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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

• The great admirer

Tal como o Snoopy, também eu tenho andado ultimamente fascinado, de facto, com a minha escrita nos meus três blogs. E também em algumas redes sociais. E ainda mais com as minhas recentes - mas não apenas estas - "brincadeiras" com a IA.

Digo e escrevo isto inspirado no design duma linha de produtos da Moleskine* com esse personagem dos Peanuts, tal como se pode ver acima um exemplo de ilustração de capa de notebook.

Isto de praticar militantemente esta cena do blogging já vai fazer em mim 17 (dezassete) anos daqui por uns dias neste corrente "querido" mês de Agosto.

Agora é mister que eu veja é como monetizar esta actividade a que me dedico já há tanto tempo… Noutros termos mais terra-a-terra, ganhar bué da guito com este hobby.
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* Se achais graça a esta marca e que o seu notebook é giro, podeis adquiri-lo na loja do Hotel São José, em Fátima, que foi onde eu descobri a coisa, e tal como eles divulgam no Instagram deles.

domingo, 31 de maio de 2026

• Matcha beer

Matcha ou chá verde japonês. Hoje em dia os actuais teenagers ou na casa dos vinte só querem tomar matcha. Sobretudo os digital nomads que pululam por aqui na minha Lisbon*. Dizem que melhor do que o café e não lhes dá aquele punch…

Já tinha notado que o tal do chocolate do Dubai - cujos 15 minutos de fama esfumaram-se num ápice - passou a ter mais um concorrente que é o Tokyo style chocolate da Lindt.

A última trend que tenho vindo a descobrir - apenas no online por enquanto - é misturar matcha com cerveja. E acho que estou deserto para experimentar esta Kizakura Matcha IPA. 

Na imagem acima mostram-se algumas matcha beers da chinesa Riching, grande produtora e distribuidora de matcha fora do Japão.

As cervejas artesanais portuguesas raramente me conquistam. Agora vamos ver quando é que isto vai aparecer aqui em Portugal. Se é que já não apareceu…

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* Sim, escrevi Lisbon, não é gralha.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

• Sem E's

No post do mês anterior escrevi sobre a Super Bock ter lançado uma campanha publicitária para a sua cerveja Abadia que considerei coxa e fraquita. Este mês, em contraponto, venho agora com toda a alegria falar de outra que acho brilhante.

A Terra Nostra, lacticínios dos Açores, os tais das vacas felizes - que eles não se cansam de expor no seu Instagram - ousou mudar o seu logotipo cometendo aquilo que todos poderíamos a priori interpretar como uma gralha tipográfica.

Eliminou os E’s. Esses malditos compostos químicos, vulgarmente chamados de conservantes. Que muita gente procura na composição dos produtos alimentares que consome, logo assim que pega na embalagem nos supermercados.

Isto para nos informar que o “quijo” Trra Nostra está cada vez mais puro. Zero porcarias. Nem aditivos nem corantes artificiais também. Apenas quatro ingredientes naturais, a saber: Leite de vacas dos Açores, Coalho, Fermentos lácteos e Sal. Mai’nada!… Assim é devia ser sempre

Isto sim, é advertising no seu melhor!… Hélas, só não sei é qual agência bolou esta campanha, para lhes dar os meus parabéns. Porque quer da parte da agência, quer da parte do cliente, é preciso ter tomates para fazer uma coisa destas.

domingo, 30 de novembro de 2025

• Reboot Experimenta

Em meados deste mês de Novembro que agora finda frequentei um bootcamp. Que tinha o nome acima.

Gostei da ideia, nunca tinha estado numa cena dessas, ainda para mais com um pomposo nome anglo-saxónico…

Mas a coisa ainda me seduziu mais por causa de comida e alojamento á borla. Disse p’ra mim que não podia deixar escapar a coisa.

