Mostrar mensagens com a etiqueta Palavras ao vento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palavras ao vento. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

• The great admirer

Tal como o Snoopy, também eu tenho andado ultimamente fascinado, de facto, com a minha escrita nos meus três blogs. E também em algumas redes sociais. E ainda mais com as minhas recentes - mas não apenas estas - "brincadeiras" com a IA.

Digo e escrevo isto inspirado no design duma linha de produtos da Moleskine* com esse personagem dos Peanuts, tal como se pode ver acima um exemplo de ilustração de capa de notebook.

Isto de praticar militantemente esta cena do blogging já vai fazer em mim 17 (dezassete) anos daqui por uns dias neste corrente "querido" mês de Agosto.

Agora é mister que eu veja é como monetizar esta actividade a que me dedico já há tanto tempo… Noutros termos mais terra-a-terra, ganhar bué da guito com este hobby.
______________________________________________

* Se achais graça a esta marca e que o seu notebook é giro, podeis adquiri-lo na loja do Hotel São José, em Fátima, que foi onde eu descobri a coisa, e tal como eles divulgam no Instagram deles.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

• Santa Cruz

Como já noticiei noutro dos meus três blogs, estou actualmente a viver em Ponte do Rol, concelho de Torres Vedras. Mas a minha ambição inicial era morar não muito longe daqui, na bela praia de Santa Cruz.

Por esta humilde povoação passaram já em suas vidas alguns ilustres escritores que por lá se encantaram com a sublime tranquilidade que tanto se respira naquelas remotas bandas. Sobretudo na hora mágica do sol poente. Hora do dia essa que era justamente a predilecção do poeta Kazuo Dan, cujo memorial está mostrado na foto do topo deste post.

Consta que este parava de fazer tudo o que tivesse entre mãos e rumava ao miradouro sobre a praia uma meia hora antes do sol se pôr. E quando o astro-rei ia sumindo no horizonte gritava a um suposto gestor deste universo “Devolve-mo! Devolve-mo!”.

Santa Cruz vai representar provavelmente o crepúsculo da minha actual existência. Não é que eu queira me despedir já. Não. Ainda só tenho uns 64 outonos mal vividos, caramba. E quero alcançar a centena destes - gozando melhor a vida, se possível for - e mesmo ultrapassar esse marco temporal. Mas talvez já seja a hora de retornar a espada à baínha.

Como canta o vate Almir Sater, "Ando devagar porque já tive pressa".

sábado, 30 de novembro de 2024

• Vem aí o Natal

E cada vez mais cedo nos lembram disso, ano após ano após ano… Um dia destes a época natalícia vai começar no regresso às aulas em meados de  Setembro.

Este ano vai ser o primeiro Natal sem pai nem mãe. Mas o segundo com uma netinha.

A ver vamos como vai correr. Talvez ainda estarei a vivê-lo morando num quarto partilhado. Com nove africanos, na maioria angolanos. Quase todos me olhando como um white guy. Mas há pelo menos um que talvez me veja como um amigo. E com o qual nos entendemos na língua de Molière.

Aqui por Loures onde vou vivendo ou sobrevivendo ainda se ouve falar nas ruas português com sotaque de Portugal.

E é tão-só isto que me apraz dizer por agora.

quinta-feira, 20 de abril de 2023

• Aquele cheirinho bom

Digo, o cheiro a terra molhada depois da chuva que caiu ao fim de um longo tempo de secura estival...

Sempre ouvi dizer é que dá azar verbalizar que se está a sentir esse aroma no ar. Será porventura não mais do que um mito urbano, ou melhor, rural. Quem me avisou de tal facto minha amiga foi, nascida e criada num meio campesino.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

• O meu mês

E assim de repente, sem darmos muito bem pela coisa, somos surpreendido por já estarmos em Outubro.

O verão já não é o que era. Nem foi capaz de produzir grandes incêndios florestais, como noutros anos passados e recentes.

