sexta-feira, 30 de abril de 2010
• FarmVille e possíveis sinergias
Este fenómeno do FarmVille rodeia-me por todos os lados e não posso deixar de reparar nele.
Não consigo compreender o entusiasmo e a viciação que este passatempo online desenvolve naqueles que o experimentam uma vez. Até chego a ter pavor de cair na tentação, não vá ficar todo agarradinho.
Foi a minha filha que me anunciou a boa nova, já faz quase um ano. E em diálogo recente com ela - diálogos estes que são para mim sempre particularmente frutuosos, pois creio com orgulho que a minha descendência herdou os meus genes da curiosidade pelo mundo que nos rodeia e a apetência por absorver novos conhecimentos e saberes - pus-me a cogitar sobre como rentabilizar este crescente interesse do povo pela ciber-agronomia.
E saiu-me isto: que tal promover as melhores quintas do FarmVille reproduzindo a réplica destas no mundo real? E fazer com que este tempo que as pessoas perdem neste passtempo online impulsionasse a economia real, para a ver florescer mesmo?
Eu não imagino agora como o fazer. Existem questões técnicas para as quais a minha filha alertou o meu cérebro dormente no assunto. Como o ter de adaptar as escalas de tempos do mundo virtual e do real, por exemplo. Mas o que sinto é que urge aproveitar esta "movida" que o FarmVille despertou nas gentes.
Fica aqui o desafio para todo um colectivo de leitores deste blog. A ver se isto é mais do que uma ideia peregrina nascida duma mente inquieta e desassossegada.
Mas voltando ao ciberespaço e deixando aqui à terra mais uma semente do pensamento: e que tal se várias quintas de pequenos e-latifundiários se unissem em cooperativas virtuais? E se estas promovessem no online produtos típicos regionais ou ícones da economia nacional, tais como a maçã de Alcobaça, o leite Vigor das vaquinhas de Odrinhas, a broa de Avintes, os presuntos de Chaves, o vinho verde Alvarinho ou as ameixas de Elvas?
Não consigo compreender o entusiasmo e a viciação que este passatempo online desenvolve naqueles que o experimentam uma vez. Até chego a ter pavor de cair na tentação, não vá ficar todo agarradinho.
Foi a minha filha que me anunciou a boa nova, já faz quase um ano. E em diálogo recente com ela - diálogos estes que são para mim sempre particularmente frutuosos, pois creio com orgulho que a minha descendência herdou os meus genes da curiosidade pelo mundo que nos rodeia e a apetência por absorver novos conhecimentos e saberes - pus-me a cogitar sobre como rentabilizar este crescente interesse do povo pela ciber-agronomia.
E saiu-me isto: que tal promover as melhores quintas do FarmVille reproduzindo a réplica destas no mundo real? E fazer com que este tempo que as pessoas perdem neste passtempo online impulsionasse a economia real, para a ver florescer mesmo?
Eu não imagino agora como o fazer. Existem questões técnicas para as quais a minha filha alertou o meu cérebro dormente no assunto. Como o ter de adaptar as escalas de tempos do mundo virtual e do real, por exemplo. Mas o que sinto é que urge aproveitar esta "movida" que o FarmVille despertou nas gentes.
Fica aqui o desafio para todo um colectivo de leitores deste blog. A ver se isto é mais do que uma ideia peregrina nascida duma mente inquieta e desassossegada.
Mas voltando ao ciberespaço e deixando aqui à terra mais uma semente do pensamento: e que tal se várias quintas de pequenos e-latifundiários se unissem em cooperativas virtuais? E se estas promovessem no online produtos típicos regionais ou ícones da economia nacional, tais como a maçã de Alcobaça, o leite Vigor das vaquinhas de Odrinhas, a broa de Avintes, os presuntos de Chaves, o vinho verde Alvarinho ou as ameixas de Elvas?
sexta-feira, 12 de março de 2010
• É que nem pensem!...
É que nem pensem em faltar a esta convocação para uma causa grande!...
