- “Qami”, by Sevak Khanagyan
- “When We're Old”, by Ieva Zasimauskaitė
- “Mall”, by Eugent Bushpepa
- “Fuego”, by Eleni Foureira
- “Funny Girll”, by Laura Rizzotto
- “Oniro Mou”, by Yianna Terzi
- “Crazy”, by Franka
- “Monsters”, by Saara Aalto
- “Lie To Me”, by Mikolas Josef
- “La Forza”, by Elina Nechayeva
sábado, 19 de maio de 2018
• Pam pam pa hoo, prram pam pa hoo...
Desde o passado soalheiro dia de domingo, o amanhã após quando tudo aquilo acabou, que tenho andado para ver se escrevo as minhas impressões sobre o grande evento para o qual contribui com a minha pequena parte…
Quase uma semana decorreu com esta página em branco sobre a minha cabeça, qual espada de Dâmocles, sem eu ter boa consciência do que me apetecia dizer. Eis senão quando, deparo com este post num outro curioso e algo nacionalista blog.
Portanto, é mister ir mesmo ler este dito post para se perceber o que vou discorrer a seguir, gentchi…
Resolvi comentar lá. E também tomar como base esse comentário para, de uma vez por todas, despachar o tal post devido a mim próprio e a um qualquer dos meus três blogs, tirado á sorte.
Começo por dizer que concordo inteiramente com tudo o que a Joana disse. E portanto esta não será o único ser (humano) à face da Terra a ter a sua particular opinião sobre os dois singulares vates em questão.
Eu estava dentro do Altice Arena quando este raro dueto actuou na final. E alternei várias vezes a minha presença com os bastidores também. No backstage a que chamaram Delegation Bubble. Com todos os cantores dos 43 países que se juntaram este ano na nossa Lisboa a se passearem ao meu lado. E tenho pena de não ter assistido aos diversos ensaios que o Salvador e Caetano tiveram de fazer antes. Deveriam ter sido quiçá mais entusiasmantes...
After the party is over fica sempre um gostinho de... boca a saber a papel de música, como ouvi um dia a um amigo meu e achei piada.
Fiquei decepcionado que a porra dos fireworks voltassem a ganhar a coisa. Mas era altamente expectável este desfecho...
Agradeço ao Salvador ter-me proporcionado viver esta festa este ano na minha cidade.
Agradeço ter ido àquela Blue Carpet à beira do Tejo. Ter circulado por toda a Lisboa nos assentos da frente de autocarros acompanhados por escolta policial em duas motos a abrir as ruas e estradas entupidas de carros com condutores estupefactos com tal aparato. Ter visto Sintra e sobretudo o Guincho por intermédio de pares de olhos que raramente ou nunca viram o oceano. Ter estado ao lado daquele diamante bruto que passámos todos a chamar de Beyoncé. Ter conhecido e privado um pouco com Mikki Kunttu, uma suposta celebridade no mundo do Eurovision Song Contest e produtor e realizador do primeiro videoclip que passei a admirar quando vivi no seu país natal, a Finlândia. Ter sentido e visto tanta gente feliz... Mas...
...não foi deveras nada elegante que o Salvador tenha deixado sair cá p'ra fora, sem os tais filtros que talvez nunca tenha tido - e ainda bem, alguém tinha de assumir esse papel essencial entre todos nós -, que a canção da Netta Barzilai era... hummm... horrível. Assim, sem mais nem grandes rodeios!... ;-)
Eu até concordo em absoluto com tal consideração estética. E euzinho aqui até posso dizê-lo, com os dentes todos. A minha pequenez permite-me essa liberdade de expressão. Mas lá está, não fui eu que ganhei a Eurovisão o ano passado. Se tivesse sido eu teria procurado educar a minha boca rota. E não ter sido desagradável para com as visitas in da house.
Mas vá lá, vá lá, conseguimos todos concluir com alguma dignidade e satisfação este evento maior do panorama televisivo mundial.