Mas não deixou de haver outras catástrofes naturais ou, directa ou indirectamente, causadas pelo homem. Um pouco por todo o lado, com algumas excepções, como a deste pequeno jardim à beira-mar plantado do bom velho Luís Vaz.

Volto a ter aquele infeliz feeling de “no pasa nada”, tal como tive antes do 11 de Setembro de 2001. Que as coisas estão todas muito chuchas e paradas para o meu gosto. Que em breve e fatalmente shit is gonna to hit the fan.

Nada bom…

E daqui a uns poucos de dias tenho mais um niver… Sessenta e um outonos… Porra!!!…

Ainda não está na altura de eu fazer um balanço pessoal desta minha corrente existência. Isso deve ser guardado lá mais para o final, que eu me creio ainda com uma razoável tesão de viver.

Mas já posso afirmar - isto apesar deste desânimo induzido por ultimamente a vida estar um pouco em banho-maria - que carrego um rico acervo de memórias. E algumas das melhores foram vividas neste mês de Outubro. E lá longe.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

• The future of the industry of hospitality

Bom, não fui seleccionado para ser um dos raros beneficiários do projecto “Em Bragança há liberdade para recomeçar”, que foi divulgado por moi no anterior post deste blog. As chances disto acontecer eram bem pequenas, mesmo…

Entretanto, através da WWOOF Portugal foi gerada uma outra oportunidade para que eu fosse passar uma temporada longe do lar, doce lar, numa quinta pertencente a um cidadão britânico, situada entre Torres Novas e Tomar. Hélas, mais outra chance gorada. Razões de natureza familiar are holding me back. E sobre isto nada mais direi, por enquanto.

Naquele cursinho online, do qual já falei noutro post, em que ainda estou embrenhado, comecei faz uns poucos de dias a tentar com algum esforço mental a me empenhar num trabalho* em que descrevo um projecto hoteleiro ambicioso. Trabalho esse que baptizei mui pomposamente - e com umas valentes carradas de cagança - como “Welcome to the future of the industry of hospitality”.

Englobei neste novo projecto as duas ideias próprias mais peregrinas que neste blog alguma vez já expus: SportAnima e Vinum et Caseus. E apimentei com mais algumas, que talvez a seu tempo também venham a ser desenvolvidas em detalhe aqui neste meu plateau digital.

A imagem que está no topo deste post tem a ver com uma dessas novas lucubrações minhas… Um dia hei-de palrar mais sobre. Por enquanto, ficam aqui estas sementes, à laia de teaser**

Para já, tenho a confessar que começo a curtir uma beka criar algo usando essa horripilenta aplicação informática da empresa do Bill Gates, o Microsoft PowerPoint. Uma coisa que eu sempre desprezei olimpicamente. Quem diria… eu, um Mac fanatic indefectível…

______________________________________________________

* Trabalho este que uma vez mais não foi tão valorizado quanto eu aspiraria. No wonder, é só mais outra ideia peregrina… I still remain in need to be found and appreciated for exactly who I am.

** Sendo um teaser, pode ser que aguce curiosidades e me faça conquistar novos leitores para este meu vão exercício de "bloggar". E sobretudo daqueles que botam faladura em forma de comentários. Que já ha muito que não vejo tal coisa...

quinta-feira, 2 de abril de 2020

• #ficaemcasa, parte 2

Ontem, primeiro de Abril, o tradicional Dia das Mentiras, interroguei-me num post noutro blog meu sobre como vai ser o entretenimento de agora em diante…

Parece que nada será como dantes. O quartel-general vai deixar de ser em Abrantes, finalmente...

Hoje venho falar sobre uma área específica do tal circo do famoso “panem et circenses”: o desporto profissional.

Os desportistas do mais alto nível vão sofrer grandes perdas nos seus rendimentos. Todos ou quase todos os grandes clubes de football das maiores ligas da Europa têm os seus activos, os jogadores, parados, sem obterem qualquer proveito deles e tendo que pagar-lhes os seus chorudos ordenados. Logo, a pressão para se fazer reduções nesses ordenados ou para colocar jogadores no mercado a preço de saldo já começou a alastrar.