Afinal os comes e bebes eram do tipo cantina. Paciência, não passei grande larica. Mas o alojamento foi numa unidade hoteleira que sempre tive curiosidade por experimentar, a Pousada da Juventude de Santa Cruz.

Mas indo ao que de facto interessará mais, o bootcamp Reboot Experimenta - que me foi dito não ser a primeira vez a realizar-se - é iniciativa duma empresa privada com uma forte ligação umbilical à Câmara Municipal de Torres Vedras, a Oeste Respira. E que tem entre vários patrocínios o Geoparque Oeste.

Tratou-se afinal dum concurso de ideias. Algo para agitar as águas sobretudo das mentes mais jovens do concelho numa onda de concentrado de criatividade e empreendedorismo. Mas onde também couberam alguns kotas como euzinho aqui.

Foi divertido e talvez para o ano eu repita a dose, se me deixarem, claro. Se vierem a ler estas linhas, ardeu... Saí dali com algum enriquecimento cultural e técnico e do território do Oeste. Mas a coisa talvez me venha a custar um prejuízo de 50 aérios, a confirmar.

quinta-feira, 27 de março de 2025

• O tal do chocolate do Dubai

Eu juro!… Quando comecei a ouvir falar tanto do famoso chocolate do Dubai cuidei que seria talvez uma gíria para designar alguma nova espécie de estupefaciente. Afinal por vezes chamamos ao haxixe de Marrocos chocolate também. E o Dubai não foi até aos dias de hoje particularmente conhecido por ter uma tradicional indústria deste ramo da doçaria fina.

Descubro entretanto e recentemente que o tal chocolate é mesmo um chocolate. De leite, recheado com uma pasta de pistachio e um tipo de massa folhada turca, kadayif, que deve ser algo semelhante a uma baclava, digo eu.

O aspecto visual da coisa não é, na minha modesta opinião de leigo, muito atractivo. Exteriormente faz lembrar uma daquelas tabletes do inqualificável sucedâneo de chocolate espanhol que todos nós tugas costumamos deixar esquecido num armário de cozinha bolorenta, com mais de uma década vencida após o prazo de validade.

E no entanto o produto esgota-se em questão de minutos nas lojas que logram apresentar uma versão low cost desta iguaria nas suas prateleiras deluxe…

Creio que vou ter de aguardar uns largos meses até que o público se canse desta viralidade toda. Para poder matar a minha curiosidade sobre se vale a pena comprar e degustar esta delicatessen.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

• Places to go before I die - XI

E de repente, assim do nada, faço por vezes sem bem querer umas descobertas interessantíssimas.

Numa região mui recôndita do estado do Rio Grande do Sul, Brasil, há uma pequena cidade, de seu nome Ametista do Sul. Com cerca de 7.500 habitantes apenas. Mas onde existe uma inusitada atração turística dum calibre mundial, digo eu!...

Hoje venho neste singelo post revelar a todo este mundo dos deuses o curiosíssimo Ametista Parque Museu.

Aproveitando o espaço duma antiga mina desta nobre pedra ametista - mina essa que estará longe de ver esgotadas as suas reservas minerais - criaram ali um museu de pedras preciosas riquíssimo de exemplares magníficos, onde nem falta um dito meteorito e alguns fósseis.

A mina pode ser visitada nas suas diversas galerias num tour efectuado com um veículo tipo buggy, perfeitamente adequado ao percurso subterrâneo.

Mas estas gentes não se ficaram por aqui, não!… Nalgumas galerias foram edificadas facilities, tais como:

E eu pergunto-me… Isto será um empreendimento turístico sustentável, numa cidadezinha tão diminuta em número de habitantes e tão afastada de outros centros urbanos* duma dimensão razoável?…

Aparentemente sim. Porque foi inaugurado em 2001, portanto já contando com mais de 20 anos de existência.

Esta cidade diz de si mesma ser a capital mundial da ametista e o Ametista Parque Museu diz exibir a maior colecção de minerais da América Latina.

