quinta-feira, 31 de maio de 2012
• A wish...
An apple a day keeps the doctor away.
Will I be an active part on this Forest Gump's fruit company one day? A pilgrim idea this is!… Which I have ever since back from the year 1984. Wish me luck, you who is reading these lines.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
• Ideias peregrinas a 10.000 pés de altitude
Ontem relatei as minhas aventuras na procura de um novo emprego, num post de um outro blog meu, que se poderá ler clicando aqui.
Fui a um evento denominado Open Day, promovido pela companhia aérea dos Emiratos Árabes Unidos, a Emirates, que não era outra coisa senão uma sessão de recrutamento de RH. Para a contratação de novos membros para as tripulações de bordo - em inglês, Cabin Crew - de cerca de 200 novos aviões, em fase de encomenda. É verdade, duzentos!
Entre esses 200 aviões, uma parte destes serão do novo modelo Airbus A380. Numa versão especial, provavelmente, para esta transportadora aérea. Porque segundo me constou, a Emirates vai anunciar que estas suas aeronaves vão ter a bordo uma área lounge na sua retaguarda com um… Spa.
Cada companhia aérea terá as suas particularidades… A Emirates pretende proporcionar aos viajantes do séc. XXI a melhor experiência de voo possível. E um Spa a bordo parece-me assaz bem, para atingir esse nobre objectivo.
Outras companhias apostam mais noutras vertentes. No catering, por exemplo. Em cima, temos o exemplo do serviço a bordo duma Cabin Crew da Turkish Airlines. Que deve ter a merecida fama dos melhores kebabs do mundo...
quinta-feira, 19 de abril de 2012
• Plágio infame!…
A Knorr acaba de lançar no nosso mercado mais uma original linha de sopas desidratadas, a que designou "momentos gourmet". Bom, até aqui ainda está tudo bem...
O anúncio televisivo que promove este novel produto - vejam lá só a curiosa coincidência - mostra como exemplo supremo uma sopa que é a sua pièce de resistance, concerteza. Trata-se de um… Creme de Bróculos e Couve-Flor. Isso mesmo. Tal como no post anterior deste blog...
As outras sopas Knorr que farão parte desta alegada colectânea de arte culinária serão: Creme de Cogumelos Selvagens e Creme de Tomate Amadurecido. A quem interessar possa.
Por estranho que pareça, esta informação ainda não consta do site oficial da Knorr Portugal. Devem julgar, e com razão, que o suposto público-alvo, os verdadeiros gourmets, não o consultarão... Melhor fariam, de facto, se lessem antes este blog, um vosso criado. Bom, mas a info que a Knorr envergonhadamente não faculta pode ser confirmado noutro site, clicando aqui.
sábado, 14 de abril de 2012
• As receitas "à la Giusepito": Creme B/C-F
Talvez seja impressão errada minha… mas julgo que se eu quiser fazer dieta, a primeira opção que tomarei não será passar a frequentar restaurantes vegetarianos ou macrobióticos.
Não sou completamente refractário a esta variante gastronómica. Sempre fiz refeições assim e vou continuar a fazê-las. Até porque adoro beterraba, mais do que seria razoável. Mas pratos cheios de lentilhas, feijões e outras leguminosas, a lembrar o formato do monte Fuji… Naaah!…
Para fazer dieta à séria, é imperioso escolher "nouvelle cuisine". Até porque… a única comida que não engorda é a que fica no prato.
Uma vez estava eu em Nancy, capital da região francesa da Lorraine, a ser presenteado com um jantar fantástico, constituido por uma lista fixa de oito a nove pratos. Cada um com uma dose homeopática de uma qualquer especialidade originalíssima. Mas de que não recordo nada. Tal aquilo foi bom…
Bem, quase nada. Em boa verdade, lá por volta do quarto ou quinto prato, os meus anfitriões franceses advertiram-me que aquele que viria agora a seguir ia ser muito do meu agrado. Isto atendendo ao facto de eu ser um portuga.
Era então a famosa confecção que eu tinha que amar um lombinho de bacalhau fresco - mais pequeno do que um mini-croquete de boda de casamento de filhos de papás ricos da linha de Cascais - isto regado com… sangue de pombo ainda quentinho, acabado de extrair da pobre ave sacrificada para o efeito.
