domingo, 18 de setembro de 2011
• Ich bin im Urlaub!...
Quase julguei que nunca mais seria chegado o momento de dar este grito...
O último dia de férias que gozei antes destes que neste Setembro se avizinham foi há mais de 12 meses. Nem por isso estou lá muito feliz... Mas finalmente sinto um perfume de liberdade no ar.
A ver vamos se sei ou posso frui-la com tempo de repouso ou de acção. Pouco importa, desde que seja de qualidade.
Este blog e os outros que vou mantendo não se vão ressentir deste período de descanso meu. Porque blogging é p'ra mim um hobby. E nas férias é quando temos justamente mais disponibilidade para as nossas actividades de tempos livres.
E já agora, também para sonhar, soltos que estamos de um quotidiano que nos embrutece. E é esse mesmo o principal mote da minha escrita. Os sonhos que vou podendo ter.
Indian summer, here I come! World, get ready for this little me...
O último dia de férias que gozei antes destes que neste Setembro se avizinham foi há mais de 12 meses. Nem por isso estou lá muito feliz... Mas finalmente sinto um perfume de liberdade no ar.
A ver vamos se sei ou posso frui-la com tempo de repouso ou de acção. Pouco importa, desde que seja de qualidade.
Este blog e os outros que vou mantendo não se vão ressentir deste período de descanso meu. Porque blogging é p'ra mim um hobby. E nas férias é quando temos justamente mais disponibilidade para as nossas actividades de tempos livres.
E já agora, também para sonhar, soltos que estamos de um quotidiano que nos embrutece. E é esse mesmo o principal mote da minha escrita. Os sonhos que vou podendo ter.
Indian summer, here I come! World, get ready for this little me...
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
• Dois anos...
Fez na passada 2ª feira, dia 22 de Agosto, dois anos que este bloguezito começou...
...e eu deixei passar em branca nuvem esta efeméride! Desleixado que ando comigo e com as minhas pequenas coisas. Focado que pareço estar, quase em exclusivo, no "benjamim" dos meus outros dois blogs.
Este blog é sobre sonhos. E eu estou a abandonar essa minha actividade onírica por uns tempos... Não me apetece sonhar sózinho. Espero até talvez poder aparecer quem sonhe também e o queira fazer a dois, comigo. Quem seja dono de outras ideias tão peregrinas quanto as minhas. É sempre melhor sonhar acompanhado. Porque é mais fácil depois realizar. É como um filho. Dois a criá-lo será quase sempre uma maior garantia de sucesso do que sê-lo apenas por um pai solteiro. Não só mas também por uma questão de motivação. Mais do que por paixão, que essa não falta, desde que se sonha.
Este blog é sobre sonhos. E eu estou a abandonar essa minha actividade onírica por uns tempos... Não me apetece sonhar sózinho. Espero até talvez poder aparecer quem sonhe também e o queira fazer a dois, comigo. Quem seja dono de outras ideias tão peregrinas quanto as minhas. É sempre melhor sonhar acompanhado. Porque é mais fácil depois realizar. É como um filho. Dois a criá-lo será quase sempre uma maior garantia de sucesso do que sê-lo apenas por um pai solteiro. Não só mas também por uma questão de motivação. Mais do que por paixão, que essa não falta, desde que se sonha.
Bom, mas para compensar esta minha falha, este escandaloso olvidanço que perdoar não posso a mim próprio e por consideração aos dois ou trrês leitores que ainda resistem seguindo este blog, vamos colocar duas imagens a evocar a data passada já há uma semana. Uma, fofinha, mais ao gosto feminino; a outra, mais gráfica e talvez mais ao meu jeito. E como assim é, esta última tem a primazia de estar em cima.
Creio é que tenho de estabelecer p'ra mim mesmo metas!.. A cumprir até daqui a mais um ano. Quando este blog tiver outro post como este de hoje. E dessa vez, ao dia certo... Digo isto e até tenho ganas de bater em mim próprio. Já devia estar acordado deste torpor em que me deixei embrenhar faz já um ror de tempo!!!...
