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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

• Coração de Mãe

Mais uma telenovela para o meu currículum…

A última participação como figurante tinha sido para a mini-série “Rabo de Peixe”, em Setembro de 2024. Que nem sequer me dei ao trabalho de relatar aqui nos meus blogs.

Em telenovelas creio que esta agora, “Coração de Mãe”, deve ser já a 13ª em que cedo a minha imagem.

As supostas duas últimas antes desta, “A Herdeira” e “Jogo Duplo” foram objecto de dois posts, ambos em Abril de 2018, que podem ser lidos clicando aqui e aqui, respectivamente.

No que diz respeito a filmes, o último foi uma película de Bollywood, “Manmadhudu 2”, em Maio de 2019. Relato da dita cuja pode ser lido clicando aqui.

Espero que esta cronologia não esteja errada. Mas se estiver, a contabilidade destes eventos fica a valer a partir deste post de hoje e não se fala mais nisso, prontes.

domingo, 26 de julho de 2026

• Condenado em tribunal

Fui condenado em tribunal a pagar uma dívida de mais de 27 mil e tal aérios, que nem sequer fui eu que a contraí.

Bem, para não faltar à verdade, não bem euzinho aqui em carne e osso mas antes um tal de Carlos Martins, oficial do exército, uma ano mais novo do que eu. Tudo não passou afinal duma farsa. Como diria o outro, o tal a quem deram a alcunha de múmia, “Safa!… Safa!…”.

Resumindo, para ficar tudo muito claro: fiz um role play de litigante no programa “A Sentença” da TVI. Que foi difundido na passada sexta-feira dia 24 de Julho, depois das 3h da tarde.

Neste programa de duração de quase hora e meia há sempre dois casos de justiça. O caso que eu interpretei foi intitulado “Arrancado a ferros” e começa só lá para o minuto 51, indo depois até ao fim do video que poderão testemunhar na íntegra clicando aqui.

Lição a retirar: nunca casar em regime de comunhão de bens adquiridos. Seja justo ou não, as dívidas contraídas por apenas um dos membros do casal serão sempre consideradas perante a lei como dívidas dos dois. É esta a letra de lei. Que deste lindo modo nos desaconselha ou desincentiva a dar o nó, ao menos neste regime. Aprendam, pessoas.
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Nota da redacção deste blog: E "prontes"!... Se nunca haveis visto uma imagem animada deste vosso blogger en la pantalla, agora têm a ocasião para o fazer.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

• Dinheiro & felicidade

O dinheiro não traz felicidade, dizem por aí… Mas ter esta verdura toda na carteira, em aérios e dollars americanos, só me deixou bem contentinho enquanto a vislumbrava.

Deambulei por muito sítio pouco recomendado com este recheio durante meses e nunca fui assaltado*. Talvez porque eu possua uma cara de quem não tem onde cair morto. E na verdade é como um vagabundo que me sinto nos tempos que correm. O facto é que até posso proclamar que nada me falta. Ou quase nada, para ser franco.

Tenho graveto que me permitiria fazer aquela grande viagem de sonho. Mas depois não tenho a bem dizer um lar, doce lar, que possa chamar de meu para voltar a este. 

Quiçá muito em breve este status quo possa sofrer um belo upgrade...

E por falar em upgrades, fiz um na coluna da direita, acrescentando dois IBAN’s nos quais os meus queridos leitores e mecenas poderão continuar a fazer uns donativozinhos, afim de me permitir prosseguir nesta senda de escrevinhador, se me reconhecerem algum talento e arte para vos provocar sorrisos e temas de reflexão.

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* Ainda conservo esta grana e mais uns trocados, mas agora depositada no ActivoBank, o bando dos desvalidos, a avaliar pelo maralhal de monhés - de todas as castas hindustânicas, desde os sikhs até aos intocáveis - que todos os dias sou testemunha de vê-los a querer abrir conta nesta instituição.

domingo, 24 de março de 2024

• Volver a empezar

Todas as pessoas me dizem que agora tenho que recomeçar a minha vida. Após este desgraçado mas esperado acontecimento que ocorreu a 1 deste mês de Março.