Este palavreado todo é só para dizer que esta receita não pretende obter o rótulo de "nouvelle cuisine", jamais (pronunciar "jamé"). Nem esta, nem provavelmente qualquer outra receita que eu publique aqui.
Não aprecio nomes dados a pratos como "Maigret de Pato no forno a 98º, com redução de Madeira Sercial sobre crocante de amêndoa confitada". Estas denominações sempre me cheiraram mais a umas locubrações onanistas de chefs cuisiniers para o êxtase do ego destes, muito mais do que para cativar o apetite dos comensais que os provarão.
Este labrego que eu sou só gosta de especialidades gastronómicas com nomes compridos numa única excepção: se estes estiverem na ementa do Restaurante Típico O Cortiço, em Viseu. Vamos a alguns exemplos deliciosos: "Bacalhau podre apodrecido na Adega", ou "Feijocas com todos à maneira da criada do Sr. Abade", ou "Rojões com morcela como fazem nas aldeias". Ou o meu preferido, o "Coelho bêbado três dias em vida".
Mas vamos lá mazé á minha receita, que esta prosa toda já enjoa!… Creme B/C-F stands for Creme de Bróculos e Couve-Flor. Uma sopita muito simples, como verão. E com um nome curtinho. Mas que para obtermos o melhor sabor possível, há que respeitar alguns preceitos à matador.
Partes iguais da matéria-prima verde, os bróculos; e da branca, a couve-flor, com os talos mais grossos removidos. Aí um 1/2 kg de cada. Uma batata média, uma cebola, três dentes de alho, uma folha de louro pequena, azeite, sal, pimenta preta e noz moscada por moer, qb. Nada de caldos tipo instantãneos, por favor, que só iriam tirar o paladar natural das estrelas do elenco, o verde e o branco.
Não vai logo tudo junto para dentro de uma panela com água a ferver, não senhor! Primeiro, pomos a batata cortada ás rodelas - importante - a cebola cortada em meias-luas e os alhos esmagados com as suas cascas a esturgir no azeite.
Quando a batata estiver bem selada, como se de um naco de carne se tratasse, junta-se água morna até cobrir o preparado na panela. Um minuto depois, aí sim, pode ir tudo o resto pró tacho. Os bróculos, a couve-flor, o louro e os temperos. Ah, retirar as cascas dos alhos antes, ok? Repõr de água mas sem cobrir completamente com esta os nossos legumes.
Quando a batata estiver cozida, os bons dos bróculos e da couve-flor ainda estarão um pouco rijos. É isso mesmo o pretendido. Tirar do lume e reduzir tudo a creme com uma varinha mágica velha. Que triture mal o verde e o branco, de modo a mantermos uns pedacitos deliciosos e não apenas puré. Já está.
Depois de servida no prato, sugiro, para quem apreciar, regar o nosso suculento creme com um fio de nata líquida.
A foto acima ilustra o resultado final. Se quiserem, acompanhem com um bom vinho tinto. Acima vemos um Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2008, da mui conceituada casa vinícola chilena Concha y Toro. Provavelmente, o vinho com o melhor marketing do mundo. Obrigado, caríssima Edite, minha enorme amiga, pela revelação.
Bon appétit, caros leitores.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
• Uma pedra mais para o meu castelo - III
Da última vez que escrevi um post com esta etiqueta "Uma pedra mais para o meu castelo", preocupei-me mais em sonhar em como esse mein schloss seria ideal para o bom do animal de estimação da casa. Na altura pensei num canídeo sortudo.
Hoje reflicto um pouco sobre o albergue ideal para domicílio de uns bichos que saibam nadar.
Embora não goste de gaiolas ou aquários, porque julgo que os animais nestes contidos também não gostarão de lá ser depositados uma vida inteira, não posso contudo deixar de admirar a visão deste tanque cheio de água no meio da sala de estar desse meu palacete em projecto ainda.
