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quinta-feira, 2 de abril de 2026

• "Por que" não, carago???...

Eu aprecio assistir a uma rubrica diária que se chama "Bom Português”, englobada no noticiário da manhã da RTP1, o “Bom Dia Portugal”. Porque é um serviço público deveras útil. E porque é gerido por uma senhora bonita, a jornalista que responde pela sua graça de Carla Trafaria. Cujo fácies se pode ver  na foto acima.

Quis justamente expôr uma ligeira dúvida dirigida a esta rubrica televisiva. Que a modos que é assim…

Sob o mote “Em dias sim, por que não?”, a Super Bock lançou uma campanha publicitária em que a sua cerveja Abadia está a relançar-se no mercado com uma imagem renovada.

A dúvida é: no contexto do slogan desta campanha, "por que" não deveria ser uma única palavra, "porque"?... Ou as duas formas são ambas correctas em bom português?....

Será que o desgraçado do novo acordo ortográfico abre as portas a aberraçãozinhas como esta?…

E depois, vejamos… Com tanta gente, quer da parte da agência de publicidade - que eu sei qual é, mas não vou apontar o seu nome, para não os envergonhar - quer do cliente, a cervejeira, dizia eu com tanta gente à volta desta campanha não houve uma alminha sequer que tivesse dado por este suposto erro de português?… Que é pequenito, vá, mas era evitável.

A não ser que seja propositado. Para que alguns chatos como eu falem sobre o erro e estejam a dar canal a esta campanha e à marca.

Na minha opinião, o slogan ademais é fraquito. Para não dizer mesmo parvo. Parece que não se quer vender esta cerveja. É só para bebê-la em dias sim. E vá lá, vá la… Se não houver mais nada e melhor para matar a sede.

Enfim… Dito todo este arrazoado, eu até curto bués esta cerveja ruiva, a Super Bock Abadia. Tal como a sua congénere Sagres Bohemia. Bem mais do que as cervejas mais correntes e vulgares de Lineu destas duas marcas generalistas e dominadoras do mercado nacional.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

• O emprego do futuro

Senhores e senhoras que ocupam o vosso tempo vendendo-o em empregos dentro de gigantes torres de office parks… Ou mesmo trabalhando remotamente nos vossos lares, doces lares… Gastando vãs energias em serviços administrativos, contabilísticos, escriturários, assessorias e outras sensaborias, e etc..

Vocês não receiam que o vosso ganha-pão se volatilize da noite para o dia?… Graças a este progresso tão veloz e imparável da (ainda não tão) temida IA, Inteligência Artificial que estamos a testemunhar?…

É que pelo que eu julgo é só uma questão de tempo.

quinta-feira, 22 de maio de 2025

• Message in a bottle

I suppose this is what a Sting’s grandson - I don’t know if he even has any - would be thinking when they would be listening to a Police old record from the 80’s of last century…

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

• Eu sou trans

Sofro muito mesmo. Não porque me faltem bens essenciais. Mas porque almejo que as minhas ideias peregrinas sejam passadas à prática. Tal como Elon Musk pode fazê-lo. E faz.

Ah, se ele ao menos lesse este meu blog… Ele ou qualquer outro magnata excêntrico, para quem o lucro não fosse a última panaceia.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

• Selfies, one more time...

I dislike selfies, very much. So, I very barely do them on myself. After all, I’m an amateur photographer. And people like me hate selfies more than taxi drivers hate their concurrency from Uber drivers.

I also dislike selfies made by anybody, generally speaking. Because people look too dumb on them, I say.

So, I wonder… People delete some of their selfies because probably they think they don’t look dumb enough on them. And if on those deleted selfies real personalities reveal themselves… The human race is not so dumb, after all. There’s a great sign of hope here!…

Seriously. When I see a pretty girl posting on her social media sites just her selfies and nothing else, I feel that’s so, so sad… All those pretty girls should have a friend to save her ephemeral beauty for posterity.

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Meanwhile, at June, the 30th, the significant last day of the former semester, all over this blue planet people should have celebrated the so called "World Social Media Day". But I didn't noticed anything at all about this subject, anywhere...