Tenho para mim no entanto que quando ambos os nossos progenitores partem para o céu isso marca o princípio do nosso próprio fim. Estamos na calha para sermos os seguintes. Pela ordem natural das coisas, como soe dizer-se.

Não é fácil recomeçar a nossa vida quando esta se vai aproximando da sua conclusão.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

• Os pacotes de açúcar do café Nicola II

Estes pacotes de açúcar do café Nicola são assim uma espécie de fortune cookies dos restaurantes chineses, não?…

O que me calhou num outro dia - por força dum cimbalino que tomei no Red Coffee café, propriedade dumas gentis pessoas que gostaria de considerar como amigos - é muito irónico…

É que eu acho que há muita coisa que me pode de facto parar. E vou passar a elencar algumas:

  • Sou cuidador informal da senhora minha mãe desde que este aziago ano debutou,
  • Estou com algum desequilíbrio no meu estado de saúde desde Junho passado,
  • Não posso ausentar-me da minha casa mais do que uns 5 a 10 minutos porque as águas despejadas das máquinas de lavar ou das pias das cozinhas dos três pisos acima do meu rés-do-chão estão a inundar-me a cozinha, desde Agosto do ano passado, situação que se agravou desde há uma semana a esta parte.

O que vale é que este é o meu mês preferido do ano. O mês em que nasci. Que nos presenteia com um calorzinho estival, para quem como eu ainda não teve chances de ir numa praia ou numa piscina. O chato é que essas chances continuam a não existir para mim…

Preciso tanto de ajuda!… Estou sozinho a lutar contra muita adversidade. E a chegar aos meus limites. 

Oxalá alguma alma caridosa olhasse para a minha conjuntura negra e me desse uma mão. Ou o seu tempo. Ou as duas coisas.

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

• Estou velho...

Porque estou a desistir dos meus sonhos. Não todos e não para sempre. Mas sem data para os recuperar. Esta travessia do deserto parece não acabar mais…

Lamentos não tenho. Apesar de toda a actual conjuntura, o panorama futuro não é maioritariamente obscuro. Pelo menos não ainda. Afinal de contas, estarei tão-só meio velho, talvez.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

• 13 anos

Treze anos!… É oficial. Sou um dinossauro daquilo a que chamaram a blogosfera. Coisa que não sei se ainda existe.

Já nem a blogger mais famosa, A Pipoca Mais Doce, liga alguma coisa ao seu blog. Desde vários meses a esta parte que não há novos posts. E sendo assim, porque persisto eu escrevinhando para ninguém ler os meus dislates?...

Já nem me revejo em tanto assunto que abordei e opinião que emiti…


Esforço inglório, este que empreendo?… Talvez não.


Hei-de sempre soltar um “talvez não” para tudo. Até ao fim da minha atribulada existência.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

• A marcar passo

E sem sair do mesmo sítio. É como me sinto hoje em dia.

Estou a frequentar uma acção de formação que se tem vindo a tornar mais um ATL* para adultos. Mas não me resta outra alternativa senão ficar, pois preciso da bolsa de formação. 

Que para mal dos meus pecados sociais e financeiros ainda por cima é paga de forma irregular, quando calha.

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* Para quem o desconhece, esta sigla, ATL stands for “actividades de tempos livres”, o que basicamente são aqueles sítios para onde se arrecadam os putos quando acabaram a escola e onde estes ficam a esperar os paizinhos os irem buscar quando estes últimos acabam o seu horário de expediente, ou seja, saem do emprego.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

• Anti-coaching

E que tal uma bela duma pandemia global para nos expulsar a todos nós das nossas zonas de conforto tão fofinhas?…

E para nos obrigar a pensar se toda a motivação que impusemos a nós próprios para alcançar um suposto sucesso valeu a pena, se tudo se pode desmoronar como um castelo de cartas quando surge algo completamente imprevisível como este maldito Covid-19?… 


Este simples microrganismo que nos remete tão lentamente para a nossa condição de seres tão frágeis…


