quarta-feira, 27 de março de 2013
• São os loucos de Lisboa*
E se é assim, vou trilhando por bom caminho. Porque loucura não se vislumbra estar em falta por aqui. Vamos a ver se há alguma dose de necessária razão, também…
Isto aqui é tudo só ideias peregrinas. Mas depois, no fim de contas, que boas ideias é que podem florescer quando este barco que é o mundo de hoje está a meter água?…
________________________________________________________
* Alusão ao tema "Loucos de Lisboa" dos Ala dos Namorados, banda sonora oficial (ost) deste post, que pode ser escutada clicando aqui. Sempre achei uma certa piada condescendente com o ser rotulado de louco, devido a essa característica pessoal sobre a qual não podia ter dominio: o local onde nasci. É caso para dizer, má sorte ter sido olissiponense. Ou talvez não…
domingo, 24 de março de 2013
• Hello sushi Kitty!
Hoje vamos ter um post cheio de fotos a ilustrá-lo… Esteticamente rico e com este delicioso título "Hello sushi Kitty!".
Foi um choque e um espanto para mim isto que o génio nipónico foi capaz de inventar, quando o descobri por acaso, vagueando na net á toa… Mas depois de um embate inicial, não muito agradável até, afinal qual é assim a grande surpresa que esta brincadeira com um símbolo sagrado, este crime de lesa-gourmet constitui?
Isto é que é um laboratório de ideias a trabalhar à séria! Qual PS, quais pastéis de nata!! Isto é que são sinergias a funcionar ao mais alto nível! Então não temos, e muito bem, uma bela conjugação de dois dos ícones japoneses de maior sucesso e popularidade a nível global, hoje em dia?… A Hello Kitty do universo da banda desenhada e do cinema de animação e o sushi, ex-libris da culinária requintada?
Está bem que esta heresiazita parece uma palhaçada!… Está bem que eu não vou ser tentado a provar arroz cozido e peixe cru com um sabor que talvez nos sugestione mentalmente o caixote da areia de uma gata meiguinha! Mas…
Os olhos também comem. E os meus regozijaram-se nada mal ao mirar esta magnífica e bizarra criação que roça um conceito que se aproxima de pura arte.
quarta-feira, 13 de março de 2013
• Quero ser Marco Glaviano!
Já não estou na idade de sonhar com o que serei quando for grande… Mas a minha filha está. E eu aprecio ouvir os seus sonhos. E sonhar com ela os seus objectivos de vida tem o efeito de reviver os meus.
Ainda nada fiz nesta vida que tenha servido de justificação ao criador pelo seu esforço de me ter posto neste mundo. Excepto ter feito vir a este mesmo mundo a minha filhota e a ter educado enquanto ela me ensinava a ser pai. Desde a mais tenra idade que ela é o melhor dos mestres que eu tive.
Talvez também tenha aportado algo de bom às existências de outros seres que se cruzaram comigo por breves anos… Mas isso é pouco. Queria ter alcançado mais. Mas andei ao sabor do vento. A viver um dia de cada vez sempre. Nada mais.
Se bem que me veja como um falhado quando me encontro mais down, não me posso queixar contudo de não ter tido alguma sorte. Sorte que me aparece quando menos espero mas quando mais preciso. Nada a dizer! O destino me tem poupado de infortúnios maiores dos que a maioria dos demais sofrem. E isso me tem levado a confiar quiçá demasiado na fortuna mia.
Há dias minha descendência confessou-me que ambiciona dedicar-se à fotografia. Eu também acalentei esse desiderato quando era aluno universitário. Mas sempre tive a crença que não seria esta a minha actividade principal. Permaneceria em mim apenas como um hobby.
Hoje em dia estoy en el paro há cerca de um ano, com algumas interrupções esporádicas. And these are really harsh times, in our western world!… Tenho escassos meios económicos para realizar e no entanto imenso tempo para sonhar. E volto a sonhar ser um renomado fotógrafo. Mais empenhado do que até aqui fui. Enfim, não tanto pelo renome, que todos nós gostamos de ter reconhecimento público, vá... Mas mais pela satisfação pessoal. Pelo prazer de criar algo belo. Pela devoção de conseguir captar e guardar para a posteridade a beleza que tem de ser eternizada, by all means.