Já que há que sonhar, ao menos sonhe-se em grande. E não condenemos os pobres peixinhos nossos prisioneiros a viver em míseros fishbowls. Onde eles frequentemente se suicidam, saltando para fora desses balões de vidro enquanto dormimos de noite.
sábado, 7 de abril de 2012
• BTL 2012 - Um curioso museu em Zagreb
Zagreb. Kapital mlad i ponosan narod, Hrvatska. Zagreb, grad koji je usvojila srce kao simbol.*
Regresso a escrever um post sobre a BTL 2012 e desta vez, a algo exterior a Portugal… Na bela cidade de Zagreb - capital da Croácia, como é bem sabido - foi criado um museu, por iniciativa de carácter privado, com um curioso nome e acervo. Falo do… Museum of Broken Relationships.
Logo na cidade que adoptou um coração como o seu símbolo!… Coração esse que detenho em minha casa um par deles. E já dei alguns a duas pessoas especiais. Todos os dias deste ano e do anterior em que fui à BTL fiz questão de pedir no stand da Croácia este souvenir tão giro!...
E logo foi abrir - também - no mês em que a minha última relação terminou. Naquele Outubro em que completei meio século de vida. E onde fiquei só no dia seguinte ao meu aniversário. Após nove anos bem recheados de dias felizes.
E logo foi abrir - também - no mês em que a minha última relação terminou. Naquele Outubro em que completei meio século de vida. E onde fiquei só no dia seguinte ao meu aniversário. Após nove anos bem recheados de dias felizes.
Este museu foi uma ideia que surgiu a um casal de artistas habitantes de Zagreb, Olinka Vistica e Drazen Grubisic. Que encontraram nesta uma forma de expressar conjuntamente a sua mútua dor pela sua separação. E como? Expondo objectos que durante a finda relação adquiriram valor sentimental para cada um ou para ambos os parceiros amorosos.
Tudo começou como uma instalação artística feita dentro dum velho contentor, num espaço exterior do salão principal da exposição anual do sindicato dos artistas croatas, em 2006. Com objectos do extinto casal Olinka e Drazen e de alguns ex-casais amigos que também contribuiram com algo, a pedido dos últimos.
Essa a princípio discreta instalação atraiu um tal interesse do público, ávido em todo o lugarejo de conhecer os males de amores alheios, que se passou a criar então o tal museu. Cujo acervo veio a ser depois ainda mais enriquecido com ofertas vindas de toda a parte desta Terra onde o eco desta curiosidade foi ouvido.
E agora inclusivé, esse rico acervo permite que haja uma colecção itinerante que pode ser exibida por quem o solicite, em qualquer cidade maior do circuito globalizado de exibições de arte. E é isto…
Bem, há só mais uma picolla coisinha…
Caramba! Mais um raio duma coincidência… Uma das fotos mais utilizada pela imprensa mundial para ilustrar a notícia da existência deste incomum museu em Zagreb é… um ursinho José**!...
Caramba! Mais um raio duma coincidência… Uma das fotos mais utilizada pela imprensa mundial para ilustrar a notícia da existência deste incomum museu em Zagreb é… um ursinho José**!...
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* "Zagreb. Capital of a young and proud nation, Croatia. Zagreb, a city which has adopted a heart as its symbol.", in croatian.
** Private note. Not joke, but note.
quarta-feira, 28 de março de 2012
• Voluntariado
Tenho feito um interregno nos posts do âmbito da BTL 2012 - Feira Internacional de Turismo. Irei retomar esporadicamente essa temática, mas por agora é urgente reflectir sobre um sentido a dar à minha existência, um pouco errante.
Estou a encarar o Voluntariado como a via mais provável para encontrar esse sentido, um pouco perdido hoje em dia.
Julgo que para o mercado de trabalho e para esta nossa sociedade imbuída da caquética civilização ocidental já dei o que tinha a dar. Quero ir para um qualquer lugar remoto onde esta ainda não tenha feito grande mossa. E tornar-me útil lá com o que sei fazer melhor. E reaprender a viver.
Para além de ter aderido à iniciativa My Social Project, sendo esta a nível nacional, como já referi no post anterior, inscrevi-me entretanto no The United Nations Volunteers (UNV) programme. Onde me foi atribuido esta referência. UNV Roster Number: 542772.