Gurus do coaching*, ide todos ver se eu estou lá fora!…

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* Já em tempos num outro dos meus blogs expressei o desdém que esta moda do coaching me inspira, num post que pode ser lido clicando aqui.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

• São Lourenço do Barrocal

Afinal de contas, esta humilde pátria minha lusitana onde me arrasto ainda me consegue surpreender e até encantar…

Desapontado e cansado das paisagens que me são habituais andei por muito tempo. E também saudoso de outras paragens onde já tive a ventura de viver temporariamente. E por isso é um deleite imenso quando algo novo e sobretudo belo surge diante dos meus olhos, aqui no jardim à beira-mar plantado.

No passado mês de Maio tive um desafio profissional como motorista de turismo, partilhado com mais nove colegas. Que nos levou até uma mui nobre e singela unidade hoteleira bem nesse coração do prazeirento Alentejo, que se revelou um autêntico pequeno paraíso.

Falo da ainda meio secreta herdade de São Lourenço do Barrocal, à beira da estrada nacional entre Monsaraz e São Pedro do Corval.

Neste hotel de charme estiveram alojados durante um fim de semana cerca de setenta cidadãos suíços, que constituíam um grupo empregados de uma empresa de informática - cujo nome é um segredo profissional - envolvidos numa sessão de team building. E nós, eu e outros nove magníficos gentlemen, tivémos a missão de os levar a passear por aquela região, em dez não menos magníficas e luxuosas vans Mercedes classe V.

Encetámos por ir até um cais fluvial na albufeira do Alqueva para que embarcassem num passeio de barco por aquele lago artificial. 

Fomos depois pela tardinha recolhê-los - para os trazer de regresso ao conforto do hotel do Barrocal - numa recôndita propriedade rural á beira do rio Guadiana, onde este curso de água faz o papel de fronteira natural com a vizinha Espanha, no concelho do Alandroal. 

Herdade da Granja assim se chamava a propriedade. E para lá chegar e voltar, metemos as 10 Mercedes classe V por estradões de terra, mais próprios para veículos todo-o-terreno. Convivendo com muito pó, inevitavelmente.

Ademais, esta caravana de 10 Mercedes classe V, pretas e de vidros fumados, atravessando pequenos povoados - com curiosos e cómicos nomes, como por exemplo Cabeça de Carneiro - onde quase só se vislumbrava gente idosa deveria parecer a estes como que se tratasse de alguma espécie de congresso da máfia russa, a decorrer nas suas pacatas terrinhas…

Foi giro ver as caras de espanto dos transeuntes - e até dos rebanhos de ovelhas - ao serem fatalmente surpreendidos por todo aquele aparato mecânico.

Ao fim do primeiro dia da missão, era mister proporcionar aos suíços a experiência de entrar num dos mais famosos templos gastronómicos de todo Portugal: o restaurante Fialho, dentro das muralhas de Évora. Onde eu ainda tenho de ir orar um dia…

E no segundo dia, toca de irem a uma prova de vinhos seguida de um belo repasto na Herdade do Esporão.

Que é só a melhor casa vinícola na capital do vinho em Portugal, a calorosa vila de Reguengos de Monsaraz.

Onde tantas outras vinícolas se localizam. Mas onde o Esporão se destaca, pela vastidão por onde as suas vinhas se espalham, a perder de vista por toda aquela planície.

Finalmente, para rematar estas jornadas duma pura dolce vita, um jantar ao luso-fusco no restaurante Xarês, dentro das muralhas do altaneiro castelo de Monsaraz. Com uma mais que belíssima implantação na paisagem alentejana. Dum lado o lago do Alqueva, que me fez lembrar o país dos mil lagos. Do outro, um horizonte alargado sobre uma campina plana abaixo dos nossos pés. Servida por uma luz dum sunset apaziguador. O perfeito repouso do guerreiro que há dentro de todos nós.