I started to quit losing time on some social media sites, a few years ago from now. This may be the reason for also having lost, apparently, almost all the readers of my three magnificent blogs.

I believe blogs are no more so much "fashionable" as they were some ten years ago or more. But I won't quit writing!...

terça-feira, 18 de maio de 2021

• Voyage, voyage...

“Navigare necesse, vivere non est necesse.”
- Pompeu, general romano, séc. I A.C.

Muitos anos mais tarde, no século XIV, Francesco Petrarca, poeta florentino, repetia este lema, “Navegar é preciso, viver não é preciso.”. Que muita gente atribui a Fernando Pessoa. “Quero para mim o espírito desta frase”, escreveu este último.

Navegar é preciso?

Sim, no sentido que navegar é viajar. Fazia-se com bússolas e astrolábios, antigamente. Hoje, faz-se com recurso a outros meios ou ferramentas: satélites, GPS e até na World Wide Web, dum modo virtual, como hoje se impõe...

Mas então perguntaremos também todos nós, viver afinal não é mesmo preciso?

Não, quando navegar é sonhar, ousar, planear, arriscar, empreender, realizar… Porque aí, navegar é viver!

Há exactamente um ano atrás refletia eu neste blog sobre o oposto, sobre essa premente necessidade de viajar… Num pensamento infectado pela pandemia que ainda hoje perdura. Para o relembrar, cliquemos aqui.

Viajar, segundo Flaubert, faz-nos ter consciência da nossa pequenez. E esta maldita pandemia fez-nos ver quão frágeis nós somos.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

• O novo normal

Andam p’rái a falar até à exaustão do “novo normal”… Que temos todos que adoptar novos hábitos, comportamentos, atitudes, estratégias, formas de viver, de trabalhar…

Quanto ao mundo do trabalho… Montes de empresas foram dum dia para o outro empurradas ou forçadas a pôr muito do seu staff em teletrabalho durante esta crise pandémica, que ainda vigora. E sem grandes chances de protestar. Foi terem de se adaptar ou terem de parar. Não houve grande hipótese de escolha.

Esta espécie de experiência - metida a martelo - de engenharia social creio que, apesar de tudo, de toda a improvisação que implicou, provou que o teletrabalho é uma opção válida e com largas vantagens para muitos cargos e funções dentro de empresas. E no entanto…

Receio que quando tudo isto acabar o novo normal nas empresas não venha a ser nada novo. No mundo corporativo os CEO’s são muito resistentes às mudanças. Só cambiam de opinião quando isso lhes é imposto pelas conjunturas.

E é uma pena. Porque esta experiência correu bem. E devia deixar lições a tirar e a implementar.

Vai-se perder - estupidamente - uma oportunidade histórica e talvez irrepetível de dar um importante salto civilizacional.

A economia, o ambiente, o bem estar social e a felicidade nacional bruta* iriam ter tanto a ganhar...
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* Nos anos sessenta e setenta do século passado, era de grandes utopias, li um dia um slogan que rezava assim: não ao produto nacional bruto, sim ao felicidade nacional bruta. E que aqui quis reviver.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

• In my humble opinion…

Well, to be perfectly honest, in my humble opinion, of course without offending anyone who thinks differently from my point of view, but also by looking into this matter in a different perspective and without being condemning of one's view's and by trying to make it objectified, and by considering each and every one's valid opinion, I honestly believe that I completely forgot what I was going to say.

A quem terá conseguido ler o texto* acima com toda a sua exigida paciência, parabéns pela persistência. Mas é isto, as coisas são o que são e a opinião expressa anglo-saxonicamente vale o que vale…

Efeitos da pandemia de covid-19 nas nossas debilitadas sanidades mentais?… Talvez. Mas isto é também um exemplo que ilustra na perfeição a aplicação na prática duma máxima pela qual me orientei desde sempre nesta vida. Que reza assim:

Há duas regras na vida pelas quais nos devemos sempre reger:
Regra #1: Nunca digas tudo o que sabes.
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* Textinho esse que não é de todo da minha autoria, tenho que confessar. Encontrei-o algures no ciberespaço.