E para rematar, aqui deixo abaixo as minhas escolhas pessoais, sem qualquer particular ordem de preferência. Estes que passarei a mencionar foram todos brilhantes e a reter na memória musical de muita gente.
terça-feira, 24 de abril de 2018
• Mudam-se os tempos...
…mudam-se as vontades.
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
(excerto dum soneto de Luís Vaz de Camões)
Não é que eu tenha mudado muito as minhas vontades. Não. Mas os tempos, esses mudam. Avançam. E trazem cada vez mais e mais novidades, sem parança. Sempre.
Aqueles antigos desejos em forma de quatro rodinhas, um Pagani Zonda tricolore ou um Citroën Méhari Azur, não é que tenham ficado obsoletos. Não. São desejos meus intemporais. Para mim, nunca passarão de moda.
Aqueles antigos desejos em forma de quatro rodinhas, um Pagani Zonda tricolore ou um Citroën Méhari Azur, não é que tenham ficado obsoletos. Não. São desejos meus intemporais. Para mim, nunca passarão de moda.
E tão-só por isso o estou a mostrar aqui neste blog. Porque quero. Porque é mister elogiar o gênio humano que faz nascer estas formas que enchem o olho.
Inovação tecnológica em barda vem ou virá um dia com este Terzo Millennio. Mas eu nem me vou perder nesses pressupostos. Isto porque todo o design associado a este veículo - todo!... - é para mim assaz deslumbrante. E eu já me deixei de emocionar com qualquer coisita. Só que este Lambo passa das marcas!!!…
Deslumbrante não será já uma característica inerente a um veículo utilitário. No entanto, o novo Peugeot Rifter, que vai mesmo aparecer no mercado lá para o final deste ano mexe comigo, também.
As fotos de apresentação deste novo modelo da marca de Sochaux ficaram deveras bem conseguidas!...
Eu, que de vez em quando lá tenho de conduzir um utilitário - nem sempre me entregam nas mãos uma van Mercedes Viano, caixa automática, último modelo, plena de pequenos luxos - Dacia Lodgy, que inicialmente até entusiasmava uma beka, creio que não me chateava nada de trocar por esta Rifter.
Eu, que de vez em quando lá tenho de conduzir um utilitário - nem sempre me entregam nas mãos uma van Mercedes Viano, caixa automática, último modelo, plena de pequenos luxos - Dacia Lodgy, que inicialmente até entusiasmava uma beka, creio que não me chateava nada de trocar por esta Rifter.
É uma fézada. Para mais, algumas Rifter vão sair das linhas de montagem de Mangualde. Vão ter mãozinha lusitana. Fixe!…
quarta-feira, 4 de abril de 2018
• De volta
De volta à vida como uma farsa. Com a Plural, que é aquela agência que teve a ombridade de me lembrar que tenho ainda algum dinheiro de cachets, atrasados de quase dois anos a esta parte. Atitude apenas honesta e justa, mas que não vejo outras agências a tomar.
Desta vez, há dois dias atrás na passada segunda-feira, filmei para a telenovela “A Herdeira”, da TVI, claro. Onde fiz de carniceiro, perdão, de cirurgião e também, julgo, de médico de clínica geral num suposto Hospital Gallego, lá longe do outro lado deste vasto Oceano Atlântico, no México.
Passar um dia inteiro com aquela bata azul de cirurgião é bem fixe. Porque a bata é justamente feita para facilitar-nos os movimentos e ser confortável em cima da nossa pele. É como um kimono de TaeKwonDo ou ainda melhor. Acho que gostaria de as usar de trazer por casa.
Até estou também a pensar comprar esse calçado que sempre achei tão feio, os vulgares Crocs... Porque, mais uma vez, usá-los durante várias horas nos converte ao seu conforto e ao bem estar que dão aos nossos ricos pézinhos.
E agora depois deste regresso a estar atrás das câmeras, vamos a ver o que se segue. Isto é aprazível pelo lado em que vestimos a pele de alguém que nunca na nossa existência fomos ou viremos a ser, isto dito na nossa realidade quotidiana.
