segunda-feira, 27 de julho de 2020

• Places to go before I die - IX

A Entidade Oficial coordenadora do Turismo no Uzbequistão paga três mil dólares (USD 3,000) a quem viajar para aquele país e ficar infectado com o Covid-19. Isto, claro, para garantir ao resto do mundo que é seguro ir até lá.

Desde os tempos em que eu era um teenager bem verdinho sempre tive um certo fascínio pelos vários países da região da Ásia central que fizeram parte - durante várias décadas do século XX - da ex-URSS (a vetusta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e cujos nomes terminam todos, todos em ~istão

Curiosamente ou talvez não, é mesmo assim e não sei porquê. Quem souber que me elucide, fáxavôr.

Já escrevi antes algo aqui nesta mesma rubrica deste blog sobre a dita "Cidade das Estrelas" no Casaquistão

E também sobre essa muito injustamente ignorada nação, o Turquemenistão.

Hoje calha a vez, finalmente, a esse destino turístico que tem subido em flecha no mundo do turismo* altamente globalizado dos nossos dias, o Uzbequistão. Mas há ainda mais países com o sufixo  ~istão.
.
Por acaso, até já fiz uma alusão a este país neste post, aqui. Com uma foto do Museu do Vinho de Samarkand, uma das suas cidades mais emblemáticas da antiga Rota da Seda

Há pelo menos três cidades uzbeques de interesse turístico, para além desta belíssima Samarkand. Desde logo Tashkent, a capital, mas também Bukhara.

Quem puder que consulte a interessante Visit Uzbekistan Magazine, da qual vemos um exemplo de uma das suas capas aqui ao lado.

A oportunidade com que o governo deste país nos tenta a todos para lá nos deslocarmos parece a não perder… Excepto na parte de termos de apanhar o “bicho”, se quisermos ter a viagem a ficar quiçá de borla.

Digo quiçá porque, como soe dizer-se, não há almoços grátis!...

Há condições a cumprir, para além de contrair o novo Coronavírus!… Entre as quais está a obrigatoriedade dos turistas terem que viajar com um guia turístico local certificado, caso pretendam reclamar a tal compensação de três mil dólares.

E além disso, os visitantes da União Europeia, mais aqueles "bifes" do país do Brexit, serão obrigados a cumprir um período de 14 dias de auto-isolamento à chegada. Vulgo a maldita “quarentena”… Toma!…

Mas bem, espero que tenham passado a partilhar do meu fascínio por este destino exótico, caros leitores. Mas não caiam na parvoíce de alguns que querem mesmo ficar infectados par pôr as mãos no guito e garantirem imunidade ao mesmo tempo.

Pode não ser um bom negócio… 
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* É só o quarto mercado turístico com o crescimento mais rápido do mundo, segundo dizem…

quarta-feira, 8 de julho de 2020

• Garage sale

Estou a vender a prata (fosca) da casa. Comecei com o meu primeiro portátil, que já tem 30 (trinta!) anos. Já mais não serve do que para peça de museu. E agora vou-me desfazer também das minhas duas bicicletas. Vide detalhes, clicando aqui.

Pena eu não ser um blogger famoso… Ainda. Talvez estes objectos tivessem valores astronómicos, só porque foram - ainda são - meus.

Estou a aprender a praticar o desapego. A seguir pode ser que os meus livros e revistas, que possuo aos montões, se vão também.

Como escreveu Fernando Pessoa, esse grande tratante dos múltiplos heterônimos, “E o mais que isto é Jesus Cristo, que não entendia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca.”.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

• As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial - I

Hoje, na senda da nova rubrica* deste blog inaugurada com este post, vamos ver aqui algumas páginas de revistas de bebidas alcoólicas. Sobretudo páginas de anúncios com layouts plenamente conseguidos e atraentes. Mas não só.

A começar com o anúncio de página dupla ilustrado acima, da revista Food & Wine, de Setembro de 2015, cuja capa está aqui ao nosso lado esquerdo.