Mas a AI da actual world wide web sabendo que eu estou deveras interessado no assunto mostra-me que uma atração turística similar existe também aqui na Europa. E quereis saber onde?… Na minha querida Finlândia. E logo na cidade de Papai Noel, em Rovaniemi, em plena Lapónia.

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* A cidade referência mais perto é Chapecó, no vizinho estado de Santa Catarina, com cerca de 225.000 habitantes e a cerca de mais de uma hora de carro.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

• Azulejos portugueses

Este recente MUPI da Nespresso que aqui em cima mostro e por várias paragens de ônibus* está disseminado por toda a parte está simplesmente lindíssimo!!!… ❤️

Creio que muitos dos publicitários em Portugal - que não apenas os lusos que se empenham no advertising mas também os forasteiros que por cá trabalham nesta industry, como se diz hoje em dia - estão a redescobrir (felizmente) a singular beleza dos azulejos portugueses, que como bem sabemos são tipicamente coloridos em azul e branco**. É mister acrescentar aqui que mais vale tarde que nunca...

Até no apoio à selecção nacional de football se nota esta novel tendência, como se pode demonstrar em duas notáveis peças da campanha "partilha a paixão", aqui ilustradas.

Afinal, a azulejaria artesanal é uma arte tão nossa e que temos mesmo que aprender a "vender" ou a promover como uma nossa jóia da coroa. Um raro valor acrescentado que sobretudo ou quase só os portugueses detêm. Somos tão talentosos e sortudos e nem nos damos conta...

Diga-se por exemplo que a Fábrica de Azulejos de Azeitão - já aqui ilustrada num anterior post deste blog e que eu gosto amiúde de levar turistas a visitar e conhecer -, onde cada azulejo é sempre feito à mão, nada de produção industrial em série, exporta cerca de 90% da sua produção. Em grande parte para decorar frontais ou pátios de mansões de milionários na Califórnia.

Veja-se que também a Nike teve a iniciativa feliz de no equipamento alternativo da selecção nacional masculina criar uma alusão soft ao azulejo. Tornando este uniforma tão bonitinho que vai com certeza deixar de olhos em bico e boca escancarada todos os jogadores das equipas adversárias. Principalmente os da zaga, ou como nós dizemos, os defesas rebenta-canelas. O que dará aso a que os nossos possam evoluir no campo sem grande resistência. E facturar muitos golos de forma mais fácil, imagino eu... Era fixe, não?...

Aqui acima mais um exemplo desta temática: um mural na fachada lateral dum edifício, creio que na região metropolitana do Porto, uma vez mais a exaltar o forte espírito de conquista e a auto-estima do ludopédio nacional, que tem crescido nada mal nas últimas três décadas, pelo menos. Começando com o contributo do Luís Figo e permanecendo ainda e sempre com o CR7. 
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* Digo "ônibus" porque condiz à maravilha com os motoristas da Carris Metropolitana, que tenho a estranha impressão de serem quase todos tupiniquins... E apressados c'mum raio que os parta!...

** Que no tempo da monarquia foram as cores principais da bandeira do reino de Portugal durante muitos séculos.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

• Vermelho, Melides

Melides, na costa alentejana ainda a norte de Sines, entrou no mapa-mundi do turismo global.

A revista Travel + Leisure USA, na sua edição de Maio de 2024, enumera os melhores hotéis de charme deste planeta Terra. E a quem é que deram honras de figurar na capa desta revista, que se pode ver aqui ao lado?…

A resposta é: foi um hotel em Portugal recebeu essa distinção. E embora esse hotel não seja ainda muito conhecido dos agentes de turismo, compreende-se porquê. É que o seu magnífico dono e mentor chama-se tão-só Christian Loubotin.

Sim, esse mesmo, o designer de renome mundial de calçado feminino, que toda a senhora aspira a ter nos seus pés, mesmo que doam essas pumps de salto alto.

