domingo, 22 de agosto de 2021

• 12 anos

12 anos de blogosfera. Mais um ano depois do ano passado. E tudo na mesma. Ou mais pobre ainda, porque no início ainda tinha gente a botar os seus comentários nos meus blogs.

Será que ainda há leitores assíduos dessas coisas anacrónicas a que chamamos blogs?…

Estamos em 2021 e quase nada mudou no mundo desde o último mês de Agosto. Nada a não ser termos vacinas hoje em dia. Vacinas que eu nem sequer ainda tomei. Mas lá me vou render a essa fatalidade. Na próxima quinta-feira. 

Se não voltar a escrever mais nada aqui, já sabem. Efeitos secundários da bácina...

Entretanto, vou tentar distrair o povão que eventualmente persista em ler os meus dislates. Com uma singular “ilustração do fogão sacrificial do vento da maré nacional festiva do décimo segundo ano novo lunar”. Algo que achei suficientemente fixe para publicar aqui. Uma pequenina "chinoiserie" para embelezar o nosso querido estaminé.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

• Selfies, one more time...

I dislike selfies, very much. So, I very barely do them on myself. After all, I’m an amateur photographer. And people like me hate selfies more than taxi drivers hate their concurrency from Uber drivers.

I also dislike selfies made by anybody, generally speaking. Because people look too dumb on them, I say.

So, I wonder… People delete some of their selfies because probably they think they don’t look dumb enough on them. And if on those deleted selfies real personalities reveal themselves… The human race is not so dumb, after all. There’s a great sign of hope here!…

Seriously. When I see a pretty girl posting on her social media sites just her selfies and nothing else, I feel that’s so, so sad… All those pretty girls should have a friend to save her ephemeral beauty for posterity.

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Meanwhile, at June, the 30th, the significant last day of the former semester, all over this blue planet people should have celebrated the so called "World Social Media Day". But I didn't noticed anything at all about this subject, anywhere...

I started to quit losing time on some social media sites, a few years ago from now. This may be the reason for also having lost, apparently, almost all the readers of my three magnificent blogs.

I believe blogs are no more so much "fashionable" as they were some ten years ago or more. But I won't quit writing!...

segunda-feira, 14 de junho de 2021

• A marcar passo

E sem sair do mesmo sítio. É como me sinto hoje em dia.

Estou a frequentar uma acção de formação que se tem vindo a tornar mais um ATL* para adultos. Mas não me resta outra alternativa senão ficar, pois preciso da bolsa de formação. 

Que para mal dos meus pecados sociais e financeiros ainda por cima é paga de forma irregular, quando calha.

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* Para quem o desconhece, esta sigla, ATL stands for “actividades de tempos livres”, o que basicamente são aqueles sítios para onde se arrecadam os putos quando acabaram a escola e onde estes ficam a esperar os paizinhos os irem buscar quando estes últimos acabam o seu horário de expediente, ou seja, saem do emprego.

terça-feira, 18 de maio de 2021

• Voyage, voyage...

“Navigare necesse, vivere non est necesse.”
- Pompeu, general romano, séc. I A.C.

Muitos anos mais tarde, no século XIV, Francesco Petrarca, poeta florentino, repetia este lema, “Navegar é preciso, viver não é preciso.”. Que muita gente atribui a Fernando Pessoa. “Quero para mim o espírito desta frase”, escreveu este último.

Navegar é preciso?

Sim, no sentido que navegar é viajar. Fazia-se com bússolas e astrolábios, antigamente. Hoje, faz-se com recurso a outros meios ou ferramentas: satélites, GPS e até na World Wide Web, dum modo virtual, como hoje se impõe...

Mas então perguntaremos também todos nós, viver afinal não é mesmo preciso?

Não, quando navegar é sonhar, ousar, planear, arriscar, empreender, realizar… Porque aí, navegar é viver!

Há exactamente um ano atrás refletia eu neste blog sobre o oposto, sobre essa premente necessidade de viajar… Num pensamento infectado pela pandemia que ainda hoje perdura. Para o relembrar, cliquemos aqui.