Desta conjuntura vem-nos dar novas, entre outros, o jornal desportivo L’Équipe, cuja capa do dia 31 de Março está reproduzida acima. E tal como no post anterior deste blog, #ficaemecasa, venho uma vez mais aplaudir a criatividade do layout desta capa, elaborada à volta da imagem desse mui grande fenómeno que é o Lionel Messi. Encore une fois… Bravo! Bravo!…

Adoro o pormenorzinho do símbolo no centro da boina!...

Crê-se que o nosso Leo é a voz mais activa na verbalização do descontentamento acerca do downgrading - ou desconsideração - que o FC Barcelona lhe quer impingir. A ele e a todo o plantel. Daí a colagem que lhe fazem ao  comandante Che Guevara.

Outra capa que é uma obra brilhante é a duma revista associada a um desporto - no caso um desporto yankee, com pouquíssima expressão aqui na Europa -, o exótico baseball. É daquelas coisas que transmite uma mensagem subliminar tão “in your face!”que apetece dizer “esta foi na veia!”. Vide aqui ao lado a dita cuja…

Bom, e se isto se passa na área do desporto, os vários agentes culturais que se cuidem…

Principalmente os ligados à música e à organização de concertos para as massas. Porque a vez deles penarem também chegará. Se é que não está aí ja!...

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

• Qualidade de vida

Em Abril do ano passado quis deixar um agradecimento ao universo por aquilo que designei como “um período de relativa calmaria nesta corrente existência terrena minha”.

Muitas águas correram por debaixo da ponte desde então. O tal período benévolo persiste. Tive um final de ano de 2018 muito prazeiroso, diria até glorioso.

O meu castelo não está ainda pronto, todavia. Mas passos foram dados no sentido de uma melhoria assinalável da minha qualidade de vida pessoal.

Houve uma janela de oportunidade que se abriu nesse tal benfazejo 2018, em Agosto, Para que se proporcionasse ser mais autónomo. Para que passasse a ser um centauro motorizado a quatro rodas. De novo, após uns longos anos apeado.

Não foi nesse Agosto de há um ano atrás mas foi neste recentíssimo, que findou há dias. Mas la macchina que me estava destinada esperou por mim todo este interim. E isto parece ter todo um simbolismo de bom augúrio.

Agora, almejo muito é partilhar esta qualidade de vida a que me alcandorei com quem me visitou no final de 2018.

Seria tão, mas tão fixe passear cabelos ao vento por belas paisagens naturais, ainda não exploradas por aquele amore mio. E desfrutar de la dolce vita, insieme.

Se ao menos fosse possível recuperar o tempo perdido… Ou voltar atrás alguns recentes anos numa providencial máquina do tempo...

Ok, eu sei, este desejo é uma ideia peregrina. Mas quem sou eu senão o rei das ideias peregrinas?... Hum?...

Afinal, hoje em dia parece que “Boa Londres é esta”, como já o afirmavam ao Mestre de Aviz há tantos séculos atrás. E as hordas de forasteiros que nos visitam e que depois por cá se quedam estão a fazer com que nós tugas estejamos a despertar para esse facto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

• 9º aniversário

Nove anos. Nove anos que levo escrevendo palavras que quase ninguém lê. Que a quase ninguém entusiasmam mais.

Por vezes parece inglória esta disciplina que me imponho, de escrever pelo menos um post em cada mês que passa, em cada um um dos meus três blogs… Uma perda de tempo e de energias, que poderia reservar para outros fins. Sim, mas quais?…

Há alturas em que me interrogo se não seria mais razoável parar. 

Mas invariavelmente concluo que não. Porque parar pode ser algo definitivo. E mesmo que ninguém beba das minhas palavras, eu beberei. Um dia, quando quiser recordar como se faz uma travessia do deserto, faço uma regressão às palavras que fui deixando pelo caminho, como pedrinhas.