Falo então do Hotel Vermelho. No Alentejo. Não longe do Oceano Atlântico, com todo o seu esplendor. E da Lagoa de Melides. Nome também da ainda sossegada e pacata vila onde se resolveu implantar este hotelzinho de 13 quartos. Vila esta  e seus habitantes locais, pachorrentos até mais não, que vai ter que começar a se habituar com o jet set terráqueo a chegar incognito a esta pequena unidade hoteleira simuladora do paraíso dos deuses.

Ladies, put on your red shoes and dance the blues…

sábado, 27 de janeiro de 2024

• Coffee machines

Eu jamais hei-de aderir a essa moda de termos coffee machines em nossas casas. Sobretudo aquelas que usam cápsulas de plástico com o café já moído.

Quanto muito admito a hipótese de ter uma máquina DéLonghi, porque estas têm um moinho de café incorporado - daí o seu lema "do grão à chávena" - e assim serão as que mais de perto se assemelham às máquinas tipo industriais vulgares de Lineu da larga maioria das cafetarias portuguesas.

Mas não há nada como o ritual de sair à rua, abandonar a nossa zona de conforto do lar, doce lar, para ir saborear uma bica (beba isto com açúcar) ou um cimbalino, mesmo ao frio e à chuva, pela manhãzinha. E ver aquelas caras habituais da comunidade em que vivemos. Que dá aquela sensação de pertença a uma sociedade local.

Agora… O design brilhante desta coffee machine que vemos acima no topo deste post pode fazer com que eu reveja e reflicta sobre todos estes dogmas cafeinómanos que a mim mesmo imponho. E compre uma destas um dia.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

• A Pastelaria Faruque

Odivelas não será o concelho onde melhor se vive em Portugal. Mas não deixa de ter algumas preciosidades e vantagens de maior valor. Sendo a Pastelaria Faruque um desses casos.

No Largo D. Dinis, no casco viejo desta cidade podemos deliciar-nos com talvez dos melhores croissants deste país. Mas seguramente com a melhor marmelada deste mundo dos deuses.

Algum génio nesta pastelaria acordou um dia com a ideia peregrina de combinar a marmelada branca de Odivelas com outro ícone doce. E a escolha recaiu não sobre o croissant mas antes sobre uma massa algo semelhante: a do bolo-rei.

A foto acima é do Instagram da Pastelaria Faruque e mostra a sua esplanada num belo dia de céu azul limpo, bem característico da luz do dia da região da grande Lisboa. E lá está a ainda não afamada versão de bolo-rei deles.

Esta foto foi responsável por eu ter ido a correr comprar esta maravilha. A coisa não está má de todo… Mas talvez eu prefira ainda a combinação da marmelada branca de Odivelas com uma massa folhada, como aliás outra pastelaria, a Viriato, já fez um dia.

De qualquer modo, é de aplaudir esta inovação que a Faruque resolveu criar. Como eu comentei lá no Instagram deles, perfeitamente digna dum prémio Nobel. Nem que seja necessário criar uma nova categoria deste prémio, se não se inserir esta ideia nas já existentes.

Vou só deixar aqui uma sugestão para outra inovação: recriar a marmelada branca de Odivelas como se fazia no início, antes do açúcar entrar na nossa dieta. Com mel. Ou como espero se fará um dia no futuro, com stevia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

• Pede um Glovo

Este post de hoje é para preencher uma falha.

Num post de há cerca de dois anos num outro dos meus três blogs quis divulgar uma campanha publicitária da responsabilidade do Ministério da Cultura e Política de Informação da Ucrânia que visava combater a multiplicação de contágios por Covid-19,

Hoje venho colmatar essa divulgação dum exemplo brilhante de criatividade no advertising com a mostra de mais uma peça dessa campanha. Este cartaz ou página simples de imprensa que está no topo deste post.

