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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

• Qualidade de vida

Em Abril do ano passado quis deixar um agradecimento ao universo por aquilo que designei como “um período de relativa calmaria nesta corrente existência terrena minha”.

Muitas águas correram por debaixo da ponte desde então. O tal período benévolo persiste. Tive um final de ano de 2018 muito prazeiroso, diria até glorioso.

O meu castelo não está ainda pronto, todavia. Mas passos foram dados no sentido de uma melhoria assinalável da minha qualidade de vida pessoal.

Houve uma janela de oportunidade que se abriu nesse tal benfazejo 2018, em Agosto, Para que se proporcionasse ser mais autónomo. Para que passasse a ser um centauro motorizado a quatro rodas. De novo, após uns longos anos apeado.

Não foi nesse Agosto de há um ano atrás mas foi neste recentíssimo, que findou há dias. Mas la macchina que me estava destinada esperou por mim todo este interim. E isto parece ter todo um simbolismo de bom augúrio.

Agora, almejo muito é partilhar esta qualidade de vida a que me alcandorei com quem me visitou no final de 2018.

Seria tão, mas tão fixe passear cabelos ao vento por belas paisagens naturais, ainda não exploradas por aquele amore mio. E desfrutar de la dolce vita, insieme.

Se ao menos fosse possível recuperar o tempo perdido… Ou voltar atrás alguns recentes anos numa providencial máquina do tempo...

Ok, eu sei, este desejo é uma ideia peregrina. Mas quem sou eu senão o rei das ideias peregrinas?... Hum?...

Afinal, hoje em dia parece que “Boa Londres é esta”, como já o afirmavam ao Mestre de Aviz há tantos séculos atrás. E as hordas de forasteiros que nos visitam e que depois por cá se quedam estão a fazer com que nós tugas estejamos a despertar para esse facto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

• 9º aniversário

Nove anos. Nove anos que levo escrevendo palavras que quase ninguém lê. Que a quase ninguém entusiasmam mais.

Por vezes parece inglória esta disciplina que me imponho, de escrever pelo menos um post em cada mês que passa, em cada um um dos meus três blogs… Uma perda de tempo e de energias, que poderia reservar para outros fins. Sim, mas quais?…

Há alturas em que me interrogo se não seria mais razoável parar. 

Mas invariavelmente concluo que não. Porque parar pode ser algo definitivo. E mesmo que ninguém beba das minhas palavras, eu beberei. Um dia, quando quiser recordar como se faz uma travessia do deserto, faço uma regressão às palavras que fui deixando pelo caminho, como pedrinhas.

É de resto um exercício que venho executando amiúde. Para tanta vez não me reconhecer no que a minha mente produziu no passado. E constatar que evolui. O que me deixa tranquilo. Sereno.

Portanto, não vou parar de escrever. Jamais. E até espero que no céu continue a haver lá um Mac para mim.
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Nota: a partir deste 9º aniversário blogueiro, creio que vou passar a experimentar adoptar um outro alinhamento de texto nos parágrafos. Em vez de alinhado à direita, vamos ter um alinhamento justificado. Talvez nem sempre daqui em diante seja assim. Mas por hoje fica. Tenho dito. Ponto.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

• Porque correm?...

“Porquê agitares-te, ó meu mestre? A  vida é como o relâmpago, o seu brilho mal dura o tempo de ser apercebido.”
- Lao Tzu     

Porque correm as pessoas hoje em dia?… Porque todas as empresas em que se acometem parecem-me sempre vãs?… 

E agora vem aí a época do ano em que os comuns mortais andam mais desassossegados… O Natal. Mais um Natal.

Eu cá quero ver se sobrevivo uma vez mais a esta agitação que se avizinha. Todos os anos cada vez um pouco mais cedo no nosso calendário. Só há talvez algo que me fará sair da voluntária e doce pasmaceira que me rodeia: um chamamento para partir até onde a paisagem esteja toda branca.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

• Num impasse

Estou a viver num limbo. Um pouco cansado do que faço. Mas sem querer abandonar de todo esta actividade que me tem permitido conhecer melhor este país onde vim ao mundo.

Estes últimos dois meses tenho tomado missões de trabalho em doses homeopáticas. Mas em breve tenho de retomar um outro ritmo mais elevado. Sentir the energy of money dá gozo.

Opcionalmente, poderia ir viajar por paragens onde ainda não pus os pés. Sair finalmente deste velho continente. Só que… Estou sempre à espera de um íman que me atraia.