E agora depois deste regresso a estar atrás das câmeras, vamos a ver o que se segue. Isto é aprazível pelo lado em que vestimos a pele de alguém que nunca na nossa existência fomos ou viremos a ser, isto dito na nossa realidade quotidiana.
Compensador em termos monetários isto ainda não é, de todo. Encaro esta actividade praticamente como um simples hobby. Não dá para garantir uma subsistência apenas disto.
Mas talvez esteja na hora de almejar a mais altos voos nesta “vida de artista” e de DL (diletante militante), sigla que passo a inaugurar e a apôr à minha própria pessoa como rótulo.
Mas talvez esteja na hora de almejar a mais altos voos nesta “vida de artista” e de DL (diletante militante), sigla que passo a inaugurar e a apôr à minha própria pessoa como rótulo.
quinta-feira, 22 de março de 2018
• Uma ideia peregrina no feminino
Kristina Roth é uma cidadã alemã. Que terá vivido grande parte da sua carreira profissional em New York. E que tem um namorado finlandês, bom rapazinho.
Em New York fez-se uma business woman de sucesso. Criou uma plataforma ou networking group a que chamou SuperShe. E graças ao seu namorado descobriu uma ilha do país dele no Mar Báltico que estava à venda e pela qual se apaixonou. O que não é coisa que me admira de todo… Ou mesmo nada.
Há quem adiante o nome dessa ilha… Themyscira. O mesmo nome do lugar mítico das aventuras da versão feminina do Superman, a Wonder Woman. Não vale a pena procurar a sua localização no Google Maps porque não será encontrada. Por enquanto…
Nesta ilha a comunidade SuperShe está a criar um resort de luxo que será um Clube do Bolinha ao contrário. Ou seja, onde só menina entra. Mas para se hospedar lá não basta ser menina. É preciso ser supermulher. E ser escolhida pela Kristina.
Eu se tivesse nascido fêmea era bem capaz de querer concretizar a mesmíssima ideia peregrina que a sra. Roth teve.
Gentlemen clubs já existem por aí a pontapé, por todo esse mundo. Porque não haveria agora também de nascer este gineceu?…
Força, minha irmã!…
sexta-feira, 9 de março de 2018
• Selfies?...
Selfies?… As tuas fotos nas redes sociais são sempre selfies?… Não achas isso um pouco triste?… Não tiveste ainda um só amigo teu que tirasse fotos tuas com um pouco mais de arte e qualidade?…
Todos nós devíamos ter aquele amigo que faz umas fotos giras e que sabe bem captar o nosso melhor aspecto. E eu poderia e queria ser esse tal amigo para muitas almas.
Abomino esta nova expressão de narcisismo que são as selfies. A beleza está nos olhos de quem a contempla, dizem. E se assim é, se forem sempre apenas os nossos próprios olhos a admirarem a sua própria imagem refletida num écran dum telefone móvel, a coisa deixa de ser bela. Passa a ser tão só patética.
Certo, devemos amarmo-nos a nós próprios em primeiro lugar. Antes de falarmos tanto em selfies já haviam auto-retratos. Vários grandes fotógrafos fizeram-nos amiúde a eles próprios, desde Daguerre até aos nossos dias.
Mas não devemos cair na tolice de ficarmos sós a amarmo-nos a nós próprios. Devemos deixar outros amarem-nos com a sua visão. Com a sua lente. Com a adequada dose de engenho e arte, haverá sempre algo de belo em nós que só outros olhos que não os nossos poderão revelar ao mundo.
Por isso, ó gentes, parem de tirar só selfies atrás de selfies!…
Garantam alguém em quem confiem que domine a arte de captar a vossa alma. Que será sempre com muito melhores resultados do que as inúmeras tentativas que vocês fazem a sós. Acreditem!…
Garantam alguém em quem confiem que domine a arte de captar a vossa alma. Que será sempre com muito melhores resultados do que as inúmeras tentativas que vocês fazem a sós. Acreditem!…
Tu que me lês, permite-me que eu te mostre o teu interior.