É de resto um exercício que venho executando amiúde. Para tanta vez não me reconhecer no que a minha mente produziu no passado. E constatar que evolui. O que me deixa tranquilo. Sereno.

Portanto, não vou parar de escrever. Jamais. E até espero que no céu continue a haver lá um Mac para mim.
____________________________________________________

Nota: a partir deste 9º aniversário blogueiro, creio que vou passar a experimentar adoptar um outro alinhamento de texto nos parágrafos. Em vez de alinhado à direita, vamos ter um alinhamento justificado. Talvez nem sempre daqui em diante seja assim. Mas por hoje fica. Tenho dito. Ponto.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

• Porque correm?...

“Porquê agitares-te, ó meu mestre? A  vida é como o relâmpago, o seu brilho mal dura o tempo de ser apercebido.”
- Lao Tzu     

Porque correm as pessoas hoje em dia?… Porque todas as empresas em que se acometem parecem-me sempre vãs?… 

E agora vem aí a época do ano em que os comuns mortais andam mais desassossegados… O Natal. Mais um Natal.

Eu cá quero ver se sobrevivo uma vez mais a esta agitação que se avizinha. Todos os anos cada vez um pouco mais cedo no nosso calendário. Só há talvez algo que me fará sair da voluntária e doce pasmaceira que me rodeia: um chamamento para partir até onde a paisagem esteja toda branca.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

• Num impasse

Estou a viver num limbo. Um pouco cansado do que faço. Mas sem querer abandonar de todo esta actividade que me tem permitido conhecer melhor este país onde vim ao mundo.

Estes últimos dois meses tenho tomado missões de trabalho em doses homeopáticas. Mas em breve tenho de retomar um outro ritmo mais elevado. Sentir the energy of money dá gozo.

Opcionalmente, poderia ir viajar por paragens onde ainda não pus os pés. Sair finalmente deste velho continente. Só que… Estou sempre à espera de um íman que me atraia.

A estação fria nunca mais chega aqui. Estamos no fim de Outubro e ainda neste último fim de semana estava um calor de rachar num lugar onde costuma haver uma brisa do mar bem fresca, a Praia de Vieira de Leiria. Só apetecia deitar naquele areal e ficar a torrar ao sol… 

Já tenho saudades de sentir alguns arrepios de frio na rua e voltar para um lar bem quentinho. E de fazer sauna. E quero ver se consigo usar a minha ushanka com absoluta necessidade. Ás tantas vou surpreender-me em breve tomando a súbita consciência que estou para lá dos Urais.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

• 8º aniversário

8 anos. E muito cansado. Cansado de tudo. Ou quase tudo. Menos de esperar. Continuo a esperar. Sempre esperarei. Já nem sei bem o que esperar. Mas espero.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

• Amo o que faço

Eram umas sete e pouco da matina dum domingo que se anunciava bem radioso.

Estou vestido todo pinoca e vou a conduzir um Mercedes E-Class preto. Rumando desde a minha casa até Óbidos, à vontadinha ao longo duma A8 vazia de outros carros. Ouvindo Bob Marley no sistema audio da viatura. Que era o meu circunstancial brinquedo.

Assim de repente, dou por um espectáculo da nossa querida mãe-natureza, a decorrer ali bem ao meu lado direito.

O sol tentava nascer atrás da Serra de Montejunto, que brilhava como se fora uma pepita de ouro gigante.

Dei por mim a falar comigo mesmo, exclamando entre dentes “Eu tenho mesmo o melhor emprego do mundo!…”.

Isto foi há uns dez dias atrás. Quero passar esta memórias para este blog mais cedo do que apenas hoje. Mas o ritmo intenso de outras mais boas experiências que venho vivendo não me deixou tempo de qualidade para escrever.