Acham piada a "Movimento Perpétuo Associativo" dos Deolinda? Então não podem agora nesta iniciativa pronunciar o cínico "vão sem mim qu'eu vou lá ter".
Vamos lá a inscrevermo-nos todos aqui.
Venham daí, qu'isto até vai ser uma paródia valente, com uma malta porreira e danada p'rá brincadeira. Isto para pôr as coisas ditas na terminologia mais usual do nosso querido povo. Para vos incentivar, ó pessoas. E no fim até vamos praticar uma boa acção a nós mesmos.
Como no célebre slogan do "Rock in Rio", agora é que é caso para gritar, e com propósito: "Eu vou!".
domingo, 21 de fevereiro de 2010
• O iPad

Sou um daqueles tipos que chorou quando no filme "Forest Gump" aparece aquela alusão subliminar àquela "companhia de fruta" que o tenente veterano do Vietnam diz ter fundado, numa carta endereçada ao semi-insano personagem central daquela curiosa história. Tive aí nesse relance a ideia precisa da dimensão do mito que a Apple representa para os americanos.
Isto não me impede contudo de poder reconhecer que a Apple também pode produzir flops, como foi o caso, já longínquo no tempo, do Newton, essa coisa que iria fazer toda a gente querer ter um PDA.
Este foreplay induzirá a quem o lê a julgar que eu vou a seguir desancar neste gadget agora anunciado pela Apple. Não é o caso. Por duas razões, a saber: não vou aqui neste blog fazer publicidade gratuita a más ideias; não é esse o intuito deste nem quero perder o meu tempo com coisas menos conseguidas. Há ainda tantas boas ideias disponíveis para falar delas... Ah, e a segunda razão é porque creio firmemente que o iPad vai ser um produto de sucesso.
Os pobres espíritos detractores da marca da maçã já levantaram as suas vozes de asnos para recordar que este iPad não faz uma série de coisas. Pois é, não faz porque não tinha de fazer mesmo tudo. Não é para ser mais um laptop. Mas faz outras coisas que vou realçar adiante para quem tem olho.
O iPad permite ler informação contida em qualquer site ou no Google Maps. De uma forma finalmente confortável, em relação áquela em que consultávamos essa informação nos nossos telemóveis. É que, sejamos francos: nem que fossemos os felizes donos de um iPhone, ver um site no telemóvel é uma seca. E isto mesmo apesar dos esforços de alguns webmasters mais esforçados de se produzir conteúdos especialmente para pequenos formatos de écran. Como por exemplo, o site do jornal Record para a PSP da Sony.
Simplesmente não dá. Os operadores de redes móveis ainda se interrogam de os seus clientes não aderirem mais à internet no telemóvel... nem é por vezes por um questão de custos. É que não dá mesmo. E com o lançamento do iPhone até já se deu um salto qualitativo enorme para os utentes deste serviço. Mas nós, naturalmente, queriamos mais.
Quando falamos de internet, também podiamos referir a TV no telemóvel ou mobile TV, como se queira. Finalmente com o iPad vai valer a pena subscrever estes serviços. Finalmente vou poder assistir ao Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1 onde quer que eu esteja. Bem, desde que tenha rede da Optimus, claro...
E como o iPad não é um computador portátil - nem tinha de ser, afinal - é mais rápido de ligar, ou seja, de aceder a essa informação na net, necessária num dado momento, quando chegamos a uma cidade qualquer. E é mais fácil de transportar. Vale bem mais a pena gastar o meu dinheiro neste iPad do que num Mac Book Air, digo eu.
E finalmente vou poder ler a minha longa colecção de e-books, brochuras e revistas em formato PDF que descarrego da net na rua. No jardim da Fundação Gulbenkian, quiçá. E de uma forma mesmo mais confortável do que num portátil.