Quero ser o teu fotógrafo oficial. A minha destreza vai levar-te a observar o que nunca viste ao espelho.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
• O Ano do Cão
E aí está o Ano do Cão!… Que se diz poderá vir a ser um período de tranquilidade. O que não inviabiliza que ocorram também algumas mudanças. Mas que serão positivas. O que me parece de todo em todo bué da fixe.
Sem ter grande certeza, creio que começou na passada sexta-feira dia 16 de Fevereiro. Nesse dia estive a admirar a beleza da força do mar na Ericeira. Se houve algum cortejo ou festividades na nossa little Chinatown lisboeta, tal facto escapou-me...
Este Ano do Cão vai terminar a 5 de Fevereiro de 2019.
Vou pensar em fazer ainda mais festinhas à minha cadela Nina entre estas duas datas. Talvez ela tenha a chave do destino a dar ao tempo que me restará na minha presente existência terrena.
Este Ano do Cão vai terminar a 5 de Fevereiro de 2019.
Vou pensar em fazer ainda mais festinhas à minha cadela Nina entre estas duas datas. Talvez ela tenha a chave do destino a dar ao tempo que me restará na minha presente existência terrena.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
• Places to go before I die - VII
Neuschwanstein. Eis o nome do provavelmente mais bonito castelo deste planeta Terra.
Hoje venho falar de um daqueles lugares demandados por hordas imensas de turistas, que eu procuraria normalmente a todo o custo evitar. E que por isso mesmo também não seria por norma objecto de um post neste blog. Mas a beleza e a sumptuosidade da coisa é incontornável. E a sua visita é mandatória, como uma ida a Meca.
E depois há todas as histórias e lendas associadas ao homem que decidiu a sua construção, o rei Ludwig II da Baviera*.
Que decidiu erguer este castelo para ser a sua residência, após se retirar da vida dedicada à causa pública. Começou a viver lá antes disso, em Maio de 1884 e por cerca de dois anos, no decurso dos quais foi declarado insano e incapaz de exercer o seu cargo real. Abdicou, foi preso e internado noutro castelo, Berg de seu nome, e mais tarde assassinado - diz-se - junto com o seu médico psicanalista. Os corpos de ambos foram encontrados presumivelmente afogados nas águas do lago Starnberg.
E Neuschwanstein nunca foi terminado no seu planeado esplendor. E apenas sete semanas após a morte de Ludwig II foi aberto ao público.
Bem antes deste castelo, máximo exemplar da época áurea do Romantismo europeu, em 1840 outro ilustre bávaro, Ferdinand de Saxe-Coburg e Gotha**, príncipe consorte da rainha D. Maria II de Portugal, mandou construir em Sintra o Palácio da Pena.
Obra que alguns dizem ser precursora dos vários castelos e palácios reais do velho continente que se lhe seguiram e justamente a comparam a Neuschwanstein.
Obra que alguns dizem ser precursora dos vários castelos e palácios reais do velho continente que se lhe seguiram e justamente a comparam a Neuschwanstein.
Quando se visita este castelo da Bela Adormecida, na Baviera encostada á fronteira com a Áustria, não se pode perder a ocasião de ir também a outra fortaleza vizinha, que dista menos de um kilómetro. o castelo de Hohenschwangau.
Onde Ludwig II habitou durante a sua infância e adolescência. E onde a família real bávara mantinha a sua residência oficial de verão.
Onde Ludwig II habitou durante a sua infância e adolescência. E onde a família real bávara mantinha a sua residência oficial de verão.
É caso para nos questionarmos porque Ludwig II quis construir mais um castelo tão perto deste último. É que este Hohenschwangau schloss já não estava nada mal… Como bem a propósito se soe dizer na Pindorama, já estava de bom tamanho.
Eu já faço do Palácio da Pena a minha casa. A minha sala de visitas, onde recebo e guio os viajantes que escolhem a minha Lisboa para os seus city breaks. Agora quero trocar de papéis e confirmar que Neuschwanstein também vale a pena.