Perdi para a voragem da vida mundana um dos meus dois principais modelos. A minha última paixão. Queria voltar a ganhar uma musa como ela foi. E tenho fé que o hei-de conseguir. Lá está, crendo uma vez mais na minha sorte… E assim vou visando alto, querendo ser como Marco Glaviano*, um dos meus ídolos.
Neste país em que eu nasci, viveu um século antes de mim um visionário na então arte nascente da fotografia: Carlos Relvas. Cujo mui respeitável génio sonhou e construiu uma casa que julgo nunca terá servido de habitação mas foi antes concebida a pensar exclusivamente na sua utilização como atelier para a sua paixão por retratar pessoas. Que era no que a invenção da fotografia era sobretudo empregue no seu tempo. E assim nasceu na Golegã um curiosíssimo edifício a que hoje designamos Casa-Estúdio Carlos Relvas. Provavelmente único no seu tempo. E talvez tão improvável também que esta obra tenha surgido naquilo que Eça jocosamente chamava a "paisagem".
Mais uma vez, numa ciência que despontava um português não quis deixar de estar presente entre os pioneiros. Bela tradição nacional esta! Pode ser que me inspire neste meu devaneio. E por aqui minha actividade onírica se quedará hoje.
* Ou como Irina Ionesco. Ou Ansel Adams. Ou Jan Saudek. Ou Bob Carlos Clarke. Ou até um texano de menor nomeada mas que não deixa de ser fascinante, Johnny Crosslin. Que estes são alguns daqueles que mais aprecio a elevar a fotografia a uma arte maior. E de cujos temas principais que para si elegeram mais me aproximo.
Nota: as imagens deste post - à excepção da foto da Casa-Estúdio Carlos Relvas, como é bom de ver - constituem o meu "best of" de todo o imenso portfolio do siciliano Marco Glaviano.
![]() |
Aspecto exterior da Casa-Estúdio Carlos Relvas, na vila da Golegã |
________________________________________________________
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
• Uma pedra mais para o meu castelo - V
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
• A Felix Arabia
Chove copiosamente nesta tarde no meu país. E me recordo de uma amiga especial com um enorme coração que vive lá longe, a norte. E que detesta chuva.
A chuva, para quem está afastado das lides do campo, não costuma ser prazeirosa... E como há cada vez menos pessoas a trabalhar no sector primário da agricultura… Isto leva-me a concluir que muito poucos ou quase ninguém no meu país gosta da chuva, chuva, chuvinha… Como cantava a saudosa senhora da mala de cartão.
Em tempos, contudo, descobri um povo deste mundo com um costume curioso. Que é não apenas gostar mas literalmente amar a chuva que do céu lhes cai.
E não, não são os britânicos… é um povo duma orgulhosa nação da península arábica. Do sul desta região, por vezes conhecida como a Felix Arabia.
Quem me estiver a ler até aqui dirá: "Pudera! Devem passar-se anos que os coitados não vêem um pingo de chuva…". E eu retorquirei: "Errado!!! Aquilo lá cai a cântaros na época da monção.".
"Como assim? Julgava que aquelas partes eram só desertos de areia completamente secos…", espantam-se os leitores.
Pois, mas não é tudo sempre assim. Quando do verão do hemisfério norte as grandes bátegas de água trazidas pelos ventos da monção que se abatem sobre a Índia, também se guardam um pouco para cair na região sul do Sultanato de Oman, sobretudo na sua província de Dhofar, junto à fronteira oeste com o Yemen.
Aí os habitantes bendizem a chuva com que são presenteados. E não só eles como os seus vizinhos locais das grandes cidades da Arábia Saudita, dos Emiratos Arábes Unidos, do Qatar, do Bahrein, e etc… É que sabe bem sair de temperaturas acima de 45º à sombra e de ares tremendamente secos e ir passar férias com uns amenos 25º de máxima no meio de nevoeiros matinais e levar com uns aguaceiros daqueles a que nós chamamos de chuva "molha-parvos" nas fuças.
É mesmo isso o que leram: há gente que tira férias no tempo molhado e gosta bués disso!… Aliás, a chuva é mesmo o maior trunfo turístico da região de Dhofar na divulgação que esta faz. Para ver um pequeno filme promocional, clicar aqui.