Só não me vou render é a usar o teclado no visor do iPad, creio. Vou preferir actualizar este blog com o iPad assente sobre uma dock, como se vê na imagem em cima no início deste post, e com aquele teclado fininho. Teclado este a que não acho grande piada a ser usado com um iMac, mas com o iPad parece feito sob medida.
Enfim, uma vez por outra, num post mais curto, admito usar o teclado no visor do iPad... isto se eu fôr, claro, o feliz contemplado com a oferta de um destes brinquedos. Porque no horizonte temporal que decorre desde hoje até á sua saída no mercado português, não vejo que eu possa despender o que este custa, assim, sem mais nem menos. Este blog ainda não dá para eu viver do que aqui escrevinho... Hei-de publicar uma "wish list" para os meus fãs - onde quer que estes se encontrem - me poderem mimar. Ou pelo menos para que estes permitam que este blog subsista, se vier a ter valia para esse merecimento.

domingo, 31 de janeiro de 2010
• Avatar, o filme

Agora surge este "Avatar" e eu já me quedo em respeito pela obra deste realizador. E desde a sua estreia que desejei assisti-lo numa sessão em 3D. Sobretudo para vê-lo com um olho clínico dum entusiasta de computer graphics do que pelo argumento. E não dei o meu tempo por perdido ao constatar nesta obra the shape of things to come em termos dos assim chamados efeitos especiais.
Dois pensamentos me ficaram. O primeiro, parecer-me que estes efeitos especiais serão menos difíceis de empregar em cenas de grande movimento. Não é assim facilitada a tarefa a quem como eu, está à cata das pequenas imperfeições. O movimento rápido pode perfeitamente encobri-las. E um dos filmes que vi recentemente na pantalha doméstica em que abusaram disso descaradamente foi o horripilante "Transformers".
O segundo e último pensamento preliminar, ainda a quente é que... sendo eu um dos tipos que gosta de ver até ao fim o genérico e ficha técnica no final do todo o filme em sala - invariavelmente ficando sempre como o último humano a sair do escurinho, pisando as pipocas deixadas pelo chão de alcatifa pelos demais - estou seriamente a considerar abandonar este hábito absurdo. É que estas fichas técnicas parecem cada vez mais listas intermináveis de nomes de pessoas que colaboraram na feitura do filme. Por muito menor que tenha sido a contribuição de cada um daqueles nomes. Fica aquela sensação que copiaram todas as entradas da lista telefónica da Cidade dos Anjos. Da próxima vez vou estar atento a ver se mencionam até mesmo as senhoras da Servilimpe, cujo papel deveria também ser merecidamente referenciado.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
• O Ano Novo

E aqui deixo esta ideia peregrina: se temos de celebrar este marco do calendário, porque não passar a festejar também os diferentes dias de Mês Novo, no primeiro dia - claro!... - de cada um destes?
Este conceito inovador pode ser extrapolado ainda até ao nível das semanas. Já viram a quantidade de novos feriados que passaríamos a ter? Não é uma boa? Ah, não, esperem! Já existe a instituição de dia de "Semana Nova". Chama-se Domingo. Só se começa a bulir às Segundas-Feiras...
Feliz Ano Novo.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
• Call centers

Nesses antigos vasos de guerra o trabalho humano executado pelos remadores, a principal força motriz do navio, era intenso. Hoje em dia os operadores de call centers também trabalham a toque de caixa. No sentido em que em ambos os ambientes laborais não há lugar a períodos de descanso em situações de picos de trabalho.
Esta será uma semelhança entre estes dois tipos de actividade laboral. O que as diferencia é a natureza do trabalho humano. Nas galés o trabalho era braçal, físico. Nos call centers o trabalho é intelectual. Não faz mais apelo aos músculos e à força física do trabalhador mas antes ao seu cérebro e às suas competências mentais.
O trabalho físico duro e intenso das galés é hoje considerado desumano. Hoje os homens recorrem a maquinaria que inventaram para suprir ou aumentar as suas força e resistência físicas. Hoje no lugar dos remadores, se necessário fosse, existiriam robots.