Creio é que tenho de estabelecer p'ra mim mesmo metas!.. A cumprir até daqui a mais um ano. Quando este blog tiver outro post como este de hoje. E dessa vez, ao dia certo... Digo isto e até tenho ganas de bater em mim próprio. Já devia estar acordado deste torpor em que me deixei embrenhar faz já um ror de tempo!!!...
terça-feira, 9 de agosto de 2011
• Reiki e Reflexologia
Julgo ter um talento inato para a prática do Reiki e da Reflexologia.
Nunca procurei desenvolvê-lo ou aprofundá-lo, complementando-o com algum tipo de formação teórica. Mas gostaria de o fazer, afim de a posteriori exercer esse talento como profissão.
Hoje em dia estou cada vez mais impossibilitado de concretizar o desejo de tirar um curso sobre estas técnicas de saúde e bem-estar por razões essencialmente financeiras. Mas não queria mesmo nada desistir de mim.
Queria até apostar mais e mais nesta vertente do meu ser. E, por isso, venho lançar um desafio a quem possa me ler e comigo queira fazer esta aposta - que poderá parecer a priori uma aposta cega, para quem não prive comigo - nestes meus alegados trunfos.
Haverá por aí quem se mova neste mundo virtual e que me possa proporcionar a realização das aspirações minhas de não deixar desperdiçado estes presumíveis talentos benfazejos que digo deter?...
Não posso prometer pagar con la plata buena a ajuda que me darão eventualmente. Mas sim com um empenho e dedicação em que porei a minha alma toda.
Isto é fácil de afirmar, dir-me-ão... Mas rogo que haja fé em quem em mim apostar de que terá um retorno largamente compensador. Assim consigam escutar um vosso feeling profundo em relação a este inusitado desafio, aqui chutado por este vosso criado, sem grande preparação, à meia-volta e algo toscamente naïf. Ou pelo menos de forma pouco usual...
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Nota: Estamos em Agosto. Para quem ainda não notou... Vou inaugurar neste mês de férias uma série de posts light, fresquinhos e, sobretudo, curtos q.b. Mas sempre impregnados de ideias bem peregrinas, como se há-de convir... e numa linha de coerência com o mote principal deste bloguezito.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
• La crêperie bretonne
A próxima moda gastronómica a nível da nossa querida aldeia global, na minha opinião e desejo profundo, deveria ser o típico food & beverage da Bretanha francesa, ou Breizh.
Foi no dia 31 de Outubro de 1998 a última vez que jantei a iguaria acima mostrada na foto. Num restaurant-crêperie de Brest, a cidade-porto por excelência da moderna marinha de guerra gaulesa e capital do départment de Finistère.
Um crêpe au blé noir, recheado de queijo Emmental ralado, lascas de presunto de bacorinhos bretões e com um ovo a encimar esse divino recheio. Teté esse que fica cozinhado como que tipo estrelado dentro do crêpe, que é fechado à laia de envelope dos correios. A famosa galette bretonne, de sarrasin - o blé noir é entre nós justamente denominado de farinha de trigo sarraceno ou mouro - ou complète.
Um crêpe au blé noir, recheado de queijo Emmental ralado, lascas de presunto de bacorinhos bretões e com um ovo a encimar esse divino recheio. Teté esse que fica cozinhado como que tipo estrelado dentro do crêpe, que é fechado à laia de envelope dos correios. A famosa galette bretonne, de sarrasin - o blé noir é entre nós justamente denominado de farinha de trigo sarraceno ou mouro - ou complète.
Algo tão simples, mas com um sabor por demais. E para regar a goela, nada melhor p'ra mim do que a boa da cidre doux de Bretagne. E antes do repasto, como aperitivo um Kir breton.
Além dos afamados crêpes, o acervo gastronómico e cultural de Breizh ainda conta com uma curiosidade interessante p'ra nós, tugas. É que... o prato nacional bretão, o kig ha farz, é muito semelhante ao... cozido á portuguesa, do qual sou nada fã, por acaso.
No jardim à beira-mar plantado, se quisermos degustar estas belas especialidades, temos - ou tinhamos, não sei ao certo... - uma crêperie bretonne em Armação de Pêra, essa Massamá algarvia.
Ou então rumamos a Vigo, a terras dos celtas da Galiza, bem perto da fronteira norte, e frequentamos um restaurante de uma cadeia que roça um conceito yankee de fast food franchise, denominada - p'ra não variar... - Crêperie Bretonne Annaíck.
