terça-feira, 27 de maio de 2014

• I am beautiful

Portugal, segunda década do século XXI quase a meio. Milhões de pessoas capazes desocupadas. Uma crise económica - e depois também social - reinante que destruiu uma pujança de crescimento. Que remete muitos de nós, entre os quais me incluo, à condição de rotulados como “desencorajados”.

Andámos todos estupidamente felizes até há uns tempos atrás. Sem nos darmos conta que o éramos. Uns a fazer aquilo que gostavam de verdade. A construir, a criar coisas. E outros a tentar apenas ganhar dinheiro. Sem criar nada de bom ou útil. E como se não houvesse amanhã. Bastards!...

O segundo grupo de pessoas, as gananciosas, como era de esperar, fez merda… E lixaram a vida aos outros todos. Porque agora todos temos de limpar a porcaria que só alguns provocaram. E enquanto estivermos nessa limpeza não podemos ocuparmo-nos de mais nada. A brincadeira da criatividade teve de ceder os seus recursos humanos e sobretudo financeiros para esta tarefa que nos dizem ser urgente.

Quando é que nós, os outros que não pensam só em dinheiro, vamos poder divertir-nos de novo a criar?… Não se sabe. E desconfia-se que vai levar muito tempo até sermos felizes de novo.

Entretanto, enquanto isto não passa e a razão não reinar de novo sobre a paixão dos estéreis cálculos económicos, eu cá me vou entretendo como posso. Estou a dedicar-me, de momento, entre outras coisas, à indústria do entretenimento, justamente.

Até agora, decorridos quase 3 meses disto, já posso exibir três peles amarradas à minha cintura. Três telenovelas de um canal televisivo que eu mal vejo, a TVI, em que já tive uma pequeníssima participação como figurante. E são estas, por ordem cronológica de participação em sessões de filmagens, as seguintes: “O Beijo do Escorpião” *, “Mulheres” ** e “Belmonte”.

Tenho encarado fazer estes papéis de figurante como um hobby. Mas aparece-me investir mais nisto. Quero ser modelo fotográfico senior. Em anúncios publicitários. Por exemplo. Como o fazia o bacano do Bill Murray, no filme "Lost in Translation".


A avaliar pelos que me rodeiam nestas andanças, tenho ainda uma boa pinta, como kota. E uma atitude perante a vida um tudo nada menos derrotista do que os demais. 

Logo, devo ter um físico e um mental que serão de valor, como se costuma hoje em dia dizer por aí.

A quem me lê e que goste de fotografia, quero lançar o desafio de fazermos um portfolio aqui a moí. E que seja de arrasar. Vá, isto vai ser uma win-win situation, boys and girls!… 
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* Como já referi há algum tempo num outro blog, neste post, aqui.

** A telenovela “Mulheres” vai estrear em breve nas pantalhas dos nossos lares. A 1 de Junho, dizem as últimas previsões.

terça-feira, 29 de abril de 2014

• The Color Run

O autor deste blog foi á sua primeira The Color Run. Em Coimbra, no passado sábado. 

Não como participante ou corredor, não. Mas antes como voluntário ao serviço da organização deste evento. Co a responsabilidade de fazer a cobertura fotográfica deste curioso happening, cujo mote é:

“Os 5 km mais felizes do planeta.”

E isto não é publicidade enganosa, não senhor! De facto, só houve uma outra manifestação de alegria colectiva a que tivesse assistido na minha vida que me pareceu suplantar esta, de que fui testemunha no dia 26 de Abril de 2014. A outra também foi numa data posterior a um 25 de Abril…

Uma ideia se me enraizou: o ser humano adora uma boa oportunidade para se sujar. Para sair da sua vidinha cinzenta. Para desbundar. Para ser feliz, sem pensar em mais nada senão em ser mesmo feliz. Estupidamente feliz.

Com todos os elementos na mole humana a sentir que estão incluídos nessa comunhão de incontida felicidade. Mesmo aqueles que na "normalidade" - ou na loucura - do dia-a-dia a nossa sociedade põe um pouco "à margem".

Publiquei no meu perfil do facebook um álbum de fotos, resultado do meu olhar sobre a The Color Run Sport Zone Coimbra. Fotos que seleccionei, de entre mais de 80 fotos realizadas por mim e por uma amiga, Maria João Pinto - uma blogger também - que me acompanhou nesta aventura. Algumas das quais estão aqui a ilustrar este presente post.