Numa revista sobretudo dedicada a divulgação de vinhos, vemos uma publicidade a uma marca de… cerveja. Vejam só!…

Em baixo alguns bons exemplos de vistosas páginas simples, mas não necessariamente de anúncios de bebidas apenas, e sim, antes de produtos alimentares, também.




Mais abaixo ainda, um anúncio de página dupla, desta feita finalmente a uma marca de vinhos.



E agora uma outra revista, esta de cerveja.

Trata-se da revista Beer Magazine, de Abril/Maio de 2010.

E aqui mais um facto inusitado: alguém inventou uma cerveja para os nossos melhores amigos de quatro patas.

É verdade... Os nossos cantos agora já nos podem acompanhar na degustação duma jola.



Mais uma vez acima temos a capa desta peculiar revista e algumas páginas interiores.

E em baixo uma página dupla.



Para finalizar, só mais uma página interessante, um anúncio dum vinho, numa revista que é mais sobre gourmet food, desse lindo país que é a Nova Zelândia, tal como a origem desta "pomada".


Aqui acima a capa da revista Taste New Zealand, de Julho/Agosto de 2016 e o tal anúncio, simplesmente belíssimo!...
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* É de esperar uma grande profusão de novos posts subordinados a esta rubrica, pois material para publicar é que não nos falta…

quarta-feira, 10 de junho de 2020

• O novo normal

Andam p’rái a falar até à exaustão do “novo normal”… Que temos todos que adoptar novos hábitos, comportamentos, atitudes, estratégias, formas de viver, de trabalhar…

Quanto ao mundo do trabalho… Montes de empresas foram dum dia para o outro empurradas ou forçadas a pôr muito do seu staff em teletrabalho durante esta crise pandémica, que ainda vigora. E sem grandes chances de protestar. Foi terem de se adaptar ou terem de parar. Não houve grande hipótese de escolha.

Esta espécie de experiência - metida a martelo - de engenharia social creio que, apesar de tudo, de toda a improvisação que implicou, provou que o teletrabalho é uma opção válida e com largas vantagens para muitos cargos e funções dentro de empresas. E no entanto…

Receio que quando tudo isto acabar o novo normal nas empresas não venha a ser nada novo. No mundo corporativo os CEO’s são muito resistentes às mudanças. Só cambiam de opinião quando isso lhes é imposto pelas conjunturas.

E é uma pena. Porque esta experiência correu bem. E devia deixar lições a tirar e a implementar.

Vai-se perder - estupidamente - uma oportunidade histórica e talvez irrepetível de dar um importante salto civilizacional.

A economia, o ambiente, o bem estar social e a felicidade nacional bruta* iriam ter tanto a ganhar...
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* Nos anos sessenta e setenta do século passado, era de grandes utopias, li um dia um slogan que rezava assim: não ao produto nacional bruto, sim ao felicidade nacional bruta. E que aqui quis reviver.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

• As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial - intro

Hoje vamos inaugurar neste blog uma nova rubrica, intitulada “As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial”. Título este que me foi influenciado por uma rubrica similar que em tempos a revista PHOTO francesa tinha regularmente.

Na internet todos nós temos acesso a ler revistas online, réplicas exactas das mesmas edições em papel, e bastas vezes antes desta aparecerem nas bancas. E por esse facto, vou partilhar aqui com os meus caros leitores - que espero bem que venham a aumentar em números que se vejam, depois deste improvement... - exemplos de capas e páginas de revistas para as quais quero chamar a atenção dos demais mortais por causa dum raro valor estético que eu lhes atribuo.

Vamos passar a visualizar e a disfrutar nesta rubrica páginas cujo layout ou design gráfico será a meu ver digno de realce. E porque neste blog ficarão a ser recordadas para sempre, assim um pouco menos efémeras serão estas manifestações de criatividade.

Se isto não é serviço público de interesse para a comunidade, não sei o que será... E se com esta iniciativa as vendas de algumas revistas aqui divulgadas aumentar, tanto melhor. Não precisam de me agradecer. Agora, se me quiserem subsidiar... Não direi não.