Ou então rumamos a Vigo, a terras dos celtas da Galiza, bem perto da fronteira norte, e frequentamos um restaurante de uma cadeia que roça um conceito yankee de fast food franchise, denominada - p'ra não variar... - Crêperie Bretonne Annaíck.
Um bocadinho adulterado o ambiente, com a história de meterem um autocarro antigo e carrocerias de Fiat 600 dentro do restaurante, mas enfim... experimentai, se vos aprouver.
terça-feira, 21 de junho de 2011
• A febre me pegou
Era fatal!... Também apanhei a febre que p'rái anda do peixe cru com arroz, enrolado em algas.
Passei a adorar comer sushi. Sou praticamente viciado. Um dia, se a minha bolsa estiver recheada com a quantidade adequada de dobrões, vou devorar esta iguaria até ganhar a compleição física de um lutador de sumo em fim de carreira desportiva. E tal não será fácil, pois não é variedade gourmet que seja reputada por contribuir para engordas de espécies burgueso-porcinas.
E agora vou viajar. Estou a ver-me uma noite em Tokyo a jantar num sushi bar e a seguir ir assistir um concerto no Budokan duma cantora japonesa de voz vibrante e entusiasmante, Onitsuka Chihiro.
Gosto particularmente deste tema, Cage (live). Nem compreender 99,3% da letra - só sei o que significa kudasai... - esta melodia sempre me tocou, não o sei explicar...
私は日本が大好きです!...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
• Estou a dois (milhões de) passos do Paraíso
Hoje em dia eu me permito sonhar!...
Sonho tudo. Até o impossível. Ou quase. Meus sonhos hoje são foguetões que são concebidos para ir para o espaço sideral.
Fizeram-me sonhar com este pequeno rincon del paradiso ainda relativamente desconhecido, lá numas paragens longínquas. Eu revelei a alguém um sonho meu de ter um dia um spa gastronómico, particularmente orientado para degustação de queijos e vinhos, mas não exclusivamente. E depois desafiaram-me para reflectir um pouco em abrir um bistro e uma pousada - "e porque não?...", disse eu p'ra mim mesmo... - neste belíssimo território peninsular que a foto acima ilustra. A localidade aí em foco é Canto Grande.
Tal como as ilhas dos Açores são um segredo do turismo mundial bem guardado, assim parece ser este recanto. Que, por sinal, me dizem que foi povoado justamente por pioneiros açorianos. Como é regra comum neste particular estado da região sul da Pindorama.
O nome da praia, vila e munícipio é algo cómico... mas o facto de realçar é que já foi promovida à terceira melhor praia do grande país onde se insere, que é já por si um dos mais importantes destinos turísticos a nível da nossa aldeia global.
Descubram esta maravilha, caros leitores deste vosso blog, se vos aprouver por bem, clicando aqui.
Descubram esta maravilha, caros leitores deste vosso blog, se vos aprouver por bem, clicando aqui.
Let's keep dreaming, folks. "The purpose of our lives is to be happy", said our dear Dalai Lama.
domingo, 5 de junho de 2011
• Dinamizar Benavente
Filho de peixe sabe nadar!...
E também tem ideias peregrinas, e das boas. Como esta de divulgar a quem vem de fora a terra onde se vive. E no caso presente, também se... estuuuuuuuuuuda! (private joke).
Para ver o trabalho final da disciplina de Área de Projecto do 12º ano da escolaridade da minha magnífica filha, clicar aqui.
Grande Maria Inês! Quando te metes a fazer algo, não deixas as coisas em águas de bacalhau. Pões mesmo até o fiel amigo a trabalhar para ti, ali como deve ser... Parabéns a ti e a todos os teus colegas de grupo. Um dia hão-de dar o vosso nome a quatro ruas da vossa bonita vila.
terça-feira, 10 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
• "Another Earth" - o filme
Absolutamente a não perder, de forma alguma...
Palpita-me que este filme, quando estrear em fins de Julho próximo, vai entrar direitinho para a galeria dos meus preferidos de todos os tempos. Em beleza!...
Para uma curta sinopse: imaginemos que dum dia para o outro surge no céu ao lado da familiar Lua um outro planeta maior. E que esse planeta é uma réplica perfeita da nossa Terra. E que, além disso, se especula que nele vivem cópias de cada um de nós. Que existe um outro eu para todos nós lá...