A estação fria nunca mais chega aqui. Estamos no fim de Outubro e ainda neste último fim de semana estava um calor de rachar num lugar onde costuma haver uma brisa do mar bem fresca, a Praia de Vieira de Leiria. Só apetecia deitar naquele areal e ficar a torrar ao sol… 

Já tenho saudades de sentir alguns arrepios de frio na rua e voltar para um lar bem quentinho. E de fazer sauna. E quero ver se consigo usar a minha ushanka com absoluta necessidade. Ás tantas vou surpreender-me em breve tomando a súbita consciência que estou para lá dos Urais.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

• 8º aniversário

8 anos. E muito cansado. Cansado de tudo. Ou quase tudo. Menos de esperar. Continuo a esperar. Sempre esperarei. Já nem sei bem o que esperar. Mas espero.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

• Amo o que faço

Eram umas sete e pouco da matina dum domingo que se anunciava bem radioso.

Estou vestido todo pinoca e vou a conduzir um Mercedes E-Class preto. Rumando desde a minha casa até Óbidos, à vontadinha ao longo duma A8 vazia de outros carros. Ouvindo Bob Marley no sistema audio da viatura. Que era o meu circunstancial brinquedo.

Assim de repente, dou por um espectáculo da nossa querida mãe-natureza, a decorrer ali bem ao meu lado direito.

O sol tentava nascer atrás da Serra de Montejunto, que brilhava como se fora uma pepita de ouro gigante.

Dei por mim a falar comigo mesmo, exclamando entre dentes “Eu tenho mesmo o melhor emprego do mundo!…”.

Isto foi há uns dez dias atrás. Quero passar esta memórias para este blog mais cedo do que apenas hoje. Mas o ritmo intenso de outras mais boas experiências que venho vivendo não me deixou tempo de qualidade para escrever.

Dirigia-me naquele dia até à Pousada do Castelo de Óbidos, a buscar duas ilustres viajantes do país do sol nascente ali alojadas. Afim de as trazer até á capital ao fim dessa jornada. A simpatia que mutuamente eu e estas dedicámos um às outras leva-nos a cumprimentarmo-nos com um singelo “Namasté”.

Talvez por estas senhoras serem do país do sol nascente apreciaram sobejamente uma fotografia do nascer do sol perto do seu hotel que tirei enquanto as aguardava. E pediram-me que partilhasse essa mesma foto por email com elas.

Na véspera tinhamos vindo de Coimbra até esta unidade hoteleira tão peculiar. O que me obrigou a vencer a distância desde a entrada nas muralhas de Óbidos até á recepção da Pousada, rompendo através da multidão que acorreu naquela tarde de sábado ao evento de animação ali presente, chamada de “Vila Natal”.

Chateei montes de famílias com carrinhos de bebés que pululavam pelas artérias estreitas e íngremes daquela bela Oppidum, que se viram forçadas a desviar-se do seu aprazível passeio para permitirem a marcha lenta do meu bólide através daquela mole de gente muito mas muito pachorrenta...

Os impropérios que então ia ouvindo - a somar aos que não ouvia mas adivinhava - protestando contra esta minha démarche até me deram mais alento no cumprimento da minha missão. E fizeram-me sentir um gajo assaz importante, por estar a importunar tanta gente.  ;-)

Amo mesmo o que faço, tal como já o proclamei num post noutro dos meus blogs.

E vejo o meu empenho reconhecido, na maior parte das vezes. De várias e variadas formas. Como nestes cartões que as “minhas” alegres viajantes nipónicas me presentearam no fim do dia.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

• No need to pimp my ride...

Já está de bom tamanho assim como é.

A minha vidinha corre sobre rodas. Literalmente. Isto no campo profissional. Chegarei algum dia destes a estar "ready for her"?...

Ah, se ela pudesse me ver no meu dia-a-dia... Mais feliz só se fosse a voltar todas as noites para esse ninho onde poderíamos os dois viver um dia. Cá ou lá.

segunda-feira, 28 de março de 2016

• A ideia mais peregrina

Ser feliz. Eis aquela que é a ideia mais peregrina de todas.

A mim lá me vão acontecendo milagres de quando em vez. Foi o caso do que me sucedeu no início do passado outono. Mas infelizmente eu não estava preparado…

Agora, após um longo inverno do meu descontentamento e desilusão, um novo milagre desceu sobre mim. Ainda não é “aquele” grande milagre. Mas já é de dimensão suficiente q.b.. 

Dá é muito trabalho!… Dá e espero que continue a dar. Mas foi justamente aquilo que eu pedi aos anjos. The so called "energy of money”, tal como ela, a minha "imetegija haldjas"*, um belo dia falou.

Quem inventou o celebérrimo ditado que proclama que o dinheiro não traz felicidade referia-se com toda a certeza quando o pilim é em larga escala. E a sua abundância cai do céu sem se derramar qualquer suor. 

