sexta-feira, 9 de março de 2018

• Selfies?...

Selfies?… As tuas fotos nas redes sociais são sempre selfies?… Não achas isso um pouco triste?… Não tiveste ainda um só amigo teu que tirasse fotos tuas com um pouco mais de arte e qualidade?…

Todos nós devíamos ter aquele amigo que faz umas fotos giras e que sabe bem captar o nosso melhor aspecto. E eu poderia e queria ser esse tal amigo para muitas almas.


Abomino esta nova expressão de narcisismo que são as selfies. A beleza está nos olhos de quem a contempla, dizem. E se assim é, se forem sempre apenas os nossos próprios olhos a admirarem a sua própria imagem refletida num écran dum telefone móvel, a coisa deixa de ser bela. Passa a ser tão só patética.

Certo, devemos amarmo-nos a nós próprios em primeiro lugar. Antes de falarmos tanto em selfies já haviam auto-retratos. Vários grandes fotógrafos fizeram-nos amiúde a eles próprios, desde Daguerre até aos nossos dias.

Mas não devemos cair na tolice de ficarmos sós a amarmo-nos a nós próprios. Devemos deixar outros amarem-nos com a sua visão. Com a sua lente. Com a adequada dose de engenho e arte, haverá sempre algo de belo em nós que só outros olhos que não os nossos poderão revelar ao mundo.

Por isso, ó gentes, parem de tirar só selfies atrás de selfies!… 

Garantam alguém em quem confiem que domine a arte de captar a vossa alma. Que será sempre com muito melhores resultados do que as inúmeras tentativas que vocês fazem a sós. Acreditem!…

Tu que me lês, permite-me que eu te mostre o teu interior.

Quero ser o teu fotógrafo oficial. A minha destreza vai levar-te a observar o que nunca viste ao espelho.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

• O Ano do Cão

E aí está o Ano do Cão!… Que se diz poderá vir a ser um período de tranquilidade. O que não inviabiliza que ocorram também algumas mudanças. Mas que serão positivas. O que me parece de todo em todo bué da fixe.

Sem ter grande certeza, creio que começou na passada sexta-feira dia 16 de Fevereiro. Nesse dia estive a admirar a beleza da força do mar na Ericeira. Se houve algum cortejo ou festividades na nossa little Chinatown lisboeta, tal facto escapou-me...

Este Ano do Cão vai terminar a 5 de Fevereiro de 2019.

Vou pensar em fazer ainda mais festinhas à minha cadela Nina entre estas duas datas. Talvez ela tenha a chave do destino a dar ao tempo que me restará na minha presente existência terrena.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

• Places to go before I die - VII

Neuschwanstein. Eis o nome do provavelmente mais bonito castelo deste planeta Terra.

Hoje venho falar de um daqueles lugares demandados por hordas imensas de turistas, que eu procuraria normalmente a todo o custo evitar. E que por isso mesmo também não seria por norma objecto de um post neste blog. Mas a beleza e a sumptuosidade da coisa é incontornável. E a sua visita é mandatória, como uma ida a Meca.

E depois há todas as histórias e lendas associadas ao homem que decidiu a sua construção, o rei Ludwig II da Baviera*.

Que decidiu erguer este castelo para ser a sua residência, após se retirar da vida dedicada à causa pública. Começou a viver lá antes disso, em Maio de 1884 e por cerca de dois anos, no decurso dos quais foi declarado insano e incapaz de exercer o seu cargo real. Abdicou, foi preso e internado noutro castelo, Berg de seu nome, e mais tarde assassinado - diz-se - junto com o seu médico psicanalista. Os corpos de ambos foram encontrados presumivelmente afogados nas águas do lago Starnberg.

E Neuschwanstein nunca foi terminado no seu planeado esplendor. E apenas sete semanas após a morte de Ludwig II foi aberto ao público.

Bem antes deste castelo, máximo exemplar da época áurea do Romantismo europeu, em 1840 outro ilustre bávaro, Ferdinand de Saxe-Coburg e Gotha**, príncipe consorte da rainha D. Maria II de Portugal, mandou construir em Sintra o Palácio da Pena.

Obra que alguns dizem ser precursora dos vários castelos e palácios reais do velho continente que se lhe seguiram e justamente a comparam a Neuschwanstein.

Quando se visita este castelo da Bela Adormecida, na Baviera encostada á fronteira com a Áustria, não se pode perder a ocasião de ir também a outra fortaleza vizinha, que dista menos de um kilómetro. o castelo de Hohenschwangau.