Finda toda esta missão, regresso á capital pela auto-estrada. Sempre a abrir. Agora meio desgarrados. Não já como no início deste assignment, quando seria impressionante também ver uma fila compacta de 10 Mercedes classe V pretas a ultrapassar todos os outros condutores domingueiros de veículos indolentes. E nós, voando baixinho, pairando bem acima dos valores legais de velocidade máxima permitida…  ;-)

A indústria do turismo em Portugal vive dias promissores, quando vemos o nosso país ser escolhido para organizar eventos como este. E sobretudo quando vemos a felicidade estampada nos rostos de quem viveu estes dias intensos.

E isto faz a nossa própria felicidade, de nós, lusos.

Para além de tudo o que foi relatado acima, há ainda que dizer que é bem encantador e reconfortante percorrer o rude caminho desde o portão da estrada nacional até ao casario do hotel do Barrocal, caminho que soe ter uma boa moldura constituída por uma manada de pachorrentos bovinos, pastando ou ruminando e mirando-nos, meio indiferentes a toda a nossa humana azáfama. Quiçá sentindo até alguma pena de nós...
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Nota: Não posso esquecer de referir dois lugares onde nós, drivers, tivémos a oportunidade de degustar a genuina gastronomia do Alentejo. Deliciosa, como sempre. Para dar livre curso ao pecado da gula. Falo da Adega Cachete, em São Pedro do Corval, e do restaurante O Pingo, em Reguengos de Monsaraz.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

• Manmadhudu 2 - o filme

“Manmadhudu 2”, um filme indiano que não vale a pena correr para ir pesquisar em que salas de cinema estará em exibição… Porque ainda se encontra em fase de rodagem. Entre outros lugares, também aqui nesta sunny Lisbon.

Voltei a fazer sessões de figuração com este filme hindu, que é uma sequela de um outro, o primeiro do mesmo nome, “Manmadhudu”, do já longínquo ano de 2002. Com as filmagens do último a decorrer na arquibancada do estádio Alvalade XXI, o do meu clube, o Pótingue…

Nada de extraordinário.

Uns dias depois, era para entrar também noutro filme, este agora português, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, baseado no livro homónimo de José Saramago. 

Mas desta feita fiz uma desfeita com quem me convidou para este participação, mesmo à hora de entrada para o cenário, qual noivo chegando na igreja e voltando para trás arrependido.

É que aquilo era para ser uma molhada de figurantes, na praça de touros do Campo Pequeno. Até poderia vir a ser divertido estar ali naquele espaço, ver os bastidores da arena, conviver com gajos vestidos de oficiais nazis e soldados dos exércitos de Mussolini, mas…

…Eu quis dar um fora aos crowds que se ocupavam daquele batalhão de figurantes. Porque nos tratam como gado; porque eu vinha com um fatinho novo a estear, totalmente Fernando Pessoa, e não ia brilhar - como eu tinha a ilusão de poder fazer, já agora… - no meio daquela maralha toda; e porque toda aquela conjuntura me desmotivou assaz e é preciso ter amor próprio, caramba!…

Curiosamente, ontem ao fim do dia, na minha mais habitual função de motorista de turismo, fui levar a passear num belo dum Mercedes por esta Lisboa à noite um “casal” de actores, dois monstros sagrados da tupiniquim Rede Globo: Miguel Falabella e Marisa Orth.

É que eles estão por estes dias a passar uma curta estadia em Portugal, por causa desse habitual frete a que artistas têm de se sujeitar: o lançamento do seu filme “Sai de Baixo”, por esta Europa toda. Até no pobre do reino da Dinamarca, às tantas...

Estranha forma de vida, a minha… E não sou fadista, nem nunca provavelmente o serei. Mas anteontem ao lusco-fusco, perdendo alguns dos meus passos por Alfama, esse imundo bairro que cheira a Lisboa, até poderia bem parecer um desses mamíferos. Isto devido ao outfit que estava a usar.