Sorte diversa já é quando não se tem nem umas moeditas para tomar um café e de repente se consegue converter o tempo que se tem de sobra em alguns valentes dobrões, assim de chofre. Nem imaginais a felicidade que daí pode decorrer, meus leitores!…

Tenho sido de facto um protegido dos anjos, graças aos seus patrões, os deuses todos. Em toda a minha vida. E em breve creio que estarei pronto. Para ser feliz, mais uma vez. Oxalá não seja tarde demais.
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* Fada milagreira, em estoniano.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

• Tem de haver outra saída…

"A 'why' is a dangerous thing... It challenges old,
comfortable ways, forces people to think about that they do
nstead of just mindlessly doing it. (Haplo)...
I think the danger is not so much in asking the 'why' as in
believing you have come up with the only answer. (Alfred)"
 - Margaret Weis

É só uma cenoura. Ao fim do dia, se chegares onde eles querem que tu chegues, talvez eles a dêem a ti. Amanhã, se eles precisarem de ti de novo ou se foste até bem longe hoje, hão-de colocar outra cenoura à frente dos teus olhos.

Talvez devesses, no entanto, parar para pensar um pouco…

Porque raio queres afinal a cenoura? Vale assim tanto a pena? Andares atrás dessa cenoura não será que te distrai de outros objectivos que também, sobretudo ou ao invés deverias antes perseguir? É mesmo isto que queres para ti?

Vem esta minha filosofia de vão de escada que me assalta neste momento o meu pensamento a propósito disto... 

Quando a vida me apresenta aquelas modernas formas de ganhar dinheiro - o dinheiro que é inevitavelmente necessário para sustentar essa mesma vida - que andam desgraçadamente tão em voga hoje em dia, regra geral eu penso que… 

Tem forçosamente de haver outras formas melhores de se ganhar a vida. Tem mesmo de haver!… Senão, estamos todos perdidos.

Bom, isto pode ser um problema só meu... Mas há certas cenouras que comigo não funcionam. Não me fazem mover. Não os músculos mas os neurónios sim. Isto fazendo fé que estes últimos ainda se vão estrebuchando de quando em vez, claro...

E no entanto são tão atraentes para tantos outros seres humanos. Até para aqueles cuja inteligência prezo. Que vão sendo cada vez mais raros. Lá está, é um problema exclusivamente cá do rapaz, sem dúvida... Passe o sarcasmo.  ;-)


domingo, 22 de novembro de 2015

• Realidade um pouco mais real

Até ao dia 9 deste mês estive a viver em Lahti, na Finlândia. Como disse aqui neste blog/diário o mês passado, o do meu aniversário.

Nesse glorioso dia aquela que eu amo - e que eu sinto pertencer a seu lado até ao fim dos meus dias - ofereceu-me de presente uma viagem num ferry boat, bem do grandioso, de Helsinki até Tallinn, a capital da sua belíssima mãe-pátria.

O que me levou a experimentar uma travessia que muita gente desta parte do mundo - falantes destas estranhas línguas fino-úgricas, como o finlandês e o estónio - faz amiúde. Assim a modos que quase com tanto povinho quanto as gentes que cruzam todos os dias o Mar da Palha, vindos da Margem Sul em direcção à minha Lisboa.

Tallinn é, de facto, um pequeno paraíso turístico, ainda um pouco no segredo dos deuses no que pode dizer respeito à fama que merece como destino turístico de projecção mundial. Amei esta antiga urbe hanseática, lindíssima como poderão comprovar com um rápido olhar ilustrado em fotos publicadas no meu facebook, a que se pode aceder clicando aqui.

Helsinki é também uma cidade capital notável, sobretudo na singular beleza de todo esse infindável arquipélago que é necessário ir atravessando para nos afastarmos do seu porto. Ou portos, porque vários. Cada porto com o seu destino. Como Stockholm ou Pietari. E, uma vez mais, o meu olhar sobre esta realidade geográfica pode ser consultado clicando aqui.

Já agora, a "minha" Lahti do coração também consta aqui.

Estes dias nesta região do mundo, cujo frio me fustigou mas não me venceu ainda, foram dos mais felizes que já experimentei na minha existência actual. E para lá tenho de voltar, assim a fortuna me ajude a cumprir tal façanha ilustre.

Por estas últimas duas luas, de regresso ao jardim à beira-mar plantado, tem-me sido proporcionado estar entretido com a ficção. Para esquecer uma realidade demasiado real. E feia. 

Estive cinco dias úteis sempre solicitado para participar em filmagens das telenovelas da TVI e da SIC onde já tive numerosas aparições, inclusivé lembradas pela minha filhota enquanto longe daqui me encontrava…

Voltei a ser um membro do conselho de administração dessa grande construtora, a Venâncio SGPS, outrora Sacramento SA, em “A Única Mulher”, por dois dias seguidos. Antes tinha jogado snooker no Bar Rocha’s, em “Poderosas”. Papei no restaurante da Maria, em “Coração d’Ouro”, depois.