Agora é mister mexer-me um pouco mais. Já contactei de forma autónoma os governos de Timor Leste e de São Tomé e Príncipe, através dos contactos exibidos nos respectivos websites.
Também o fiz com algumas ONG's. A lusitana EpDAH - Engenharia para o Desenvolvimento e Assistência Humanitária, cá da terra. E a tupiniquim de além-mar Engenheiros Sem Fronteiras Brasil.
Também o fiz com algumas ONG's. A lusitana EpDAH - Engenharia para o Desenvolvimento e Assistência Humanitária, cá da terra. E a tupiniquim de além-mar Engenheiros Sem Fronteiras Brasil.
E ainda, vede só… a Câmara Municipal do Corvo. Aquela minúscula ilha dos Açores. Aquela pequena comunidade de cerca de 400 almas, praticamente toda concentrada numa vila no canto sul da ilha, com o seu aeroporto de brinquedo. O lugar habitado do território nacional mais apartado desta desgraçada capital Lisboa.
quinta-feira, 22 de março de 2012
• I need a challenge in my life!
Eu preciso desesperadamente de ter um objectivo nos anos desta vida que me restarão ainda. Tenho 51 anos e estou recentemente desempregado. Num país sem futuro.
E para cúmulo, também fatidicamente só, após o fim de uma relação que durou cerca de nove anos, até ao dia seguinte em que completei o meu meio século de idade.
Numa conjuntura como esta, costuma-se adoptar nos filmes aquela famosa medida radical. Que é alistarmo-nos na Legião Estrangeira, reputada parte integrante do exército francês. Mas eu não. Não é a minha cara. Não quero ir para uma caserna. Já tive a minha conta desse tempo perdido. E já agora, também não vou entrar para um convento, tampoco.
Despertei para uma iniciativa há poucos dias atrás que se denomina My Social Project. Que visa fazer a promoção do voluntariado. Ao qual aderi. E aconselho quem me leia a seguir-me.
Entranhou-se-me esta esperança louca: seria uma enorme caridade que alguém ou alguma instituição me faria se me convidassem para um lugar onde eu me pudesse sentir útil a uma comunidade. Como Timor, São Tomé e Príncipe, Costa Rica, Uzbequistão, Filipinas, Equador, Arménia, Seychelles, Tibet, Antárctica, eu sei lá!...
A quem interessar possa, enviarei o meu curriculum vitae para se poder ajuizar das minhas valias a aportar a qualquer eventual projecto de voluntariado para o qual possa ser por milagre convidado.
Haverá por aí quem queira por bem aproveitar as minhas modestas competências e energias?... Eu estou aqui para dar uma resposta a todas as solicitações e desafios que me lancem.
quinta-feira, 15 de março de 2012
• BTL 2012 - Museu Natural da Electricidade
Mais um post sobre a BTL 2012 e de algo na região centro de Portugal. Desta vez algo singular: o Museu Natural da Electricidade. Curiosa, a designação "Natural", que não percebo bem o seu sentido, mas enfim…
Tenho formação superior em engenharia electrotécnica, no ramo da energia e sistemas de potência. Tive a desdita de terminar o meu curso universitário e livrar-me da sina de andar apenas a vender lâmpadas ou interruptores. O meu destino em boa hora levou-me a conhecer a maior parte do interior do nosso país, graças a deslocações a muitos e variados locais remotos. Onde havia uma qualquer pequena central hidroeléctrica à beira de um curso de água, mais escondido do mundo que sei lá o quê!...
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Uma turbina Pelton neste museu, com uma nova envoltura em vidro da roda motriz |
Particularmente aquelas centrais que nasceram à beira dos nossos riachozitos e que fizeram com a "luz" que produziam mover máquinas tecedeiras. Porque foi a indústria têxtil aquela que mais impulsionou a utilização desse recurso natural que é a energia potencial duma boa queda de água.
O turismo ligado à arqueologia industrial é algo que nunca será um fenómeno de massas. Mas que é importante fomentar. Uma vez reparei num folheto do organismo estatal do turismo polaco que fazia referência a existir no país de Chopin a central hidroeléctrica mais antiga do mundo, em actividade ainda.