Ultimamente, às vezes olho-me ao espelho e num sacana dum narcisismo recém-despertado e mal disfarçado até chego a me auto-avaliar como um g'anda canhão... Ah, se as minhas ex-wives me pudessem ver agora, que estou nos trinques!...
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Nota: Miguel Falabella e Marisa Orth - sobretudo esta última grande Senhora, com S maiúsculo - fizeram-me a grande honra de agradecer no final o serviço que lhes prestei. Se eles alguma vez lerem estas linhas, eu quero que saibam que senti que este dito serviço foi como que o pagamento duma dívida que eu tinha para com eles. Devo-lhes muita risada. Mas também muita reflexão profunda que me induziram com o serviço que eles sempre prestam à nossa pobre humanidade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

• Driving Mister Samir

Eu julgava que já sabia tudo sobre o que é viver “à grande e à francesa” mas estava equivocado…

Agora já sei.

Este mês, entre os dias 4 a 15, vivi a minha personal experience tipo “Driving Miss Daisy”. Num serviço de motorista/guia que prestei a um distinto cidadão libanês, à sua total disposição. Com o qual aprendi bastante sobre o meu próprio país. E sobre os seus locais de eleição, na área da hotelaria e restauração.

Mas sobretudo recebi grandes lições sobre o que é “savoir vivre”.

Foi uma missão dura de levar a bom porto. Consumiu muitas das minhas horas de tempo. O exercício da escrita nos meus blogs teve de ficar relegado para segundo ou terceiro plano. Mas nos finalmentes fui largamente recompensado. Porque cresci.

sábado, 19 de maio de 2018

• Pam pam pa hoo, prram pam pa hoo...

Desde o passado soalheiro dia de domingo, o amanhã após quando tudo aquilo acabou, que tenho andado para ver se escrevo as minhas impressões sobre o grande evento para o qual contribui com a minha pequena parte…

Quase uma semana decorreu com esta página em branco sobre a minha cabeça, qual espada de Dâmocles, sem eu ter boa consciência do que me apetecia dizer. Eis senão quando, deparo com este post num outro curioso e algo nacionalista blog.

Portanto, é mister ir mesmo ler este dito post para se perceber o que vou discorrer a seguir, gentchi…

Resolvi comentar lá. E também tomar como base esse comentário para, de uma vez por todas, despachar o tal post devido a mim próprio e a um qualquer dos meus três blogs, tirado á sorte.

Começo por dizer que concordo inteiramente com tudo o que a Joana disse. E portanto esta não será o único ser (humano) à face da Terra a ter a sua particular opinião sobre os dois singulares vates em questão.

Eu estava dentro do Altice Arena quando este raro dueto actuou na final. E alternei várias vezes a minha presença com os bastidores também. No backstage a que chamaram Delegation Bubble. Com todos os cantores dos 43 países que se juntaram este ano na nossa Lisboa a se passearem ao meu lado. E tenho pena de não ter assistido aos diversos ensaios que o Salvador e Caetano tiveram de fazer antes. Deveriam ter sido quiçá mais entusiasmantes...

After the party is over fica sempre um gostinho de... boca a saber a papel de música, como ouvi um dia a um amigo meu e achei piada.

Fiquei decepcionado que a porra dos fireworks voltassem a ganhar a coisa. Mas era altamente expectável este desfecho...

Agradeço ao Salvador ter-me proporcionado viver esta festa este ano na minha cidade. 

Agradeço ter ido àquela Blue Carpet à beira do Tejo. Ter circulado por toda a Lisboa nos assentos da frente de autocarros acompanhados por escolta policial em duas motos a abrir as ruas e estradas entupidas de carros com condutores estupefactos com tal aparato. Ter visto Sintra e sobretudo o Guincho por intermédio de pares de olhos que raramente ou nunca viram o oceano. Ter estado ao lado daquele diamante bruto que passámos todos a chamar de Beyoncé. Ter conhecido e privado um pouco com Mikki Kunttu, uma suposta celebridade no mundo do Eurovision Song Contest e produtor e realizador do primeiro videoclip que passei a admirar quando vivi no seu país natal, a Finlândia. Ter sentido e visto tanta gente feliz... Mas...