Nestas fotos não captámos tanto aqueles momentos mais usualmente retratados nestes eventos, as The Color Run. Que são as color blasts ou explosões de cor criando nuvens quais arco-íris.

Retratámos antes as pessoas. Os rostos. Os sorrisos. A alegria. A felicidade estampada numa multidão de cerca de 15.000 pessoas em êxtase. E em cada uma delas em particular, como amostras retiradas ao acaso no meio da animadíssima turbe.

Agora na próxima The Color Run que se realizar perto da minha área de residência, acho que vou ter de participar desta vez como corredor. E vai ser já a 17 de Maio, entre a praia de Carcavelos e São Pedro do Estoril. Venham daí, caros leitores! Formemos uma equipa! Vamos ficar todos de todas as cores!

The Color Run, um conceito que nasceu, decerto, como uma ideia peregrina. Mas que se tornou num sucesso aqui em Portugal, o primeiro país da Europa a acolher estes singulares eventos.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

• Vinum et Caseus*

Ok! Let's imagine a wine & cheese bar or restaurant, something already relatively common, particularly in emerging countries on the wine world. I’m talking here of wine production or consumers on the more fast growing or traditionally demanding markets.

That will be not quite what this idea of today deals about. Let's think of a broader concept. Let's add to this initial base of a place to taste these two delicacies, wine and cheese - and not exclusively - also a kind of gourmet grocery store, in the reception and entrance hall for the remaining restaurant space. Just for getting mouths quickly watering with the perspective of what will follow...

After traversing this area, there will be another, with an informal and relaxed atmosphere, where we can then pass to the food and beverage tasting. Whose curiosity about the products has been wisely awakened and driven in the previous space.

This second area may not be very different from a typical wine bar or restaurant. Not being particularly devoted to a so called normal meals service, although it will be possible to study the inclusion of this functionality.

Now let’s think of a third area, the most innovative of all. That we will pompously designate as a "Gastronomic Spa".

This space will allow the enjoyment of the tranquility of a garden - covered in the colder times of the year - which will resemble that of an ancient Roman villa and manor. Equipped with small pools, jacuzzis, water games, massage areas, lawns sprinkled with puffs, arcaded galleries with chaises longues, in the ancient Rome style. And even more one can later think of to boost a fully relaxing experience.

In a line, we’re talking of a space where a man - and the entourage accompanying him - can feel like being a rich tribune of the Roman senate, with all the perks that one wishes to be pampered a day in our lifetime.

A haven where one allows his innermost and intimate dreams free to fly. And wake up to what hasn’t been dreamed yet.

This can be something that goes far beyond an ordinary catering service. It can be a beacon for the future trends of the restaurant business and high quality and innovative tourism.

It is not intended here to organize events like Roman orgies. As advertised on this poster here. Or even bacchanalias, like the event in this announcement here. But there must be something that will appeal to our hedonistic spirit constantly, as this famous international resort chain, whose website can be seen clicking here.

Activity programs will be very carefully studied to occupy an entire day at this particular spa. Not just a few hours but an entire day, living it like a great tzar would do it.

As for the core business, ie, products to buy and/or consume in this new and inspiring touristic concept, our wines and cheese... attempts will be made to present our king, the client, with product samples of everything that is done in any corner of the world. Since we live in a highly globalized market. And increasingly growing, still.

We will not fall into a patriotic temptation to give particular emphasis to domestic products. Even because this will prove to be unnecessary, perhaps. Portuguese wines and cheese will show up to be not at all diminished in comparison with the same products from the rest of the world. Quite the opposite, in fact, we’re sure about this.

We will not highlight as well the more exclusive and expensive wines and cheese. This gastronomic spa is not intended to captivate those who are the greatest experts in these products. Those who can say, just by smelling a simple cork removed from a wine bottle, from what vineyards and what year is the nectar they are tasting.

We intend to release even a certain snobbery from the ambiance of this spa. It has to be a place where any neophyte won’t feel uncomfortable, by all means.

We mainly want this to be a place where one can experience new stuff. Curiosities. Products from the more unusual or unexpected sources. That we will search for, in a continuous, non-stop manner.

That is, realizing a little more, wines widely less known due to their origins. Such as Japan, Brazil, China, Moldova, India, the Middle East, Uzbekistan, Canada, Crimea and the Caucasus region, where it is agreed that the vineyard planting for wine production was born. Or lesser known beverage varieties. Like Eiswein (ice wine) or the most recent sushi wine.