O trabalho intelectual duro e intenso dos call centers será no futuro também considerado desumano. E espero que num futuro não tão distante como estamos hoje do domínio do Mediterrâneo que os Romanos instituiram no seu tempo.
Mas até lá, os humanos que são hoje operadores de call centers ainda vão ter muito que penar. Porque a moda em termos históricos é recente.
Voltarei a este tema mais tarde. Mas por agora aqui deixo este pensamento: um dia havemos de atingir essa Idade da nossa civilização em que os call centers só terão autómatos. Porque humanos não terão mais de trabalhar nas condições desumanas actuais.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
• Faits divers

Pretexto para se montar umas bancas de madeira no Largo do Chafariz desta pacata localidade, à beira do Palácio dos Arcebispos. Em que se vendem desde antiguidades até artesanato moderno (vi lá os boomerangs do costume das praias de surfistas... tudo a ver...), passando por licores (foi-me dado a provar um hidromel feito lá p'ras bandas de Torres Vedras), sabonetes, velas, doces caseiros, etc... faltava nesta feira o habitual porco inteiro no espeto. Ou será que isso é mais p'ró medieval?
Este tipo de eventos andam a proliferar bastante. Vão começar a deixar de atrair público, a não ser que inovem...
Mas entretanto, enquanto estes espaços cenográficos oferecerem-nos quadros enternecedores como o que vos mostro em baixo, vou-me quedando satisfeito.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009
• Dissidência...

Sobreveio-me a tentação de usar este recém-criado blog - só tem uns mesitos... - para intervir na causa pública. Também quis botar faladura, nesta época de campanhas eleitorais e de debate sobre a nossa vida colectiva futura. Andámos p'rái a ouvir umas propostas malukas e, por isso, tive de dizer das minhas...
Mas agora quero separar as águas, tal como se faz nas ETARs. A Política é uma Porca, como nos lembrou o mestre Raphael Bordallo Pinheiro um dia numa caricatura.
Posto isto, vou deixar os meus ideiais mais "limpinhos" aqui e usar o outro blog para lá chafurdar à vontade. Espero de quem me possa ter seguido até à data a vossa compreensão.
domingo, 30 de agosto de 2009
• Faits divers

O que sucede é que os meus olhos bateram de fente neste belo cartaz dum evento que costumo seguir e não resisto a fazer aqui a divulgação desta singular ideia criativa. Pôr uma rede dum court de tennis na ponte de Brooklyn para ilustrar o torneio do Grand Slam de New York deste ano, quanto a mim é fenomenal.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
• E que tal conduzir um Bugatti Veyron?

Em Paris, cidade capital do hexágono, não muito distante do nosso rectângulo, canteiro à beira-mar plantado, podemos dirigirmo-nos à Auto Sport Solutions, empresa de aluguer de viaturas desportivas e de prestígio com opção de compra. Se formos munidos da quantidade de dobrôes adequada, existe a forte probabilidade de regressarmos depois a voar á nossa Lusitânia querida. E não digo através da TAP, que até poderá nesse dia resolver não bater asas, devido a alguma previsível greve estival, mas aos comandos de uma máquina que voa baixinho. Depois é vermos a cara de espanto dos emigrantes que regressam daquela aldeiazita perto de Figueira de Castelo Rodrigo, rolando indolentemente - pudera, eles estão agora a regressar aos seus HLM da banlieu, coitados - na faixa contrária de uma das várias "autoroutes des vacances".
Só mais duas coisinhas: é pena não estar disponível de momento no site o meu bólide de sonho, um Pagani Zonda... e não haver chafarica filial desta firma de aluguer de viaturas localmente. Já nem peço em Lisboa. Até porque creio que, se um dia esta abrir portas cá, será mais provável que o faça no Porto... ou em Portimão, no novo autódromo que já há algum tempo lá temos.