O confronto súbito com uma realidade destas deve ser um safanão maior ainda do que a leitura de "O livro do desassossego", de Fernando Pessoa. Um autêntico murro no estomâgo.
E nem sei o que dizer mais dos sites e dos cartazes de promoção deste filme... a sua imaculada qualidade foi o que primeiro atraiu magicamente a minha atenção. Fotografia belíssima!...
E nem sei o que dizer mais dos sites e dos cartazes de promoção deste filme... a sua imaculada qualidade foi o que primeiro atraiu magicamente a minha atenção. Fotografia belíssima!...
Para ver o Trailer podem ir a estes links:
Para fazer o download do trailer na máxima qualidade, em formato HD 1080p, clicar aqui.
domingo, 24 de abril de 2011
• Un bref interlude...
...dans le fil conducteur des sujets exposés sur ce blog que je vais me permettre ce jour-là. Y a un peu de chagrin habitant dans moi, ce gris dimanche de Pâques. Mais, pour remonter, ça me suffit de ne pas rester aveugle à la beauté.
domingo, 10 de abril de 2011
• In vino veritas
Desde há cerca de um mês, mais ou menos depois do Dia Internacional da Mulher, que por uma questão sentimental tenho desenvolvido um interesse crescente pelo vinho.
Dito isto desta forma, poderá pensar-se que devido a um desgosto de amor tenho vindo a procurar afogar mágoas bebendo até "encher a cara".
Não é o caso. É antes um acontecimento feliz que me ocorreu, o encontro virtual com uma outra alma semelhante à minha, que de sopetão se tornou avassaladoramente importantíssima para mim. E não ando a beber vinho agora a torto e a direito, também não. É só mesmo interesse "científico".
Esta mão amiga de que falo aqui reside na mais importante região vinícola do seu país natal. O que me fez logo despertar a curiosidade para essa realidade socio-económica. E depois também me fez reparar neste artigo do site terra.com.br, com o título "As 10 melhores rotas do vinho pelo mundo".
Neste artigo não foram incluídas quaisquer rotas de vinhos de Portugal ou do Brasil. "Ferpeito", digo eu!...
Ignorar o país vinícola com a região demarcada mais antiga do mundo, o Douro, não está mal... Se fizessem uma lista das melhores marcas de automóveis do mundo, talvez também não incluissem nela a Rolls Royce... porque há automóveis e automóveis... e depois há os Rolls Royce.
Já uma vez notei também num número hors-série da revista GEO francesa sobre o tema dos vinhos do mundo o esquecimento do nosso país. Devem querer que permaneceramos um segredo bem guardado, só de alguns privilegiados...
Não querendo parecer que só estou a defender a minha "dama", faço notar que também não se menciona neste atigo do Terra a Hungria e o seu magnífico Tokaji, o vinho dos Reis e o Rei dos vinhos. E que deveriam dar algum foco aos vinhos da sua própria nação, que não devem nada aos dos outros países sul-americanos, pelo menos, se não mesmo a qualquer país, ponto final.
Hoje vou aqui mostrar querer mostrar justamente 4 casas vinícolas do Brasil e seus respectivos vinhos. Que me foram sugeridos por aquela que foi a responsável pelo meu súbito e acrescido interesse pelo vinho. Noutra altura mais tarde irei devolver-lhe aqui outras sugestões, dessa feita "caseiras".
Enceto logo por falar dum vinho luso-brasileiro, o Rio Sol, que foi uma descoberta minha do acaso, induzida pela curiosidade sobre pomadas tupiniquins.
Este vinho é produzido na região do vale de São Francisco, interior do estado de Pernambuco, pela sociedade portuguesa Dão Sul. Tem a particularidade de ser o vinho de difusão mundial produzido mais perto da linha do equador, no paralelo 8. No rótulo da garrafa, o logotipo Rio Sol quer fazer vincar bem essa característica, se se reparar com olhos de ver. A variedade aqui ao lado mostrada é a Rio Sol Winemakers Selection Alicante Bouschet.