Or the more unusual cheese. As Juustoleipa, also known as the finnish bread cheese, made mostly ​​from reindeer milk. Which people will find, with some surprise, particularly suited to be grilled, because it does not melt. It just gets caramelized with heat. And it's to be devoured as a dessert, along with jam and sweets.

And there’s no way for us to be limited to wines and cheese. There’s a whole range of other beverages, alcoholic or not, which may be welcome in this spa concept. Like for instance beer, cider, mead and other spirits, plain grape juice, sodas and rare mineral waters. And bread, which takes so many forms and flavors in this world. And fine charcuterie. Seafood. Sushi. And etc. .

And not forgetting, of course, the dessert chapter. Like chocolate, a product par excellence to match dessert wines. And some lesser known delights made with wine. As Sagu, from Rio Grande do Sul, Brazil. Or Port wine ice cream. Or the locally so called convent pâtisserie. And etc., once more.

This is, in a short abstract, one of my favorite business ideas, came from my alleged prolific imagination.
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* Wine and cheese, in latin.

Author's note: this is a remake of another post in this blog, formerly written in portuguese. I decided to re-write it in english in order to a wider public audience be able to read this concept. Some people out there in the big whole world may find this a perfectly astounding business idea, I hope. Seriously.

segunda-feira, 31 de março de 2014

• Lo que de verdad importa

Pequeno preâmbulo: Nicholas Fortsmann foi um multimillonário americano que adoeceu de cancro, quando estava no auge de uma carreira plena de sucessos no mundo dos negócios. Esta enfermidade fatal fê-lo então abrandar essa sua carreira profissional fulgurante. E obrigou-o a reflectir sobre o sentido da vida.

Nicholas Fortsmann resolveu escrever as suas reflexões finais sobre os valores que realmente importam na vida como um legado para os seus filhos. Para que sobretudo e atempadamente não gastassem as suas existências atrás do supérfluo, como o pai. E intitulou esse livro como "What really matters".

Esta sua obra inspirou a criação de uma fundação na nossa vizinha Espanha, a “Fundación Lo Que De Verdad Importa”. 

Assisti recentemente a um congresso desta fundação na minha Lisboa. Que se realizou na Praça de Touros do Campo Pequeno, no dia 14 de Março. Onde se procurou divulgar os valores universais que esta organização sem fins lucrativos tem como objetivo fazer a sua promoção.

Valores esses como a superação, o esforço, o optimismo e a generosidade, que são a base de todas as atividades que se desenvolvem na Fundación Lo Que De Verdad Importa. Fim de preâmbulo.

Estive ontem, domingo 30 de março, nesse fim do mundo que é o Piodão. tal como anunciei no post anterior a este.

Decorreu bem, este encontro da nobel “Confraria das Aldeias e Aldeões de Portugal”. Fui até lá para experimentar uma viagem no tempo e voltar a percorrer caminhos naquela magnífica Serra do Açor, duma beleza natural esmagadora. Que não calcorreava há mais de 20 anos!…

As saudades que tinha daquelas paragens levaram-me a sonhar numa hipótese - remota, a priori - de escolher algum casebre por lá para viver os últimos anos desta minha actual vida.

Mas não… Reflectindo bem, é para esquecer a ideia de eu viver como um eremita lá no Piodão. É uma orografia demasiado agreste para quando já bem velhinho não se puder com as nossas pernas. Não vou erguer lá o meu castelo. Mas ainda vou fazer nascer um belo dia ali um Boot Camp, ás tantas...

É que pus-me ontem lá a matutar… Que melhores lugares no mundo inteiro serão mais adequados do que o Piodão para nos ensinar o que na verdade importa?

Imaginei despejar ali de pára-quedas (não no sentido literal do termo) pessoas que desejassem fazer um estágio de desenvolvimento pessoal. Gente que, tal como Nicholas Fortsmann, parasse para pensar. E não por razões tão forçosas quanto as dele. Mas mais a tempo de recomeçar uma nova existência feliz.

Gente que iria aprender naquele rude lugar a ser auto-suficiente. A ter de ir buscar a água que necessita para a sua sede e higiene ao rio, no fundo do vale. A fazer o seu pão. E depois o seu queijo. A armazenar a lenha indispensável para o seu conforto, proporcionado por uma lareira acesa. E depois tudo o resto, numa aprendizado muito gradual e estudado ao mínimo detalhe.