Dirigia-me naquele dia até à Pousada do Castelo de Óbidos, a buscar duas ilustres viajantes do país do sol nascente ali alojadas. Afim de as trazer até á capital ao fim dessa jornada. A simpatia que mutuamente eu e estas dedicámos um às outras leva-nos a cumprimentarmo-nos com um singelo “Namasté”.

Talvez por estas senhoras serem do país do sol nascente apreciaram sobejamente uma fotografia do nascer do sol perto do seu hotel que tirei enquanto as aguardava. E pediram-me que partilhasse essa mesma foto por email com elas.

Na véspera tinhamos vindo de Coimbra até esta unidade hoteleira tão peculiar. O que me obrigou a vencer a distância desde a entrada nas muralhas de Óbidos até á recepção da Pousada, rompendo através da multidão que acorreu naquela tarde de sábado ao evento de animação ali presente, chamada de “Vila Natal”.

Chateei montes de famílias com carrinhos de bebés que pululavam pelas artérias estreitas e íngremes daquela bela Oppidum, que se viram forçadas a desviar-se do seu aprazível passeio para permitirem a marcha lenta do meu bólide através daquela mole de gente muito mas muito pachorrenta...

Os impropérios que então ia ouvindo - a somar aos que não ouvia mas adivinhava - protestando contra esta minha démarche até me deram mais alento no cumprimento da minha missão. E fizeram-me sentir um gajo assaz importante, por estar a importunar tanta gente.  ;-)

Amo mesmo o que faço, tal como já o proclamei num post noutro dos meus blogs.

E vejo o meu empenho reconhecido, na maior parte das vezes. De várias e variadas formas. Como nestes cartões que as “minhas” alegres viajantes nipónicas me presentearam no fim do dia.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

• No need to pimp my ride...

Já está de bom tamanho assim como é.

A minha vidinha corre sobre rodas. Literalmente. Isto no campo profissional. Chegarei algum dia destes a estar "ready for her"?...

Ah, se ela pudesse me ver no meu dia-a-dia... Mais feliz só se fosse a voltar todas as noites para esse ninho onde poderíamos os dois viver um dia. Cá ou lá.

segunda-feira, 28 de março de 2016

• A ideia mais peregrina

Ser feliz. Eis aquela que é a ideia mais peregrina de todas.

A mim lá me vão acontecendo milagres de quando em vez. Foi o caso do que me sucedeu no início do passado outono. Mas infelizmente eu não estava preparado…

Agora, após um longo inverno do meu descontentamento e desilusão, um novo milagre desceu sobre mim. Ainda não é “aquele” grande milagre. Mas já é de dimensão suficiente q.b.. 

Dá é muito trabalho!… Dá e espero que continue a dar. Mas foi justamente aquilo que eu pedi aos anjos. The so called "energy of money”, tal como ela, a minha "imetegija haldjas"*, um belo dia falou.

Quem inventou o celebérrimo ditado que proclama que o dinheiro não traz felicidade referia-se com toda a certeza quando o pilim é em larga escala. E a sua abundância cai do céu sem se derramar qualquer suor. 

Sorte diversa já é quando não se tem nem umas moeditas para tomar um café e de repente se consegue converter o tempo que se tem de sobra em alguns valentes dobrões, assim de chofre. Nem imaginais a felicidade que daí pode decorrer, meus leitores!…

Tenho sido de facto um protegido dos anjos, graças aos seus patrões, os deuses todos. Em toda a minha vida. E em breve creio que estarei pronto. Para ser feliz, mais uma vez. Oxalá não seja tarde demais.
______________________________________________________

* Fada milagreira, em estoniano.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

• Tem de haver outra saída…

"A 'why' is a dangerous thing... It challenges old,
comfortable ways, forces people to think about that they do
nstead of just mindlessly doing it. (Haplo)...
I think the danger is not so much in asking the 'why' as in
believing you have come up with the only answer. (Alfred)"
 - Margaret Weis

É só uma cenoura. Ao fim do dia, se chegares onde eles querem que tu chegues, talvez eles a dêem a ti. Amanhã, se eles precisarem de ti de novo ou se foste até bem longe hoje, hão-de colocar outra cenoura à frente dos teus olhos.