E fiquei com inveja de não termos nada disso em Portugal, que fosse divulgado com aquele destaque e do meu conhecimento. Só me recordo da central de Santa Rita de Golães, que a câmara de Fafe renovou, para a esta serem organizadas visitas de estudo escolares pelos petizada do concelho com que ninguém fanfe.
E fiquei com inveja de não termos nada disso em Portugal, que fosse divulgado com aquele destaque e do meu conhecimento. Só me recordo da central de Santa Rita de Golães, que a câmara de Fafe renovou, para a esta serem organizadas visitas de estudo escolares pelos petizada do concelho com que ninguém fanfe.
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Logotipo do novíssimo Museu Natural da Electrcidade |
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A capela da Senhora do Desterro, uma das cinco existentes em São Romão, Seia |
Como passei boa parte do meu percurso profissional de engenharia nesta zona da Serra da Estrela e arrabaldes, não podia deixar de ficar encantado com tudo isto e falar aqui no meu blog. Feito! Ah, e já agora, em todas estas três pequenas centrais aqui referidas, o autor deste blog esteve lá, em tempos idos. Antes de nascer a minha filhota, em Julho de 1993.
terça-feira, 13 de março de 2012
• BTL 2012 - Pampilhosa da Serra
Talvez esteja com os meus recentes posts sobre a BTL 2012 a centrar-me demasiado - justamente - na região centro de Portugal… Mas que culpa tenho eu de ter sido esta região que me cativou mais?…
Posso gabar-me de conhecer tudo ou quase tudo, razoavelmente, do nosso Portugalito. Continente e ilhas incluídas. Das cidades só me lembro de ainda não ter pisado em… Pinhel. E se calhar nunca o farei. A não ser que a edilidade local, lendo este desabafo, me convide para lá pernoitar.
E depois deste preâmbulo, focando-nos no assunto deste post, a vila da Pampilhosa da Serra, tenho a dizer que… pensei um dia, há vinte anos atrás, que já lá tinha posto os penantes duas vezes: a primeira e a última, numa única data de calendário.
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Muro da barragem de Santa Luzia |
Mas a vila… há duas dezenas de anos era uma pasmaceira dos demónios. Ou assim me pareceu. É que lembro que me assaltou um súbito pensamento, nessa altura. Este: "Do que é que as pessoas vivem aqui neste marasmo tão grande?".
Tive uma primeira impressão errada, concerteza. Ou então as coisas mudaram bué. Porque agora até sonho em ir habitar neste concelho!
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Praia fluvial do Pessegueiro |
Depois há as actividades de lazer ao ar livre, promovidas por duas empresas, a Grau 5 e a Go-outdoor. Escalada, voo em balão de ar quente, descida de rápidos no Zêzere, BTT, tiro com arco, tennis, paintball, cursos de fotografia da natureza, etc…
Mas queria destacar sobretudo isto: canoagem nocturna, durante a lua cheia, no lago artificial da albufeira barragem de Santa Luzia! Remar no meio dum grupo de canoas e kayaks, enquanto nessa comunhão nos deslumbramos com um céu cheio de estrelas por cima das nossas cabeças!...
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Cartaz do evento de canoagem nocturna |
A malta não se deve aborrecer hoje em dia lá na Pampilhosa da Serra, pelos vistos! E depois de curtir a noite nos clubes e bares da vila, retornar a uma casinha de pedra numa aldeia de xisto para descansar bucolicamente… Se tudo o que a promoção turística desta vila vem prometendo se chegar a cumprir, aquilo deve ser um pequeno paraíso perdido, ainda muito no segredo dos deuses.
E por último, ainda há mais um pormenor, digno de nota: afim de atrair novos residentes à terra, nem que seja sazonalmente, aos fins de semana, a brochura que a Câmara distribuiu na BTL sugere-nos que esta poderá dar-nos uma mãozinha no projecto e na escolha dos materiais de construção de... novas moradias de veraneio, para quem quiser investir lá. Mas mantendo a traça das casas típicas de xisto destas serranias longínquas.