Sempre me perguntei porque seria que, tendo os portugueses descoberto a Pindorama, nunca tivessem tido desde o início a vontade de aí plantar vinhedos. Parece que deixaram esse pioneirismo para os emigrantes transalpinos que demandaram em grandes vagas terras de Vera Cruz, primeiro sobretudo no estado de São Paulo, em finais do século XIX.
Os portugueses da Dão Sul parecem estar hoje a fazer uma história que deveria ter sido escrita há mais de 400 anos.
Os portugueses da Dão Sul parecem estar hoje a fazer uma história que deveria ter sido escrita há mais de 400 anos.
Prossigo agora para a presumívelmente mais antiga região vinicola do Brasil, a Serra Gaúcha, no estado do Rio Grande do Sul, e para a zona mais conceituada desta, entre as cidades de Bento Gonçalves e Garibaldi. Para apresentar a excelentíssima Casa Valduga, da "famiglia" do mesmo nome. No site deles, recomendo visitarem a Villa Valduga, complexo muito bem orientado para o enoturismo, com o site e as fotos desse complexo duma extrema qualidade e bom gosto.
Nada a dever aos yankees de Napa Valley. Muito temos todos a aprender com estes "paisanos". A variedade de vinho aqui mostrada é a curiosa Casa Valduga Mundus Portugal 2008.
E esta? Feliz acaso, revelada aqui mais uma inusitada ligação à Lusitânia. Obrigado, caríssima Edite Menegat, por mais isto.
A seguir vamos à casa Château Lacave, da simpática e nobre cidade de Caxias do Sul, proclamada a capital da uva e do vinho no Brasil. E também da região da Serra Gaúcha.
Mais um bom site duma casa vinícola, onde destacaria as fotos do excelente Salão das Bandeiras, espaço belíssimo dedicado a eventos de larga escala, para cerca de 250 comensais. A variedade de vinho aqui mostrada é a Anticuário Antigas Reservas Safra 2007, com a garrafa, por sinal, a fazer lembrar o nosso mundialmente conhecido Mateus Rosé.
Mais um bom site duma casa vinícola, onde destacaria as fotos do excelente Salão das Bandeiras, espaço belíssimo dedicado a eventos de larga escala, para cerca de 250 comensais. A variedade de vinho aqui mostrada é a Anticuário Antigas Reservas Safra 2007, com a garrafa, por sinal, a fazer lembrar o nosso mundialmente conhecido Mateus Rosé.
Por fim, a autenticidade, a genuina ruralidade da casa Boscato, vinhos finos, de Nova Pádua. A mais ligada à terra. A menos sofisticada. Mas não menos apelativa. No site destaco as fotos da adega, dos vinhedos e das paisagens locais ao nascer e pôr do sol. Desse Sol de que a uva depende tanto para a sua qualidade. A variedade de vinho aqui ilustrada é a Boscato Reserva Merlot 2005.
Julgo estar aqui feito um panorama razoável do que o Brasil tem a dar ao mundo do vinho. E que é pena que nós em Portugal não possamos disfrutar ainda de nada da produção destas casas, à excepção dos vimhos da Dão Sul.
E a ideia peregrina do dia é: e que tal haver quem se chegue à frente e comece a importar estes vinhos do Brasil? É capaz de haver aqui um nicho de mercado por explorar, não?
Para finalizar, como contraponto com o que do velho mundo nós, portugueses, podemos representar, ao lado deste novo mundo do Brasil aqui explanado, e também para exemplificar que ambos estes mundos têm a sua beleza própria e complementam-se, aqui fica o link para aceder á galeria de fotos da Quinta da Bacalhôa, em Vila Nogueira de Azeitão, península de Setúbal, Portugal.
E relembro o que a mim me ensinaram: a vida é demasiado curta para beber mau vinho.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
• Uma impressão a nascer
Ultimamente tenho tido a minha curiosidade muito orientada e sobressaltada para uma região do mundo que sempre foi uma das minhas preferidas: a parte austral do nosso país irmão.
Quando mais exploro a informação que a net nos disponibiliza hoje em dia e quanto mais descubro sobre este meu novo prometido Eldorado em textos e imagens... mais esta impressão se vai consolidando na minha mente:
Parece mesmo que o Criador quis um dia tardio, depois do mundo já ter sido concebido no seu atelier há largos séculos, redesenhar ali, a partir de um estirador com uma generosa folha em branco, a natureza autóctone, uma nova Europa em miniatura, em versão revista e melhorada da velha à escala real. Com uma atenção muito cuidada nos mais significativos detalhes.
segunda-feira, 28 de março de 2011
• Ventos de mudança
Há uma ideia peregrina a germinar em mim, que será a mãe de todas as outras ideias que doravante se segurão neste blog. E que é assim...