Talvez devesses, no entanto, parar para pensar um pouco…

Porque raio queres afinal a cenoura? Vale assim tanto a pena? Andares atrás dessa cenoura não será que te distrai de outros objectivos que também, sobretudo ou ao invés deverias antes perseguir? É mesmo isto que queres para ti?

Vem esta minha filosofia de vão de escada que me assalta neste momento o meu pensamento a propósito disto... 

Quando a vida me apresenta aquelas modernas formas de ganhar dinheiro - o dinheiro que é inevitavelmente necessário para sustentar essa mesma vida - que andam desgraçadamente tão em voga hoje em dia, regra geral eu penso que… 

Tem forçosamente de haver outras formas melhores de se ganhar a vida. Tem mesmo de haver!… Senão, estamos todos perdidos.

Bom, isto pode ser um problema só meu... Mas há certas cenouras que comigo não funcionam. Não me fazem mover. Não os músculos mas os neurónios sim. Isto fazendo fé que estes últimos ainda se vão estrebuchando de quando em vez, claro...

E no entanto são tão atraentes para tantos outros seres humanos. Até para aqueles cuja inteligência prezo. Que vão sendo cada vez mais raros. Lá está, é um problema exclusivamente cá do rapaz, sem dúvida... Passe o sarcasmo.  ;-)


domingo, 22 de novembro de 2015

• Realidade um pouco mais real

Até ao dia 9 deste mês estive a viver em Lahti, na Finlândia. Como disse aqui neste blog/diário o mês passado, o do meu aniversário.

Nesse glorioso dia aquela que eu amo - e que eu sinto pertencer a seu lado até ao fim dos meus dias - ofereceu-me de presente uma viagem num ferry boat, bem do grandioso, de Helsinki até Tallinn, a capital da sua belíssima mãe-pátria.

O que me levou a experimentar uma travessia que muita gente desta parte do mundo - falantes destas estranhas línguas fino-úgricas, como o finlandês e o estónio - faz amiúde. Assim a modos que quase com tanto povinho quanto as gentes que cruzam todos os dias o Mar da Palha, vindos da Margem Sul em direcção à minha Lisboa.

Tallinn é, de facto, um pequeno paraíso turístico, ainda um pouco no segredo dos deuses no que pode dizer respeito à fama que merece como destino turístico de projecção mundial. Amei esta antiga urbe hanseática, lindíssima como poderão comprovar com um rápido olhar ilustrado em fotos publicadas no meu facebook, a que se pode aceder clicando aqui.

Helsinki é também uma cidade capital notável, sobretudo na singular beleza de todo esse infindável arquipélago que é necessário ir atravessando para nos afastarmos do seu porto. Ou portos, porque vários. Cada porto com o seu destino. Como Stockholm ou Pietari. E, uma vez mais, o meu olhar sobre esta realidade geográfica pode ser consultado clicando aqui.

Já agora, a "minha" Lahti do coração também consta aqui.

Estes dias nesta região do mundo, cujo frio me fustigou mas não me venceu ainda, foram dos mais felizes que já experimentei na minha existência actual. E para lá tenho de voltar, assim a fortuna me ajude a cumprir tal façanha ilustre.

Por estas últimas duas luas, de regresso ao jardim à beira-mar plantado, tem-me sido proporcionado estar entretido com a ficção. Para esquecer uma realidade demasiado real. E feia. 

Estive cinco dias úteis sempre solicitado para participar em filmagens das telenovelas da TVI e da SIC onde já tive numerosas aparições, inclusivé lembradas pela minha filhota enquanto longe daqui me encontrava…

Voltei a ser um membro do conselho de administração dessa grande construtora, a Venâncio SGPS, outrora Sacramento SA, em “A Única Mulher”, por dois dias seguidos. Antes tinha jogado snooker no Bar Rocha’s, em “Poderosas”. Papei no restaurante da Maria, em “Coração d’Ouro”, depois.