• iPod touch auto
Nos meados dos anos 80 ou 90 do século passado s Sony tinha uma publicidade institucional em França - e concerteza noutros países também mas isso eu não conheço - com um slogan memorável: "J'en ai révê, Sony l'a fait".
Apreciei este slogan sempre, como um amor á primeira vista. Porque este exprimia exactamente a impressão que eu tinha na altura desta marca. Estávamos na altura em que o Walkman já tinha atingido a maturidade e começavam a aparecer os primeiros Discmans. O que a Sony criava então era mesmo aquilo que eu estava à espera que aparecesse no mercado, para corresponder às minhas expectativas de consumidor quase compulsivo de gadgets tecnológicos novos, que depois quase todos nós passamos a não querer dispensar com facilidade.
Hoje é a Apple que toma o lugar da Sony no topo da satisfação das minhas actuais expectativas. Desde que criou o iPhone. Os telefones móveis estavam a ficar cada vez mais complicaditos, com funcionalidades às vezes pouco necessárias e com períodos de familiarização aos novos equipamentos por parte dos utilizadores cada vez mais longos. E então veio a Apple, fez um trabalho de casa excelente e soube sintetizar o que verdadeiramente é importante ter num telefone móvel. E ainda deu um design e funcionalidade ao iPhone dificeis de ultrapassar pelos demais. E se formos falar na simplicidade de uso e facilidade de adaptação e aprendizagem dos utilizadores, aí damos cheque-mate na alegada concorrência a este produto único.
Bom, mas é sempre possível melhorar o que já parece suficientemente perfeito.
Quando a Apple, marca iconográfica na minha vida, como na vida de muitos americanos, lançou o iPod, esta coisa não me despertou muito entusiasmo. O que não foi a regra geral em relação aos diferentes produtos da marca da maçãzinha. Mas desde que, inspirada no iPhone, a Apple criou o iPod touch, eu não páro de colocar este objecto no topo das minhas listas de desejos realizáveis sem grande esforço e a curto prazo. Hei-de ter um, carago!...
Mas enquanto não o tenho, ponho-me a imaginar como o iPod touch poderia ainda ser mais de encontro ao modo como eu quero usá-lo. No automóvel, por exemplo.
A Apple já pensou no assunto, como era de esperar. Mas, hélas, o meu carro não é de nenhuma das marcas indicadas neste site aqui... E nem sequer é muito recente. Isto é, é duma geração em que os carros não vinham quase todos, como hoje, com auto-rádio integrado, desenvolvido especificamente para cada modelo de carro novo.
O que era catita para mim era que houvesse um auto-rádio em que o painel frontal destacável fosse o próprio iPod.
É que, afinal, equipamentos car audio deste tipo - com painel frontal destacável - continuam a fabricar-se. E ainda bem, digo eu. É que prefiro ser eu a escolher o equipamento audio do meu carro do que deixar o construtor do automóvel a escolhê-lo por mim. Mas as tendências actuais são contrárias ao que eu desejaria. O que mais se aproxima do que eu quero e sonho é isto, mostrado na foto em abaixo, adoptado pela Audi para os seus modelos:
Parece que é apenas e só um carregador do iPod, afinal... Damn!...
Oxalá um dia a Bang & Olufsen faça o meu auto-rádio. Se eles quisessem entrar nos meus sonhos, como a Sony o fez em tempos.
Apreciei este slogan sempre, como um amor á primeira vista. Porque este exprimia exactamente a impressão que eu tinha na altura desta marca. Estávamos na altura em que o Walkman já tinha atingido a maturidade e começavam a aparecer os primeiros Discmans. O que a Sony criava então era mesmo aquilo que eu estava à espera que aparecesse no mercado, para corresponder às minhas expectativas de consumidor quase compulsivo de gadgets tecnológicos novos, que depois quase todos nós passamos a não querer dispensar com facilidade.