Porque estes estágios seriam totalmente supervisionados por um personal trainer, formado em psicologia e técnicas de sobrevivência. Individuais ou em grupos de um número reduzido de participantes. Para um público-alvo de élite. Para gente endinheirada. Porque isto que se trata aqui é para ser um produto turístico de luxo topo de gama.

A minha mente fervilha já com pormenores destes ditos estágios, concebidos com requintes de malvadez!… Mas não de uma malvadez maléfica, não. Antes de um apurado e exigente rigor científico.

Ao deambular domingueiramente pelo meio daquelas casas de xisto todas, debaixo de uma chuvinha de molha-parvos, veio-me esta ideia peregrina. No exacto instante em que estaquei embevecido com a visão de uma casa de três andares, abandonada e inacabada. Mesmo ideal para este projecto de louco alucinado.

E a coisa não se limitaria a apenas a aldeia do Piodão. 
As actividades a empreender seriam estendidas a toda a Serra do Açor e arredores. A recantos paradisíacos, como por exemplo, um que foi uma descoberta absoluta para mim ontem: Foz de ÉguaA este último lugar tenho, impereterívelmente, de regressar lá no pino do calor do próximo estio para me banhar principescamente numas águas correntes cristalinas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

• Ideias para os tempos do bendito lazer

Este tempos que vivemos hoje são dias de chumbo. De uma estúpida e inútil austeridade. Ministrada por um bando de loucos. Tempos em que muitos de nós estão a ser empurrados para uma pobreza súbita.

Eu sou mais um dos infelizes desocupados deste país. Dum país que há muito deixou de conseguir gerar empregos e oportunidades para uma enorme quantidade de gente que muitos acharão minoritária. Mas cujo número cresce. Arrepiantemente.

Curiosamente, a indústria do lazer, o turismo, é uma das áreas da nossa economia que ainda vai conseguindo navegar à vista de costa e até florescer um pouco. Não á custa do mercado nacional, que tem cada vez menos poder de compra, mas dos clientes internacionais. 

Isto é tal como o que se passa no mercado imobiliário, por exemplo. Se não fossem chineses, russos e angolanos a comprar casas, não sei como se escoariam tantos imóveis de luxo entretanto disponíveis no nosso Portugalito…

Mas adiante… O que eu queria falar era sobre o turismo português. O estado actual desta actividade económica na Lusitânia. Que é todos os anos reflectido num evento a que sou assíduo como profissional freelancer, a BTL, Bolsa de Turismo de Lisboa.

A edição deste ano já lá vai. A feira acabou há cerca de uns 10 dias. Durante este interim estive a matutar sobre o que seria pertinente eu botar faladura sobre o prestigiado evento.

E não me sai nada, por enquanto.

E até nem é por falta de assunto. Há de facto iniciativas novas que mereceriam ser referidas neste blog, como em anos anteriores se fez. Por serem inovadoras. Por serem pouco divulgadas. Não que a divulgação que este blog lhes possa dar seja assim uma mais-valia por aí além, mas…

Numa linha, só consigo hoje falar sobre algo a que aderi e que nem sequer esteve publicitado nesta última BTL 2014.

Falo de uns denominados “Encontros Rurais”. Promovidos por uma “Confraria das Aldeias e Aldeões de Portugal”. Cujo 3º encontro se vai realizar este próximo domingo, dia 30 de Março, naquela que euzinho aqui considero porventura a aldeia mais fotogénica do jardim à beira-mar plantado: o Piodão.

Bem no seio da bela Serra do Açor, Arganil. Mesmo na extrema leste do distrito de Coimbra. Excelente local de estágio para quem queira atacar a vizinha Serra da Estrela.

Piodão. Parece que é uma espécie de Shangri La tuga. Um dia ainda hei-de lá viver, como um eremita, talvez. De erguer lá o meu tão aqui apregoado castelo. Em versão troikiana mas também fofis e kiduxa. My cozy hut.

Por agora, vou lá desbravar aqueles domínios, longe da irracional civilização. Em modo expedição de descoberta. Quem se quiser juntar a mim, seja benvindo. E vamos tomar um cálice à nossa, dentro duma daquelas casas de xisto!


domingo, 9 de fevereiro de 2014

• Places to go before I die - II

Um belo dia gostaria que os meus passos me levassem até aqui, a estas paragens nas fotos deste post…

É na China. No norte da província de Sichuan, perto do Tibet. Acima temos aspectos dos lagos de águas cristalinas do Parque Nacional de Jiuzhaigou. E em baixo as piscinas naturais de Huanglong.