Nota: Se alguém se perguntar sobre qual o conteúdo da regra #2, sugiro de novo a leitura da regra #1. Afinal, e como se costuma dizer, qual foi a parte dessa regra que não terão entendido?…

domingo, 22 de dezembro de 2019

• E aí está de novo o Natal...

E com o Natal volta de novo também um espírito consumista desenfreado e acéfalo, que se apodera de todos nós…

Estaria talvez já bastante em tempo para reflectirmos todos sobre este comportamento social que por uma tradição cega adoptamos sem o questionarmos minimamente…

Sobretudo nos tempos que correm, em que estamos todos muito preocupados com o clima do nosso planeta... Ou a fingir que nos preocupamos, participando em grandes manifestações de massas nas principais avenidas das nossas modernas urbes.

É que depois do Natal, logo, logo no dia 26 ou mesmo no próprio dia 25, o ambiente vai ressentir-se deste momentânea insanidade. Não são só as barrigas dos humanos que engordam neste período natalício. Os caixotes do lixo - ou melhor, do desperdício - também. Exponencialmente.

Pornograficamente, direi mesmo eu…

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

• O que é isso de ter sucesso

É isto. Sem tirar nem pôr. Simples assim.

Já em tempos tinha postado algo sobre o sucesso neste blog. Não invalidando o que no passado foi aqui escrito, onde se considerava o sucesso como um efeito colateral, creio que agora também se pode almejar o sucesso como um objectivo.

É só uma questão de cada um de nós conferir a sua personal checklist para o obter.

Quanto a mim, há uma certa margem de progressão no “where”. 

E embora não me podendo queixar do “with who”, onde tenho sido feliz, podia sempre melhorar ainda mais.

E no “with who” também há a dizer que este factor poderá condicionar o “what”. Se se descobrir um “labour of love”, no sentido que esta expressão pode ter de “work done for the benefit of someone you love”.

Não haverá nada melhor do que esta feliz conjuntura: encontrar alguém a quem amamos e que nos ama de volta, juntar as forças e os intelectos de ambos e lutar abnegadamente pelo sucesso ambicionado por esse alguém.

Eu hoje consigo ver esta incontornável verdade. Clarissimamente.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

• Tem de haver outra saída…

"A 'why' is a dangerous thing... It challenges old,
comfortable ways, forces people to think about that they do
nstead of just mindlessly doing it. (Haplo)...
I think the danger is not so much in asking the 'why' as in
believing you have come up with the only answer. (Alfred)"
 - Margaret Weis

É só uma cenoura. Ao fim do dia, se chegares onde eles querem que tu chegues, talvez eles a dêem a ti. Amanhã, se eles precisarem de ti de novo ou se foste até bem longe hoje, hão-de colocar outra cenoura à frente dos teus olhos.

Talvez devesses, no entanto, parar para pensar um pouco…

Porque raio queres afinal a cenoura? Vale assim tanto a pena? Andares atrás dessa cenoura não será que te distrai de outros objectivos que também, sobretudo ou ao invés deverias antes perseguir? É mesmo isto que queres para ti?

Vem esta minha filosofia de vão de escada que me assalta neste momento o meu pensamento a propósito disto... 

Quando a vida me apresenta aquelas modernas formas de ganhar dinheiro - o dinheiro que é inevitavelmente necessário para sustentar essa mesma vida - que andam desgraçadamente tão em voga hoje em dia, regra geral eu penso que… 

Tem forçosamente de haver outras formas melhores de se ganhar a vida. Tem mesmo de haver!… Senão, estamos todos perdidos.

Bom, isto pode ser um problema só meu... Mas há certas cenouras que comigo não funcionam. Não me fazem mover. Não os músculos mas os neurónios sim. Isto fazendo fé que estes últimos ainda se vão estrebuchando de quando em vez, claro...