Esta campanha surgiu antes da guerra na Ucrânia ter começado. Cerca de um ano antes, pelo menos. Ironicamente a imagem faz esta alusão a um conflito militar…

Napoléon Bonaparte há dois séculos atrás já era grande fã de “operações militares especiais”. Oxalá Vladimir Putin tivesse o mesmo fim que o outro megalómano nascido na Córsega. No mínimo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

• TrueLove @ Neverland

Já havia os Cat Cafés. Com felinos residentes. E também os Dog Cafés. Estes mais em modo pet friendly, não necessariamente com cães residentes mas permitindo a entrada de cães trazidos pelos seus donos e clientes.

Em Bangkok, Tailândia, resolveram um dia terem uma matilha de patudos residentes, especializando-se numa específica raça de canídeos, uma das minhas preferidas: os husky siberianos.

Dizem que este TrueLove @ Neverland terá sido o primeiro Husky Café no mundo inteiro. Já começaram, claro, a florescer noutras paragens do globo terrestre mais estabelecimentos do mesmo género, como não podia deixar de ser. Nomeadamente em Tromsø, na Noruega, com condições bem mais propícias para estes fofos canitos do que nos trópicos.

Em Bangkok os cerca de trinta huskies quando não estão no seu horário de expediente, entre as 12h e as 5h da tarde*, permanecem arrecadados num confortável canil com ambiente bem refrescado por um potente sistema de ar condicionado.


Para ver com mais detalhes como as coisas se passam por lá, vamos ver um vídeo, clicando aqui.

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* Num regime de part-time, portanto. Que deve ter sido bem negociado pelo sindicato da câzoada.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

• Reviver sonhos de infância

E eis que no interior do Império do Meio, mais precisamente na província de Guangxi, vai nascer em breve algo parecido ao que eu também sonhei.

Algo que já existe no norte da Suécia, pelo menos, e a que eu aludi ao de leve ainda este ano noutro post deste blog, que eu pomposamente intitulei de “The future of the industry of hospitality”, que pode ser consultado clicando aqui.  

Vamos aos factos. O Guilin Lebei Homestay Hotel é um encantador conjunto de 13 bungalows casas-na-árvore, de tipologia duplex, aos quais se acede por uma rede de plataformas aéreas, um pouco à laia daqueles famosos resorts das paradisíacas ilhas no Oceano Índico, como as Maldivas.

Este pequeno Éden foi idealizado por aoe, um atelier em Beijing, mais vocacionado para a arquitectura de interiores. Esta novíssima unidade hoteleira - que até ainda nem tem previsão da sua abertura - representa quanto a mim o futuro desta indústria.

É assim que deveríamos passar a fazer férias em família, após ou mesmo ainda na vigência desta maldita pandemia, que tem mais é que nos mudar os hábitos. 

Paremos de andar sempre a saltar no verão dos nossos flats nos feios subúrbios de grandes centros urbanos para outros subúrbios à beira-mar, só uma beka menos feios por causa da proximidade de praias, as tão badaladas Torremolinos desta mal amanhada vida. 

É preciso ser mais esperto. É mister dizer não ao turismo de massas. Procuremos antes a tranquilidade de um certo isolamento e a descoberta de novos ambientes bucólicos.

E vivamos aqueles sonhos de infância, em que tanto adorávamos nos refugiar numa casa na árvore.

segunda-feira, 29 de março de 2021

• Liberdade para Recomeçar

É que nem vou inventar nada hoje!… Vou logo citar uma notícia que comecei por reparar num telejornal dum qualquer canal generalista tv e depois confirmei na net, aqui. 

“Em Bragança há liberdade para recomeçar”. É este o mote da campanha que o município tem em marcha para atrair trabalhadores remotos para viverem no concelho durante um mês. Como atractivos, o projecto oferece casa paga, um cabaz de produtos regionais e vouchers para experiências.