...não foi deveras nada elegante que o Salvador tenha deixado sair cá p'ra fora, sem os tais filtros que talvez nunca tenha tido - e ainda bem, alguém tinha de assumir esse papel essencial entre todos nós -, que a canção da Netta Barzilai era... hummm... horrível. Assim, sem mais nem grandes rodeios!...  ;-)

Eu até concordo em absoluto com tal consideração estética. E euzinho aqui até posso dizê-lo, com os dentes todos. A minha pequenez permite-me essa liberdade de expressão. Mas lá está, não fui eu que ganhei a Eurovisão o ano passado. Se tivesse sido eu teria procurado educar a minha boca rota. E não ter sido desagradável para com as visitas in da house.

Mas vá lá, vá lá, conseguimos todos concluir com alguma dignidade e satisfação este evento maior do panorama televisivo mundial.

E para rematar, aqui deixo abaixo as minhas escolhas pessoais, sem qualquer particular ordem de preferência. Estes que passarei a mencionar foram todos brilhantes e a reter na memória musical de muita gente.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

• De volta

De volta à vida como uma farsa. Com a Plural, que é aquela agência que teve a ombridade de me lembrar que tenho ainda algum dinheiro de cachets, atrasados de quase dois anos a esta parte. Atitude apenas honesta e justa, mas que não vejo outras agências a tomar. 

Desta vez, há dois dias atrás na passada segunda-feira, filmei para a telenovela “A Herdeira”, da TVI, claro. Onde fiz de carniceiro, perdão, de cirurgião e também, julgo, de médico de clínica geral num suposto Hospital Gallego, lá longe do outro lado deste vasto Oceano Atlântico, no México.

Passar um dia inteiro com aquela bata azul de cirurgião é bem fixe. Porque a bata é justamente feita para facilitar-nos os movimentos e ser confortável em cima da nossa pele. É como um kimono de TaeKwonDo ou ainda melhor. Acho que gostaria de as usar de trazer por casa.

Até estou também a pensar comprar esse calçado que sempre achei tão feio, os vulgares Crocs... Porque, mais uma vez, usá-los durante várias horas nos converte ao seu conforto e ao bem estar que dão aos nossos ricos pézinhos.

E agora depois deste regresso a estar atrás das câmeras, vamos a ver o que se segue. Isto é aprazível pelo lado em que vestimos a pele de alguém que nunca na nossa existência fomos ou viremos a ser, isto dito na nossa realidade quotidiana. 

Compensador em termos monetários isto ainda não é, de todo. Encaro esta actividade praticamente como um simples hobby. Não dá para garantir uma subsistência apenas disto. 

Mas talvez esteja na hora de almejar a mais altos voos nesta “vida de artista” e de DL (diletante militante), sigla que passo a inaugurar e a apôr à minha própria pessoa como rótulo.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

• Livin' la vida loca

Back in business, one more time. Driving some of these fine luxury limos, shown below. All around, all day, full speed ahead. Looking sharp on my monkey suits. Eating as a special guest in the finest local restaurants. And on top of it all, making quite a nice deal of pocket money on the side.  ;-)
Just a few months ago, I said about myself that I'm a bum. At that time I was at the bottom of the gutter, without a dime for my usual daily expresso coffee, even. As we often say here in my homeland, “a vida dá muitas voltas”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

• Ainda mais devaneios...

Por vezes pergunto-me o que ainda ando a fazer neste planeta e, sobretudo, neste pequeno país-jardim-à-beira-mar-plantado…

Não tenho sido solicitado p’ra nada ou quase nada. Não me sinto a ajudar em nada ou quase nada a toda-poderosa economia nacional no seu mais que almejado crescimento, que se quer bem pujante. E o que eu mais desejaria até era viver na “clandestinidade”, na chamada economia paralela…

Neste passado mês de Agosto querido, apenas fiz um serviço de transfer, que me ocupou umas escassas três a quatro horas. Mas, numa première para moi, executado envolvendo a condução duma viatura toda catita: uma Mercedes-Benz Viano, de cor preta - muito preta, mesmo preta, preta, e com vidros fumados e tudo - com caixa automática. Isto num único dia, o 22.