Viajar, segundo Flaubert, faz-nos ter consciência da nossa pequenez. E esta maldita pandemia fez-nos ver quão frágeis nós somos.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

• The future of the industry of hospitality

Bom, não fui seleccionado para ser um dos raros beneficiários do projecto “Em Bragança há liberdade para recomeçar”, que foi divulgado por moi no anterior post deste blog. As chances disto acontecer eram bem pequenas, mesmo…

Entretanto, através da WWOOF Portugal foi gerada uma outra oportunidade para que eu fosse passar uma temporada longe do lar, doce lar, numa quinta pertencente a um cidadão britânico, situada entre Torres Novas e Tomar. Hélas, mais outra chance gorada. Razões de natureza familiar are holding me back. E sobre isto nada mais direi, por enquanto.

Naquele cursinho online, do qual já falei noutro post, em que ainda estou embrenhado, comecei faz uns poucos de dias a tentar com algum esforço mental a me empenhar num trabalho* em que descrevo um projecto hoteleiro ambicioso. Trabalho esse que baptizei mui pomposamente - e com umas valentes carradas de cagança - como “Welcome to the future of the industry of hospitality”.

Englobei neste novo projecto as duas ideias próprias mais peregrinas que neste blog alguma vez já expus: SportAnima e Vinum et Caseus. E apimentei com mais algumas, que talvez a seu tempo também venham a ser desenvolvidas em detalhe aqui neste meu plateau digital.

A imagem que está no topo deste post tem a ver com uma dessas novas lucubrações minhas… Um dia hei-de palrar mais sobre. Por enquanto, ficam aqui estas sementes, à laia de teaser**

Para já, tenho a confessar que começo a curtir uma beka criar algo usando essa horripilenta aplicação informática da empresa do Bill Gates, o Microsoft PowerPoint. Uma coisa que eu sempre desprezei olimpicamente. Quem diria… eu, um Mac fanatic indefectível…

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* Trabalho este que uma vez mais não foi tão valorizado quanto eu aspiraria. No wonder, é só mais outra ideia peregrina… I still remain in need to be found and appreciated for exactly who I am.

** Sendo um teaser, pode ser que aguce curiosidades e me faça conquistar novos leitores para este meu vão exercício de "bloggar". E sobretudo daqueles que botam faladura em forma de comentários. Que já ha muito que não vejo tal coisa...

segunda-feira, 29 de março de 2021

• Liberdade para Recomeçar

É que nem vou inventar nada hoje!… Vou logo citar uma notícia que comecei por reparar num telejornal dum qualquer canal generalista tv e depois confirmei na net, aqui

“Em Bragança há liberdade para recomeçar”. É este o mote da campanha que o município tem em marcha para atrair trabalhadores remotos para viverem no concelho durante um mês. Como atractivos, o projecto oferece casa paga, um cabaz de produtos regionais e vouchers para experiências.

(…)

“Através deste projeto pretende-se divulgar a qualidade de vida que Bragança tem para oferecer a quem optar por viver e trabalhar a partir daqui, sublinhar que é possível estar ligado com o mundo laboral e, ao mesmo tempo, usufruir de um território convidativo para fazer uma pausa e/ou desligar do ritmo frenético do dia-a-dia”, explica o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, em declarações divulgadas pelo Jornal de Negócios.

“A iniciativa pretende dar a conhecer todo o potencial deste território e, através da partilha da experiência, que se espera positiva, inspirar quem tiver possibilidade de manter o trabalho remoto mesmo depois da pandemia, a viver em Bragança“, acrescenta o autarca.

O projecto integra o Programa de Cooperação URBACT - Find Your Greatness que é financiado pela União Europeia.

E agora acrescento eu...

Venham mais projectos como este, das mais variadas câmaras municipais do interior deste território rectangular, e até da Madeira e dos Açores. Até mesmo da remotíssima ilha do Corvo*!…

Que o tal do URBACT venha a debutar com urgência a “surrealizar por aí”, como cantavam os Ban!…

Eu já me inscrevi. E se aqui o menino não for seleccionado pela cidade de Bragança, que hajam outras forças locais que se interessem pelos meus skills de blogger ou outros que detenho também. Que eu possa pôr ao serviço da pequena comunidade que me queira adoptar.