Apetece-me experimentar o que será sentir isto com a convicção que só a vivência quotidiana no território em questão nos pode dar.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
• Blues Jazz Fado
Como é que se poderá descrever esse dito projecto musical a que me referia no post anterior deste blog?...
Bom... Imaginem temas da música ligeira moderna, cantados em várias línguas, e interpretados por vozes a solo - uma voz diferente para cada tema - vozes essas recrutadas entre aqueles que usualmente actuam em Blues ou Jazz clubs.
Temas esses acompanhados pelas clássicas guitarra portuguesa e viola, a parte instrumental típica de um fadista. Pontualmente complementada num ou noutro tema por um contrabaixo ou piano. Sendo que o dueto de guitarra e de viola teriam intérpretes femininos, caso muito pouco comum nestes instrumentos e nas casas de fado, sobretudo quando simultâneo.
Um bom exemplo seria a estranha mas belíssima intérprete* de guitarra portuguesa ilustrada na foto em baixo:
...mas vá lá, sem o kitsch do traje típico minhoto, por favor.
E quais os temas que constituiriam o repertório deste novel projecto musical?
O primeiro que me vem à ideia é o "Ne me quitte pas", de jacques Brel. desde que o ouvi interpretado pelo Sting que esta "pancada" me sobreveio nos neurónios. Segundo, o "Yesterday" dos Beatles. Que eu costumava tanto parodiar, por acaso. Depois, o "In ogni senzo" de Eros Ramazzotti. O poema de Vinicius de Moraes, "Rosa de Hiroshima", tal como cantado pelo Ney Matogrosso. E daqui destes exemplos até ao "Nothing else matters" dos Metallica, nothing is impossible. Pode tudo caber pelo meio. Aliás, em relação a este último exemplo, ouçam os acordes iniciais e digam lá se aquilo não podia bem ser uma guitarra portuguesa a tocá-los...
Cena muito marada, esta que aqui exponho? Hellooooo!... Reparem no cabeçalho do blog que estão a ler agorinha mesmo.
Uma forte adulteração da canção nacional, demasiada para ser cantada em casas típicas de fado? Não seja por isso; há outros palcos, inclusivé fora de Portugal, aos quais, creio, este projecto, quiçá inovador, poderá interessar.
Se algum produtor ou editora de música me adoptar esta ideia peregrina, eu quedar-me-ei contente dessa apropriação. Só teria um desejo a pedir a quem isso fizesse: é que se equacionasse a possibilidade de eu ser o cantor-intérprete do tema "Ne me quitte pas". É que me encantaria dedicar um dia uma eventual actuação minha deste em palco a alguém especial. Porque por esse alguém esta ideia nasceu.
* Apresento-vos a cidadã brasileira do estado do Rio Grande do Sul, Paola Magalhães dos Santos. Uma personagem muito interessante deste vasto mundo, da qual poderão obter mais info clicando aqui.
Bom... Imaginem temas da música ligeira moderna, cantados em várias línguas, e interpretados por vozes a solo - uma voz diferente para cada tema - vozes essas recrutadas entre aqueles que usualmente actuam em Blues ou Jazz clubs.
Temas esses acompanhados pelas clássicas guitarra portuguesa e viola, a parte instrumental típica de um fadista. Pontualmente complementada num ou noutro tema por um contrabaixo ou piano. Sendo que o dueto de guitarra e de viola teriam intérpretes femininos, caso muito pouco comum nestes instrumentos e nas casas de fado, sobretudo quando simultâneo.
Um bom exemplo seria a estranha mas belíssima intérprete* de guitarra portuguesa ilustrada na foto em baixo:

E quais os temas que constituiriam o repertório deste novel projecto musical?