Era mesmo isto o que eu queria fazer todos os santos dias!… É que me sinto mesmo bem na pele daquele que conduz outros ao seu destino, com todo o conforto e apoio humano. E com estilo!…  ;-)

O que eu adoraria mesmo era fazer de todas as estradas do velho continente europeu o meu escritório. Portugal e Espanha são já territórios algo repisados por mim. Os private tours que eu gostaria de conceber e realizar têm de ter limites mais vastos.

Contudo, numa outra área e nos últimos dois dias do mês, lá me caiu do céu também fazer dois dias de trabalho de figuração. E foi uma coisinha deveras divertida!…

Porque foi algo diferente. Não para uma telenovela da SIC ou TVI, mas antes para uma série da RTP1. E de época, como é costume catalogar as séries históricas. Remontando ao ano de 1547. Num cenário inusitado, o Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, ilustrado na foto no topo deste post. O que é sempre muito fixe!...

Incarnei na pele e na peculiar indumentária dum assim denominado “funcionário da Marinha” - como se pode admirar na foto aqui ao lado -, ao que parece frequentador duma espelunca intitulada “Taberna do Galego”, na série “Ministério do Tempo”. Onde o grande vate Luís Vaz de Camões, com quem contracenei, seria também assíduo...

Diz-se que disse - porque há aqui um certo secretismo que nem sequer me deveria permitir falar sobre estas filmagens aqui online neste blog - que será uma adaptação da excelente série espanhola “El Ministerio del Tiempo”, da RTVE…

A RTP não faz nem quer fazer ainda qualquer divulgação prévia desta sua nova série, não bem como o faz com todas as outras a estrear. A ver vamos porquê…

Já me deu em dias umas venetas de recusar todo e qualquer trabalho de figuração. Estou cansado de fazer as costumeiras molhadas ou simples passagens em fundo de cenário. Cansado de ser apenas um adereço móvel. Um bibelot ambulante. Quero mais.

E creio bem que até mereço mais. Tenho feito figuração quase como se de um hobby se tratasse. Mas acho que levava jeito para ser mesmo actor, nem que fosse apenas secundário.

Talvez se eu tiver a fortuna de encontrar um agente ou, ao menos, um belo dum mecenas… Até o fazia a título gratuito ou voluntário. Mesmo se persistisse tão-só como figurante. Porque já me dá um gozo incrível entrar em lugares a que dificilmente teria livre acesso, doutra forma, como este forte ou o Palácio do Correio-Mor, em Loures.

Foi o caso neste último lugar, em que ademais tive de me ataviar com uma fatiota toda janota, que me fazia assemelhar a um vampiro. Episódio já relatado noutro blog meu, neste post que pode ser lido clicando aqui. Vide a bela da foto acima…

Calhou-me também uma vez neste métier bizarro vestir a bata dum cirurgião, algo que nunca por vocação ou gosto o faria vez nenhuma!… Mexer em vísceras e figadeiras não é nada mesmo a minha praia!...

Um facto curioso deu-se nesta ocasião: uma das figurantes que contracenava comigo como médica no bloco operatório era na vida real finalista dum curso de Medicina. O que a tornou instantaneamente a melhor consultora da equipa de produção para os pequenos detalhes a que estes deveriam atender, de modo a dar à coisa o máximo de autenticidade.

Isto foi para a telenovela “A Impostora”, da TVI. Uma vez mais, vide foto ao lado, uma selfie num qualquer wc do complexo dos estúdios da Plural na Quinta dos Mellos, em Bucelas.

Outra selfie tirei também - mostrada aqui ao lado - noutra ocasião nos mesmos estúdios, quando uma vez mais incarnei um personagem supostamente da alta burguesia local de Santa Bárbara, na telenovela da TVI com o mesmo nome… Isto no beberete da inauguração do luxuoso hotel daquela ilustre urbe.

Ironicamente na vida real sou um teso, um zé-ninguém sin plata, um homem vazio que só tem a si mesmo e ao seu tempo como oferta a dar aos outros. E na ficção vivo de forma abastada, ao menos na aparência. 