Onde Ludwig II habitou durante a sua infância e adolescência. E onde a família real bávara mantinha a sua residência oficial de verão.

É caso para nos questionarmos porque Ludwig II quis construir mais um castelo tão perto deste último. É que este Hohenschwangau schloss já não estava nada mal… Como bem a propósito se soe dizer na Pindorama, já estava de bom tamanho.

Eu já faço do Palácio da Pena a minha casa. A minha sala de visitas, onde recebo e guio os viajantes que escolhem a minha Lisboa para os seus city breaks. Agora quero trocar de papéis e confirmar que Neuschwanstein também vale a pena.

E tanto pior se tiver que suportar com aquele ambiente sempre tão inóspito dum turismo massificado
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* Que foi, entre outras coisas, um devoto patrono do compositor Richard Wagner.

** Que curiosamente partilha comigo o mesmo dia de aniversário, o dia 29 de Outubro. No caso dele, o ano de nascimento foi 1816.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

• Peregrinação - o filme

Peregrinação. Um livro incompreendido. Ainda pouco realçado, ao menos em relação ao que mereceria, a meu ver. E este blog chama-se “Ideias Peregrinas”, não é?… Então… Tem tudo a ver.

Fernão Mendes Pinto. Um obscuro personagem, menos lembrado que o seu mais ilustre contemporâneo Luís Vaz de Camões. Porque não escrevia em verso. Mas cuja vida e obra já merecia um filme, também.

Em Portugal os filmes que cá se fazem raramente podem contar com orçamentos generosos para a sua feitura. Portanto, este foi o filme possível de ser produzido. Um filme de autor. Receita clássica, ao velho estilo do cinema europeu. Ou o que tem de ser tem muita força.

Talvez não muito fiel e valioso em termos de reconstituição histórica. Mas com uma fotografia com nota artística alta. O que já não será nada mau de todo.

Mais pobre resultado final teve, julgo eu, o filme “La mort de Louis XIV”, do qual já me ocupei num post de outro blog meu.

Filmado na China, Japão, Índia, Malásia, Vietname e Portugal, dizem acerca da produção desta obra da sétima arte… Com tantas andanças assim, eu julgo que os cenários naturais poderiam ter sido um tudo nada melhor explorados. A coisa deve ter-se quedado tal qual devido á velha história do bom ser inimigo do óptimo…

Sob um outro ângulo, ás tantas este filme parece mais ter sido feito para promover uma antiga obra musical de Fausto com o mesmo título e sobre a existência do mesmo aventureiro.

Podia ter sido mais enriquecido em substância, este filme… Mas não envergonha o seu realizador, João Botelho. Alguns podem achar o seu visionamento algo enfadonho. É no entanto necessário olhar para esta criação artística com alguma benevolência. Por causa sobretudo da fotografia, uma vez mais volto a frisar.

É também uma oportunidade para nos maravilharmos com a doce interpretação de uma actriz dona de uma graça e beleza bem raras. Raríssimas. Sublimes. Ilustradas exemplarmente neste filme.

Falo de Jani Zhao. Que temos a sorte de ter nascido entre nós, em Leiria. Enquanto ela tem a desventura de não ter nascido em Beijing. Ou ainda melhor, quiçá, em Beverly Hills. Mas há-de lá chegar. Se algum olheiro puser a mira nela.

Assisti a este filme ontem. E mais uma vez foi singularmente feliz e reconfortante aquela transição do sonho para a realidade que nos acomete sempre que se sai da sala do cinema para a rua cheia de transeuntes alienados pela hora de ponta do crepúsculo.

Um dia destes, com sorte saio do nimas com ela a meu lado. E a coisa será ainda mais cool.
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Nota: para ver um trailer deste filme, clicar aqui.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

• Porque correm?...

“Porquê agitares-te, ó meu mestre? A  vida é como o relâmpago, o seu brilho mal dura o tempo de ser apercebido.”
- Lao Tzu     

Porque correm as pessoas hoje em dia?… Porque todas as empresas em que se acometem parecem-me sempre vãs?… 

E agora vem aí a época do ano em que os comuns mortais andam mais desassossegados… O Natal. Mais um Natal.

Eu cá quero ver se sobrevivo uma vez mais a esta agitação que se avizinha. Todos os anos cada vez um pouco mais cedo no nosso calendário. Só há talvez algo que me fará sair da voluntária e doce pasmaceira que me rodeia: um chamamento para partir até onde a paisagem esteja toda branca.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

• Num impasse

Estou a viver num limbo. Um pouco cansado do que faço. Mas sem querer abandonar de todo esta actividade que me tem permitido conhecer melhor este país onde vim ao mundo.