O primeiro que me vem à ideia é o "Ne me quitte pas", de jacques Brel. desde que o ouvi interpretado pelo Sting que esta "pancada" me sobreveio nos neurónios. Segundo, o "Yesterday" dos Beatles. Que eu costumava tanto parodiar, por acaso. Depois, o "In ogni senzo" de Eros Ramazzotti. O poema de Vinicius de Moraes, "Rosa de Hiroshima", tal como cantado pelo Ney Matogrosso. E daqui destes exemplos até ao "Nothing else matters" dos Metallica, nothing is impossible. Pode tudo caber pelo meio. Aliás, em relação a este último exemplo, ouçam os acordes iniciais e digam lá se aquilo não podia bem ser uma guitarra portuguesa a tocá-los...
Cena muito marada, esta que aqui exponho? Hellooooo!... Reparem no cabeçalho do blog que estão a ler agorinha mesmo.
Uma forte adulteração da canção nacional, demasiada para ser cantada em casas típicas de fado? Não seja por isso; há outros palcos, inclusivé fora de Portugal, aos quais, creio, este projecto, quiçá inovador, poderá interessar.
Se algum produtor ou editora de música me adoptar esta ideia peregrina, eu quedar-me-ei contente dessa apropriação. Só teria um desejo a pedir a quem isso fizesse: é que se equacionasse a possibilidade de eu ser o cantor-intérprete do tema "Ne me quitte pas". É que me encantaria dedicar um dia uma eventual actuação minha deste em palco a alguém especial. Porque por esse alguém esta ideia nasceu.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
• Fado
Ando a carregar comigo um karma terrível!...
Nos planos profissional, financeiro e sentimental - os usualmente objecto de notas nos horóscopos - estou na maior mó de baixo... ou quase. Não está a ser fácil suportar esta cruz. Mas só de mim me devo queixar. Das más opções de vida que venho tomando há já alguns anos.
Tenho aquilo a que se costuma chamar um "Mac Job". Um trabalho socialmente desprestigiado. E onde por comodismo e preguiça me auto-limito a apenas seis horas diárias de suor. Por cuidar que não consigo aguentar mais do que essa dose de quotidiana penitência. Porque é isso mesmo o meu emprego: uma penitência que me imponho a mim próprio. Por absoluta necessidade de ter um salário garantido. Garantia essa que já seria muito bom tê-la para muita gente. Mas para além dessa segurança, eu queria ainda ter alegria no trabalho. Volta FNAT, estás perdoada. E já não tenho essa alegria há muito. Ou se calhar nunca a tive verdadeiramente.
No que às minhas finanças pessoais diz respeito, tenho acumulado dívidas que, para as liquidar totalmente hoje, tal iria exigir cinco meses de trabalho meu, ao ritmo salarial que hoje valho. Não tenho falhado ainda nunca no cumprimento das prestações que devo pagar. O que já é mais do que outros podem dizer, que já estão em incumprimento crónico. Mas eu gostava de ter a minha ficha limpinha de valores em dívida. Ambição desmedida para os dias de crise de hoje, onde até nações inteiras vão á bancarrota? Quando ao nível individual até na classe média-alta há tanta alma endividada até ao tutano... sei lá!... como disse um dia uma tia e alguém depois escreveu um livro com esse título tão... sugestivo.
No campo do Amor... ai, ai... estou separado da minha ex-companheira, desde o dia seguinte a ter celebrado tristemente o meu meio século de idade. Onde pus, irreversivelmente talvez, término a uma relação união de facto de nove anos de duração. A mais longa relação conjugal que vivi. Com uma mulher maravilhosa. Que eu já via a cuidar de mim quando eu estivesse nos meus oitentas... de tal modo a ela me habituei. Embora não a soubesse amar como ela merecia. E nela o desencanto por mim foi medrando... até deixar de existir encantamento algum de todo hoje, por mim enquanto homem. Talvez só como amigo posso por ela ser encarado. Quando já cheguei a ser a sua outra metade dita inseparável - e ela a minha - este status quo dói na alma. Mas ser amigo desta maravilhosa criatura dos deuses, que a minha ex-companheira é, faz com que me sinta privilegiado. Ao lado dos casos pessoais daqueles que também já foram plurais em casais e agora são unidades singulares humanas com divórcios mal resolvidos.
Posto tudo isto assim, até nem me posso continuar a queixar do meu fado. Como o fiz logo de entrada neste post. Ou posso?