Assim combate-se de uma forma sagaz o proliferar dos autênticos atentados ao bom gosto arquitectónico que constituem tantas casas novas por este país espalhadas.
Assim combate-se de uma forma sagaz o proliferar dos autênticos atentados ao bom gosto arquitectónico que constituem tantas casas novas por este país espalhadas.
Do caraças!… Gostava muito de conhecer as individualidades que estão por trás disto tudo, lá na reinventada Pampilhosa da Serra.
domingo, 11 de março de 2012
• BTL 2012 - Penedono, ancestral terra
A Câmara Municipal de Penedono resolveu, em boa hora, colocar em exposição na BTL 2012 uma muito curiosa colecção de armas de guerra dos tempos medievais, que recriou com interessante rigor histórico e mantém na sua posse.
Segundo a informação no folheto desta câmara distribuído na dita Feira, esta colecção encontrar-se-á normalmente disponível para ser admirada nos arrabaldes do castelo da vila.
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castelo de Penedono |
Está pelo menos já previsto para o primeiro fim de semana de Julho um evento destes, para o público em geral, presumo.
Julgo que haverá abertura da autarquia para receber visitas de estudo de escolas ou outro tipo de grupos com estas actividades.
Sugiro consultarem o site da Câmara Municipal de Penedono, clicando aqui, de onde se transcreveu este seguinte excerto sobre a vila e a famosa colecção de armas de guerra medievais:
"A vila de Penedono, outrora Pena Dono, é sede de concelho
e fica a nordeste do distrito de Viseu. É umas das mais belas vilas
do país de onde sobressaem, entre o múltiplo e rico património
arquitectónico, o castelo e o centro histórico que mantêm
o original traço medieval.
e fica a nordeste do distrito de Viseu. É umas das mais belas vilas
do país de onde sobressaem, entre o múltiplo e rico património
arquitectónico, o castelo e o centro histórico que mantêm
o original traço medieval.
É neste contexto histórico/arquitectónico que reside a riqueza
destas terras e será este tipo de atractividade que, acreditam
os autarcas locais, convocará os futuros turistas a demandar
estes sítios e reviver a história de Portugal
no local autêntico e ao vivo.
destas terras e será este tipo de atractividade que, acreditam
os autarcas locais, convocará os futuros turistas a demandar
estes sítios e reviver a história de Portugal
no local autêntico e ao vivo.
As peças que a edilidade leva à BTL são únicas em Portugal
e, eventualmente, mesmo ao nível peninsular, esta colecção
pode ser considerada uma raridade."
e, eventualmente, mesmo ao nível peninsular, esta colecção
pode ser considerada uma raridade."
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A Catapulta, uma das várias armas desta colecção da Câmara Municipal |
Ainda por cima, é de louvar o trabalho árduo que foi feito de investigação histórica para a fiel recriação das armas, muito bem conseguida, segundo a crença minha. A vós de jurgardes também. E de partilhar essa opinião aqui neste blog. Façam-me o favor.
sexta-feira, 9 de março de 2012
• BTL 2012 - Restaurante Guarda Rios
Com este post, vou encetar hoje uma colectânea com alguns destaques da recente BTL 2012 - Feira Internacional de Turismo, certame organizado nesta nossa Lisboa. e que eu visito com a regularidade de um fanático por feiras de carácter profissional e devidamente encartado. Portanto, só vou com isto cumprir um dever de gratidão para com a sempre impecável organização da BTL, que há já largos anos me dão livre acesso a esta.
Os destaques que publicarei neste blog serão - como é natural ao autor deste, prenhe apenas de ideias bem peregrinas... - aquilo que atraiu mais o meu olhar e não necessariamente as iniciativas na área do turismo nacional (e também em países estrangeiros) de maior nomeada e já largamente conhecidas do público em geral.
Que é uma pequena maravilha, encaixada mesmo à beira de um bucólico riacho - não tenho a certeza mas será, porventura, a ribeira de Vide - perto da localidade da Barriosa e de um acidente geográfico, o Poço da Broca, na freguesia de Vide, concelho de Seia. Bem no centro de Portugal, longe de grandes centros urbanos. E perto da aldeia do Piodão. Numa palavra, perfeito.