E finalmente estive englobado no seio da costumeira “turma do croquete” numa suposta festa de inauguração do hotel em “Santa Bárbara”. Que até que enfim tem divulgado um logo a sério, muito em cima da sua estreia na pantalha. Que se pode ver ao lado. Já não era sem tempo…

Excepto em “Poderosas”, fiz sempre papel de gajo cheio do dito, bem ataviado... Tudo na mais descarada palhaçada! Porque continuo um pobre diabo, cheio de dívidas e com vergonha até de reclamar o que já ganhei como cachets neste ano todo de 2015 que se vai esvaindo.

Sou, no entanto, um homem rico, sim. De vivências bem intensas. E daquilo que o dinheiro não pode pagar. Faria inveja ao mundo inteiro!... Se ao menos as gentes soubessem.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

• Architect needed for a work of passion

I need an architect. For develop along with me a new project which is a work of passion. Someone to whom I can pass the very same passion I have about this idea of mine. To make this idea his own, even. Because he/she will have to work on that for free. To fill a little more his/her architecture portfolio. Perhaps with the work of his lifetime.

The idea I’m talking about is this one, that is roughly described in a previous post on this blog and can be read in english clicking here.

For starters, the core of what could turn out to be his whole new concept, a “gastronomic spa” - its most exclusive area, where people would relax during a whole day, taking massages from time to time, enjoying a beautiful sunshine day by a pool side or inside it, tasting delicacies such as the finest beverages and gourmet food - should be somehow like this example, in the photo below.

Alea jacta est. The challenge is launched. 

And now, also and specifically for my fellow countrymen who could be interested on such a work of passion…

Eu preciso de um arquiteto. Para desenvolver junto comigo um novo projeto que é um trabalho de paixão. Alguém a quem eu possa passar a mesma paixão que tenho sobre esta minha ideia. Para tornar esta ideia como sua, mesmo a sério. Porque ele/a terá que trabalhar sobre isso a título gratuito. Para preencher um pouco mais o seu portfolio de arquitectura. Talvez com a obra da sua vida inteira. 

A idéia de que eu falo é esta, que é sumariamente descrita num post anterior neste blog e que pode ser lido em português clicando aqui.

Para começar, o núcleo do que poderia vir a ser todo este novo conceito de um “spa gastronómico” - concretamente a sua zona mais exclusiva, onde as pessoas relaxariam ao longo de um dia inteiro, tomando massagens de vez em quando, apreciando um bonito dia solarengo ao lado duma piscina ou no seu interior, degustando iguarias como as melhores bebidas e comida gourmet - deverá ser de alguma forma como neste exemplo, na foto acima.

Alea jacta est. O desafio está lançado.
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Nota: Entre o conjunto dos arquitectos de nacionalidade portuguesa, gostaria especialmente de contar com o concurso de Dina Maria Néné Rosa, membro n.º 9472 da Ordem dos Arquitectos; bem como o de João Carlos Rito de Oliveira Afonso, membro n.º 2269 da mesma Ordem, que são dois bons amigos que fiz no meu passado.

sexta-feira, 20 de março de 2015

• E vão quatro!…

E sem dar por isso, já são quatro* as telenovelas em que tive alguma participação… Com uma visibilidade escassa, mas ainda assim eu estive lá. Desta última vez, com um pouco mais de destaque.

Nesta telenovela “Jardins Proibidos” - uma reedição de outra com o mesmo nome, exibida há mais de uns quinze anos, creio - um dos vários casais da trama são a Raquel e o Diogo. Esta falece devido a um cancro. E o Diogo, o viúvo, despede-se da sua amada Raquel nesta cena em que intervenho. Filmada a 12 de Fevereiro deste ano no cemitério dos Prazeres.

O Diogo é interpretado pelo actor Rui Porto Nunes. Cuja fisionomia achei deveras parecida com a minha. E quem ler estas linhas poderá julgar por si, ao ver a foto acima, tirada em plenas filmagens. Ou um excerto do episódio em causa, clicando aqui.

(Já agora, neste dia, com a minha barba de três dias quase a atingir 2 semanas de idade, com a indumentária que me foi atribuída pela produção e com o meu semblante** sempre carregado… acho que fiquei com um look tipo Capitão Haddock!…)

Eu poderia ter sido o pai do Diogo nesta ficção. Mas não. Fui o pai da falecida esposa dele. O que se justificará por aquela crença que nos diz que as raparigas procuram dum modo geral namorados em que vêem algo do seu próprio pai…

Este dia inteiro de filmagens proporcionou-me mais uma inédita experiência de vida: a de tomar uma refeição rodeado por almas de tantos que ali se encontravam na paz eterna, enclausurados em seus jazigos. Experiência partilhada por todos os que estávamos envolvidos nestas andanças, actores e técnicos. Um prazeirento almoço em modo picnic numa mesa disposta ao longo duma daquelas alamedas pejadas de sepulturas. Quais pequenos mausoléus, cada um de seu clã.