(…)

“Através deste projeto pretende-se divulgar a qualidade de vida que Bragança tem para oferecer a quem optar por viver e trabalhar a partir daqui, sublinhar que é possível estar ligado com o mundo laboral e, ao mesmo tempo, usufruir de um território convidativo para fazer uma pausa e/ou desligar do ritmo frenético do dia-a-dia”, explica o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, em declarações divulgadas pelo Jornal de Negócios.

“A iniciativa pretende dar a conhecer todo o potencial deste território e, através da partilha da experiência, que se espera positiva, inspirar quem tiver possibilidade de manter o trabalho remoto mesmo depois da pandemia, a viver em Bragança“, acrescenta o autarca.

O projecto integra o Programa de Cooperação URBACT - Find Your Greatness que é financiado pela União Europeia.

E agora acrescento eu...

Venham mais projectos como este, das mais variadas câmaras municipais do interior deste território rectangular, e até da Madeira e dos Açores. Até mesmo da remotíssima ilha do Corvo*!…

Que o tal do URBACT venha a debutar com urgência a “surrealizar por aí”, como cantavam os Ban!…

Eu já me inscrevi. E se aqui o menino não for seleccionado pela cidade de Bragança, que hajam outras forças locais que se interessem pelos meus skills de blogger ou outros que detenho também. Que eu possa pôr ao serviço da pequena comunidade que me queira adoptar.

Já em tempos dei o meu grito mudo nesse sentido num post noutro dos meus blogs, que pode ser lido clicando aqui.

Como já disse lá atrás, é mister que mais e mais edilidades copiem esta mui brilhante e brigantina iniciativa!... Afinal, as vastas áreas metropolitanas da grande Lisboa e do grande Porto são excedentárias de talentos que se atropelam uns aos outros. E tal não os deixa brilhar tanto quanto poderiam noutros contextos demográficos.

Tanto que esses talentos desperdiçados nas duas maiores cidades lusas poderiam fazer para alavancar** economias e comunidades locais em territórios menos densamente povoados mas com tanto potencial de crescimento…

Que ao menos esta maledetta pandemia tenha este efeito positivo de agitar as águas.

Que ao menos esta sacanagem deste Coronavírus seja o trigger para finalmente, ao cabo de séculos e séculos, se desenvolver o interior deste país, a par com o litoral, e que surja uma real coesão nacional.

Que melhor uso do que este poderemos dar à tão badalada bazooka europeia, digam-me vós, ó meus leitores…

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* Sobre a qual eu já divulguei um filme/documentário noutro dos meus blogs, texto que pode ser lido clicando aqui.

** Odeio esta buzzword, e é por isso que a usei aqui. Para aqueles que falam economês me ouçam.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

• Uma pedra mais para o meu castelo - X

Assim fica fácil o trabalho do arquitecto ou do decorador de interiores. Ou talvez não*…

E digo talvez não porque encontrar essa pedra mais - e pelo visto, a mais importante… - para o meu castelo pode ser tarefa árdua. Ou então por outro lado, muito dependente das célebres conspirações do universo correrem mesmo certo e p'ra valer.
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Nota: reparo com alguma relativa surpresa que já vai fazendo largos anos - desde o longínquo mês de Julho de 2014 - que o autor deste blog não tinha adicionado aqui qualquer novo post com este rótulo (ou label, em inglês)...

* Se acaso alguém um dia reparar que esta expressão "ou talvez não" é amiúde e sobejamente repetida neste blog e não perceber muito bem porquê... Farei então notar que se repare também com a mesma perspicácia no título deste dito bloguezinho.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

• Um gadget peregrino

Recentemente quis pensar em adquirir um artigo para uso no meu automóvel, o meu “capotinha vermelha”*.

Falo duma simples pen drive para rechear com ficheiros mp3.

Só que não me permito várias vezes pensar em algo apenas simples. Alto lá, que eu quero algo que dê muito nas vistas. E vai de pesquisar no Google por pen drives, mas das mais coolest ones.