Vidas!… Um dia, oxalá, a ficção passa a ser realidade. O mote que me vai fazendo viver é: "Nada é impossível". O pior é que o contrário também pode acontecer.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

• Mais devaneios

Anteontem, um sábado e penúltimo dia do mês de Julho mais quente dos últimos trinta e tal anos - dizem por aí os que estudam dados estatísticos meteorológicas… -, acordei às 5 da manhã. 

Isto para tentar estar às 7 horas no Campo Grande, em Lisboa. Para chegar ás 8 aos estúdios da Plural na Quinta dos Melos, em Bucelas. Para ficar sem fazer nada, consumindo todas as horas da minha vida nesse dia à espera que batessem as 18 horas.

Foi por essa altura desse sábado deste quente estio que finalmente entrei num décor de gravação dum episódio da 3ª temporada da telenovela “A Única Mulher”. E gravei uma única cena em que participo durante uns 4 a 5 segundos.

Foi nisto que se esfumaram as horas deste dia da minha vã existência neste planeta e neste país onde nasci. Ingloriamente. Ou talvez não…

Muitos outros colegas de ofício também tiveram as horas do seu dia a esfumarem-se ali, naquela missão conjunta que tínhamos de produzir todos juntos minutos de entretenimento televisivo.

Com foi o caso do José Wallenstein, a quem tive de fingir dar um bacalhau e dizer-lhe “Esteja descansado.”, trajado de gato pingado. Abandonando de seguida o palco, afim deste encetar um diálogo com o Paulo Pires.

Horas e horas de tanta vida humana, gastas a fabricar escassos minutos do tal entretenimento… A segunda parte do Panem et Circenses que nos vão despejando em cima, cuidando que deste serviço carecemos todos. 

Tudo isto para assistirmos na pantalha lá de casa, mesclado com as reportagens especiais de última hora dos diversos atentados terroristas e demais actos desesperados da estupidez humana, que entretanto nestes meses quentes da silly season do mundo ocidental foram acontecendo.

Involuntariamente, ao serão e no lar, doce lar, na companhia da minha filhota, dei por mim a rever o resultado do árduo trabalho a que nos dedicamos, eu e os meus colegas. Ou seja, assisti ao episódio dessa noite da mesma telenovela para a qual tinha estado em estúdio a gravar uns tais 5 segundos.

E reflecti nisto… Apesar de todo o profissionalismo, afinco e dedicação às artes de representar e de filmar, de toda uma multidão de recursos humanos, o tal resultado é… medíocre.

E nem podia ser doutra maneira. Quando se concebe um guião para uma telenovela, não se pode esperar um “Guerra e Paz”. Não há tempo. Tem de ser em cima do joelho. E nem os argumentistas são alguns Lev Nikolayevich Tolstoi. O que é preciso é encher chouriços, com competência q.b..

Mas se as boas das criaturas que escrevem guiões não serão grandes espingardas, já o mesmo não direi dos actores e equipas técnicas que os têm de seguir. Esses são supra-sumos. E mereciam melhor. Muito melhor. Mas sujeitam-se a ter de fazer estas coisas para ganhar a vidinha. E nos entrementes fazem um filme de culto ou outro. Ou uma peça de teatro de curta temporada.

Até mesmo moi acho que merecia melhor!.. Se oportunidades maiores surgirem. Não será a fazer estes biscates que deixarei a minha marca neste mundo. Mas pode ser que a deixe a escrever sobre estas desventuras. Quem sabe…
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Nota: Em modos de ponto da situação, e para registo neste meu “diz que é uma espécie de diário”, tem sido esta a única actividade a que me tenho dedicado desde o Magic Mystery Tour, que terminou em fins de Junho. 

Para além do que já aqui relatei, lá fui aumentando a contabilidade das séries e telenovelas portuguesas em que participei para treze, com esta nova “Amor Maior”, da SIC. E voltei a entrar num episódio da série tv francesa “Une Famille Formidable”, do canal generalista TF1, gravado aqui na Olissipo, como já no verão passado aconteceu. Desta vez foi no Bairro Alto, no Café Luso, esse templo do fado lisboeta.

Mas urge deitar a escada para tentar outros desafios mais altos. Melhor, urge dar um sentido bem maior a esta minha existência.