As voltas que a minha mente conturbada dá!… No último post, do mês anterior, queria ir para o frio da Antárctica… Agora desejo também sentir o calorzinho duma Arábia que julgamos bastas vezes demasiado quente para nós, europeus. Mas onde podem afinal existir lugares bem aprazíveis. E sem necessidade de ar condicionado.
É então uma terra prometida, o Sultanato de Oman? Sim... Porque não?… Os portugueses já se deram bem por lá uma mão cheia de anos. Quando até lá construíram fortalezas para exercer algum domínio na zona do estreito de Ormuz.
Uma nação próspera, Oman, e ainda envolta em algum misterio, tão-só por não serem paragens das mais populares na oferta do mercado global do turismo. Mas bem merecedoras de receber muitos mais forasteiros. Mirai só este idílico Al Bustan Palace Hotel, das mil e uma noites, aqui na foto neste parágrafo... Para quem quer ir para Shangri-La, como eu, vendo a paisagem envolvente, parece uma muito razoável aproximação. Olaré!...
E depois, foi e é ainda daqui que se extrai uma substãncia nobre, o incenso, também denominado de olíbano. Entre os anglo-saxónicos falantes, frankincense, mundialmente usado como essência na indústria da perfumaria. E que é retirado da goma ou resina de uma árvore quase arbusto, a Boswellia. Que foi na lenda uma das oferendas dos três Reis-Magos ao recém-nascido Jesus, o tão aguardado Messias, junto com o ouro e a mirra.
"E o povo, pá?"… O povo, ese é mais bravo do que do que os de Fafe, com quem ninguém fanfe! Andam sempre armados com a adaga omanita à cintura, no idioma local conhecida por Khanjar. Que é um símbolo nacional, presente no escudo desta secular nação. Mas se ninguém os chatear, até são pacholas e bem hospitaleiros, diz-se… e eu acredito.
Tá decidido! Quero ir p'ra lá!
sábado, 26 de janeiro de 2013
• Quero ir para a Antárctica!
![]() |
Panorama do horizonte que se pode disfrutar na estação polar McMurdo |
Num outro blog meu publiquei recentemente, assim de rajada, dois posts sobre o desapontamento - quer no meu pequeno país, quer em todo este mundo - com os tempos actuais que me vem assaltando. E foi assim que desceu em mim esta ideia peregrina de desejar ir fazer companhia a bandos de pinguins reais (Eudyptes schlegeli).
É que se a vidinha é chata por aqui e agora, tenho p'ra mim que há um bom remédio: a hibernação. E que melhor lugar para hibernar do que onde faz frio? Bué da cold, mesmo? Pois claro! A Antárctica é a solução.
Desde sempre quis um dia ser um turista naquelas paragens. E desde que sei que até já há uma gift shop na Estação Polar Amudsen-Scott, no pólo Sul geográfico - gerida, claro está, por esses capitalistas desses yankees - e que hoje é relativamente fácil aterrar lá. Isto, é bom de ver, numa pequena janela temporal de umas semanas do verão austral, da ordem da meia-dúzia apenas, provavelmente. Mas o que já permite que cerca de uma ou duas centenas de pessoas comuns possam todos os anos contar que um dia das suas vidas puseram lá os pézinhos.
Mas bem… É bom não fazer nada e só viver de passear por tudo o que é recanto singular deste mundo. Pena é que também se tenha de ganhar a vida, no caso de um tipo como eu. E esta premissa até pode não ser má de todo…
Como postos de trabalho são um bem que vai escassear cada vez mais no futuro próximo, e que as actividades humanas me parecem cada vez mais só nos proporcionarem lutar por desafios que nos darão - se chegarem a dar, ainda assim - vitórias sempre efémeras, tenho de me impôr o seguinte critério na escolha de uma nova aventura profissional: tem de valer mesmo a pena o sangue, o suor e as lágrimas que vou verter.
E quais são esses desafios profissionais que são mais compensatórios, em termos de memórias vindouras de que nos podemos orgulhar? São, a meu ver, aqueles que se encaram como um sacerdócio.