Apaixonei-me por esta pen ilustrada na foto acima. Então não é que uma pequena empresa da Letónia - logo dum dos três países bálticos, que me dizem tanto - teve a ideia peregrina de aproveitar velhas válvulas tubos de raios catódicos produzidas nos idos tempos da esfumada União Soviética, tombadas no mais decrépito desuso e deu-lhes uma nova vida?…

Essas velhinhas válvulas ou tubos, pioneiras dos primeiros aparelhos electrónicos que os transistores vieram destronar, são hoje transformadas em pen drives, depois de um ligeiro restyling ao estilo steampunk, bem conseguido.

Pelo que se pode observar na foto mais acima, parece que se conseguiu mesmo também ser possível fornecer energia através da tomada USB dum computador, de modo a que o típico filamento da válvula fique incandescente, acrescentando realismo à coisa.

Chama-se esta pequena empresa SlavaTech e esta pen pode ser comprada através da Amazon, clicando aqui, ou ainda noutro website, clicando aqui.

Mas por favor, meus caros e raros leitores, não corram desde já a encomendar alguma porque eu ainda não o fiz e não sei quando o vou fazer. E depois o stock acaba e eu fico f… por não ter a minha, que será bem merecida aliás. 
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* Alcunha que a minha progenitora lhe atribuiu, com muito carinho por serviços prestados.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

• Hoje o mar tá flat?…

No problemo! Já não é necessário haver ondas. Até num lago de águas calmas e cristalinas como uma piscina podemos praticar surf. Ou algo parecido com surf…

Uma prancha de surf com motorização não é uma coisa que se possa dizer de uma inovação absoluta. Houve já quem tivesse a ideia peregrina de instalar um vulgar motor fora de borda - daqueles a hélice, de menor potência, que se podem instalar em botes de borracha, por exemplo - numa longboard. Isto nos anos cinquenta ou sessenta do século passado. Portanto, há bastante tempo já.

A Onean, uma empresa de Bilbao, País Basco espanhol, também não é a única no mundo hoje em dia a produzir este tipo de pranchas com motor de jetski e propulsão eléctrica. Mas foi com a Onean que eu descobri esta forma de lazer e diversão. Na última edição da NautiCampo, na FIL, Feira Internacional de Lisboa.

É favor visionar estes dois vídeos promocionais, clicando aqui e aqui, para ficar com a mesma vontade de experimentar este novo desporto com que eu fiquei.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

• Apple iCar

Como confessei num recente post doutro dos meus blogs, a minha inspiração para a escrita está a demorar a recomeçar neste novo ano de 2019. Então, há que desencantar assuntos avulsos. Escolhi carros. E o que será o futuro destes.

Já existe a “Apple dos carros”, a Tesla. Não era tão necessário a própria da Apple querer fazer a revolução - mais uma!… - no fervoroso mercado automóvel mundial. E no entanto, ei-los que vêm aí, a querer também meter o seu bedelho.

As imagens que já temos disponíveis de protótipos que podem dar nascença ao iCar mostram um aspecto demasiado “clean”. Totalmente “Applelike”. Incondicionalmente "think different", o famoso slogan da marca da maçã. A ver no que se vão tornar quando se confrontarem com o mundo real…
 

E é isto, que a verve não abunda por estes dias frios e cinzentos…

domingo, 21 de outubro de 2018

• Um "faguisto” bué giro

Este post de hoje é sobre um pequeno fait divers, à falta de melhor assunto. A inspiração também tem épocas baixas e altas... E agora não estou na alta.

Venho então hoje discorrer uma beka sobre um objecto tão banal do nosso quotidiano. Sobre um faguisto* com um design bem diferenciador, duma marca que me surpreendeu: a Gorenje.

E digo surpreendente porque a Gorenje é originária dum país europeu tido como pequeno, a Eslovénia. O que não a impede de ter uma boa classificação no ranking dos fabricantes europeus de electrodomésticos: um bem razoável oitavo lugar.