Hoje é a Apple que toma o lugar da Sony no topo da satisfação das minhas actuais expectativas. Desde que criou o iPhone. Os telefones móveis estavam a ficar cada vez mais complicaditos, com funcionalidades às vezes pouco necessárias e com períodos de familiarização aos novos equipamentos por parte dos utilizadores cada vez mais longos. E então veio a Apple, fez um trabalho de casa excelente e soube sintetizar o que verdadeiramente é importante ter num telefone móvel. E ainda deu um design e funcionalidade ao iPhone dificeis de ultrapassar pelos demais. E se formos falar na simplicidade de uso e facilidade de adaptação e aprendizagem dos utilizadores, aí damos cheque-mate na alegada concorrência a este produto único.
Bom, mas é sempre possível melhorar o que já parece suficientemente perfeito.
Quando a Apple, marca iconográfica na minha vida, como na vida de muitos americanos, lançou o iPod, esta coisa não me despertou muito entusiasmo. O que não foi a regra geral em relação aos diferentes produtos da marca da maçãzinha. Mas desde que, inspirada no iPhone, a Apple criou o iPod touch, eu não páro de colocar este objecto no topo das minhas listas de desejos realizáveis sem grande esforço e a curto prazo. Hei-de ter um, carago!...
Mas enquanto não o tenho, ponho-me a imaginar como o iPod touch poderia ainda ser mais de encontro ao modo como eu quero usá-lo. No automóvel, por exemplo.
A Apple já pensou no assunto, como era de esperar. Mas, hélas, o meu carro não é de nenhuma das marcas indicadas neste site aqui... E nem sequer é muito recente. Isto é, é duma geração em que os carros não vinham quase todos, como hoje, com auto-rádio integrado, desenvolvido especificamente para cada modelo de carro novo.
O que era catita para mim era que houvesse um auto-rádio em que o painel frontal destacável fosse o próprio iPod.
É que, afinal, equipamentos car audio deste tipo - com painel frontal destacável - continuam a fabricar-se. E ainda bem, digo eu. É que prefiro ser eu a escolher o equipamento audio do meu carro do que deixar o construtor do automóvel a escolhê-lo por mim. Mas as tendências actuais são contrárias ao que eu desejaria. O que mais se aproxima do que eu quero e sonho é isto, mostrado na foto em abaixo, adoptado pela Audi para os seus modelos:

Oxalá um dia a Bang & Olufsen faça o meu auto-rádio. Se eles quisessem entrar nos meus sonhos, como a Sony o fez em tempos.
domingo, 23 de agosto de 2009
• Alex MacLean

A revista PHOTO, na sua edição Spécial Été última, dá o destaque merecido a este profissional da fotografia aérea, falando da edição francesa do livro acima citado, com uma capa não tão conseguida como a original, a meu ver, mas com um título sem papas na língua: "OVER: Visions aériennes de l'American Way of Life: une absurdité écologique". Para os franceses, na particular forma que cada povo tem de olhar o mundo exterior à sua casa, Alex MacLean será uma espécie de Yann Arthus-Bertrand "à l'américaine"... Cada nação tem a sua própria concha em que se fecha.
Pelo que se mostra neste livro e noutros anteriores de Alex MacLean, ideias peregrinas é o que não falta aos empreendedores imobiliários americanos. E lá estas ganham vida em maior número, embora assim persistindo nesta senda o ambiente possa vir a ressentir-se. E às vezes, sem grande valia, sem mesmo ter sido tida em grande conta a lógica do conforto do quotidiano dos humanos que habitarâo os lares construidos por estes enérgicos e inventivos empreendedores.
Vou deixar de me queixar de ter nascido e viver aqui.
sábado, 22 de agosto de 2009
• Urbanização "Jardim da Amoreira"
Antes que seja tarde, uma das minhas ideias peregrinas, não talvez a mais destacável, mas provavelmente a mais urgente vai precisamente ser aquela que ficará gravada em primeiro lugar aqui neste papiro virtual.