E assim vai vivendo este indivíduo “in between jobs” que eu sou***, na Lusitânia dos nossos dias. Enquanto Dom Sebastião não regressa…
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* Das outras três telenovelas em que estive envolvido já escrevi nestes dois posts, que podem ser consultados clicando aqui e aqui.

** Semblante esse que aliás para o dramatismo daquele momento ficcional era mesmo o adequado.Ás tantas, foi pela minha assaz predominante e típica expressão facial tipo "cara de enterro" que me escolheram para isto…

*** Agora reformulando num actual bom português: o rótulo que me poderá ser grudado com uma maior exactidão político-sociológica contemporânea é, dentro da crescente classe dos desempregados, o de um desencorajado.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

• Viajar na mayonnaise

Expus uma ideia que foi qualificada para os concursos de empreendedorismo da Acredita Portugal*. O que me deixou deveras contente e, a princípio, inchado de orgulho…

Mas reconheço hoje que esta não é, nunca foi uma ideia empreendedora. É mais do domínio dos sonhos. Um puro desvario. Não é enquadrável. Não é quantificável. Não é classificável. Até nem será exequível, porventura. Não é de todo sustentável. É uma ida à lua. É algo ainda não tentado. Vou procurar o meu caminho noutras paragens.

Pela parte da Acredita Portugal sou incentivado a criar um plano de negócios. E em lugar de pensar em números, eu parto é para “viajar na mayonnaise”. A alargar os limites do sonho para mais além. E a perceber que a minha ideia é mais o argumento de um filme. Só num filme - que já comecei a visualizar - eu poderei conseguir comunicá-la com eficácia. A ver vamos...

Como é que Steve Jobs, Cristoforo Colombo ou Leonardo da Vinci fariam para expôr as suas ideias?... É sobre isto que tenho de reflectir.

A descrição primária da minha ideia inovadora pode ser lida num anterior post deste blog, clicando aqui.

No acto de inscrição aos concursos de empreendedorismo da Acredita Portugal mencionei que outras ideias mais recentes tenho a germinar neste momento, na área da animação turística para turistas visitantes de topo e actividades de lazer e desporto para todos. Mas sempre, sempre peregrinas… E daí, talvez não.
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* Na sua Identidade Institucional, a Acredita Portugal diz ser (sic) “uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional”. Creio que os casos de sucesso que esta organização enumera no seu website falam por si. Tem de ser possível fazer melhor. Mas talvez só com abordagens não tão técnicas e mais ousadamente visionárias.

Ter visão é algo que não se ensina. Antes se educa. Mas não em cursos superiores de gestão.

domingo, 28 de setembro de 2014

• Este verão índio

Está quase a acabar aquilo a que os americanos chamam de indian summer. Sempre a melhor época do ano para mim. E este ano fui presenteado logo no começo deste mês de Setembro com um desafio repentino e inusitado.

Tenho nos últimos tempos um foco na minha vida profissional: o de vir a trabalhar num ambiente o mais livre de stress que for possível. E com isto em vista, julgava eu que o que de melhor me poderia suceder seria ter um emprego numa pequena unidade hoteleira.

Como por exemplo, em qualquer destes dois hotéis já mencionados neste blog: o Vale do Rio Hotel Rural ou o H2OTEL, Hotel Termal de Unhais da Serra. Ou talvez também em alguns hotéis em São Pedro de Moel ou na Praia de Vieira de Leiria, locais bem no âmago do belíssimo pinhal plantado por el-rei Dom Dinis, onde eu soía passar uns prazeirosos períodos de férias. Ou ainda noutros que nos últimos tempos tenho descoberto por todo esse Portugal desconhecido que espera por si. Slogan bem antigo este, de que talvez alguns leitores mais novinhos já nem se lembrarão...

As funções em que eu melhor poderia encaixar as minhas alegadas competências, sobretudo as linguisticas, numa actividade no ramo hoteleiro seria como recepcionista, e eventualmente como night auditor, querendo ser mais preciso. E isto porque num turno da noite um recepcionista tem de ter a polivalência necessária para se ocupar da vigilância das instalações técnicas. E aí entrariam também os meus technical skills na área da engenharia.

Tudo isto era muito bonito de se imaginar. Mas o destino trocou-me as voltas. Quando me propuseram o tal desafio que no início falei. Que foi nem mais nem menos do que o de ser animador turístico. Coisa que nunca tinha feito na minha vida e nem me via a conseguir  fazer com brio. Mas convidaram-me… E eu podia lá deixar fugir esta rara oportunidade!