E finalmente estive englobado no seio da costumeira “turma do croquete” numa suposta festa de inauguração do hotel em “Santa Bárbara”. Que até que enfim tem divulgado um logo a sério, muito em cima da sua estreia na pantalha. Que se pode ver ao lado. Já não era sem tempo…

Excepto em “Poderosas”, fiz sempre papel de gajo cheio do dito, bem ataviado... Tudo na mais descarada palhaçada! Porque continuo um pobre diabo, cheio de dívidas e com vergonha até de reclamar o que já ganhei como cachets neste ano todo de 2015 que se vai esvaindo.

Sou, no entanto, um homem rico, sim. De vivências bem intensas. E daquilo que o dinheiro não pode pagar. Faria inveja ao mundo inteiro!... Se ao menos as gentes soubessem.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

• Architect needed for a work of passion

I need an architect. For develop along with me a new project which is a work of passion. Someone to whom I can pass the very same passion I have about this idea of mine. To make this idea his own, even. Because he/she will have to work on that for free. To fill a little more his/her architecture portfolio. Perhaps with the work of his lifetime.

The idea I’m talking about is this one, that is roughly described in a previous post on this blog and can be read in english clicking here.

For starters, the core of what could turn out to be his whole new concept, a “gastronomic spa” - its most exclusive area, where people would relax during a whole day, taking massages from time to time, enjoying a beautiful sunshine day by a pool side or inside it, tasting delicacies such as the finest beverages and gourmet food - should be somehow like this example, in the photo below.

Alea jacta est. The challenge is launched. 

And now, also and specifically for my fellow countrymen who could be interested on such a work of passion…

Eu preciso de um arquiteto. Para desenvolver junto comigo um novo projeto que é um trabalho de paixão. Alguém a quem eu possa passar a mesma paixão que tenho sobre esta minha ideia. Para tornar esta ideia como sua, mesmo a sério. Porque ele/a terá que trabalhar sobre isso a título gratuito. Para preencher um pouco mais o seu portfolio de arquitectura. Talvez com a obra da sua vida inteira. 

A idéia de que eu falo é esta, que é sumariamente descrita num post anterior neste blog e que pode ser lido em português clicando aqui.

Para começar, o núcleo do que poderia vir a ser todo este novo conceito de um “spa gastronómico” - concretamente a sua zona mais exclusiva, onde as pessoas relaxariam ao longo de um dia inteiro, tomando massagens de vez em quando, apreciando um bonito dia solarengo ao lado duma piscina ou no seu interior, degustando iguarias como as melhores bebidas e comida gourmet - deverá ser de alguma forma como neste exemplo, na foto acima.

Alea jacta est. O desafio está lançado.
______________________________________________________

Nota: Entre o conjunto dos arquitectos de nacionalidade portuguesa, gostaria especialmente de contar com o concurso de Dina Maria Néné Rosa, membro n.º 9472 da Ordem dos Arquitectos; bem como o de João Carlos Rito de Oliveira Afonso, membro n.º 2269 da mesma Ordem, que são dois bons amigos que fiz no meu passado.

sexta-feira, 20 de março de 2015

• E vão quatro!…

E sem dar por isso, já são quatro* as telenovelas em que tive alguma participação… Com uma visibilidade escassa, mas ainda assim eu estive lá. Desta última vez, com um pouco mais de destaque.

Nesta telenovela “Jardins Proibidos” - uma reedição de outra com o mesmo nome, exibida há mais de uns quinze anos, creio - um dos vários casais da trama são a Raquel e o Diogo. Esta falece devido a um cancro. E o Diogo, o viúvo, despede-se da sua amada Raquel nesta cena em que intervenho. Filmada a 12 de Fevereiro deste ano no cemitério dos Prazeres.