Estes últimos dois meses tenho tomado missões de trabalho em doses homeopáticas. Mas em breve tenho de retomar um outro ritmo mais elevado. Sentir the energy of money dá gozo.

Opcionalmente, poderia ir viajar por paragens onde ainda não pus os pés. Sair finalmente deste velho continente. Só que… Estou sempre à espera de um íman que me atraia.

A estação fria nunca mais chega aqui. Estamos no fim de Outubro e ainda neste último fim de semana estava um calor de rachar num lugar onde costuma haver uma brisa do mar bem fresca, a Praia de Vieira de Leiria. Só apetecia deitar naquele areal e ficar a torrar ao sol… 

Já tenho saudades de sentir alguns arrepios de frio na rua e voltar para um lar bem quentinho. E de fazer sauna. E quero ver se consigo usar a minha ushanka com absoluta necessidade. Ás tantas vou surpreender-me em breve tomando a súbita consciência que estou para lá dos Urais.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

• Ressuscitar um clássico

Neste Portugal dos anos 30 do século passado houve uma família portuense de aventureiros, os Irmãos Ferreirinha, que se arremeteu a criar uma marca automóvel, a Edfor. E desenhou um veículo desportivo de linhas muito arrojadas para a sua época.

Eu creio que este carro é tão fascinante no seu design que merecia largamente ser de novo produzido nos dias de hoje, numa escala artesanal. E em versão eléctrica. Já que os veículos que têm de recorrer a combustíveis fósseis parece que vão ter os seus dias por fim contados. E talvez muito mais breve do que a maioria de nós nem sequer sonha.

Ah, se eu tivesse o dinheiro necessário para fazer reviver este Edfor Grand Sport, que deveria ter tido uma vida bem mais longa... Ok, "prontes", isto é só mais uma ideia peregrina, o que é que se há-de fazer?...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

• 8º aniversário

8 anos. E muito cansado. Cansado de tudo. Ou quase tudo. Menos de esperar. Continuo a esperar. Sempre esperarei. Já nem sei bem o que esperar. Mas espero.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

• Não entendo

Há cada vez mais forasteiros a visitar este meu país. E os malandros aparecem nos mais recônditos lugares, que por vezes nem dos tuguinhas locais julgo serem tão conhecidos.

Portugal já não é só o Algarve, o sol e a praia. Até o outrora sombrio Porto e Norte de Portugal está a ser tão ou mais visitado do que a talvez mais cosmopolita e minha região de Lisboa e arrabaldes.

Estamos a ser descobertos por todos os outros povos deste nosso planeta comum. E o que aqui vislumbram parece encantá-los.

E eu que aqui vivo e que conheço outras realidades lá fora não entendo esta febril invasão de turistas a este pequeno rectângulo.

Deve haver algo que nos diferencia e que atrai os enxames que cada vez mais pululam por tudo quanto é canto dentro das fronteiras mais antigas deste mundo. Mas o que será?… E qual foi o clic a partir do qual houve este aumento exponencial das torres de Babel pelas ruas das nossas urbes?…

É bom que se investigue isto. Se queremos que se perpetue por muito mais tempo esta onda neste corrente ciclo tão positivo.

É bom que não nos deixemos cegar por esta súbita euforia. Porque, apesar de tudo, ainda temos muito por onde melhorar. Tornámo-nos uns predilectos de repente mas estamos longe de sermos perfeitos.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

• Obrigado!...

Este corrente mês de Junho tem sido uma correria danada!… Mas como soe dizer-se por aí, quem corre por gosto não cansa.

Tenho sido bem feliz no meio de tanta azáfama. E quero pensar que há alguém lá longe que anda a pedir aos anjos dela por mim e pelo meu bem-estar.

Quero crer também que saberei quem é esse alguém. E daqui deste blog vou agradecer a essa alma que me é muito querida.

Aitäh, kallis.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

• Livin' la vida loca

Back in business, one more time. Driving some of these fine luxury limos, shown below. All around, all day, full speed ahead. Looking sharp on my monkey suits. Eating as a special guest in the finest local restaurants. And on top of it all, making quite a nice deal of pocket money on the side.  ;-)
Just a few months ago, I said about myself that I'm a bum. At that time I was at the bottom of the gutter, without a dime for my usual daily expresso coffee, even. As we often say here in my homeland, “a vida dá muitas voltas”.