Na próxima terça-feira vai terminar esta minha temporária missão, que venho exercendo no Hotel Vila Galé Náutico de Armação de Pêra, Silves. Um modesto mas bem acolhedor hotel, numa localidade que de todo este sunny Allgarve que não era daquelas que eu mais amava, para dizer o mínimo…

Mas as coisas correram-me de feição até agora, que já estou perto do fim. Desenrasquei-me. E quiçá nada mal, sobretudo junto dos mais pequenitos, como já referi neste também recente post, de outro dos meus blogs. E doravante o bichinho da animação vai-se enraizar na minha mente. Graças em grande medida a um grande profissional com quem tenho a fortuna de estar a seu lado, aqui neste hotel que vai sendo a minha casa. E bem catita, sendo assim nas circunstâncias presentes: apenas por um tempo com o seu términus bem definido.

Em cenas dos próximos capítulos ainda hei-de desenvolver neste blog as ideias peregrinas sobre animação turística que me têm sido acometidas enquanto aqui permaneço, tal como as atrevidas das gaivotas que invadem esta propriedade, com algum abusivo à-vontade. Como eu não me recordo de ter visto em mais lugar nenhum.

No próximo mês de Outubro hei-de dizer com saudade benditos dias que aqui vivi. E vai doer lembrar-me daqueles que me rodearam, tanto colegas como turistas clientes do hotel.

terça-feira, 27 de maio de 2014

• I am beautiful

Portugal, segunda década do século XXI quase a meio. Milhões de pessoas capazes desocupadas. Uma crise económica - e depois também social - reinante que destruiu uma pujança de crescimento. Que remete muitos de nós, entre os quais me incluo, à condição de rotulados como “desencorajados”.

Andámos todos estupidamente felizes até há uns tempos atrás. Sem nos darmos conta que o éramos. Uns a fazer aquilo que gostavam de verdade. A construir, a criar coisas. E outros a tentar apenas ganhar dinheiro. Sem criar nada de bom ou útil. E como se não houvesse amanhã. Bastards!...

O segundo grupo de pessoas, as gananciosas, como era de esperar, fez merda… E lixaram a vida aos outros todos. Porque agora todos temos de limpar a porcaria que só alguns provocaram. E enquanto estivermos nessa limpeza não podemos ocuparmo-nos de mais nada. A brincadeira da criatividade teve de ceder os seus recursos humanos e sobretudo financeiros para esta tarefa que nos dizem ser urgente.

Quando é que nós, os outros que não pensam só em dinheiro, vamos poder divertir-nos de novo a criar?… Não se sabe. E desconfia-se que vai levar muito tempo até sermos felizes de novo.

Entretanto, enquanto isto não passa e a razão não reinar de novo sobre a paixão dos estéreis cálculos económicos, eu cá me vou entretendo como posso. Estou a dedicar-me, de momento, entre outras coisas, à indústria do entretenimento, justamente.

Até agora, decorridos quase 3 meses disto, já posso exibir três peles amarradas à minha cintura. Três telenovelas de um canal televisivo que eu mal vejo, a TVI, em que já tive uma pequeníssima participação como figurante. E são estas, por ordem cronológica de participação em sessões de filmagens, as seguintes: “O Beijo do Escorpião” *, “Mulheres” ** e “Belmonte”.

Tenho encarado fazer estes papéis de figurante como um hobby. Mas aparece-me investir mais nisto. Quero ser modelo fotográfico senior. Em anúncios publicitários. Por exemplo. Como o fazia o bacano do Bill Murray, no filme "Lost in Translation".


A avaliar pelos que me rodeiam nestas andanças, tenho ainda uma boa pinta, como kota. E uma atitude perante a vida um tudo nada menos derrotista do que os demais. 

Logo, devo ter um físico e um mental que serão de valor, como se costuma hoje em dia dizer por aí.

A quem me lê e que goste de fotografia, quero lançar o desafio de fazermos um portfolio aqui a moí. E que seja de arrasar. Vá, isto vai ser uma win-win situation, boys and girls!… 
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* Como já referi há algum tempo num outro blog, neste post, aqui.

** A telenovela “Mulheres” vai estrear em breve nas pantalhas dos nossos lares. A 1 de Junho, dizem as últimas previsões.

domingo, 12 de janeiro de 2014

• I need a job, now!

That’s right. I need a job, right now!

I need a job because I’m sick of feeling to be useless. Of not fitting in this society that has begun to tell us with statistic studies that we are not all needed to keep the global economy pumping. That perhaps 40% of all the actual unemployed people will not return ever to the job market, until the end of their lives.

And I need a job NOW also because I have to get some money in my pockets. To feed myself. And to pay my damn bills. The few ones I still have.

While I was busy doing my regular job search, even with added enthusiasm induced by one of these unemployed people motivational conventions, I missed to give proof once of my professional inactivity to our welfare system. Who used to pay me some money to stay alive during this stupid social economic storm. But that now are menacing me of going to cut that small but essential help.