E tanto pior se tiver que suportar com aquele ambiente sempre tão inóspito dum turismo massificado
Eu já faço do Palácio da Pena a minha casa. A minha sala de visitas, onde recebo e guio os viajantes que escolhem a minha Lisboa para os seus city breaks. Agora quero trocar de papéis e confirmar que Neuschwanstein também vale a pena.
E tanto pior se tiver que suportar com aquele ambiente sempre tão inóspito dum turismo massificado
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* Que foi, entre outras coisas, um devoto patrono do compositor Richard Wagner.
** Que curiosamente partilha comigo o mesmo dia de aniversário, o dia 29 de Outubro. No caso dele, o ano de nascimento foi 1816.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
• Peregrinação - o filme
Peregrinação. Um livro incompreendido. Ainda pouco realçado, ao menos em relação ao que mereceria, a meu ver. E este blog chama-se “Ideias Peregrinas”, não é?… Então… Tem tudo a ver.
Fernão Mendes Pinto. Um obscuro personagem, menos lembrado que o seu mais ilustre contemporâneo Luís Vaz de Camões. Porque não escrevia em verso. Mas cuja vida e obra já merecia um filme, também.
Em Portugal os filmes que cá se fazem raramente podem contar com orçamentos generosos para a sua feitura. Portanto, este foi o filme possível de ser produzido. Um filme de autor. Receita clássica, ao velho estilo do cinema europeu. Ou o que tem de ser tem muita força.
Talvez não muito fiel e valioso em termos de reconstituição histórica. Mas com uma fotografia com nota artística alta. O que já não será nada mau de todo.
Talvez não muito fiel e valioso em termos de reconstituição histórica. Mas com uma fotografia com nota artística alta. O que já não será nada mau de todo.
Mais pobre resultado final teve, julgo eu, o filme “La mort de Louis XIV”, do qual já me ocupei num post de outro blog meu.
Filmado na China, Japão, Índia, Malásia, Vietname e Portugal, dizem acerca da produção desta obra da sétima arte… Com tantas andanças assim, eu julgo que os cenários naturais poderiam ter sido um tudo nada melhor explorados. A coisa deve ter-se quedado tal qual devido á velha história do bom ser inimigo do óptimo…
Sob um outro ângulo, ás tantas este filme parece mais ter sido feito para promover uma antiga obra musical de Fausto com o mesmo título e sobre a existência do mesmo aventureiro.
Podia ter sido mais enriquecido em substância, este filme… Mas não envergonha o seu realizador, João Botelho. Alguns podem achar o seu visionamento algo enfadonho. É no entanto necessário olhar para esta criação artística com alguma benevolência. Por causa sobretudo da fotografia, uma vez mais volto a frisar.
É também uma oportunidade para nos maravilharmos com a doce interpretação de uma actriz dona de uma graça e beleza bem raras. Raríssimas. Sublimes. Ilustradas exemplarmente neste filme.
Falo de Jani Zhao. Que temos a sorte de ter nascido entre nós, em Leiria. Enquanto ela tem a desventura de não ter nascido em Beijing. Ou ainda melhor, quiçá, em Beverly Hills. Mas há-de lá chegar. Se algum olheiro puser a mira nela.
Assisti a este filme ontem. E mais uma vez foi singularmente feliz e reconfortante aquela transição do sonho para a realidade que nos acomete sempre que se sai da sala do cinema para a rua cheia de transeuntes alienados pela hora de ponta do crepúsculo.
Um dia destes, com sorte saio do nimas com ela a meu lado. E a coisa será ainda mais cool.
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Nota: para ver um trailer deste filme, clicar aqui.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
• Porque correm?...
“Porquê agitares-te, ó meu mestre? A vida é como o relâmpago, o seu brilho mal dura o tempo de ser apercebido.”