E porquê?… Bom, as imagens são bem eloquentes das belezas naturais destes idílicos lugares. Palavras são aqui desnecessárias para as descrever.





domingo, 12 de janeiro de 2014

• I need a job, now!

That’s right. I need a job, right now!

I need a job because I’m sick of feeling to be useless. Of not fitting in this society that has begun to tell us with statistic studies that we are not all needed to keep the global economy pumping. That perhaps 40% of all the actual unemployed people will not return ever to the job market, until the end of their lives.

And I need a job NOW also because I have to get some money in my pockets. To feed myself. And to pay my damn bills. The few ones I still have.

While I was busy doing my regular job search, even with added enthusiasm induced by one of these unemployed people motivational conventions, I missed to give proof once of my professional inactivity to our welfare system. Who used to pay me some money to stay alive during this stupid social economic storm. But that now are menacing me of going to cut that small but essential help.

Like it would be normal, I’m trying to find a better job than the ones I had before. A more sustainable job. A more pleasant one, as well. And also more rewarding, for sure. Not just in terms of salary but of fringe benefits and everything else that matters to me. Which would be, for instance, to have an ideal stress-free working environment. Or to work on something that can really matter for the world and the human race progress. In a word, to be happy on my job.

And this is why one of my strongest bets on this job search strategy that I planned is to try to work in the future on functions like hotel receptionist. Mainly small hotels. And in pleasant countrysides. With these fine touristic landscapes.

But I can easily too be a shepperd. Or a wine or cheese maker. Or of other artisanal products, like cider, beer, bread, red fruits, vegetables or flowers. Or work in spas, healing people with my massage skills. Or being a tennis teacher for kids. Or a travel correspondent to any media business that would sponsor this activity.

Or a blogger or a photographer or a graphic designer and artworker, all these being activities that I do on a freelance basis, nowadays. In a not so greatly sustainable way, until now...

I once knew on the internet about a curious fact concerning the job market in China for foreigners. Which was like this: major corporations in China were hiring americans and europeans, mainly white people, to expose them on their headquarters buildings halls, on spaces open to public. Because this is a status sign for chinese companies. They say in this manner that they are big enough to seduce foreigners to work for them.   

But I could be even just a volunteer to any NGO, like Unesco or EWB, Engineers Without Borders. If I would not have to worry about retirement issues. Or the fatal final period of our lives. If we all already could live on this Unconditional Basic Income (UBI), a recent initiative of citizens to be evaluated by the European Commission, which should have to submit this important social big step to the future of our society to the approval of the European Parliament.

Folks, you who might be reading these lines, please help me. Please put me to challenges. Please invite me to go and help you in your local businesses, there where you live. 

It can well be In Bali, Andorra, Okinawa, Astana, Kitsault, Rio Grande do Sul, Antarctica, San Carlos de Bariloche, Muscat and Oman, the Reunion island, Baku, Sanya, the Dolomites, Costa Rica, Samarkand, the UAE, Switzerland, Goa, Corpus Christi, Iceland, São Tomé e Príncipe, etc.. And a few other places in this world I might remember later. I'll stay with a widely open mind about this. I just wish to find a good place where I could release my until now saved creative potential and work force. At your service. In a win-win situation.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

• Places to go before I die - I

Eu tenho nesta fase da minha existência um raio duma bipolaridade, que me faz balançar entre o sedentarismo e o nomadismo!…

Para a primeira opção já existe aqui neste blog instituída uma wish list com um razoável número de entradas, sob o rótulo “Uma pedra mais para o meu castelo”.

Agora em relação ao nomadismo ainda não me tinha explicitamente pronunciado. Mas essa lacuna vai ser colmatada hoje, com a inauguração desta rubrica, “Places to go before I die”.

Eu amaria poder viver num castelo. Literalmente. Embora no rótulo que acima indiquei a palavra “castelo” esteja como uma metáfora para o que eu queria um dia apelidar o meu lar. E sendo assim, dizei lá, ó leitores deste blog, o que será que eu mais amarei também visitar como viajante? Castelos, claro está!!!...

Um dia tenho de ir ao do conde Vlad, na Transilvãnia. Mas hoje vou encetar esta novel rubrica com uma aproximação: o castelo de Predjama, perto da cidade de Postojna, na Eslovénia. Ou S[love]nia, como o gabinete de turismo deste pequeno país passou a adoptar como grafia… Com inveja do nosso All Garve, os sacanas!...