Já em tempos dei o meu grito mudo nesse sentido num post noutro dos meus blogs, que pode ser lido clicando aqui.

Como já disse lá atrás, é mister que mais e mais edilidades copiem esta mui brilhante e brigantina iniciativa!... Afinal, as vastas áreas metropolitanas da grande Lisboa e do grande Porto são excedentárias de talentos que se atropelam uns aos outros. E tal não os deixa brilhar tanto quanto poderiam noutros contextos demográficos.

Tanto que esses talentos desperdiçados nas duas maiores cidades lusas poderiam fazer para alavancar** economias e comunidades locais em territórios menos densamente povoados mas com tanto potencial de crescimento…

Que ao menos esta maledetta pandemia tenha este efeito positivo de agitar as águas.

Que ao menos esta sacanagem deste Coronavírus seja o trigger para finalmente, ao cabo de séculos e séculos, se desenvolver o interior deste país, a par com o litoral, e que surja uma real coesão nacional.

Que melhor uso do que este poderemos dar à tão badalada bazooka europeia, digam-me vós, ó meus leitores…

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* Sobre a qual eu já divulguei um filme/documentário noutro dos meus blogs, texto que pode ser lido clicando aqui.

** Odeio esta buzzword, e é por isso que a usei aqui. Para aqueles que falam economês me ouçam.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

• Diz-se por aí...

Diz-se por aí que hoje é terça-feira gorda ou de Carnaval… Pelo menos é o rumor que paira no ar e que um passarinho me contou…

Já também no domingo passado se espalhou aos quatro ventos que se  iria celebrar um tão desejado "Dia de São Valentim"... E no que a mim em particular me tocou, nada. Zero. Rien du tout. Néris di pitibiriba.

Vou ter que criar uma nova religião, a ver se aparece alguém que me venha a querer endeusar… Ou que sejamos ambos endeusados quando num só nos fundirmos num abraço inadiável. E para cúmulo, que fujamos para Mikonos, Bali ou as Maldivas. Para um eterno retiro espiritual só nosso.

Eu nunca fui muito de ir atrás da carneirada. Mas começo a sentir a falta de aderir a estes eventos do calendário em que todos somos compelidos a fazer alguma coisa. Nem que seja pelo instinto primário - ou primata - de imitação símia.

Vai dar uma trabalheira dos demónios pôr a escrita em dia no que à desbunda concerne, quando esta pandemia acabar. Se acabar…

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

• Um novo desafio

Um novo desafio na minha já muito variada carreira profissional: ser um recepcionista de hotel.

Ser guia turístico/motorista de turismo não está a dar. É uma actividade profissional muito pouco requisitada nestes tempos de pandemia. E bem, poder-se-ia afirmar que ser recepcionista de hotel também não o é…

A menos que sejamos um recepcionista numa pequena unidade hoteleira de turismo rural ou num small boutique hotel num lugar tranquilo, fora da confusão da cidade grande. Porque serão estas tipologias de hotéis aquelas que ainda terão alguma procura por parte dos hóspedes necessários à sua sustentabilidade. E que ainda rareiam por todo o lado excepto nestes hotéis.

É isto que me proponho vir a fazer após a conclusão dum curso de formação profissional que actualmente frequento. 

Onde vamos mergulhando em magníficas revelações, como o são a descoberta de softwares PMS. Um exemplo disto é o Host, cujo arcaico user interface vemos no topo deste post*.

Para já, este novo desafio está a ser divertido. E é também uma providencial bóia de salvação. Dum ponto de vista financeiro, porque me possibilita receber uma bolsa de formação. E por outro lado, permite-me não estar parado ou inactivo durante o confinamento vigente e os que se venham a avizinhar. 