- Lao Tzu
Porque correm as pessoas hoje em dia?… Porque todas as empresas em que se acometem parecem-me sempre vãs?…
Eu cá quero ver se sobrevivo uma vez mais a esta agitação que se avizinha. Todos os anos cada vez um pouco mais cedo no nosso calendário. Só há talvez algo que me fará sair da voluntária e doce pasmaceira que me rodeia: um chamamento para partir até onde a paisagem esteja toda branca.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
• Num impasse
Estou a viver num limbo. Um pouco cansado do que faço. Mas sem querer abandonar de todo esta actividade que me tem permitido conhecer melhor este país onde vim ao mundo.
Estes últimos dois meses tenho tomado missões de trabalho em doses homeopáticas. Mas em breve tenho de retomar um outro ritmo mais elevado. Sentir the energy of money dá gozo.
Opcionalmente, poderia ir viajar por paragens onde ainda não pus os pés. Sair finalmente deste velho continente. Só que… Estou sempre à espera de um íman que me atraia.
A estação fria nunca mais chega aqui. Estamos no fim de Outubro e ainda neste último fim de semana estava um calor de rachar num lugar onde costuma haver uma brisa do mar bem fresca, a Praia de Vieira de Leiria. Só apetecia deitar naquele areal e ficar a torrar ao sol…
Já tenho saudades de sentir alguns arrepios de frio na rua e voltar para um lar bem quentinho. E de fazer sauna. E quero ver se consigo usar a minha ushanka com absoluta necessidade. Ás tantas vou surpreender-me em breve tomando a súbita consciência que estou para lá dos Urais.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
• Ressuscitar um clássico
Neste Portugal dos anos 30 do século passado houve uma família portuense de aventureiros, os Irmãos Ferreirinha, que se arremeteu a criar uma marca automóvel, a Edfor. E desenhou um veículo desportivo de linhas muito arrojadas para a sua época.
Eu creio que este carro é tão fascinante no seu design que merecia largamente ser de novo produzido nos dias de hoje, numa escala artesanal. E em versão eléctrica. Já que os veículos que têm de recorrer a combustíveis fósseis parece que vão ter os seus dias por fim contados. E talvez muito mais breve do que a maioria de nós nem sequer sonha.
Ah, se eu tivesse o dinheiro necessário para fazer reviver este Edfor Grand Sport, que deveria ter tido uma vida bem mais longa... Ok, "prontes", isto é só mais uma ideia peregrina, o que é que se há-de fazer?...
terça-feira, 22 de agosto de 2017
segunda-feira, 31 de julho de 2017
• Não entendo
Há cada vez mais forasteiros a visitar este meu país. E os malandros aparecem nos mais recônditos lugares, que por vezes nem dos tuguinhas locais julgo serem tão conhecidos.
Portugal já não é só o Algarve, o sol e a praia. Até o outrora sombrio Porto e Norte de Portugal está a ser tão ou mais visitado do que a talvez mais cosmopolita e minha região de Lisboa e arrabaldes.
Estamos a ser descobertos por todos os outros povos deste nosso planeta comum. E o que aqui vislumbram parece encantá-los.
E eu que aqui vivo e que conheço outras realidades lá fora não entendo esta febril invasão de turistas a este pequeno rectângulo.
Deve haver algo que nos diferencia e que atrai os enxames que cada vez mais pululam por tudo quanto é canto dentro das fronteiras mais antigas deste mundo. Mas o que será?… E qual foi o clic a partir do qual houve este aumento exponencial das torres de Babel pelas ruas das nossas urbes?…
É bom que se investigue isto. Se queremos que se perpetue por muito mais tempo esta onda neste corrente ciclo tão positivo.
É bom que não nos deixemos cegar por esta súbita euforia. Porque, apesar de tudo, ainda temos muito por onde melhorar. Tornámo-nos uns predilectos de repente mas estamos longe de sermos perfeitos.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
• Obrigado!...
Este corrente mês de Junho tem sido uma correria danada!… Mas como soe dizer-se por aí, quem corre por gosto não cansa.
Tenho sido bem feliz no meio de tanta azáfama. E quero pensar que há alguém lá longe que anda a pedir aos anjos dela por mim e pelo meu bem-estar.