E no entanto são tão atraentes para tantos outros seres humanos. Até para aqueles cuja inteligência prezo. Que vão sendo cada vez mais raros. Lá está, é um problema exclusivamente cá do rapaz, sem dúvida... Passe o sarcasmo.  ;-)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

• Viajar na mayonnaise

Expus uma ideia que foi qualificada para os concursos de empreendedorismo da Acredita Portugal*. O que me deixou deveras contente e, a princípio, inchado de orgulho…

Mas reconheço hoje que esta não é, nunca foi uma ideia empreendedora. É mais do domínio dos sonhos. Um puro desvario. Não é enquadrável. Não é quantificável. Não é classificável. Até nem será exequível, porventura. Não é de todo sustentável. É uma ida à lua. É algo ainda não tentado. Vou procurar o meu caminho noutras paragens.

Pela parte da Acredita Portugal sou incentivado a criar um plano de negócios. E em lugar de pensar em números, eu parto é para “viajar na mayonnaise”. A alargar os limites do sonho para mais além. E a perceber que a minha ideia é mais o argumento de um filme. Só num filme - que já comecei a visualizar - eu poderei conseguir comunicá-la com eficácia. A ver vamos...

Como é que Steve Jobs, Cristoforo Colombo ou Leonardo da Vinci fariam para expôr as suas ideias?... É sobre isto que tenho de reflectir.

A descrição primária da minha ideia inovadora pode ser lida num anterior post deste blog, clicando aqui.

No acto de inscrição aos concursos de empreendedorismo da Acredita Portugal mencionei que outras ideias mais recentes tenho a germinar neste momento, na área da animação turística para turistas visitantes de topo e actividades de lazer e desporto para todos. Mas sempre, sempre peregrinas… E daí, talvez não.
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* Na sua Identidade Institucional, a Acredita Portugal diz ser (sic) “uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional”. Creio que os casos de sucesso que esta organização enumera no seu website falam por si. Tem de ser possível fazer melhor. Mas talvez só com abordagens não tão técnicas e mais ousadamente visionárias.

Ter visão é algo que não se ensina. Antes se educa. Mas não em cursos superiores de gestão.

sábado, 23 de novembro de 2013

• Da avidez do sucesso

"Não procurem o sucesso.
Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo,
mais vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa,
ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser." 
 - Viktor Frankl

O sucesso entendido como efeito colateral e não como um fim. Uma causa maior que o bem-estar indivídual, que o ego que anseia ser nutrido. Porque há coisas mais importantes que o sucesso. Porque a vida é para ser saboreada lentamente e não para ser sorvida a correr.

Porque o sucesso é sempre efémero.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

• Time Management

…ou Gestão do Tempo, em dialecto tuga. Uma coisa que eu abomino.

A Gestão do Tempo, quanto a mim, é uma bonita ferramenta que os modernos métodos da Gestão de Empresas desenvolveram para solucionar um problema que esses mesmos engraçados métodos abestalhadamente criaram: a falta de tempo crónica.

Estes modernos métodos da Gestão de Empresas querem-nos tornar em indivíduos cada vez mais produtivos. Querem tornar as nossas existências em carne para canhão ao serviço do deus lucro máximo.

E assim fazem do nosso tempo, do precioso tempo de cada um de nós, um bem cada vez menos nosso e mais escasso. E como tempo é dinheiro, o efeito colateral, que nem todos enxergam, é que de facto nos torna mais... pobres.

A Gestão do Tempo devia ter um único axioma: “Se cada vez tens menos e menos tempo ou não tens mesmo tempo para nada, pára!”.

Tão simples quanto isto! Se não tens tempo para nada, não estás a viver. Estás a correr depressa para o teu fim. Para a morte que há-de advir a cada um de nós, mais tarde ou mais cedo. Não a apresses.

Fui submetido recentemente a uma acção de formação sobre esta temática, a Gestão do Tempo… e enquanto a magnífica formadora “ligava o complicador” para nos instruir em como gerir com melhor eficácia e maior produtividade o nosso tempo, não deixou de partilhar connosco, seus ilustres e ávidos formandos, a sua visão particular da coisa. A que aplicou à sua vida profissional e privada.