Isto porque se trata dum curso online. Ministrado através duma plataforma que é o Microsoft Teams. O que me faz estar como que em teletrabalho. No conforto do lar. O que neste inverno mais frio que o costume até veio bem a calhar!…

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* Olha, até rimou...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

• Places to go before I die - X

Dezembro de 2020. Farto de quase só falar desta maldita pandemia. Mas precisamente por causa desta, como não deixar - de quando em vez - que o nosso pensamento vagueie em busca de lugares ideais para se ficar confinado?…

Eis, senhores o belíssimo Burg Eltz. Ou em português, o castelo de Eltz. Uma propriedade privada que está na posse da mesma família desde há cerca de 850 anos, desde essa época recuada em que este castelo foi construído.

O seu actual feliz proprietário, de sua graça Karl Graf von und zu Eltz-Kempenich, aka Faust von Stromberg, aka Conde de Eltz, não habita lá, neste lugar de conto de fadas. Opta antes pela cidade grande. Frankfurt am Main, a um pouco mais de 140 km dali. Estranhamente...


O senhor lá saberá… Mas eu pessoalmente acho que preferiria morar intramuros daquele castelinho.


Esta fofinha fortificação, que dizem nunca terá conhecido qualquer cerco ou conflito perto dela, fica enquadrada por uma espécie de vale, quase uma cratera. E a floresta em seu redor parece formar como que o seu berço…

A povoação mais próxima é Wierschem, sendo que a cidade mais relevante e mais perto deste castelo é Koblenz, onde um dia fui parar por engano. Era para ir de comboio desde Kõln até Bonn, a então capital da RFA, República Federal da Alemanha.

Uma viagem curta. Tão curta que nem me apercebi de passar na hauptbahnhof de Bonn e segui direitinho uns 60 km mais para sueste, até Koblenz, que era tão-só the next stop. E aí fiz meia-volta, sem sair sequer da estação.

Lembro-me que o revisor do comboio foi muito compreensivo comigo, pois tinha um bilhete que dava apenas até Bonn. E não me forçou a pagar as extra miles.  
 
Nesse dia longínquo - já lá vão quase 40 anos - senti instintivamente que tinha de voltar uma vez mais a Koblenz. Agora sei porquê.

Esta propriedade privada pode ser visitada por turistas. Que, óbvio, vão até lá às carradas. Mas não agora. Isto porque o Burg Eltz está de momento fechado, desde o mês de Novembro findo até quase ao fim de Março de 2021.

Pena, digo eu. Seria um lugar perfeito para fugir da parvoíce do réveillon que se avizinha. Um dia tenho que lá ir. Definitively. Não é mesmo uma gracinha, este castelinho?…

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

• D10S

Ele era só um diazinho mais novo do que eu… Escolheu nascer 24h depois de mim. E eu sempre achei esse facto curioso.

Ontem chorei uma beka quando soube que tinha partido. E não me lembro de ter chorado assim por qualquer figura pública desde que assisti na tv ao cortejo fúnebre de Ayrton Senna por todas as avenidas da sua São Paulo.

Quando até os seus mais acérrimos adversários o respeitam, como o River Plate, o clube arqui-rival do seu Boca Juniores; ou os brasileiros, que não morrem de amores pelos seus vizinhos argentinos... O que mais há mais a dizer sobre El Pibe de oro, Diego Armando Maradona?…

Tu nunca morreste, chaval. Não é possível que te esqueçamos. nem que haja alguém que te substitua um dia no imaginário colectivo da nossa pobre humanidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

• Anti-coaching

E que tal uma bela duma pandemia global para nos expulsar a todos nós das nossas zonas de conforto tão fofinhas?…

E para nos obrigar a pensar se toda a motivação que impusemos a nós próprios para alcançar um suposto sucesso valeu a pena, se tudo se pode desmoronar como um castelo de cartas quando surge algo completamente imprevisível como este maldito Covid-19?… 


Este simples microrganismo que nos remete tão lentamente para a nossa condição de seres tão frágeis…


Gurus do coaching*, ide todos ver se eu estou lá fora!…

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* Já em tempos num outro dos meus blogs expressei o desdém que esta moda do coaching me inspira, num post que pode ser lido clicando aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

• Stayaway Covid

Perguntou alguém no Twitter isto: “Dá para fazer o teste do Covid sem publicar nas redes sociais?".