Vivo no meio do que se está a transformar numa selva de betão, ainda tolerável. Nada que se possa comparar a uma capital como Tokyo ou a Ciudad de México, muito longe de tal. Falo dos arredores da nossa capital, Lisboa. Onde hoje em dia, arremedos tímidos de arranque deste século XXI, temos uma impressão de uma cada vez maior racionalidade no projecto e na execução de novos conjuntos habitacionais. Pelo menos as aglomerações de casas de construção clandestina que pulularam nestas terras para onde antes D. Afonso Henriques terá expulsado os mouros depois da conquista de Lisboa e em que agora o que o faz é a especulação imobiliária parece que pararam de nascer, faz já talvez quase uma vintena de anos.
Hoje o que nasce aqui sobretudo são blocos de apartamentos onde se deslumbra, ás vezes bem ao de leve, mas vá lá ainda assim, os traços de um arquitecto, ente criativo que devia ser mais omnipresente nas obras dos homens. Infelizmente, não o é ainda.
Mas mesmo quando o é, será que teremos garantias das obras serem de facto racionais?
Vamos a um exemplo que me anda persistentemente a descompensar o nervo, o que deixará talvez de acontecer assim que purgar esta impressão que até agora guardei para mim. No concelho de Odivelas, existe um empreendimento denominado "Jardim da Amoreira".
Aonde desenharam uma praça central assaz interessante, que me recorda como que uma praça-templo de adoração ao deus Sol dos simpáticos Incas, vá-se lá saber porquê.
Os prédios que circundam essa praça foram dotados em metade do seu perímetro de uma galeria de lojas em dois níveis: ao nível da rua pedestre que emoldura a praça e num nível superior, numa galeria com varanda, a que só se acede por escadas estreitas, algo discretas mas de desenho elegante. A foto abaixo ilustra esta descrição mostrando cerca de um quarto desta praça.
O que me aflige neste conjunto de lojas é a sensação de que estas foram construidas muito provavelmente porque era um desenho arquitectónico bonito no papel. Mas com uma probabilidade maior de nunca serem ocupadas na sua maioria ou mesmo totalidade com negócios florescentes e duradouros.
O que vai acontecer é que haverá uma ou outra loja que será dedicada a ser um café ou uma papelaria ou de decoração do lar ou um infantário ou um centro de explicações. Que é o que mais surge às cabeças de quem hoje quer abrir o seu próprio negócio.
E se fizéssemos algo diferente? E se desse conjunto de lojas se fizesse um centro comercial temático?
Um dia, ao arrastar os pés pela capital, dei de caras com uma loja da Região de Turismo dos Açores, numa não muito destacada transversal da Av. da República. Uma coisa dedicada aos insulares saudosos das suas origens e àqueles como eu, curiosos com uma costela gourmet indomada. Com produtos da terra do chá Gorreana, do queijo de São Jorge e do divino licor de maracujá.
E se aqui nestas lojas no piso superior da praça central do Jardim da Amoreira se criasse aquilo que passo a designar a priori de Centro Comercial Embaixada das Regiões de Portugal, à falta de mais apurada imaginação? Onde para além dos Açores, outras regiões portuguesas - todas seria o ideal - poderiam estar representadas e divulgar os seus produtos de excelência? E não só os seus produtos como a disponibilidade das camas para os viajantes que as quisessem demandar, despertada ali a curiosidade deles? Onde duma forma temporária e rotativa se poderiam ter também representações convidadas de regiões de turismo estrangeiras?
Será que o sucesso desta iniciativa seria tão menor do que o de mais um café das redondezas? Lojas a abrir e a fechar pouco depois entristecem-me sobremaneira. E tenho cada vez mais exemplos disso a acontecer, sobretudo entre aquelas que me cativaram mais assim que surgiram. Se calhar não serei bom visionário, só sei apreciar aquilo que parece de um modo geral não ter futuro assegurado com sucesso.
Mas se tivesse os dobrões para arriscar dar vida a esta ideia, fazia-o.
