Mais um post sobre a BTL 2012 e de algo na região centro de Portugal. Desta vez algo singular: o Museu Natural da Electricidade. Curiosa, a designação "Natural", que não percebo bem o seu sentido, mas enfim…
Tenho formação superior em engenharia electrotécnica, no ramo da energia e sistemas de potência. Tive a desdita de terminar o meu curso universitário e livrar-me da sina de andar apenas a vender lâmpadas ou interruptores. O meu destino em boa hora levou-me a conhecer a maior parte do interior do nosso país, graças a deslocações a muitos e variados locais remotos. Onde havia uma qualquer pequena central hidroeléctrica à beira de um curso de água, mais escondido do mundo que sei lá o quê!...
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| Uma turbina Pelton neste museu, com uma nova envoltura em vidro da roda motriz |
Particularmente aquelas centrais que nasceram à beira dos nossos riachozitos e que fizeram com a "luz" que produziam mover máquinas tecedeiras. Porque foi a indústria têxtil aquela que mais impulsionou a utilização desse recurso natural que é a energia potencial duma boa queda de água.
O turismo ligado à arqueologia industrial é algo que nunca será um fenómeno de massas. Mas que é importante fomentar. Uma vez reparei num folheto do organismo estatal do turismo polaco que fazia referência a existir no país de Chopin a central hidroeléctrica mais antiga do mundo, em actividade ainda.
E fiquei com inveja de não termos nada disso em Portugal, que fosse divulgado com aquele destaque e do meu conhecimento. Só me recordo da central de Santa Rita de Golães, que a câmara de Fafe renovou, para a esta serem organizadas visitas de estudo escolares pelos petizada do concelho com que ninguém fanfe.
E fiquei com inveja de não termos nada disso em Portugal, que fosse divulgado com aquele destaque e do meu conhecimento. Só me recordo da central de Santa Rita de Golães, que a câmara de Fafe renovou, para a esta serem organizadas visitas de estudo escolares pelos petizada do concelho com que ninguém fanfe.
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| Logotipo do novíssimo Museu Natural da Electrcidade |
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| A capela da Senhora do Desterro, uma das cinco existentes em São Romão, Seia |
Como passei boa parte do meu percurso profissional de engenharia nesta zona da Serra da Estrela e arrabaldes, não podia deixar de ficar encantado com tudo isto e falar aqui no meu blog. Feito! Ah, e já agora, em todas estas três pequenas centrais aqui referidas, o autor deste blog esteve lá, em tempos idos. Antes de nascer a minha filhota, em Julho de 1993.



















































