E que foi assim: quando reconheceu, e bem, que tinha cada vez menos tempo para dedicar ao que é o essencial - o seu filhote de tenra idade - resolveu propor uma medida sacrílega à sua entidade patronal. Passar a trabalhar em part-time.

Graças aos deuses que não teve as suas aspirações goradas…

Mais ainda partilhou connosco. Que passava os seus fins-de-semana no belo do Alentejo e os dias úteis na grande metrópole de Lisboa. E que se sentia cada vez mais presa e com menos vontade de sair do meio das planícies para ter de enfrentar as sete colinas da vida. Ao que eu ripostei que a compreendia bem. Porque se há quem possa ser um bom gestor do tempo, esse alguém é o alentejano!…

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

• Foi há 12 anos...

Já decorreu este tempo todo… Desde que as vidas de todos nós sofreram este abalo sísmico que foi o 11 de Setembro de 2001.

Julgo que poucos seres neste mundo não terão sido afectados, de uma forma ou de outra, por este acontecimento. Mesmo aqueles que vivem no mais recôndito canto desta terra.

Eu estava no meu lunch break, já depois de ter engolido a sandocha da praxe, quando me vieram dizer que tinha havido um embate de um avião num arranha-céus de New York. E que estava a dar na tv.

Fui ver. Lembrei-me de uma foto famosa de outro embate de um avião no Empire State building, nos anos 50. Pensei que era só um remake da mesma desgraça… Mas depois vieram avisar-me de que tinha havido um segundo embate! E é então que a coisa começou a cheirar a esturro… Como eu já contei mais em detalhe num post de um outro blog meu, quando isto fazia uma década.

Eu trabalhava na altura no estúdio gráfico de uma agência de publicidade de renome mundial, a Saatchi & Saatchi, em Lisboa. Que fazia parte de uma rede mundial de escritórios com sede em New York, justamente. Como quase todas as grandes agências de publicidade de nível planetário.

Duas semanas apenas depois do 11 de Setembro, o conselho de administração da Saatchi, lá nos States, decidiu fechar um bom número de escritórios da sua rede… e a fava calhou-nos a nós, lisboetas, tal como a outros, em cidades europeias como Milano.

Desde então e até hoje, nunca mais tive uma carreira profissional de que me possa orgulhar com galhardia. Nunca mais tive um emprego de jeito, para ser absolutamente claro. E passei por dois longos períodos de desemprego. O último dos quais ainda dura… E dura... E dura...

Pouco mais de dois meses depois do 9/11 teve início na minha vida uma relação sentimental que iria durar nove anos. Mas da qual hoje em dia tenho de apagar suas memórias. Como se nunca tivesse tido lugar essa ligação amorosa. Talvez assim tivesse sido pelo melhor… 

E como toquei nos planos profissional e sentimental, é forçoso que siga o que é costumeiro e fale também do plano da saúde…

Aí estou mais velho. Com menos energia do que há 12 anos. Como seria de esperar. Mas de resto não me posso queixar grandemente de nada. Não serei rijo como um cepo, mas… Dou p'ró gasto. Ainda. Ao menos isso, carago…

Estou a fazer como que um balanço da minha situação pessoal actual neste post. Mas não quero esquecer o mundo que me rodeia.

Numa linha, parece-me que os Estados Unidos - a superpotência mundial que foi o alvo deste atentado - andaram entretidos em conflitos que criaram nesta dúzia de anos. Descuraram também tomar o pulso da sua economia. E com isso terão contaminado os países ocidentais que fazem parte da sua órbita mais próxima.

A crise económica global que atravessamos hoje não é de todo alheia ainda a esta porra do 11 de Setembro. Mas enquanto uns se distraiam em guerras e bolhas nos mercados imobiliários e financeiros, outros foram fazendo o seu caminho até ao topo do domínio da economia global. Como a China é o melhor exemplo dessa longa marcha com pézinhos de lã.