Questão pertinente… O Twitter feicebuquizou-se. Antes era mais de uma élite esclarecida, que postava questões mais relevantes e interessantes para a comunidade. Hoje um tipo dá um peido durante uma reunião de trabalho online no Zoom e resolve que isso é bué giro e cool para postar. 

Informação a mais, mas enfim… É esta a humanidade que temos.

Mas voltando ao mote deste post… Cuidei que podia perder o meu tempo e contribuir com a minha posta de pescada*. Seja, responder a esta questão evidenciando alguma lógica. E disse então:

“Não, no caso do teste ser positivo e se se considerar como mais uma rede social a app Stayaway Covid.

Já houve mais de 500.000 downloads desta app e até agora parece que só 7 (sete) "covidados" introduziram o seu código, correspondente a terem tido um teste positivo. 

Assim isto fica mais difícil do que achar pokémons pelas ruas!…  Ou pior, a coisa torna-se numa autêntica caça aos gambuzinos…”. 

Seria importante saber como é que em outros países que se adiantaram ao nosso como foi que a experiência do uso de apps similares à Stayaway Covid decorreu…

Não queria concluir que esta app foi só mais uma ideia peregrina. E desta vez não tenho a culpa.
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* É irresistível, tanta vez, intervir ou tão-só chatear outros twiteiros

sábado, 22 de agosto de 2020

• 11 anos

Onze anos a escrevinhar em três blogs, tendo sido este o primeiro. Deveria ter bem mais vontade de celebrar este marco temporal… Que apesar de tudo, tem que ser considerado um feito. Mesmo que seja apenas quixotesco...

Mas estamos em 2020. Julgo que não é preciso dizer mais nada.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

• Obras de génios - I

Neste mês de Agosto, que já entrou com toda a sua pujança faz quase uma dúzia de dias, venho acumulando vários temas e assuntos para escrever sobre estes.

Mas não tenho tido vagar. Preciso de tratar de sobreviver, em primeiro lugar. O blogging ainda não me dá qualquer guito. Para o génio da escrita que eu tenho a mania e a vaidade que sou, e como diria Calimero, “it’s an injustice, it is…”.

Mas eu quero falar de outros génios. Daqueles génios que eu admiro* quando conseguem bolar excelentes exemplos de capas de publicações, livros ou revistas.

Ultimamente já dei realce a este tipo de criatividade em alguns posts neste blog, como este e est’outro, também.

Como ganhei consciência que já tenho em carteira muitos exemplos destes a partilhar, hoje vou encetar mais uma rubrica neste blog, intitulada “Obras de génios”.

E sem poder de modo algum deixar passar deste dia em que vi a esta pequena maravilha, aqui vai a capa do jornal L'Équipe, edição de terça-feira, 11 de Agosto de 2020.

Quero crer que o designer gráfico responsável por esta belíssima e genial capa já deve ter feito um tour de Lisboa comigo…
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* Porque fui e ainda sou designer gráfico, agora freelancer. Tendo feito nos últimos anos pouca obra e sempre pro bono.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

• Places to go before I die - IX

A Entidade Oficial coordenadora do Turismo no Uzbequistão paga três mil dólares (USD 3,000) a quem viajar para aquele país e ficar infectado com o Covid-19. Isto, claro, para garantir ao resto do mundo que é seguro ir até lá.

Desde os tempos em que eu era um teenager bem verdinho sempre tive um certo fascínio pelos vários países da região da Ásia central que fizeram parte - durante várias décadas do século XX - da ex-URSS (a vetusta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e cujos nomes terminam todos, todos em ~istão

Curiosamente ou talvez não, é mesmo assim e não sei porquê. Quem souber que me elucide, fáxavôr.

Já escrevi antes algo aqui nesta mesma rubrica deste blog sobre a dita "Cidade das Estrelas" no Casaquistão

E também sobre essa muito injustamente ignorada nação, o Turquemenistão.