Like it would be normal, I’m trying to find a better job than the ones I had before. A more sustainable job. A more pleasant one, as well. And also more rewarding, for sure. Not just in terms of salary but of fringe benefits and everything else that matters to me. Which would be, for instance, to have an ideal stress-free working environment. Or to work on something that can really matter for the world and the human race progress. In a word, to be happy on my job.

And this is why one of my strongest bets on this job search strategy that I planned is to try to work in the future on functions like hotel receptionist. Mainly small hotels. And in pleasant countrysides. With these fine touristic landscapes.

But I can easily too be a shepperd. Or a wine or cheese maker. Or of other artisanal products, like cider, beer, bread, red fruits, vegetables or flowers. Or work in spas, healing people with my massage skills. Or being a tennis teacher for kids. Or a travel correspondent to any media business that would sponsor this activity.

Or a blogger or a photographer or a graphic designer and artworker, all these being activities that I do on a freelance basis, nowadays. In a not so greatly sustainable way, until now...

I once knew on the internet about a curious fact concerning the job market in China for foreigners. Which was like this: major corporations in China were hiring americans and europeans, mainly white people, to expose them on their headquarters buildings halls, on spaces open to public. Because this is a status sign for chinese companies. They say in this manner that they are big enough to seduce foreigners to work for them.   

But I could be even just a volunteer to any NGO, like Unesco or EWB, Engineers Without Borders. If I would not have to worry about retirement issues. Or the fatal final period of our lives. If we all already could live on this Unconditional Basic Income (UBI), a recent initiative of citizens to be evaluated by the European Commission, which should have to submit this important social big step to the future of our society to the approval of the European Parliament.

Folks, you who might be reading these lines, please help me. Please put me to challenges. Please invite me to go and help you in your local businesses, there where you live. 

It can well be In Bali, Andorra, Okinawa, Astana, Kitsault, Rio Grande do Sul, Antarctica, San Carlos de Bariloche, Muscat and Oman, the Reunion island, Baku, Sanya, the Dolomites, Costa Rica, Samarkand, the UAE, Switzerland, Goa, Corpus Christi, Iceland, São Tomé e Príncipe, etc.. And a few other places in this world I might remember later. I'll stay with a widely open mind about this. I just wish to find a good place where I could release my until now saved creative potential and work force. At your service. In a win-win situation.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

• My life is for sale

An absolutely mad idea today! Which is to put the rest of the days in this life of mine for sale.

That’s right, my life is for sale. Because I’m an absolutely free man, available to be taken. Available to embrace any new life challenge, whatsoever, in any place in this whole world. I have no strings attaching me to any country, business, job, situation or life settlement. 

I’ve never lived alone in my 53 years old life but soon my dear daughter will be starting her autonomous life and then, yes, I’ll be completely unattached from anyone. And alone, after all these years. With no one living with me to care for on a daily basis.

My life is for sale, as I’ve said in the beginning. And how can you people totally “buy” this human life of mine? Simple. You just have to say: “Come and meet me here, where I am. I have plans for our future together. You’ll be helping me with my business and supporting me with my life. And us two will be as one.”

Or you could say, as well: “Please accept me in your house. I want to start to live by your side, there where you are. We will build up our common future life. I know what we can do together.”

I’m divorced for more than 3 years now. And since the end of my last relationship, I haven't met anyone in this whole online or real worlds who might be ready for a total commitment, like the one where I'm willing to give myself entirely to a new love of mine.

So, I'm perhaps losing my hopes to be in a couple again. But I'm always available to help other people, for example, to relocate to live in my country or in any other one in the European Union. And as a photographer, I'm also always interested in a beautiful face, smile, gaze, pose, etc., of any age.

I wonder while writing these lines why I have these thoughts today. Well… It might be perhaps due to the fact that there are a lot of dreamers in this world. People who perhaps share the very same dream I have. To find or to be found by someone who's willing to dedicate herself to her partner. Like I would too, given such a chance. Until the end of our lives.

The greatest luck in life that could strike me would be to go live the rest of my days in a desert island with that special one human being. Being in a couple where no one will ever get tired of the other part. Or even be totally dependent of her smile every single morning, as we awake together and at the same time. To live only for the utopia of our endless love. And nothing else matters. 

I'm this kind of dreamer. Now, how about you, my dear reader? What's your life biggest dream?

If you kept reading my words until here, with this big will not to quit, well, then who knows, you might be the one. You are in this way showing a great interest in me. And I'm starting to captivate you, somehow, with my life philosophy.

Come as you are. But please be bold, beautiful and - most important quality - smart, intelligent, sagacious, clever, sensitive.

Please read also my blog "Giuseppe Pietrini a presidente” and find out if you can turn out to be the lover I’m waiting for. Or you the same to me. This is a multilingual blog about L-O-V-E, which started as a joke and has turned out to be the main tool I use in the hard task of searching for my soulmate, at a worldwide scale. Eventually one day at a even bigger scale, if proof of intelligent life forms outside our planet Earth will be produced.