Se não os podes bater, junta-te a eles. Está-me cá a parecer que para quem tem ideias como as que habitam a minha mente, um bom habitat para estas se tornarem um pouco menos peregrinas será o velho Império do Meio.

Afinal, o que é a Grande Muralha da China senão uma das maiores ideias peregrinas alguma vez nascidas do génio humano?...


terça-feira, 30 de abril de 2013

• A vida

E é isto!… Não há muito mais que valha a pena acrescentar a este longo arrazoado de verdades de La Palisse.

Só me falta cumprir uma coisita, que é viajar muito pelo mundo real. Porque pelo virtual já fui até aos confins do Pólo Sul. E este blog já me proporcionou sonhar bastante. Mas ainda estou em bom tempo para aumentar um pouco mais a parada onírica.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

• Dia das verdades

Hoje, dia 1 de Abril, ocorreu-me esta repentina ideia peregrina, que vou passar a contar…

E que tal se houvesse, para além do dia das mentiras - ou até em seu lugar, porque não? -, um dia das verdades?…

É que, convenhamos… Dizer uma peta é demasiado fácil. O que era de homem era ter tomates para dizer aquelas verdades. Tipo:
  • Yah, tás gorda. Mas também, é só um kilinho, caramba…
  • O quê, vocês acreditaram quando nós dissémos que aquilo que se passou no Chipre não vai acontecer em outros países europeus? Pobres ingénuos…
  • Empresta-me aí algum guito, mas olha que não tenho intenção de devolver-te, ok?…
  • Chefe, você é mesmo um g'anda filho da mãe!!! Oh, que porra, mas porque é que nunca mais me sai o EuroMilhões?…
  • Nunca gostei dessa tua mania de esgravatares a manteiga para a barrar no pão. Eu deixo sempre a superfície lisinha…
  • Sim, fiz batota, sim! E depois?… 
…e etc. Isto é que seria um dia de festa de arromba! É claro que haveria à mistura, com toda a certeza, algumas clivagens... Divórcios, zaragatas, amizades terminadas, amuos, olhos negros e outras mais desgraças por aí fora. Ia-se estragar muita coisa... Mas cumprir-se-ia a bela da teoria da evolução de Darwin. Só aquilo que é mais forte é que sobrevive para perpetuar a espécie.

Vamos pensar nesta proposta com carinho, shall we?… 

sexta-feira, 29 de março de 2013

• Acreditar

E a época do ano que atravessamos presentemente, a Páscoa dos cristãos, é um tempo propício a renovações...

Fear not to fail, folks! Ever. Life is a never ending learning process.

Não temais levar as vossas ideias peregrinas avante, ó gentes! Uma bonita senhora, que se dizia militante do empreendedorismo partilhou com uma assembleia em que eu me inseri, que em Silicon Valley ela aprendeu que só ao fim de criar a sétima empresa própria é que se tem sucesso. Isto em termos médios, como é bom de ver.

Pelo meu lado, eu já estou é farto de falar apostas sozinho. Digo apostas na minha carreira profissional, não em dar vida a projectos pessoais como os que vão sendo descritos neste blog que criei. Que é talvez a mãe de todos esse projectos.

Este blog nasceu para ver se eu encontraria os meus pares. Aqueles que também têm ideias peregrinas.

quarta-feira, 27 de março de 2013

• São os loucos de Lisboa*

E se é assim, vou trilhando por bom caminho. Porque loucura não se vislumbra estar em falta por aqui. Vamos a ver se há alguma dose de necessária razão, também… 

Isto aqui é tudo só ideias peregrinas. Mas depois, no fim de contas, que boas ideias é que podem florescer quando este barco que é o mundo de hoje está a meter água?…
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* Alusão ao tema "Loucos de Lisboa" dos Ala dos Namorados, banda sonora oficial (ost) deste post, que pode ser escutada clicando aqui. Sempre achei uma certa piada condescendente com o ser rotulado de louco, devido a essa característica pessoal sobre a qual não podia ter dominio: o local onde nasci. É caso para dizer, má sorte ter sido olissiponense. Ou talvez não…