E quais são os sacerdócios que um ateu como eu pode abraçar? Certamente não os que envolvem ter uma fé. Tem de ser, então, algo a ver com a Ciência.
![]() |
Sim, sim, o território da Antárctica também tem o seu estandartezinho! |
É uma ideia bem peregrina, certo. Mas não original. Já muitos seres humanos antes de mim a tiveram. E sobreviveram para contar aquelas alegrias e desventuras dos melhores períodos das suas existências aos seus netinhos. Se estes se dispuserem a largar as playstations por um quiquito, para ouvir com alguma atenção as tretas do kota do avô...
![]() |
Mapa da próxima aventura onírica pietriniana |
E se alguém me disser que isto é muito louco, retorquirei com o convite para zarpar daqui comigo para lá. Afinal, cá já não há lugar para um cada vez maior número de nosotros. Sobretudo para aqueles que ainda se atrevem a querer sonhar...
sábado, 22 de dezembro de 2012
• Uma wish list meio metida a martelo
No outro dia, a minha filhota confidenciou-me que já não tem desejo de grande coisa neste Natal. Ou por outras palavras, que já não sabia o que desejar. E nós até nem somos abastados, bem longe disso...
Mas a verdade é que, de facto, não parecemos estar a precisar de quase nada. Ou então isso é um efeito secundário dessa reles crise económica que p'rái inventaram, em má hora. Andam tanto a encher-nos os ouvidos e a paciência com a lenga-lenga de que andávamos todos a gastar demais que agora…
Agora relativizamos tudo. E concluimos que afinal não precisamos de 3 ou 4 écrans LCD pela casa toda. Nem de um número de telefone móvel de cada um dos operadores maiores. Nem de tanto produto alimentar que depois deitamos fora sem consumir até ao fim. Nem de ir tanta vez jantar fora em restaurantes que servem cada vez mais mixurucamente iguarias que já não sabem como antigamente. Nem de viajar para locais turísticos para onde toda a gente vai ao mesmo tempo que nós e enche aquilo tudo de multidões que já não se aguenta. E etc…
Enfim… Este clima económico em baixo ciclo está a matar o sonho que comanda a vida. Vamos dispensar o Pai Natal desta vez. Este ano não há encomendas, obrigadinha!…
Maaasss… Contra a corrente do jogo, vou divulgar aqui uma lista de desejos, já em forma de short list, só com dois artigos. Ambos raros e magníficos exemplares de veículos automóveis.
Apesar de já me ter habituado a não depender muito de ter um pópó, ainda gostaria de ter uma garage para arrecadar estes dois que vou dizer a seguir. Ou tão-só apenas um deles. Que são, então: um belíssimo e exclusivo Pagani Zonda tricolore ou… um jeitoso e minimalista Citroën Méhari Azur. Tal como os que são mostrados nas fotos deste fajuto post natalício.
Gostos bem antagónicos e ambos nada práticos para uma utilização diária e citadina. Mas eu também nunca disse a ninguém que era uma pessoa lógica. E prontes, isto é só mesmo umas pequenitas dumas futilidades minhas! Passo bem sem ter estes carritos.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
• A Unicef
Este ano vou ter um Natal bem diferente dos meus anteriores.
Graças à tão apregoada crise económica e social, a uma situação pessoal no plano profissional periclitante (para dizer o mínimo), a uma descrença enorme no amanhã, a uma falta de sólidos objectivos pelos quais valha a pena lutar hoje em dia, e a uma razoável quantidade de tempo livre, entretanto disponibilizado por todos estes factores anteriormente mencionados…
…decidi abraçar uma causa das mais válidas e nobres. A da Unicef. A do futuro das crianças que ainda não têm o seu futuro inteiramente assegurado. A do futuro a que todas deveriam ter direito, como as restantes crianças deste mundo de todos nós.
A Unicef, para quem anda muito distraído, é o Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês, United Nations Children's Fund).
Costuma-se dizer que há males que vêm por bem, não é mesmo?...
Em boa hora surgiu-me a oportunidade de participar com o meu tempo na campanha de Natal do Comité Português para a Unicef. E aí estou eu, no terreno, em contacto com o público nos stands que a Unicef Portugal tem instalados em algumas superfícies comerciais de maior dimensão nas grandes Lisboa e Porto, graças á boa vontade das entidades detentoras desses espaços.