She has got to be somewhere!...


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

• Foi há 12 anos...

Já decorreu este tempo todo… Desde que as vidas de todos nós sofreram este abalo sísmico que foi o 11 de Setembro de 2001.

Julgo que poucos seres neste mundo não terão sido afectados, de uma forma ou de outra, por este acontecimento. Mesmo aqueles que vivem no mais recôndito canto desta terra.

Eu estava no meu lunch break, já depois de ter engolido a sandocha da praxe, quando me vieram dizer que tinha havido um embate de um avião num arranha-céus de New York. E que estava a dar na tv.

Fui ver. Lembrei-me de uma foto famosa de outro embate de um avião no Empire State building, nos anos 50. Pensei que era só um remake da mesma desgraça… Mas depois vieram avisar-me de que tinha havido um segundo embate! E é então que a coisa começou a cheirar a esturro… Como eu já contei mais em detalhe num post de um outro blog meu, quando isto fazia uma década.

Eu trabalhava na altura no estúdio gráfico de uma agência de publicidade de renome mundial, a Saatchi & Saatchi, em Lisboa. Que fazia parte de uma rede mundial de escritórios com sede em New York, justamente. Como quase todas as grandes agências de publicidade de nível planetário.

Duas semanas apenas depois do 11 de Setembro, o conselho de administração da Saatchi, lá nos States, decidiu fechar um bom número de escritórios da sua rede… e a fava calhou-nos a nós, lisboetas, tal como a outros, em cidades europeias como Milano.

Desde então e até hoje, nunca mais tive uma carreira profissional de que me possa orgulhar com galhardia. Nunca mais tive um emprego de jeito, para ser absolutamente claro. E passei por dois longos períodos de desemprego. O último dos quais ainda dura… E dura... E dura...

Pouco mais de dois meses depois do 9/11 teve início na minha vida uma relação sentimental que iria durar nove anos. Mas da qual hoje em dia tenho de apagar suas memórias. Como se nunca tivesse tido lugar essa ligação amorosa. Talvez assim tivesse sido pelo melhor… 

E como toquei nos planos profissional e sentimental, é forçoso que siga o que é costumeiro e fale também do plano da saúde…

Aí estou mais velho. Com menos energia do que há 12 anos. Como seria de esperar. Mas de resto não me posso queixar grandemente de nada. Não serei rijo como um cepo, mas… Dou p'ró gasto. Ainda. Ao menos isso, carago…

Estou a fazer como que um balanço da minha situação pessoal actual neste post. Mas não quero esquecer o mundo que me rodeia.

Numa linha, parece-me que os Estados Unidos - a superpotência mundial que foi o alvo deste atentado - andaram entretidos em conflitos que criaram nesta dúzia de anos. Descuraram também tomar o pulso da sua economia. E com isso terão contaminado os países ocidentais que fazem parte da sua órbita mais próxima.

A crise económica global que atravessamos hoje não é de todo alheia ainda a esta porra do 11 de Setembro. Mas enquanto uns se distraiam em guerras e bolhas nos mercados imobiliários e financeiros, outros foram fazendo o seu caminho até ao topo do domínio da economia global. Como a China é o melhor exemplo dessa longa marcha com pézinhos de lã.

Se não os podes bater, junta-te a eles. Está-me cá a parecer que para quem tem ideias como as que habitam a minha mente, um bom habitat para estas se tornarem um pouco menos peregrinas será o velho Império do Meio.

Afinal, o que é a Grande Muralha da China senão uma das maiores ideias peregrinas alguma vez nascidas do génio humano?...


terça-feira, 25 de junho de 2013

• Peregrinando por aí

O mundo inteiro protestando contra a crescente degradação do seu nível de vida, contra terem de pagar dívidas públicas de estados que esbanjam dinheiros e recursos, contra corrupções grassantes por todo o lado, contra serviços públicos cada vez mais degradados na sua qualidade, como a saúde, a educação, a justiça, etc…

…e eu apenas encantando-me com ideias tão peregrinas como a do tipo que pensou num iate em forma de porta-aviões nuclear, que se vê acima. Ideal para ir peregrinar pelo mundo inteiro, passando ao largo dos inúmeros tumultos nas grandes urbes. E da revolução global.

Estou além.
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Nota: a foto acima é a reprodução de uma página dupla de um interessante artigo sobre projectos megalómanos para grandes navios para clientes multimilionários, publicado na revista Newlook France, edição de Setembro 2011, cuja bonita capa - para dizer o mínimo... - se mostra aqui ao lado. 

Como dizia Fernando Pessoa, provavelmente com muitíssima razãozinha antes do tempo, "navegar é preciso, viver não é preciso"...