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Um guarda-rios, com a sua característica plumagem predominantemente azul |
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Gadus Moruha à la Alcedo Atthis |
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
• As receitas "à la Giusepito": Sagu com gelado
Com este post, inicio aqui algumas ideias peregrinas numa temática específica. Agora estamos também na cozinha neste meretíssimo blog, com muito gosto.
Descobri há cerca de dois anos a esta parte uma iguariazita que assaz me desperta o pecado capital da gula.
Falo de umas bolinhas, brancas antes de cozinhadas e que ficam translúcidas depois, feitas à base de fécula de mandioca. Diz-se que são mesmo um subproduto da moagem deste tubérculo para a confecção da sua farinha. Portanto algo cujo aproveitamento culinário passa a ser até ecológico.
Julgava que esta delícia, o Sagu, seria originária do nordeste do Brasil, onde o consumo de aipim ou macaxeira deve ser mais alargado. Mas parece que é na zona austral, no Rio Grande do Sul, terra bendita, que tem fama de doce de sobremesa típico. E isto, concerteza, devido a uma razão essencial: é confeccionado normalmente com vinho.
Visualmente, esta doçura lembra as ovas de caviar. E para o ilustrar, vejamos aqui ao lado uma foto desse manjar, com as variantes cromáticas vermelho e negro, servido em forma de… hamburger duplo, veja-se só o sacrilégio!…
Pessoalmente, o seu gosto e a sua textura assimiladas pela nossa língua, digo as bolinhas e a sua calda em conjunto, recordam-me gelatina. E julgo que a substitui com larga vantagem no prazer do paladar.
Quando um dia tiver o meu rico restaurante - devo isso aos meus pares humanos deste mundo dos deuses, caramba!… não?... cuideis que era melhor estar mazé quietinho? - há-de aí ser incluída no cardápio uma sobremesa que será no aspecto físico basicamente algo similar ao que esta imagem ao lado mostra.
Com uma grande diferença: o Sagu de vinho - ou com aroma de frutos vermelhos adicionado, como por exemplo framboesa - será o recheio e a esfera em que este está contido constituída por um gelado de baunilha ou nata, bem alvo, como convém.
Para a forma do gelado, espero um dia conceber o adequado molde metálico, em aço inoxidável, recorrendo á ajuda de uma equipa de engenharia altamente qualificada.
Nome para esta receita?… Talvez "Olho de Boi". Estou aberto a sugestões ou convites para a confeccionar para cobaias que se cheguem à frente como voluntárias. Anyone out there?..
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
• Nação peregrina
Este nosso país está a tornar-se cada vez mais nos últimos tempos uma ideia peregrina…
Terá sentido existir enquanto nação independente? Se não tem novos filhos que a consigam governar, apenas gerir, e não totalmente sob o seu controlo mas antes muito à deriva… E os velhos já abdicaram ou não se sentem com forças.
Às vezes deambulando por aí, à toa, mirando tanta obra feita, e bem executada mas talvez sofrivelmente gerida, penso comigo: "como fomos capazes de edificar isto tudo?…". Temos que ter sido bons no passado recente. Então, para onde foi essa nossa valia, enquanto povo? Como a perdemos?
Por exemplo, veja-se o cenário urbano na foto acima. Há 15 anos nada existia ali, no Parque das Nações, em Lisboa, senão depósitos de sucatas... e vêm-nos zumbir aos ouvidos que há por aí uma crise... que, ou é impressão minha, ou também existirão outros que pensam, tal como eu, que nasceu de um dia para o outro?…
E já agora, outro feeling que não deve concerteza ser só meu: não é assustadoramente desolador ver tantas lojas de comércio dos mais variados bens, agora permanentemente em saldos ou liquidações totais? Agora até de artigos de luxo e de marcas topo de gama…
Porque não conseguimos vislumbrar senão um futuro negro? Será que ainda valemos a pena? Ou é mesmo melhor zarparmos todos, como nos apontam, ainda timidamente, os que não têm toda a arte e o engenho de nos governar que esta nação carece?
Soa a pessimismo, isto que resmungo aqui, entre dentes? Não, é bem pior. É capitulação. Estou a tornar-me naquilo que não queria nunca ser: um velho do Restelo.