Vivo no meio do que se está a transformar numa selva de betão, ainda tolerável. Nada que se possa comparar a uma capital como Tokyo ou a Ciudad de México, muito longe de tal. Falo dos arredores da nossa capital, Lisboa. Onde hoje em dia, arremedos tímidos de arranque deste século XXI, temos uma impressão de uma cada vez maior racionalidade no projecto e na execução de novos conjuntos habitacionais. Pelo menos as aglomerações de casas de construção clandestina que pulularam nestas terras para onde antes D. Afonso Henriques terá expulsado os mouros depois da conquista de Lisboa e em que agora o que o faz é a especulação imobiliária parece que pararam de nascer, faz já talvez quase uma vintena de anos.
Hoje o que nasce aqui sobretudo são blocos de apartamentos onde se deslumbra, ás vezes bem ao de leve, mas vá lá ainda assim, os traços de um arquitecto, ente criativo que devia ser mais omnipresente nas obras dos homens. Infelizmente, não o é ainda.
Mas mesmo quando o é, será que teremos garantias das obras serem de facto racionais?
Vamos a um exemplo que me anda persistentemente a descompensar o nervo, o que deixará talvez de acontecer assim que purgar esta impressão que até agora guardei para mim. No concelho de Odivelas, existe um empreendimento denominado "Jardim da Amoreira".
Aonde desenharam uma praça central assaz interessante, que me recorda como que uma praça-templo de adoração ao deus Sol dos simpáticos Incas, vá-se lá saber porquê.
Os prédios que circundam essa praça foram dotados em metade do seu perímetro de uma galeria de lojas em dois níveis: ao nível da rua pedestre que emoldura a praça e num nível superior, numa galeria com varanda, a que só se acede por escadas estreitas, algo discretas mas de desenho elegante. A foto abaixo ilustra esta descrição mostrando cerca de um quarto desta praça.

O que vai acontecer é que haverá uma ou outra loja que será dedicada a ser um café ou uma papelaria ou de decoração do lar ou um infantário ou um centro de explicações. Que é o que mais surge às cabeças de quem hoje quer abrir o seu próprio negócio.
E se fizéssemos algo diferente? E se desse conjunto de lojas se fizesse um centro comercial temático?
Um dia, ao arrastar os pés pela capital, dei de caras com uma loja da Região de Turismo dos Açores, numa não muito destacada transversal da Av. da República. Uma coisa dedicada aos insulares saudosos das suas origens e àqueles como eu, curiosos com uma costela gourmet indomada. Com produtos da terra do chá Gorreana, do queijo de São Jorge e do divino licor de maracujá.
E se aqui nestas lojas no piso superior da praça central do Jardim da Amoreira se criasse aquilo que passo a designar a priori de Centro Comercial Embaixada das Regiões de Portugal, à falta de mais apurada imaginação? Onde para além dos Açores, outras regiões portuguesas - todas seria o ideal - poderiam estar representadas e divulgar os seus produtos de excelência? E não só os seus produtos como a disponibilidade das camas para os viajantes que as quisessem demandar, despertada ali a curiosidade deles? Onde duma forma temporária e rotativa se poderiam ter também representações convidadas de regiões de turismo estrangeiras?
Será que o sucesso desta iniciativa seria tão menor do que o de mais um café das redondezas? Lojas a abrir e a fechar pouco depois entristecem-me sobremaneira. E tenho cada vez mais exemplos disso a acontecer, sobretudo entre aquelas que me cativaram mais assim que surgiram. Se calhar não serei bom visionário, só sei apreciar aquilo que parece de um modo geral não ter futuro assegurado com sucesso.
Mas se tivesse os dobrões para arriscar dar vida a esta ideia, fazia-o.
• Introdução

A quem interessar possa. A ver vamos se em terra de cegos, quem tem olho pode mesmo vir a ser o rei. Afinal, vivemos naquilo que começou por ser nomeado como Condado Portucalense... e isso tem o seu preço. Outros dirão até o seu karma.
Subscrever:
Mensagens (Atom)