Hoje calha a vez, finalmente, a esse destino turístico que tem subido em flecha no mundo do turismo* altamente globalizado dos nossos dias, o Uzbequistão. Mas há ainda mais países com o sufixo  ~istão.
.
Por acaso, até já fiz uma alusão a este país neste post, aqui. Com uma foto do Museu do Vinho de Samarkand, uma das suas cidades mais emblemáticas da antiga Rota da Seda

Há pelo menos três cidades uzbeques de interesse turístico, para além desta belíssima Samarkand. Desde logo Tashkent, a capital, mas também Bukhara.

Quem puder que consulte a interessante Visit Uzbekistan Magazine, da qual vemos um exemplo de uma das suas capas aqui ao lado.

A oportunidade com que o governo deste país nos tenta a todos para lá nos deslocarmos parece a não perder… Excepto na parte de termos de apanhar o “bicho”, se quisermos ter a viagem a ficar quiçá de borla.

Digo quiçá porque, como soe dizer-se, não há almoços grátis!...

Há condições a cumprir, para além de contrair o novo Coronavírus!… Entre as quais está a obrigatoriedade dos turistas terem que viajar com um guia turístico local certificado, caso pretendam reclamar a tal compensação de três mil dólares.

E além disso, os visitantes da União Europeia, mais aqueles "bifes" do país do Brexit, serão obrigados a cumprir um período de 14 dias de auto-isolamento à chegada. Vulgo a maldita “quarentena”… Toma!…

Mas bem, espero que tenham passado a partilhar do meu fascínio por este destino exótico, caros leitores. Mas não caiam na parvoíce de alguns que querem mesmo ficar infectados par pôr as mãos no guito e garantirem imunidade ao mesmo tempo.

Pode não ser um bom negócio… 
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* É só o quarto mercado turístico com o crescimento mais rápido do mundo, segundo dizem…

quarta-feira, 8 de julho de 2020

• Garage sale

Estou a vender a prata (fosca) da casa. Comecei com o meu primeiro portátil, que já tem 30 (trinta!) anos. Já mais não serve do que para peça de museu. E agora vou-me desfazer também das minhas duas bicicletas. Vide detalhes, clicando aqui.

Pena eu não ser um blogger famoso… Ainda. Talvez estes objectos tivessem valores astronómicos, só porque foram - ainda são - meus.

Estou a aprender a praticar o desapego. A seguir pode ser que os meus livros e revistas, que possuo aos montões, se vão também.

Como escreveu Fernando Pessoa, esse grande tratante dos múltiplos heterônimos, “E o mais que isto é Jesus Cristo, que não entendia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca.”.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

• As mais belas e curiosas páginas da imprensa mundial - I

Hoje, na senda da nova rubrica* deste blog inaugurada com este post, vamos ver aqui algumas páginas de revistas de bebidas alcoólicas. Sobretudo páginas de anúncios com layouts plenamente conseguidos e atraentes. Mas não só.

A começar com o anúncio de página dupla ilustrado acima, da revista Food & Wine, de Setembro de 2015, cuja capa está aqui ao nosso lado esquerdo.

Numa revista sobretudo dedicada a divulgação de vinhos, vemos uma publicidade a uma marca de… cerveja. Vejam só!…

Em baixo alguns bons exemplos de vistosas páginas simples, mas não necessariamente de anúncios de bebidas apenas, e sim, antes de produtos alimentares, também.




Mais abaixo ainda, um anúncio de página dupla, desta feita finalmente a uma marca de vinhos.



E agora uma outra revista, esta de cerveja.

Trata-se da revista Beer Magazine, de Abril/Maio de 2010.

E aqui mais um facto inusitado: alguém inventou uma cerveja para os nossos melhores amigos de quatro patas.

É verdade... Os nossos cantos agora já nos podem acompanhar na degustação duma jola.



Mais uma vez acima temos a capa desta peculiar revista e algumas páginas interiores.

E em baixo uma página dupla.



Para finalizar, só mais uma página interessante, um anúncio dum vinho, numa revista que é mais sobre gourmet food, desse lindo país que é a Nova Zelândia, tal como a origem desta "pomada".


Aqui acima a capa da revista Taste New Zealand, de Julho/Agosto de 2016 e o tal anúncio, simplesmente belíssimo!...
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* É de esperar uma grande profusão de novos posts subordinados a esta rubrica, pois material para publicar é que não nos falta…