A quem desejar receber de viva voz os votos de um Feliz Natal do autor deste blog e o seu abraço, poderão encontrar-me no IKEA de Alfragide, entre as 14h e as 23h, da próxima sexta-feira, dia 16 de Novembro em diante até dia 24 de Dezembro. Com alguns dias de intervalo em que descansarei, tal como o Criador também o fez ao sétimo dia.
Se alguém houver que não possa, em outros locais, para além do meu estaminé no IKEA, poderá encontrar também a presença de outros como eu, que de uma forma algo voluntariosa estarão ao dispor de todos os que de nós se aproximarem para recordar o que é a Unicef e de como a sua missão neste mundo continua a ser necessária. Ou então vejam um pequeno video, clicando aqui.
E ainda a quem for interessante fazer do seu um Natal diferente este ano, tal como eu, e para além de querer quando for dar um presente aos seus filhos e netos fazer também com que outras crianças tenham esse futuro que é a missão da Unicef, mas não haja um dos nossos stands perto de si… é só clicar aqui, para aceder à loja online.
Aqui fica feita assim a modesta contribuição deste blog para que o mundo seja melhor amanhã, para quem ainda menos que nós, portugueses, pode ter hoje esperança nele. Digo nele, o que pode ser interpretado como ele, mundo ou como ele, o amanhã. É ao vosso critério e boa vontade, queridos leitores.
A Unicef, para quem anda muito distraído, é o Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês, United Nations Children's Fund).
Fica feito o convite.
![]() |
"Do not ignore me", o tema deste cartaz da Unicef na China. |
terça-feira, 23 de outubro de 2012
• Uma pedra mais para o meu castelo - IV
Uma pedra mais para o meu castelo… Pois é! Hoje a ideia que aqui vai ser deixada expressa será assaz monolítica.
O meu château pode até vir a ser uma modesta casa rústica, afinal. Terá é à viva força de ser feito(a) de… pedra.
Aceitam-se propostas e sugestões de quem conheça algum monte de pedras graníticas, preferencialmente. Nem que estejam em ruínas. Desde que se possam transformar no ninho mais acolhedor para um doido como eu virar eremita bastará. Então depois continuarei dentro de suas paredes grossas a escrever neste blog minhas muito vãs impressões sobre este mundo, do qual me sentirei resguardado.
Aceitam-se propostas e sugestões de quem conheça algum monte de pedras graníticas, preferencialmente. Nem que estejam em ruínas. Desde que se possam transformar no ninho mais acolhedor para um doido como eu virar eremita bastará. Então depois continuarei dentro de suas paredes grossas a escrever neste blog minhas muito vãs impressões sobre este mundo, do qual me sentirei resguardado.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
• Vale do Rio Hotel Rural
Hoje venho chamar a atenção dos escassos leitores deste blog para algo que descobri por acaso, efectuando algumas pesquisas sobre empresas nos concelhos de Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra ou Arouca. É que… ando a cultivar a ideia peregrina de me radicar por aquelas paragens.
Falo do magnífico Vale do Rio Hotel Rural, em Palmaz, prazeirosa localidade do município de Oliveira de Azeméis, nas margens bucólicas do rio Caima.
Fiquei cativado por esta iniciativa empresarial local no sector do turismo. Por razões pessoais, sobretudo. Para além de um belo arranjo paisagístico e arquitectónico que presidiu á construção desta singular unidade hoteleira.
Citando o que vem referido no site do hotel, na informação institucional sobre a história deste empreendimento:
![]() |
Aspecto do canal que conduz a água dum açude do rio Caima até à mini-hídrica. |
Ora acontece que eu estive ligado á remodelação daquela mini-hídrica, inserida nos espaços verdes do hotel, entre os anos de 1992 a 1994, ao serviço duma firma de projectos de engenharia e para o cliente desta, a Fábrica de Papel do Caima, a proprietária anterior dos terrenos, entretanto desactivada. Nomeadamente, o projecto de remodelação da linha eléctrica de média tensão entre a mini-hídrica e a o posto de transformação da fábrica foi por mim apresentado à DGE, Direcção Geral de Energia.