Quero crer também que saberei quem é esse alguém. E daqui deste blog vou agradecer a essa alma que me é muito querida.
Aitäh, kallis.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
sexta-feira, 28 de abril de 2017
• Livin' la vida loca
Back in business, one more time. Driving some of these fine luxury limos, shown below. All around, all day, full speed ahead. Looking sharp on my monkey suits. Eating as a special guest in the finest local restaurants. And on top of it all, making quite a nice deal of pocket money on the side. ;-)
quinta-feira, 23 de março de 2017
• BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa
Desde há cerca de um ano que tenho estado mais activo na área do turismo. E desde há muitos mais anos que sou um aficionado pelas feiras de sectores profissionais, regra geral organizadas pela FIL - Feira Internacional de Lisboa.
Por estas razões, fui visitar, como é meu hábito enraizado, a última BTL 2017 - Bolsa de Turismo de Lisboa, que terminou no domingo passado.
Com a minha mania - ou pancada - de arrebanhar papeladas sempre que posso, lá estive a tentar encher uma mala-trolley com brochuras, folhetos e demais produções gráficas que os diversos expositores deixam à disposição dos visitantes da feira.
O meu entusiasmo (aliado a uma antiga deformação profissional de designer gráfico), no entanto, esmorece de ano para ano. Ou então é a minha mentalidade que vai amadurecendo. O resultado final foi que desta vez trouxe comigo muitos menos kilogramas de papel.
É verdade que os expositores na BTL são cada vez menos e com menor exuberância nos seus stands. E já não renovam tanto de ano para ano as peças gráficas com que pretendem nos cativar. É quase sempre mais do mesmo. De algo que já arrebanhei em anos anteriores. Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.
Resumindo… Nada vi de tão deslumbrante este ano na BTL 2017. Mas os meus gostos também serão outros agora, porventura…
De acordo com um interessante site, o GetYourGuide.com, parece haver no momento actual dois destinos turísticos emergentes a nível global. Que não estiveram representados nesta feira: os Emiratos Árabes Unidos e a Islândia.
O que é pena mas ao mesmo tempo perfeitamente aceitável. Não são ainda destinos que interesse assim tanto promover junto de nós, tugas, que só queremos as promoções baratinhas de Cancun, Cuba, República Dominicana, Cabo Verde e outras que tais.
O que é pena mas ao mesmo tempo perfeitamente aceitável. Não são ainda destinos que interesse assim tanto promover junto de nós, tugas, que só queremos as promoções baratinhas de Cancun, Cuba, República Dominicana, Cabo Verde e outras que tais.
As organizações que promovem o Turismo do Dubai estarão sobretudo mais focadas em continuar a receber turistas de país emissores com poder de compra maior do que o nosso. O que é apenas natural.
E na Islândia também pensarão assim, com certeza. Mas não desdenham tanto assim também atrair todo o cão e gato e bicho careta deste mundo dos deuses para conhecerem o seu pequeno e ainda misterioso país.
Ao menos no ciberespaço estes descendentes dos vikings estão deveras agressivos. Sendo muito omnipresentes com publicidade em banners em vários websites aqui e acolá.
E eu que ando a levar turistas por todo o nosso Portugalito em veículos de gama alta, fico encantado com a solução que os conterrâneos da Bjõrk arranjaram para mostrar o seu belíssimo mas inóspito território aos forasteiros que o demandam.
Pois é… As Mercedes Viano na Islândia são… helicópteros. E há montes de tour operators a propor voos de meia-hora a três horas sobre a capital Reikjavik, lagos, montanhas, glaciares, formações vulcânicas ou a costa oceânica.
As magníficas imagens que neste post se mostram, com notas técnica e artística 10, são do site da Iceland Luxury, uma marketing operation, segundo os próprios.
Outros sites de interesse sobre esta curiosa temática dos singulares tours turísticos na Islândia são:
Mal posso esperar para assistir um dia lá e me deslumbrar com esse fenómeno tão espectacular que são as Aurora Borealis, ou como dizem os nórdicos, the Northern Lights.
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