não foi a regra geral em relação aos diferentes produtos da marca da maçãzinha. Mas desde que, inspirada no iPhone, a Apple criou o iPod touch, eu não páro de colocar este objecto no topo das minhas listas de desejos realizáveis sem grande esforço e a curto prazo. Hei-de ter um, carago!...
Mas enquanto não o tenho, ponho-me a imaginar como o iPod touch poderia ainda ser mais de encontro ao modo como eu quero usá-lo. No automóvel, por exemplo.
A Apple já pensou no assunto, como era de esperar. Mas, hélas, o meu carro não é de nenhuma das marcas indicadas neste site aqui... E nem sequer é muito recente. Isto é, é duma geração em que os carros não vinham quase todos, como hoje, com auto-rádio integrado, desenvolvido especificamente para cada modelo de carro novo.
O que era catita para mim era que houvesse um auto-rádio em que o painel frontal destacável fosse o próprio iPod.
É que, afinal, equipamentos car audio deste tipo - com painel frontal destacável - continuam a fabricar-se. E ainda bem, digo eu. É que prefiro ser eu a escolher o equipamento audio do meu carro do que deixar o construtor do automóvel a escolhê-lo por mim. Mas as tendências actuais são contrárias ao que eu desejaria. O que mais se aproxima do que eu quero e sonho é isto, mostrado na foto em abaixo, adoptado pela Audi para os seus modelos:

Oxalá um dia a Bang & Olufsen faça o meu auto-rádio. Se eles quisessem entrar nos meus sonhos, como a Sony o fez em tempos.
domingo, 23 de agosto de 2009
• Alex MacLean

A revista PHOTO, na sua edição Spécial Été última, dá o destaque merecido a este profissional da fotografia aérea, falando da edição francesa do livro acima citado, com uma capa não tão conseguida como a original, a meu ver, mas com um título sem papas na língua: "OVER: Visions aériennes de l'American Way of Life: une absurdité écologique". Para os franceses, na particular forma que cada povo tem de olhar o mundo exterior à sua casa, Alex MacLean será uma espécie de Yann Arthus-Bertrand "à l'américaine"... Cada nação tem a sua própria concha em que se fecha.
Pelo que se mostra neste livro e noutros anteriores de Alex MacLean, ideias peregrinas é o que não falta aos empreendedores imobiliários americanos. E lá estas ganham vida em maior número, embora assim persistindo nesta senda o ambiente possa vir a ressentir-se. E às vezes, sem grande valia, sem mesmo ter sido tida em grande conta a lógica do conforto do quotidiano dos humanos que habitarâo os lares construidos por estes enérgicos e inventivos empreendedores.
Vou deixar de me queixar de ter nascido e viver aqui.
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