![]() |
Aspecto da varanda do HC Restaurante |
Aspecto da piscina com cobertura amovível do Four Elements Spa |
Ambicioso, este projecto empresarial. É por isso, certamente, que ao Vale do Rio Hotel Rural foi atribuido o prémio de Melhor Ecoturismo 2012, por essa publicação que vem a ser o nosso Guia Michelin, o Guia Boa Cama Boa Mesa, do jornal Expresso.
![]() |
O núcleo principal do Vale do Rio Hotel Rural by night. |
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
• Nouveau échec
Torre Oriente do C. C. Colombo, seis e meia da madrugada de um dia dito útil qualquer, das últimas três semanas nesta triste Lisboa do meu quotidiano viver.
Chego cedo ao meu novo local de trabalho. Numa corporação que é um gigante da informática japonesa. Que tem como um dos seus clientes outro grupo empresarial, que é uma das maiores gasolineiras francesas. Se não mesmo a maior de todas. Grupo qual eu devo servir, em nome de quem me paga, a tal entidade "big in Japan". E no mundo inteiro para onde se expandiu. Como a minha cidade natal.
Olho em contra-picado a fachada iluminada da imponente Torre, dando esta já claros sinais de actividade laboral intensa em alguns - não exactamente todos - dos seus pisos. Enquanto mais alguns ainda dormentes transeuntes se vão aproximando do seu vasto hall de entrada de um perfeito chão de mármore, para iniciarem as suas duras jornadas de trabalho.
Digo para mim que muitas horas de tantas existências individuais são imoladas ali naquele edifício pelo fogo de uma imaginária fogueira a que comunmente designamos de produtividade. Valor esse que quem está por dentro, como eu, sabe ser em bastas situações tão vão.
Falhei, mais uma vez este ano, em coadunar-me com as exigências dessa dita produtividade. Que raia o irracional, por vezes, a meu ver. Mas quem sou eu? Apenas mais um zé-ninguém que deve ter nascido na época errada da história da nossa humanidade. Talvez tal como o nosso bom Paul Lafargue...
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
• M-357a
Quando eu era puto, sem o saber, andava a brincar com um sofisticado material militar. Mas nunca me aleijei com este!…
Falo dum papagaio que foi utilizado desde a segunda guerra mundial incluído num kit de sobrevivência que os pilotos aviadores das forças aliadas americanas tinham. Para utilizarem quando se ejectavam dos seus aviões em pleno mar.
Esse dito papagaio serviria para ajudar a localizar os pilotos, aumentando as probabilidades de serem avistados, graças ao papagaio em si, mas também porque o fio deste funcionava como antena de rádio. Ligado a um rádio-emissor que funcionava á manivela, para ter energia. Para mais detalhes, clicar aqui.
Muitas tardes me deleitei, junto com outros miúdos, a lançar este papagaio num cabeço alto defronte da humilde casinha dos meus pais… Não imaginando eu que, num cenário bélico, homens houve que o faziam em desespero pela sua salvação.
Hoje este meu velho box kite, com a designação, referência militar ou serial number M-357a, está todo rasgado e roído pelas traças…
Mas deu-me na teimosia de o querer usar outra vez, para o gozo agora da minha filhota. E vá lá, também meu!… Tive-o porque um tio meu, já falecido, trabalhou nas OGMA, Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, em Alverca. E lá "confiscou" um para ele, que depois mo deu. Para obter um novo, só comprando no eBay, provavelmente. Ou construindo-o, como indicado neste site, aqui.
Pergunto-me sempre porque nenhum fabricante de cerfs-volants, que os há*, nunca fez um modelo igual, para uso civil e de lazer. Que eu saiba, ao menos… É que é uma pena! Seria um brinquedo sensacional. Como o foi para o menino cheio de sonhos que eu fui.
Alguém que esteja a ler estas linhas saberá como ajudar-me a ter um M-357a novinho em folha?..
* Sendo até em algumas regiões deste mundo o lançamento de papagaios uma actividade de lazer com muitos adeptos regulares, como nas praias magníficas da Bretanha francesa, terra encantada e encantadora.