Poderão ser vistas nesta rubrica capas, páginas interiores de artigos e páginas de anúncios de imprensa, simples ou duplas. e o mais que se me aprouver.

(E para aqueles/as que não o saibam ainda - shame on you!... -, se clicarem nas imagens vão poder vizualizá-las em tamanho MAIOR. Claro. Dah!...)

Debutamos com uma revista irónica, a Vogue. Mas não na sua edição norte-americana, ingles ou francesa. Não. Vamos ver páginas de beleza mais inusitada. Oriundas da Vogue India. Com fortos lindíssimas, que só poderiam ser vistas aqui, numa publicação hindu.

Aqui vai então algo extraído da revista saída em Março de 2020…


 

E também algumas páginas da mesma Vogue India, só que de Abril de 2013. Bem mais antiga, mas com várias e variadas surpresas que não seriam possíveis de ver noutras Vogue de outros países.






E para a primeira vez desta rúbrica, é tudo...

quarta-feira, 3 de junho de 2020

• Uma pedra mais para o meu castelo - X

Assim fica fácil o trabalho do arquitecto ou do decorador de interiores. Ou talvez não*…

E digo talvez não porque encontrar essa pedra mais - e pelo visto, a mais importante… - para o meu castelo pode ser tarefa árdua. Ou então por outro lado, muito dependente das célebres conspirações do universo correrem mesmo certo e p'ra valer.
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Nota: reparo com alguma relativa surpresa que já vai fazendo largos anos - desde o longínquo mês de Julho de 2014 - que o autor deste blog não tinha adicionado aqui qualquer novo post com este rótulo (ou label, em inglês)...

* Se acaso alguém um dia reparar que esta expressão "ou talvez não" é amiúde e sobejamente repetida neste blog e não perceber muito bem porquê... Farei então notar que se repare também com a mesma perspicácia no título deste dito bloguezinho.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

• Apple Mac Portable

Eu sempre tive computadores da marca da maçã

Hoje em dia escrevo posts nos meus blogs usando um laptop que já não é da última geração mas que ainda dá pró gasto. Um magnífico MacBook Pro com quase 9 anos. Por isso ainda não é daqueles que já possui um écran Retina.

Relembrando, não sou o dono dum portátil Apple da última geração. Mas tive (ainda tenho) the very first computador portátil que a gente da Apple concebeu. O Mac Portable.

Consensualmente, este moderno ábaco foi um fiasco. Um tijolo pesadíssimo, uns valentes 5 Kg. E a Apple não demorou a lançar um sucessor bem mais levezinho, o primeiro dos PowerBook, passados poucos meses.

Eu poderia ter ficado decepcionado e até ludibriado por ter adquirido um Mac Portable que era à altura quase como um protótipo. Mas não. Curti bastante usar esse que foi o meu primeiro Macintosh durante vários anos. 5 anos, talvez, não lembro bem agora…

Este Mac Portable, hoje considerado um vintage computer, apesar do relativo menor sucesso que teve fica nas lendas da história encetada por Charles Babbage como:
  • O computador donde foi enviada a primeira mensagem de email duma estação espacial em órbita para a Terra.
  • O portátil que ainda hoje detém o record da maior autonomia, 12 horas, porque…
  • A sua bateria tinha uma tal capacidade que se diz que poderia servir para alimentar o motor de arranque dum automóvel de baixa gama tipo Fiat Uno, com um motor de 1.000 c.c..
  • Por baixo da motherboard ficaram gravadas no plástico que é como que a carroceria deste computador as assinaturas de todos os técnicos envolvidos no projecto de desenvolvimento deste máquina, incluíndo a de Steve Wozniak e de Steve Jobs. Não foi a primeira vez que tal aconteceu mas talvez tenha sido a última. Depois foi só Jobs a assinar.

Infelizmente, por desleixo meu, o meu Mac Portable já não está operacional faz mais de 25 anos. Nevertheless, como disse antes, é um vintage computer. Terá um valor intrínseco devido a ser um marco histórico.