Habituei-me a reparar no nome desta marca quando observava amiúde na tv competições de desportos de inverno onde participavam atletas eslovenos. Sobretudo de saltos de ski, mas também de outras modalidades.

Agora esta marca Gorenje surpreende-me mais por causa dum design fantástico e tão tipo "ovo de Colombo".

Digam lá, ó leitores deste blog, se não é tão brilhante e assaz extraordinária, esta feliz ideia de reviver e adaptar a reconhecível linha retro das famosas primeiras vans Volkswagen "pão-de-forma" num frigorífico?…  ;-)

Extraordinárias também estas fotos da implantação deste frigorífico numa cozinha bem funcional e agradável à vista. Não se esquecendo as marcas no chão, à laia de espaço para estacionamento de viatura na via pública. Só falta o maldito do parquímetro…

Parece que os designers da Gorenje não se limitam a esta parceria com a Volkswagen. Há outras, como uma com a Head, para uma linha de blenders, que pretende cativar clientes mais orientados para uma alimentação cuidada, como a dos desportistas tem de ser.


Vou ficar de olho doravante nas inovações desta marca.
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* “Faguisto” é um neologismo inventado pela minha filhota, numa sua idade muito tenra. Ou melhor, uma palavra pertencente a um vasto dialecto criado por ela assim que começou a desenvolver um vocabulário todo próprio só dela. E que eu adoptei e ao qual recorro ainda hoje em dia com frequência.

terça-feira, 24 de abril de 2018

• Mudam-se os tempos...

…mudam-se as vontades.
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades. 
(excerto dum soneto de Luís Vaz de Camões)

No já longínquo Natal de 2012 manifestei alguns desejos. Desejos esses que não são nem nunca foram sonhos incontornáveis. Eram simples desejos inconsequentes, sem merecerem grande foco neles.

Não é que eu tenha mudado muito as minhas vontades. Não. Mas os tempos, esses mudam. Avançam. E trazem cada vez mais e mais novidades, sem parança. Sempre.

Aqueles antigos desejos em forma de quatro rodinhas, um Pagani Zonda tricolore ou um Citroën Méhari Azur, não é que tenham ficado obsoletos. Não. São desejos meus intemporais. Para mim, nunca passarão de moda.

No entanto, hoje podemos sonhar com outros objectos de desejo, que entretanto irão surgir em cena. Como é o caso deste Lamborghini eléctrico, denominado Terzo Millennio, ainda e apenas em fase de protótipo. Um protótipo que é simplesmente… Lindo! 

E tão-só por isso o estou a mostrar aqui neste blog. Porque quero. Porque é mister elogiar o gênio humano que faz nascer estas formas que enchem o olho.

Inovação tecnológica em barda vem ou virá um dia com este Terzo Millennio. Mas eu nem me vou perder nesses pressupostos. Isto porque todo o design associado a este veículo - todo!... - é para mim assaz deslumbrante. E eu já me deixei de emocionar com qualquer coisita. Só que este Lambo passa das marcas!!!…

E é uma bela duma ideia peregrina!… Venha um dia a ser realmente produzido - em série limitada, como é usual na Lamborghini e noutros pequenos construtores de supercarros - ou não.  

Deslumbrante não será já uma característica inerente a um veículo utilitário. No entanto, o novo Peugeot Rifter, que vai mesmo aparecer no mercado lá para o final deste ano mexe comigo, também.

As fotos de apresentação deste novo modelo da marca de Sochaux ficaram deveras bem conseguidas!... 

Eu, que de vez em quando lá tenho de conduzir um utilitário - nem sempre me entregam nas mãos uma van Mercedes Viano, caixa automática, último modelo, plena de pequenos luxos - Dacia Lodgy, que inicialmente até entusiasmava uma beka, creio que não me chateava nada de trocar por esta Rifter.

É uma fézada. Para mais, algumas Rifter vão sair das linhas de montagem de Mangualde. Vão ter mãozinha lusitana. Fixe!…