O Diogo é interpretado pelo actor Rui Porto Nunes. Cuja fisionomia achei deveras parecida com a minha. E quem ler estas linhas poderá julgar por si, ao ver a foto acima, tirada em plenas filmagens. Ou um excerto do episódio em causa, clicando aqui.

(Já agora, neste dia, com a minha barba de três dias quase a atingir 2 semanas de idade, com a indumentária que me foi atribuída pela produção e com o meu semblante** sempre carregado… acho que fiquei com um look tipo Capitão Haddock!…)

Eu poderia ter sido o pai do Diogo nesta ficção. Mas não. Fui o pai da falecida esposa dele. O que se justificará por aquela crença que nos diz que as raparigas procuram dum modo geral namorados em que vêem algo do seu próprio pai…

Este dia inteiro de filmagens proporcionou-me mais uma inédita experiência de vida: a de tomar uma refeição rodeado por almas de tantos que ali se encontravam na paz eterna, enclausurados em seus jazigos. Experiência partilhada por todos os que estávamos envolvidos nestas andanças, actores e técnicos. Um prazeirento almoço em modo picnic numa mesa disposta ao longo duma daquelas alamedas pejadas de sepulturas. Quais pequenos mausoléus, cada um de seu clã.

E assim vai vivendo este indivíduo “in between jobs” que eu sou***, na Lusitânia dos nossos dias. Enquanto Dom Sebastião não regressa…
______________________________________________________

* Das outras três telenovelas em que estive envolvido já escrevi nestes dois posts, que podem ser consultados clicando aqui e aqui.

** Semblante esse que aliás para o dramatismo daquele momento ficcional era mesmo o adequado.Ás tantas, foi pela minha assaz predominante e típica expressão facial tipo "cara de enterro" que me escolheram para isto…

*** Agora reformulando num actual bom português: o rótulo que me poderá ser grudado com uma maior exactidão político-sociológica contemporânea é, dentro da crescente classe dos desempregados, o de um desencorajado.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

• Viajar na mayonnaise

Expus uma ideia que foi qualificada para os concursos de empreendedorismo da Acredita Portugal*. O que me deixou deveras contente e, a princípio, inchado de orgulho…

Mas reconheço hoje que esta não é, nunca foi uma ideia empreendedora. É mais do domínio dos sonhos. Um puro desvario. Não é enquadrável. Não é quantificável. Não é classificável. Até nem será exequível, porventura. Não é de todo sustentável. É uma ida à lua. É algo ainda não tentado. Vou procurar o meu caminho noutras paragens.

Pela parte da Acredita Portugal sou incentivado a criar um plano de negócios. E em lugar de pensar em números, eu parto é para “viajar na mayonnaise”. A alargar os limites do sonho para mais além. E a perceber que a minha ideia é mais o argumento de um filme. Só num filme - que já comecei a visualizar - eu poderei conseguir comunicá-la com eficácia. A ver vamos...

Como é que Steve Jobs, Cristoforo Colombo ou Leonardo da Vinci fariam para expôr as suas ideias?... É sobre isto que tenho de reflectir.

A descrição primária da minha ideia inovadora pode ser lida num anterior post deste blog, clicando aqui.

No acto de inscrição aos concursos de empreendedorismo da Acredita Portugal mencionei que outras ideias mais recentes tenho a germinar neste momento, na área da animação turística para turistas visitantes de topo e actividades de lazer e desporto para todos. Mas sempre, sempre peregrinas… E daí, talvez não.
______________________________________________________

* Na sua Identidade Institucional, a Acredita Portugal diz ser (sic) “uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional”. Creio que os casos de sucesso que esta organização enumera no seu website falam por si. Tem de ser possível fazer melhor. Mas talvez só com abordagens não tão técnicas e mais ousadamente visionárias.

Ter visão é algo que não se ensina. Antes se educa. Mas não em cursos superiores de gestão.