________________________________________________________
terça-feira, 28 de agosto de 2012
• Urbanização "Jardim da Amoreira" - parte II
Como sou teimoso, volto hoje, ao fim de 3 anos, a apresentar a minha primeira ideia peregrina, que envolvia a bonitinha Praça da República da urbanização "Jardim da Amoreira". Que é um algo interessante empreendimento, arquitectonicamente falando, que já existia nestes meus arrabaldes por essa altura desde há um a dois anos antes. Ao menos cor é o que não falta ali...
A paisagem urbana da dita praça continua hoje em dia praticamente inalterada. As áreas verdes desenvolveram-se, como seria de esperar naturalmente. Mas a maioria das lojas de uma arrojada galeria comercial com dois pisos continuam ainda inocupadas. Totalmente inaproveitadas. Um ror de dinheiro investido ali, que foi deste modo completamente jogado aos quatro ventos, ás traças ou o mais que nos aprouver maldizer.
Das que se encontram abertas - algumas de forma intermitente, por causa deste clima económico negativo para os pequenos investidores - existem as banais cafetarias com oferta de produtos de consumo paupérrima, um cabeleireiro, uma loja de serviços de gestão de condomínios, um gabinete de solicitadores, outro de contabilidade, e uns fatídicos jardim de infância e centro de explicações. Ah, e uma capela, à laia de delegação do deveras dinâmico centro paroquial da Ramada, o meu burgo.
Ou seja, só ideias de negócios trivialíssimas, nadinha inovadoras. Diria que típicas da mentalidade de uma certa classe média-baixa que floresceu em número nos arredores das maiores urbes lusitanas nos últimos 30 anos.
As acima mencionadas lojas estão quase todas, claro, no piso térreo. Que a galeria de lojas no piso superior ao da rua, situadas numas arcadas com varanda, não parecerá, a priori, conseguir atrair clientes a entrar dentro de portas tão facilmente. Seria bem requerido aqui um bom golpe de asa de marketing.
Okay! Concordo com o facto de que a minha ideia de investimento para esta galeria de lojas, um tal conceito denominado de Centro Comercial Embaixada das Regiões de Portugal, era bem peregrina. De retorno de investimento bem incerto. Mas o que dizer de quem teve a ideia em primeiro lugar de fazer construir aquela área comercial segundo o concluído projecto arquitectónico?…
Se assim vão bancos e investidores imobiliários desperdiçando tanto guito com obras destas, porque raio não poderia haver alguém, meus deuses, para desbaratar uma pequenita fortuna com as minhas locubrações, que neste blog vou desfiando?..
A bem do progresso da humanidade e da solução para a economia portuguesa - como soe dizer-se hoje, lol… - tem de se dar um jeito divino de aqui o rapaz ganhar o EuroMilhões.
![]() |
Pormenor da galeria comercial de dois pisos da Praça da Republica no Jardim da Amoreira |
![]() |
Pormenor das arcadas com varanda do piso superior da galeria comercial |
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
• 3º aniversário
E eis que, sem se dar por isso, este blog alcança hoje a bonita idade de 3 aninhos!…
Continua a ser uma ideia peregrina. Não me fez ainda sair do chão, como eu tinha esperanças que o pudesse fazer. Não me tem servido de grande coisa. A não ser para purgar as ideias que me vão surgindo na minha mente cansada.
Mas tem conquistado alguma curiosidade do ciberespaço, ultimamente. Tenho de descobrir o que atrairá essa curiosidade… Para dar àqueles que me lêem mais motivos para voltarem. E depois estes a mim passarão energias para prosseguir este rumo ainda incerto.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
• H2OTEL, Hotel Termal de Unhais da Serra
Nas últimas semanas este blog tem sido consultado por um número de internautas acima da média de períodos anteriores. E ainda bem.
Atribuo isto a uma certa sazonabilidade. Que leva as pessoas no calor do estio a pesquisarem sobre praias. E as do tipo fluvial parece que estão na moda… Sob o tema da BTL 2012 - Feira de Turismo de Lisboa, escrevi há alguns meses um post sobre o concelho da Pampilhosa da Serra. Parece que uma certa foto da praia fluvial do Pessegueiro fez sucesso!…
Hoje retomo a divulgação de alguns empreendimentos e lugares turísticos em Portugal menos conhecidos. Para falar do H2OTEL, Hotel Termal de Unhais da Serra.