Um belo dum castelito encavalitado num penhasco rochoso… Com acesso a uma gruta que lhe servia como passagem secreta para contrariar quaisquer cercos a que tenha sido sujeito, ao longo da sua história de mais de 700 anos… Que começou por ser o reduto de um cavaleiro lendário, Erazem Lueger de Predjama, no séc. XIV, que se diz ter sido um barão salteador*…

Gosto. Pois claro que tinha de gostar! E hei-de lá ir, caramba!...
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* E que, coitado, dizem que foi morto com as calças para baixo e sentado no “trono”. Com uma única bala de canhão, à traição.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

• My life is for sale

An absolutely mad idea today! Which is to put the rest of the days in this life of mine for sale.

That’s right, my life is for sale. Because I’m an absolutely free man, available to be taken. Available to embrace any new life challenge, whatsoever, in any place in this whole world. I have no strings attaching me to any country, business, job, situation or life settlement. 

I’ve never lived alone in my 53 years old life but soon my dear daughter will be starting her autonomous life and then, yes, I’ll be completely unattached from anyone. And alone, after all these years. With no one living with me to care for on a daily basis.

My life is for sale, as I’ve said in the beginning. And how can you people totally “buy” this human life of mine? Simple. You just have to say: “Come and meet me here, where I am. I have plans for our future together. You’ll be helping me with my business and supporting me with my life. And us two will be as one.”

Or you could say, as well: “Please accept me in your house. I want to start to live by your side, there where you are. We will build up our common future life. I know what we can do together.”

I’m divorced for more than 3 years now. And since the end of my last relationship, I haven't met anyone in this whole online or real worlds who might be ready for a total commitment, like the one where I'm willing to give myself entirely to a new love of mine.

So, I'm perhaps losing my hopes to be in a couple again. But I'm always available to help other people, for example, to relocate to live in my country or in any other one in the European Union. And as a photographer, I'm also always interested in a beautiful face, smile, gaze, pose, etc., of any age.

I wonder while writing these lines why I have these thoughts today. Well… It might be perhaps due to the fact that there are a lot of dreamers in this world. People who perhaps share the very same dream I have. To find or to be found by someone who's willing to dedicate herself to her partner. Like I would too, given such a chance. Until the end of our lives.

The greatest luck in life that could strike me would be to go live the rest of my days in a desert island with that special one human being. Being in a couple where no one will ever get tired of the other part. Or even be totally dependent of her smile every single morning, as we awake together and at the same time. To live only for the utopia of our endless love. And nothing else matters. 

I'm this kind of dreamer. Now, how about you, my dear reader? What's your life biggest dream?

If you kept reading my words until here, with this big will not to quit, well, then who knows, you might be the one. You are in this way showing a great interest in me. And I'm starting to captivate you, somehow, with my life philosophy.

Come as you are. But please be bold, beautiful and - most important quality - smart, intelligent, sagacious, clever, sensitive.

Please read also my blog "Giuseppe Pietrini a presidente” and find out if you can turn out to be the lover I’m waiting for. Or you the same to me. This is a multilingual blog about L-O-V-E, which started as a joke and has turned out to be the main tool I use in the hard task of searching for my soulmate, at a worldwide scale. Eventually one day at a even bigger scale, if proof of intelligent life forms outside our planet Earth will be produced.

She has got to be somewhere!...


sábado, 23 de novembro de 2013

• Da avidez do sucesso

"Não procurem o sucesso.
Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo,
mais vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa,
ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser." 
 - Viktor Frankl

O sucesso entendido como efeito colateral e não como um fim. Uma causa maior que o bem-estar indivídual, que o ego que anseia ser nutrido. Porque há coisas mais importantes que o sucesso. Porque a vida é para ser saboreada lentamente e não para ser sorvida a correr.

Porque o sucesso é sempre efémero.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

• Time Management

…ou Gestão do Tempo, em dialecto tuga. Uma coisa que eu abomino.

A Gestão do Tempo, quanto a mim, é uma bonita ferramenta que os modernos métodos da Gestão de Empresas desenvolveram para solucionar um problema que esses mesmos engraçados métodos abestalhadamente criaram: a falta de tempo crónica.

Estes modernos métodos da Gestão de Empresas querem-nos tornar em indivíduos cada vez mais produtivos. Querem tornar as nossas existências em carne para canhão ao serviço do deus lucro máximo.