Ó meus deuses, dai-me ânimo, urgentemente, por favor, que esta realidade está a ferir-me tanto!…
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Para ouvir a banda sonora original (OST) deste post, clicar aqui.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
• The book of sushi
Mão amiga invisível fez com que chegasse à minha posse em boa hora este livrinho, cuja capa está ilustrada na imagem ao lado, durante a última época festiva, do ano que findou.
E eu, naturalmente, fiquei embevecido um pouco mais com o que o peculiar génio culinário nipónico consegue fazer com ingredientes tão simples, como peixe cru e um arroz numa espécie de amálgama. E a priori até nem me seria apelativa uma tal massa rizícola.
Chega a parecer um enormíssimo crime de lesa-majestade comer, quiçá devorar, com indisfarçável prazer algo que roça a pura arte. Como o prato, de uma estética irrepreensível, que poderiam pôr-nos à nossa frente, em forma de uma miniatura duma ponte de jardim japonês.
Um verdadeiro altar, mostrado numa das páginas duplas deste livro, aqui do lado esquerdo.
Um verdadeiro altar, mostrado numa das páginas duplas deste livro, aqui do lado esquerdo.
Ultimamente, tenho feito online umas descobertas um pouco surpreendentes mas bem aprazíveis.
Pesquisando sobre esta iguaria e outra área de interesse gastronómico em que tenho a minha curiosidade a ser desenvolvida, o vinho, vejo com agrado que a enologia do sol nascente resolveu criar um vinho branco que fosse particularmente adequado à degustação de sushi e de sashimi.
Pesquisando sobre esta iguaria e outra área de interesse gastronómico em que tenho a minha curiosidade a ser desenvolvida, o vinho, vejo com agrado que a enologia do sol nascente resolveu criar um vinho branco que fosse particularmente adequado à degustação de sushi e de sashimi.
Inda não tive oportunidade para provar esta "pomada", denominada justamente sushi wine, da marca Oroya. Mas como sou um nipófilo inveterado e levo uma fé inquebrantável em tudo o que é criatividade daquele arquipélago, creio que deve ser um néctar que concerteza não decepcionará.
Mas se alguns acharem a minha crença talvez duvidosa, por nunca terem sequer ouvido que no Japão também se produz vinho, aqui fica esta info: a renomada casa vinícola catalã Freixenet colocou este singular vinho no seu catálogo de representações, atribuindo assim um selo de confiança a este.
Mas se alguns acharem a minha crença talvez duvidosa, por nunca terem sequer ouvido que no Japão também se produz vinho, aqui fica esta info: a renomada casa vinícola catalã Freixenet colocou este singular vinho no seu catálogo de representações, atribuindo assim um selo de confiança a este.
Voltando ao sushi alone em si, parece que temos na zona da grande Lisboa um excelente lugar para nos empaturrarmos: o Gaijin Sushi Bar, na bela localidade da avenida marginal que é Paço d'Arcos. Vide o seu magnífico site ou a sua página no feicebuque, com um acervo fotográfico da ementa que é de esbugalhar os nossos olhos.
Já agora, este nome Gaijin é também delicioso. Para quem não souber, é o substantivo com que os japoneses designam os outros, os estrangeiros, sobretudo os caucasianos. Por vezes, quase sempre, de modo depreciativo e altivo.
Mas como se a revelação deste livro, deste vinho e deste sushi bar já não fosse esmagador para o apetite de um gajo como eu, eis que descubro algo ainda mais para além disto tudo: uma coisa chamada Luciano Show, um auto-rotulado restaurante italiano & bar, em Tokyo, a gigante capital do Japão.
Que verão que não é apenas um italiano vulgar de Lineu, mas antes um restaurante de cozinha de fusão asiática e europeia, isto para ser muito simplista e não ir mais longe. Quem quiser ser mais rigoroso, que analise as imagens álbum "Food" na página do facebook desta instituição, que não sei se será já afamada na sua cidade ou mesmo globalmente na élite dos gourmets internacionais. Aqui fica também o site do Luciano Show, algo confuso.
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