É que para além do atrás exposto, eu perdi recentemenete uma boa parte das memórias físicas da minha vida actual.
Vivi cerca de 27 anos, não consecutivos, da minha existência numa casa velha, enquadrada numa quinta, numa área outrora rural, hoje densamente urbanizada. Quinta essa cujo poço de águas abundantes tem uma data inscrita na pedra cimeira do seu arco: 1740. Quinze anos antes do grande terramoto. Casa essa que um perito, cujo nome desconheço de momento, defendeu um dia como moradia do escritor e político Ramada Curto. Apenas por alguns breves anos da sua vida, presumo eu.
Essa casa foi demolida sem apelo nem agravo na sua quase total área edificada no passado dia 13 de Janeiro deste ano aziago que só agora começou. E nos seus escombros ficaram soterrados alguns pertences pessoais que vinha teimosamente preservando dentro desta casa. Não lhes dando assim também a melhor forma de conservação possível.
É triste não se poder salvar as paredes dentro das quais se viveu. Ou aquilo que se guardou durante anos a fio. À espera de ter um dia uma casa condigna para no seu interior conservar finalmente bem o acervo de uma vida. Mesmo que esse acervo fosse essencialmente bric-à-brac e papeladas.
E no entanto, apesar da tristeza que me invade a alma, ainda me permito sonhar. Sonhos utópicos e irrealistas, concedo, mas sonhos todavia.
Ideias peregrinas... que é o que não me falta. Como esta que desenvolverei num outro post que se seguirá a este. E que tem ao de leve um pouco a ver com o Fado. A canção nacional portuguesa. A paixão da vida da minha ex-companheira. Que nunca foi uma das minhas maiores, ou sequer menores, paixões. Mas é a dela. E para eu me sentir mais próximo dela, da sua vocação artística, vou abraçar uma ideia de um projecto nessa área musical. A descrever posteriormente à finalização deste post que já vai longo. E depois ninguém o quer ler até ao fim. Até aqui, este vasto texto funcionou apenas como um teaser para a exposição posterior de uma ideia, que julgo prenhe de alguma originalidade. Que é o que mais falta faz ao velho Fado português.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
• "Eat Pray Love" - o filme
Não percam a ocasião de ver este filme, se ainda estiver em exibição nas salas de cinema, ou procurem alugá-lo em formato Blu-Ray para o verem em casa.
Julia Roberts no seu melhor. Esqueçam o "Pretty Woman"!... Nada a ver com este "Eat Pray Love". Um registo de actriz completamente distinto.
Para verem alguns trailers, cliquem aqui.
Filme baseado no livro homónimo de Elizabeth Gilbert. Consta que é uma obra auto-biográfica. Para tirar uma lição de vida a não esquecer.
Julia Roberts no seu melhor. Esqueçam o "Pretty Woman"!... Nada a ver com este "Eat Pray Love". Um registo de actriz completamente distinto.
Para verem alguns trailers, cliquem aqui.
Filme baseado no livro homónimo de Elizabeth Gilbert. Consta que é uma obra auto-biográfica. Para tirar uma lição de vida a não esquecer.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
• "Águas de bacalhau"
Afinal, não se concretizou o tal de "retiro espiritual" que eu idealizava para as duas semanas que findaram ontem...
Afinal, acabei por não escrever uma só linha de texto do tal romance erótico, do qual gostaria um dia de finalizar a sua escrita. O costume em mim...
Mas em contrapartida, recebi um convite para ler um livro que irá dar brevemente à estampa. De uma escritora minha amiga, muito especial. Um romance em dois tomos, que espero ser-me entregue esta semana.
Honra-me muito ter sido distinguido por esta minha amiga escritora para que eu lhe dê a minha modesta opinião crítica sobre esta sua recente obra.
Afinal, acabei por não escrever uma só linha de texto do tal romance erótico, do qual gostaria um dia de finalizar a sua escrita. O costume em mim...
Mas em contrapartida, recebi um convite para ler um livro que irá dar brevemente à estampa. De uma escritora minha amiga, muito especial. Um romance em dois tomos, que espero ser-me entregue esta semana.
Honra-me muito ter sido distinguido por esta minha amiga escritora para que eu lhe dê a minha modesta opinião crítica sobre esta sua recente obra.
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