Eu quero ver se vendo o meu Mac Portable. A quem possa valorizá-lo mais do que eu. A quem queira criar um museu Apple. E porque esta crise pandémica do maldito Covid-19 - que apesar de tudo vai deixar algumas lições e não poucas a quem lhe sobreviver - está a dar cabo da minha saúde financeira.

Só que há uma chatice… A porra do eBay é duma complexidade que eu não domino, confesso.

Pode ser que eu tenha a sorte incrível que haja alguma alma que leia estas linhas e que se interesse por esta relíquia na minha posse. E já agora, tenho mais items para venda. 

Que raio de ideia peregrina que eu tive quando comprei este brinquedo!… Como tantas outras que eu nem aqui conto…

quarta-feira, 20 de maio de 2020

• In my humble opinion…

Well, to be perfectly honest, in my humble opinion, of course without offending anyone who thinks differently from my point of view, but also by looking into this matter in a different perspective and without being condemning of one's view's and by trying to make it objectified, and by considering each and every one's valid opinion, I honestly believe that I completely forgot what I was going to say.

A quem terá conseguido ler o texto* acima com toda a sua exigida paciência, parabéns pela persistência. Mas é isto, as coisas são o que são e a opinião expressa anglo-saxonicamente vale o que vale…

Efeitos da pandemia de covid-19 nas nossas debilitadas sanidades mentais?… Talvez. Mas isto é também um exemplo que ilustra na perfeição a aplicação na prática duma máxima pela qual me orientei desde sempre nesta vida. Que reza assim:

Há duas regras na vida pelas quais nos devemos sempre reger:
Regra #1: Nunca digas tudo o que sabes.
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* Textinho esse que não é de todo da minha autoria, tenho que confessar. Encontrei-o algures no ciberespaço.

Nota: Se alguém se perguntar sobre qual o conteúdo da regra #2, sugiro de novo a leitura da regra #1. Afinal, e como se costuma dizer, qual foi a parte dessa regra que não terão entendido?…

quarta-feira, 13 de maio de 2020

• Como será doravante?…

Como será doravante?… Continuaremos a viajar como se não houvesse amanhã, como até agora vinhamos fazendo todos ao redor deste mundo dos deuses?… Ou iremos conseguir restringir a nossa inata vontade de embalar a trouxa e zarpar?…

Esta crise pandémica do Covid-19 mostrou-nos que afinal podemos prescindir de muita coisa. Que não precisamos tanto assim de fazer tanta refeição fora em restaurantes, por exemplo. Que não é necessário ir tantas vezes a shoppings, também. Que passamos bem sem ir a cinemas, teatros, festivais de verão, eventos desportivos, museus e monumentos, animação cultural em geral, etc..

Precisaremos então de viajar para conhecer países estrangeiros para quê?… Não teremos nos nossos países ou regiões tanta coisa que ainda não conhecemos?…

No próximo dia 18 de Maio os aeroportos portugueses vão recomeçar a reanimar-se. Não com tantos voos como antes. Apenas alguns para destinos mais requisitados e de viagens de negócios, sobretudo.

No entanto, embora Lisboa venha a receber visitantes/turistas em breve, será que estes virão em grande número, como dantes? 

Altamente duvidoso que tal aconteça. O medo de viajar vai tolher as massas de se deslocarem. E se as obrigações de quarentenas de quinze dias para quem chega a qualquer destino, não importa onde, se mantiverem, viajar torna-se algo impraticável para quem só tem uma ou duas semanitas de férias.

E em cima de tudo isto, as pessoas no mundo inteiro estão descapitalizadas. Ficaram sem guito para viajar.

Talvez nem mesmo no próximo ano de 2021 tudo volte ao que era antes.

Quando vier a próxima pandemia não quero ser apanhado desprevenido como o fui agora. Não posso depender apenas do turismo ou de outra actividade “dispensável”. Tenho que me dedicar à agricultura. Por exemplo.