Já fui muito feliz em Unhais da Serra. Quiçá tenha sido nestas paragens bravias que começou a germinar aquele fruto que hoje é a minha filhota. Por isso o local não me é de todo indiferente. E ademais, a natureza ali é de uma beleza selvagem e rara, daquelas que cativam facilmente num piscar de olhos o viajante.
Nessa época em que por ali andei, há quase 20 anos, as termas de Unhais da Serra eram umas ruínas decrépitas, que não demorou muito a serem fechadas, pouco depois de as ver pela primeira vez.
Em 2010, a Fénix renasceu das cinzas, sob a forma deste complexo hoteleiro, o H2OTEL, a fazer lembrar um chalet de montanha na Suíça, como se pode comprovar na foto no topo. E com um conjunto de piscinas termais interiores e exteriores cujas vistas gerais me recordam o famoso Caldea Spa complex, em Andorra la Vella. A uma dimensão mais reduzida, é certo…
Queria muito um dia experimentar o lazer que este H2OTEL pode proporcionar! Neste cantinho da Serra da Estrela que eu bem conheço… Usufruir das águas das piscinas do hotel e das da praia fluvial, que lhe fica próxima. Praticar BTT pelos caminhos que vão da vila até lá quase ao cimo da serra, perto do Centro de Limpeza da Neve. E depois até à Torre.
E também degustar a bela gastronomia da região em que, na minha opinião, se come melhor em Portugal: a Cova da Beira!… Agora com o valor acrescentado que este hotel deve representar também neste particular, tão relevante para moi. Estou a ficar um daqueles tipos que os sacanas dos yankees chamam de foodies... Falem-me de restaurantes e têm conversa para toda a soirée!...
Mas bem, actualmente, tenho é de me preocupar muito mais com o meu emprego - circunstancialmente inexistente no momento - do que com o meu lazer. Digo isto porque me encantaria bastante trabalhar nesta unidade hoteleira, fosse lá no que fosse.
Os meus caros leitores - que estão a multiplicar-se por estes tempos estivais - se desejarem que eu continue aqui a contribuir com boas dicas, façam figas, por favor, para que eu alcance esse desiderato de encontrar um novo emprego. Se possível, no H2OTEL.
Senão, queiram contribuir com subsídios para a sobrevivência deste blogger, se me acharem engenho e arte de valia quanto baste para que tal se justifique.
![]() |
Brazão da vila de Unhais da Serra |
![]() |
Vista da piscina interior do H2OTEL |
![]() |
Aspecto das piscinas exteriores do H2OTEL |
terça-feira, 31 de julho de 2012
• J'ai échoué sur moi
Et je l'aurais du voir mon échec possible à venir dès le début. Mais j'ai quand même choisi de mordre la pomme... Maintenant, je vais goûter ce que c'est de perdre le paradis.
sábado, 30 de junho de 2012
• "Salmon Fishing in the Yemen" - o filme
Uma Ideia Peregrina em filme! Que giro... E ao mesmo tempo, uma comédia romântica que é simplesmente deliciosa. Pena que este filmezito não tenha tido o destaque merecido na nossa praça lusitana.
É quase sempre assim aqui, com os melhores…
É quase sempre assim aqui, com os melhores…
Esta é uma história que nos pode mostrar que, pondo fé na coisa, quase nada do que a priori possa parecer impossível tem mesmo no fim de ser assim. Nunca deixar de sonhar com o que quer que queiramos realizar nesta nossa vida pode fazer o sonho tornar-se realidade.
Vou começar a sonhar que a humanidade pode mesmo caminhar no sentido de as nossas vidas atingirem a perfeição do Éden. E não no sentido contrário. Como soe acontecer tantas vezes com todos nós...
Vou começar a sonhar que a humanidade pode mesmo caminhar no sentido de as nossas vidas atingirem a perfeição do Éden. E não no sentido contrário. Como soe acontecer tantas vezes com todos nós...
Para ver o trailer, os meus caros leitores podem clicar nestes links em baixo indicados:
Yahoo Movies (formato HD 1080p)
Subscrever:
Mensagens (Atom)