E assim fazem do nosso tempo, do precioso tempo de cada um de nós, um bem cada vez menos nosso e mais escasso. E como tempo é dinheiro, o efeito colateral, que nem todos enxergam, é que de facto nos torna mais... pobres.

A Gestão do Tempo devia ter um único axioma: “Se cada vez tens menos e menos tempo ou não tens mesmo tempo para nada, pára!”.

Tão simples quanto isto! Se não tens tempo para nada, não estás a viver. Estás a correr depressa para o teu fim. Para a morte que há-de advir a cada um de nós, mais tarde ou mais cedo. Não a apresses.

Fui submetido recentemente a uma acção de formação sobre esta temática, a Gestão do Tempo… e enquanto a magnífica formadora “ligava o complicador” para nos instruir em como gerir com melhor eficácia e maior produtividade o nosso tempo, não deixou de partilhar connosco, seus ilustres e ávidos formandos, a sua visão particular da coisa. A que aplicou à sua vida profissional e privada.

E que foi assim: quando reconheceu, e bem, que tinha cada vez menos tempo para dedicar ao que é o essencial - o seu filhote de tenra idade - resolveu propor uma medida sacrílega à sua entidade patronal. Passar a trabalhar em part-time.

Graças aos deuses que não teve as suas aspirações goradas…

Mais ainda partilhou connosco. Que passava os seus fins-de-semana no belo do Alentejo e os dias úteis na grande metrópole de Lisboa. E que se sentia cada vez mais presa e com menos vontade de sair do meio das planícies para ter de enfrentar as sete colinas da vida. Ao que eu ripostei que a compreendia bem. Porque se há quem possa ser um bom gestor do tempo, esse alguém é o alentejano!…

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

• "Quem se Importa" - o filme

“Várias vezes ouvimos a frase “quem se Importa?”.
O sentimento de indiferença é algo muito triste.
E a apatia e a ignorância são as nossas piores inimigas.

Muitas vezes acreditamos que o mundo é assim mesmo.
Que os problemas são grandes demais.
Será que ainda somos capazes de nos importar?”
- Mara Mourão, realizadora do filme "Quem se Importa"

Estas são as frases basilares com que se dá início à narração do documentário "Quem se Importa”*, a que o autor deste blog assistiu, numa iniciativa de divulgação deste filme patrocinada em Portugal pela Fundação EDP. 

Nas palavras promocionais desta mesma instituição a propósito deste filme sobre empreendedorismo social… 

“QUEM SE IMPORTA” É MAIS DO QUE UM FILME.
É UM MOVIMENTO!

Um movimento que inspira as pessoas a TRANSFORMAREM O MUNDO. Um filme que nos ensina QUE TUDO É POSSÍVEL.

A Fundação EDP alerta: o visionamento deste filme poderá causar sérios efeitos secundários como: a vontade de iniciar um projeto,
de desenvolver uma solução há muito na gaveta, o vício de fazer o bem e de contribuir para um mundo melhor!

Para ler uma sinopse sobre este filme, clicar aqui. Quanto ao papel deste blog, reconhecemos que deveríamos prestar um serviço público: o de divulgar o filme, para quem ainda não o viu, despertando a curiosidade sobre este. E para quem já o terá visto, fazer também uma breve resenha. Que consistirá de duas partes.

A primeira será a lista dos dezoito empreendedores sociais que foram visados neste filme (sic) cujas ideias visionárias já transformaram milhões de vidas. E das organizações que estes fundaram, com links para os seus respectivos websites. Sendo esses links uns para a sua homepage e outros directamente para o perfil do empreendedor social no website da organização.

E a lista é, para quem interessar possa:

  • Al Etmanski – Plan, Canadá (construção de redes de afecto para deficientes)
  • Bart Weedjens – Apopo, Tanzânia (treinar ratos para salvar vidas)
  • Bill Drayton – Ashoka, EUA (apoio a empreendedores sociais à escala global)
  • Dener Giovanini - Renctas, Brasil (combate ao tráfico de animais)
  • Eugênio Scanavino, Saúde e Alegria, Brasil (saúde e desenvolvimento integrado na Amazónia)
  • Isaac Durojayie - DMT Mobile Toillets, Nigéria (WC’s públicos móveis para sem-abrigo com retorno para viúvas)
  • Jehane Noujaim - Pangea Day, EUA (videoconferência à escala global em 2008 para visionamento de filmes que promovem a cultura da cooperação e da paz)
  • Joaquim Melo – Banco Palmas, Brasil (economia solidária com base na criação de moeda local)
  • Joaquín Leguía – Ania, Perú (atribuição de lotes de terra a crianças e jovens para preservação)
  • John Mighton - Jump, Canadá (auto-estima e desenvolvimento através da matemática)
  • Karen Tse – International Bridges for Justice, Suíça (acesso à justiça)
  • Mary Gordon – Roots of Empathy, Canadá (combate ao bullying nas escolas)
  • Muhammad Yunus – Grameen Bank, Bangladesh (o “pai” do microcrédito)
  • Oscar Rivas – Sobrevivencia, Paraguai (envolvimento de comunidades na preservação dos rios)
  • Premal Shah – KIVA, EUA (acesso ao micro-financiamento de pequenos empreendedores)
  • Rodrigo Baggio – CDI, Brasil (inclusão digital)
  • Vera Cordeiro – Saúde Criança, Brasil (promoção da auto-sustentabilidade das famílias de crianças em risco)
  • Wellington Nogueira - Doutores da Alegria, Brasil (Doutores Palhaços nas pediatrias dos hospitais)

E a segunda parte é outra lista. É a enumeração das frases, ideias e pensamentos ditas por alguns destes empreendedores sociais que mais ficaram marcadas no espírito do autor deste blog. As que maior eco fizeram em mim. Das diferentes visões que este filme pode provocar em cada um de nós, esta lista é um indicador da minha sensibilidade pessoal. 

E estas ditas frases, ideias e pensamentos são:

“Toda a gente acaba pensando um dia que o mundo está num período difícil hoje. O custo de vida está sempre a subir. Acontecem guerras e conflitos pelo mundo inteiro. Talvez tenha havido uma perda de fé nas lideranças. E quem sabe na integridade dessas lideranças. Há muita coisa ruim a acontecer neste momento. Mas vamos pensar no que está a acontecer de bom também. (…) E através duma consciência crescente, as pessoas querem fundamentalmente ver um mundo melhor. E nós aprendemos que conflitos e apego ao passado e a muitos confortos a que damos valor não são tão importantes assim e podem ser postos de lado.”
- Premal Shah

“Nós não estamos aqui para curtir a vida como se alguém tivesse criado o mundo e nós fossemos apenas convidados. Nós não somos convidados aqui. Somos criadores das nossas próprias vidas, do nosso próprio mundo. Mas antes de criar o nosso mundo, nós devemos imaginar que mundo queremos. E então começar a criá-lo.”
- Muhammad Yunus

“Quando ser cidadão e ser empreendedor social se tornar uma e a mesma coisa, aí se terá atingido o apogeu da revolução democrática.”
- Bill Drayton

“Eu acho que a pobreza pode ser eliminada do mundo inteiro. Porque a pobreza não faz parte da sociedade humana. É algo que foi criado, que não é natural. E o que é artificial pode sempre ser eliminado.”
- Muhammad Yunus

“Se nós pudéssemos ler os diários secretos dos nossos piores inimigos iríamos encontrar nestes dor e tristeza suficientes para remover toda a hostilidade.”
- Jehane Noujaim

“Não pergunte o que é que o mundo precisa. Pergunte a si mesmo o que te faz sentir vivo. Porque o que o mundo precisa é de cada vez mais pessoas que se sintam vivas.”
- Premal Shah

O autor deste blog é um elemento mais da população activa de Portugal que se encontra circunstancialmente inactivo. No desemprego. Que há quem diga que deve ser visto como uma oportunidade. 

Não apreciando particularmente frases feitas que podem redundar em falácias, tenho de admitir que esta da oportunidade no desemprego me seduz um pouco. Como pode ser bem compreensível, quero mais do que arranjar um dia um novo emprego que me permita sobreviver. 

Quero encontrar um sentido maior para o resto da minha existência.

Só que não sei ainda qual. Mas sei que, ao invés de voltar a ser só mais uma peça na engrenagem que conduz esta humanidade para o abismo, seria desejável que eu pudesse ser antes um transformador mais neste mundo.

Tenho urgentemente de descobrir o que realmente me faz sentir vivo.
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* “Who Cares”, na versão inglesa. Para além de ambas as versões terem os seus respectivos websites, também se pode aceder no facebook a páginas sobre este filme nestas duas línguas, o português e o inglês.